sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Gianolla defende viabilidade do BRT, projeto que não saiu do papel

30/12/16 - Cruzeiro do Sul

Equipe Online - online@jcruzeiro.com.br 

Renato Gianolla esteve no comando da Urbes por 16 anos - ERICK PINHEIRO

O presidente da Urbes - Trânsito e Transportes, Renato Gianolla, que deixa o comando da empresa pública depois de 16 anos, sustenta que o futuro do transporte público em Sorocaba é priorizar o coletivo em detrimento ao transporte individual. Para ele, a modernização do atual sistema de transporte coletivo urbano, que foi implantado há mais de 20 anos, passa por uma boa oferta e qualidade de serviços, para que haja o desestímulo à utilização do transporte motorizado individual (veículo particular).

Gianolla aponta a integração do planejamento do uso do solo e do desenvolvimento da cidade com o da mobilidade urbana, sobretudo no transporte coletivo urbano. "Quem priorizar o coletivo em detrimento ao transporte individual terá grande sucesso em sua gestão", aconselha ele, que após 28 anos de atuação na área dos transportes em Sorocaba, tendo exercido várias funções durante os mandatos dos últimos quatro prefeitos, se despede da presidência da Urbes.

Para falar sobre os principais desafios do setor para a gestão do prefeito eleito José Crespo (DEM) e as perspectivas futuras do transporte coletivo urbano, Gianola recebeu a reportagem do Cruzeiro do Sul na sede da Urbes na última terça-feira. Apesar do projeto do Bus Rapid Transit (BRT) ainda não ter saído do papel e a sua implantação ter ficado para ser decidido pelo prefeito eleito, ele defende a viabilidade do sistema para melhorar o transporte coletivo na cidade. 

Segundo ele, Sorocaba comporta o BRT e o sistema permite que os cidadãos se desloquem com mais rapidez, conforto e segurança. Gianolla defende ainda que o BRT promove o aumento da mobilidade, acessibilidade, confiabilidade e redução de tempos de viagem, além da racionalização do sistema por meio da criação de serviços tronco-alimentadores, que circulam de forma segregada ao tráfego geral e com estações fechadas com cobrança na plataforma.

"O projeto do BRT começou a ser estudado no final do governo do ex-prefeito Vitor Lippi, em 2012, e foi contemplado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, com verba total de cerca de R$ 127 milhões, e foi considerado um dos três melhores projetos adaptados do sistema em todo o Brasil", alega. De acordo com Gianolla, José Crespo terá até maio do ano que vem para decidir se irá implantar ou não o BRT na cidade. "O projeto tem verba garantida pela Caixa Econômica Federal (CEF), via Ministério das Cidades, até esse prazo. Então caberá ao novo prefeito a decisão sobre o BRT."

Já sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma das propostas de campanha de Crespo para a área, o presidente da Urbes alega que, antes de tudo, é preciso um estudo de viabilidade para saber se há demanda. "É necessário ver se existe demanda no eixo principal. Teria de ser feito um estudo. O eixo Noroeste/Leste, onde existe a linha férrea, se ela está adaptada para isso. Atualmente ela não comporta o VLT por conta da bitola". Segundo Gianolla, também será preciso fazer um grande investimento de infraestrutura e operacional, além de um estudo de viabilidade para saber se há demanda. Ele ainda recomenda que qualquer projeto na área do transporte coletivo deve ser precedido de um estudo sobre demanda e viabilidade econômica.

Demanda do sistema tem queda de 12,78%

O presidente da Urbes, Renato Gianolla, informa que a queda na demanda do sistema de transporte coletivo público de Sorocaba, que conta com os dois terminais de ônibus (Santo Antonio e São Paulo), é de 12,78%, a pior da história e está no mesmo nível de 2001, ou seja, de 15 anos atrás. De acordo com os números apresentados por ele, em setembro de 2014 a Urbes registrou 5.411.313 milhões de passageiros por mês, contra 4.879.011 em setembro de 2015 e 4.719.792 em setembro deste ano.

Além disso, o sistema também apresentou uma redução de 9,02% no número de partidas de ônibus. Enquanto em setembro de 2015 foram 268.032 partidas, no mesmo período deste ano caíram para 243.867. Gianolla alega que a crise e a o desemprego são os principais fatores que explicam a queda na demanda. "Vale destacar que a diminuição acentuada de demanda não é exclusividade do transporte coletivo de Sorocaba e está sendo registrado em várias cidades de mesmo porte, reflexo do atual momento econômico pelo qual atravessa o País."

Segundo ele, antigamente o usuário era quem pagava toda a conta do sistema por meio da tarifa do ônibus, porém esse conceito perdeu força e foi mudado por uma lei de mobilidade urbana de 2012. "O custo do transporte coletivo não pode ser tratado como simplesmente uma questão de tarifa, mas é preciso equilibrar a conta por meio do subsídio do governo municipal", destaca Gianolla. Já para as obras viárias, como fazer viadutos, deslocar cruzamentos, entre outras, ele afirma que a saída é recorrer a financiamentos e verbas estaduais e federais, e até estrangeiras.

Apesar de algumas obras viárias previstas no Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade não terem saído do papel por falta de recursos, o presidente da Urbes disse que a empresa pública trabalhou e investiu para contribuir e avançar na mobilidade urbana em Sorocaba, por meio de projetos executados nos últimos anos, como o Integrabike (sistema de bicicletas públicas que foi ampliado em 2012, e que possui 25 estações e 200 bicicletas gratuitas disponíveis), além de mais de 126 quilômetros de ciclovias.

Gianolla destaca ainda que o Integrabike partiu de uma média mensal de janeiro a junho de 3 mil viagens por mês para 11 mil de julho a outubro deste ano. Ele considera que a rede cicloviária precisa de melhorias e ter mais conectividade. Disse ainda que a Urbes atingiu a meta de 30% de usuários do cartão social do sistema que no mesmo dia estão usando o ônibus e o Integrabike. (Ana Cláudia Martins)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Radial Leste terá primeiro túnel exclusivo para ônibus de São Paulo

20/01/2015 - Prefeitura de São Paulo

Uma obra, de um conjunto de grandes obras de mobilidade urbana conduzidas pela São Paulo Obras, é especial.

Trata-se do corredor de ônibus Radial 1, que teve início em 2014. Além de possuir grandes dimensões, comparada com outros corredores, trata-se da implantação do primeiro túnel exclusivo para o transporte coletivo da Capital. Foi iniciado há dois meses, terá 12 quilômetros de extensão e ligará o Terminal Parque D. Pedro e a Estação Vila Matilde do Metrô, através da Av. Alcântara Machado - Radial Leste.

Projeto concebido com uso dos últimos recursos da moderna engenharia, já tem duas frentes de trabalho em plena execução, uma delas na região oeste, sob o Viaduto Nakashima, e outra na região leste do túnel, no sentido Radial Leste.

No lado oeste, muitas interferências foram encontradas ao serem iniciadas as escavações. Hoje, o trabalho nesta frente está sendo feito por concessionárias de telefonia, energia elétrica, água e gás, que estão fazendo os remanejamentos das redes e fiações subterrâneas.

Especificamente sobre as obras do corredor, os serviços agora se concentram na concretagem das paredes diafragma do túnel. A parede diafragma é um elemento de fundação, que faz no subsolo um muro vertical de concreto armado executado em lamelas, que são parte da estrutura de paredes dos túneis.

A escavação é feita utilizando máquinas denominadas Clam Shell. Na medida em que as escavações avançam, os desbarrancamentos das paredes do terreno são contidos por meio de bombeamento de polímero biodegradável, um fluído estabilizante.

“A utilização do polímero é mais uma inovação no quesito sustentabilidade utilizada pela SPObras em suas atividades. Ele substitui a lama bentonítica, que apesar de ter a mesma função, causa impactos ao meio ambiente por ser plastificante e torna o solo impermeável, alterando sua característica inicial”, explicou o engenheiro responsável pela obra Mauricio Prado, da SPObras.

Para dar ideia das dimensões, as escavações no trecho leste alcançam profundidades de 25 metros. Após a escavação são colocadas as chapas-junta nas extremidades. As chapas-junta, conhecidas como macho e fêmea, funcionam como elementos de ligação entre os trechos executados. Em seguida são colocadas as armaduras, e tem início o lançamento do concreto.

Método construtivo

O projeto prevê a construção de um túnel, com aproximadamente 700 metros de extensão, que será executado utilizando mais de um método construtivo: o método austríaco não destrutivo, NATM, será utilizado em 450 metros sob a via, seguindo até a Radial Leste.

Os duzentos metros de acesso ao túnel (para os coletivos que saem da Radial Leste e vão entrar no Terminal Pq. Dom Pedro), serão feitos com vala a céu aberto – VCA e, nas duas extremidades, serão executados 80 metros pelo método Cut and Cover, que são valas que seguirão no sentido do emboque de um túnel do Metrô, com extensão de 150m (já existente), localizado sob a Estação Pedro II daquela companhia.

Esse corredor de ônibus é importantíssimo para a cidade e para quem mora na Zonal Leste porque servirá como apoio às linhas férreas do metrô e da CPTM, hoje saturadas nos horários de pico pelo grande contingente de pessoas que usa essas linhas.

A previsão é que o corredor da Radial Leste transporte 150 mil passageiros por dia. Os ônibus que irão circular nesse corredores serão expressos, com poucas paradas, o que fará com que ganhe velocidade e eficiência.

A construção do túnel na ponta da Radial Leste com ligação ao Terminal Pq Dom Pedro terá a função de dar “vazão” aos coletivos, permitindo que passem diretamente sob a avenida, sem a necessidade de pararem nos semáforos, o que deixaria a Radial mais congestionada do que já é.
Dessa forma, esse corredor será uma linha expressa - com velocidade considerável - que levará os passageiros da Zona Leste até o centro da cidade.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Proposta para o sistema BRT é aprovada e segue para homologação

11/05/16 - Cruzeiro do Sul

Larissa Pessoa 
larissa.pessoa@jcruzeiro.com.br 
      
 Abertura do envelope com proposta de preço aconteceu na manhã desta quarta - ERICK PINHEIRO
 
Proposta apresenta pelo consórcio vai para homologação - ERICK PINHEIRO


A proposta apresentada pelo Consórcio BRT Sorocaba para realizar a implantação e operação do Sistema Bus Rapid Transit (BRT) no município foi aprovada na manhã desta quarta-feira (11) após análise da Comissão Especial de Licitações da Secretaria da Administração (Sead). A partir de agora, segundo Cintia Aparecida Antunes, integrante da comissão, deve ser realizada a homologação e depois disso, em pouco dias, o contrato será assinado. Depois de concluído o processo licitatório, o prazo para o término das obras é de 18 meses. 

A sessão pública para abertura e julgamento da proposta apresentada pela Consórcio BRT Sorocaba durou menos de uma hora e segundo Celso Bersi, diretor da área de Transportes da Urbes, o procedimento foi rápido porque a licitante atendeu a proposta de preço do edital, que tinha o limite de R$ 4,43. Esse foi o valor apresentando pelo consócio e como explica Bersi, essa é a tarifa técnica, ou seja, o que a empresa receberá por passageiro transportado. "É preciso deixar claro que esse valor não tem vínculo com a tarifa pública, que é a que o passageiro para pelo transporte", esclarece. Segundo ele, por conta dos subsídios, o valor pago pelo usuário do transporte público é menor. 

Bersi também explicou que o Consórcio BRT Sorocaba será responsável por toda a implantação do sistema BRT na cidade, desde as obras necessárias nas vias, até os carros que operarão. "Por isso as empresas integrantes do grupo são especialistas em áreas distintas." A licitação é na modalidade concorrência internacional e a Consórcio BRT Sorocaba foi a única licitante habilitada a participar do certame. Ela é composta pelas seguintes empresas: Terra Transportes, Construções e Participações Eireli; CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais; Pinese Vieira Ltda.; Comaro Engenharia Ltda. e FBS Construção e Pavimentação S.A. 

De acordo com o projeto, o sistema BRT funcionará em conjunto ao modelo atual, permitindo integração aos Terminais Santo Antônio e São Paulo, às seis Áreas de Transferências e a integração temporal entre diferentes linhas, com o pagamento de uma tarifa. "Algumas linhas passarão por ajustes e serão integradas ao novo sistema", diz Bersi. Serão três corredores de BRT: Ipanema, Itavuvu e Oeste. 

No edital está prevista a construção de 28 estações e mais quatro de integração, 96 abrigos de parada, três terminais, pátio de estacionamento e manutenção do BRT. Serão instalados 16,7 km de corredores bidirecionais exclusivos para ônibus, com desembarque em nível pela esquerda do coletivo, junto ao canteiro central, e onde serão instaladas as estações. 

É prevista a construção de 11,2 km de faixas bidirecionais e 12,9 km unidirecionais em seis corredores estruturais exclusivos para circulação de ônibus, com desembarque à direita pela escada, em pontos normais (como os atuais). Para execução do projeto, será necessária a desapropriação de 16 imóveis no valor total de R$ 24,4 milhões. 

Haverá também a adequação de vias adjacentes, em calçadas, ciclovias, mobiliário urbano, paisagismo nas áreas de influência das estações e abrigos, entre outras intervenções. A concessionária estará responsável por 17 linhas no eixo BRT e deverá operar com uma frota de 125 ônibus, incluindo a quantidade reserva. A previsão é a de que entre 150 mil e 180 mil usuários do transporte coletivo poderão ser atendidos pelo sistema alimentador diariamente. O tempo de viagem terá uma redução da ordem de 20%.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Aeroporto de Guarulhos altera itinerário de ônibus

01/11/2016 - Uol Notícias

A partir desta terça-feira, 1º, os pontos terminais de cinco linhas do Airport Bus Service de Guarulhos e duas do serviço suburbano serão transferidas para o terminal 3 de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Com a alteração, elas passam a atender os três terminais, sempre pelo acesso a partir da Rodovia Hélio Smidt.

A mudança vale para cinco linhas executivas (258 Aeroporto de Congonhas, 259 Praça da República, 316 Circuito dos hotéis, 437 Brooklin Novo e 472 Terminal Barra Funda) e duas linhas suburbanas (257 e 299 Metrô Tatuapé).

O preço das linhas continua o mesmo: R$ 45,50 para as executivas e R$ 5,55 para as suburbanas. Segundo o Aeroporto de Guarulhos, toda a sinalização está sendo alterada para orientar motoristas e pedestres.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Prefeitura suspende licitação do BRT em São José dos Campos

27/10/2016 - G1 Vale do Paraíba 

Esse é o segundo edital lançado pela administração relativo ao projeto. 

Com a suspensão, a obra sofre novo atraso; não há novo prazo.

Expectativa é que a obra do BRT comece no 2º semestre deste ano em São José (Foto: Divulgação/Pref.SJC)
BRT foi uma das principais propostas do governo para melhorar o transporte (Foto: Divulgação/Pref.SJC)

Alvo de questionamentos das empresas interessadas em assumir o projeto, a licitação do BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit) - chamado pela Administração de Mobi - foi suspensa pela Prefeitura de São José dos Campos, na quinta-feira (27), por tempo indeterminado. 

Essa não é a primeira vez que o processo de contratação da empresa que fará as obras sofre atraso. O edital anterior para o BRT foi alvo de questionamentos no Tribunal de Contas, tanto por parte das empresas participantes quanto de vereadores da oposição, e acabou cancelado. 

Com isso, a previsão inicial do governo para o início das obras, que era janeiro deste ano, não se concretizou.

Projeto do Mobi em São José será assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake

São José adia licitação do BRT para agosto após questionamento ao TCE

Uma das principais vitrines da campanha do prefeito Carlinhos Almeida, o projeto do BRT prevê a implantação de um sistema alternativo para melhorar o transporte coletivo, com 51 km de corredores e investimento de R$ 846 milhões.

O edital suspenso tem por objetivo contratar a empresa que ficará responsável pelo lote 1, que contempla a construção de quatro corredores, terminais de embarque e desembarque, além de um CCO (Centro de Controle Operacional). As propostas das interessadas seriam abertas no dia 4 de novembro pela administração.

De acordo com a prefeitura, "o edital foi suspenso para que sejam respondidos novos questionamentos enviados pelas empresas concorrentes". Segundo a Secretaria de Obras, uma nova data para que as propostas sejam apresentadas pelas empresas.

O governo informou ainda que, com a suspensão, "está tomando todos os cuidados técnicos e jurídicos com relação ao projeto."

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Prefeitura de Ribeirão adia abertura de terminal esperado há 17 meses

24/10/2016 - G1

Estação de ônibus no Jardim José Sampaio precisa de ajustes, diz Executivo.
Ainda para este ano também são esperadas três plataformas na Catedral.

Do G1 Ribeirão e Franca

A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) adiou a inauguração do terminal de ônibus "Jornalista Luciano Lepera", no Jardim José Sampaio Junior. A quinta estação de bairro projetada no contrato de concessão assinado em 2012 era prevista para funcionar a partir do último sábado (22), mas ainda faltam ajustes, informou a administração municipal.

O Executivo não deu prazo para sua abertura. "Uma nova data será definida tão logo sejam concluídos esses trabalhos", comunicou.

Orçado em R$ 1,2 milhão, o terminal é esperado há 17 meses, desde seu prazo inicial de entrega, em maio de 2015.

Esta deve ser a última estação de bairro a ser entregue pela atual gestão. Há uma semana, entrou em operação a estação do bairro Ribeirão Verde.

Além dessa estrutura, a Prefeitura deve entregar até o fim do ano mais três plataformas de embarque na região da Catedral, no Centro.

Novo terminal

O terminal no Jardim José Sampaio Júnior deve beneficiar duas mil pessoas que utilizam o transporte municipal diariamente. Com 206 metros quadrados, a estrutura terá dois pontos de embarque e desembarque e vai atender sete linhas da rede municipal - seis principais e uma alimentadora.

O espaço funcionará de segunda a sexta-feira das 6h às 18h e das 6h às 14h aos sábados e conta com sanitários, fraldário, autoatendimento para recarga de cartões de transporte, painéis eletrônicos, câmeras de segurança, além de refeitório e banheiro para motoristas e fiscais, salas de fiscalização e administração.

Terminais urbanos

A estação da região do José Sampaio é a quinta a ser inaugurada nos bairros dentro da previsão do contrato de concessão com o Consórcio Pró-Urbano.

Atualmente estão em funcionamento o Terminal Nordeste José Veloni, no Ribeirão Verde, o Terminal Renê Andrade, no São José, o Mário Ricci, no distrito de Bonfim Paulista, e o Terminal Padre Zezinho, na Vila Abranches.

As plataformas da USP e da Vila Mariana, até então previstas para o próximo prefeito, foram inviabilizadas por problemas para ocupação de áreas, de acordo com o secretário.

Também entregues depois do prazo original, foram inaugurados no ano passado os terminais Dra. Evangelina de Carvalho Passig e seus dois terminais satélites na região da Avenida Jerônimo Gonçalves.

A viabilidade de outro terminal do Centro - orçado em R$ 7,1 milhões e sem concretização - deverá ser estudada pelo próximo prefeito de Ribeirão.

Estações na Catedral

Ainda estão previstas até o fim do ano três das cinco plataformas projetadas para o entorno da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro.

Outras duas, que ficam de frente para a igreja, não foram liberadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), de acordo com informações da Secretaria de Obras.

Divergências em relação aos riscos que os ônibus causam à estrutura da igreja marcaram o projeto. A construção começou este ano após decisão do Tribunal de Justiça e assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) que garantiu a troca dos pavimentos, das redes de esgoto e de água no entorno do templo.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Linhas abandonadas do VLT serão usadas no corredor do ônibus rápido

10/10/2016 - G1 Campinas

O BRT (Bus Rapid Transit), o Rapidão, percorrerá 36 quilômetros. 
Abandono das estações tem causado problemas para a população.

A Prefeitura de Campinas (SP) decidiu utilizar o antigo trajeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para colocar em prática a construção do BRT (Bus Rapid Transit), o Rapidão. As primeiras obras devem ter início em março de 2017 e a previsão é que o novo meio de transporte coletivo esteja em funcionamento em 2020.

O Rapidão terá 36 quilômetros de linha que irão beneficiar principalmente duas regiões, o Campo Grande e o Ouro Verde, em ligação com o centro da cidade. Para construir os corredores do BRT será preciso desapropriar as áreas da cidade que juntas somam 61 mil metros quadrados.

Pelos estudos da prefeitura, a velocidade média do Rapidão deve ser de 28 quilômetros por hora. Nos corredores já existentes, a velocidade chega a 22 quilômetros por hora e no centro não passa de 11 quilômetros por hora.

O projeto foi dividido em quatro lotes, cada um deles vai ser feito por empresas e consórcios independentes. O valor total dos investimentos para a obra é de R$ 451 milhões e, segundo o secretário de transportes, Carlos José Barreiro, parte deste dinheiro a prefeitura já conseguiu.

“Nós já tínhamos cerca de R$ 300 milhões assegurados com financiamento e o orçamento geral da União e o restante, que é cerca de R$150 milhões serão aportados dentro do orçamento público municipal”, afirma o secretário.

Depois de pronto, a prefeitura pretende reformular as áreas que hoje estão abandonadas.

Áreas abandonadas

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está desativado em Campinas há 21 anos e o abandono desse sistema tem causado problemas para a população que vive próxima às estações: sujeira, abandono e usuários de drogas que ficam nessas áreas.

Ao todo, oito pontos da cidade enfrentam problemas como mato alto, muito lixo, abandono e medo. Os moradores dessas regiões reclamam da insegurança e da falta de estrutura nesses locais próximos às estações abandonadas.

“Incomoda bastante, então o certo era a prefeitura tomar umas providências e tirar isso daí", afirma o mestre de obras e morador, Genivaldo da Silva.

Lixo acumulado, mato alto e perigo para a população, na estação abandonada do VLT, na Vila Pompéia (Foto: Reprodução/EPTV)
Lixo acumulado, mato alto e perigo para a população, na estação abandonada do VLT, na Vila Pompéia (Foto: Reprodução/EPTV)

Na Vila Pompéia, por exemplo, os moradores convivem com muito entulho e lixo acumulado próximo às passagens de carros. Além disso, há um fosso aberto no terreno que causa perigo aos moradores da região.

Na Estação do VLT, no Jardim Aurélia, a estrutura está abandonada e com muito mato alto nas proximidades. Já na Vila Industrial, o caminho por onde passava antigo transporte coletivo virou pastagem.

Na Vila Teixeira, a falta de asfalto no local prejudica a caminhada dos moradores que precisam atravessar o local a pé, como é o caso de Taís [veja o vídeo acima]. Segundo a moradora, o chão de terra prejudica, mas o principal problema na região são os assaltos e a insegurança causada principalmente pela presença de usuários de drogas.

“Tem usuários de drogas e aí dá medo de passar aqui por esse canto”, afirma a moradora.

O VLT

Conhecido popularmente como pré-metrô, o VLT começou a funcionar em 1990 e durou até 1995, em Campinas. A primeira e única estação ligava as regiões sul e central da cidade.

Antigo VLT que circulava na cidade de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)
Antigo VLT que circulava na cidade de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)

A construção deste transporte coletivo foi marcada por denúncias de corrupção e de superfaturamento. O projeto contemplava 11 estações, mas nem todas saíram do papel.

O VLT tinha capacidade para transportar 75 mil passageiros por dia, mas todas as linhas juntas não ultrapassavam quatro mil passageiros. Este problema ocorreu, porque as estações eram mal localizadas e não havia, de fato, integração com as redes de ônibus municipais e intermunicipais.

Por conta desses problemas, o transporte foi desativado. Hoje, 21 anos depois, o que sobrou do VLT são as antigas estações abandonadas e destruídas.

sábado, 4 de junho de 2016

Monotrilho e quatro corredores do ABC atrasam e dificultam mobilidade

03/06/2016 - G1 SP

Moradores de corredores relatam problemas gerados obras prometidas.

Governo diz que crise financeira e abandono de empresas prejudicou trabalho.

Carolina Giancola, Alan Mendes e Philipe Guedes

Da TV Globo, em São Paulo

Quatro grandes corredores de ônibus prometidos em 2013 ainda não cumprem sua função. O projeto é de um consórcio formado pelas prefeituras do ABC iria facilitar muito o transporte de milhões de pessoas.

Uma das obras até começou no início de 2015, mas virou um pesadelo para quem mora na região. A veterinária Luciana Ogata tomou um susto ao sair do trabalho em uma sexta-feira e, ao retornar na segunda-feira, perceber que a rua em frente a sua clínica havia desaparecido para obras. "Quando eu olhei para este buraco e pensei que ninguém vai mais acessar a minha clínica, nem o próprio carro da empresa, a minha vontade foi de chorar, e chorei", disse. A empresa tinha 18 anos.

O SPTV faz esta semana uma série de reportagens sobre mobilidade urbana. É o Anda SP, que vau falar das obras do Metrô, corredores e terminais de ônibus que estão atrasadas, paradas ou suspensas na Grande São Paulo.

Perguntando a um operário, ela descobriu que a obra fazia parte do corredor de ônibus que vai do Parque Giovani Breda, em São Bernardo, até a Imigrantes. Duas obras em ruas próximas faliram durante a construção do corredor.

A obra é do Consórcio Grande ABC, começou em novembro de 2015 e falaram aos moradores e empresários da região que iria terminar em 3 meses - em fevereiro.

Os corredores de São Bernardo e de Mauá estavam previstos para 2014. O primeiro, não ficou pronto, e o segundo, nem começou a ser feito. A prefeitura fez a licitação para o corredor deste e mais três terminais de ônibus por R$ 33 milhões

Em Guarulhos, um corredor de ônibus serviria para ligar à capital. Mas dos 22 km do projeto, a EMTU entregou 16 km. Na Vila Augusta, em um lado da rua há um corredor com piso de concreto e do outro lado, não. A obra já gastou R$ 160 millhões teve dois trajetos separados prontos: do terminal Vila Galvão ao terminal Vila Endres e um trecho um pouco além do terminal Taboão ao Cecap. O projeto que vai ligar até a Linha Vermelha do Metrô ainda está em licitação.

Já o projeto de ligação de Guarulhos ao terminal de Metô Tucuruvi na capital terá que ser revisto.
O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC dise que as obras dependiam de repasse de verba do governo federal , o que ainda não aconteceu.

No ABC, há ainda outra obra anunciada, licitada e com empresa contratada, mas que nunca saiu do papel. É o Monotrilho, que o governo do Estado pretende ligar São Bernardo à Vila Prudente, na Zona Sul da capital. Seria a Linha 18- Bronze. Só o projeto básico para decidir o trajeto custou R$ 14,6 milhões.

Comerciantes que ficam no trajeto disseram que várias medições foram feitas em 2014. Técnicos voltaram em 2015, depois do Carnaval. Mas obras não começaram.

A Linha Bronze teria 20 km de extensão e 18 estações. O término da fase 1 da obra estava previsto para 30/12/2016 só que ela nem começou a ser feita e já foi suspensa pelo governo do Estado.

O Secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que "há vários atores na democracia, como Ministério Público, despropriações" que impedem que obras andem mais rápido e que "temos hoje a maior crise econômica do país", que influenciou na arrecadação e também no repasse prometido do governo federal. Segundo ele, foram priorizadas obras já começadas.

Em relação às obras paralisadas, ele disse que "há grande expectativa para retomada das obras da linha 4 e 17" em 60 dias. No caso da Linha 4, em que há financiamento do Banco Internacional, o secretário diz que é necessário seguir as regras internacionais. No caso da Linha 4 e do Monotrilho, ele explica, as obras foram abandonadas pelas empresas. Na linha 15, há funcionários trabalhando para entregar em 2018.

A Linha 4 e 17 as obras estão realmente paralisadas, admitiu ele. Já as linhas 2 e 18, os financiamentos não vieram e foram suspensas. A Linha 5, iniciada, foi priorizada com 13 mil pessoas trabalhando no total das obras.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Após 4 anos de atraso, terminal de ônibus é inaugurado em Carapicuíba

31/05/2016 - G1 São Paulo

19 linhas vão operar no local, que tem capacidade para 80 mil pessoas.

Piso tátil para deficientes físicos ainda não foi instalado.

O novo terminal de ônibus de Carapicuíba, que era para ser entregue em 2012, começou a funcionar nesta terça-feira (31) – após quatro anos de atraso. A capacidade do terminal é para 80 mil pessoas.

O terminal é todo coberto e vai operar com 19 linhas, como mostrou o Bom Dia São Paulo. Nesta terça-feira, somente 14 linhas estavam em operação. Segundo os responsáveis pelo local, são as linhas de maior demanda.

Outras cinco linhas estão operando provisoriamente do lado de fora. Nessas linhas, os ônibus ainda não possuem porta do lado esquerdo e, quando forem absorvidas, os veículos deverão manobrar para que os passageiros possam embarcar.

Muitos passageiros não sabiam que o terminal seria inaugurado nesta terça-feira e foram até os pontos de ônibus. Depois, tiveram de ir ao terminal para embarcar nos veículos.

Ainda não há piso tátil para deficientes físicos. Segundo os responsáveis pelo local, ele deve ser instalado em breve, mas não há data definida.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Motoristas de ônibus param nesta quarta por 2 horas; subsídio só dura até setembro

18/05/2016  - O Estado de SP

SÃO PAULO - A verba reservada no orçamento da capital paulista para este ano será suficiente para manter o subsídio às empresas de ônibus apenas até o fim de setembro, se mantido o ritmo atual de gastos com a área. Até esta terça-feira, 17, a Prefeitura já havia gastado R$ 914 milhões em subsídios ao sistema de transportes, mais da metade da verba de R$ 1,8 bilhão prevista para este ano. Em campanha salarial e com proposta que não repõe a inflação, motoristas e cobradores marcaram paralisação de duas horas nesta quarta-feira, 18, das 10 horas ao meio-dia. 

A greve deve atingir todos os terminais e corredores, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas). Se as empresas de ônibus não apresentarem outra proposta, há indicativo de paralisação também para amanhã, no mesmo horário. O sindicato que representa as empresas (SPUrbanuss) não foi localizado para comentar a greve. A Prefeitura não respondeu. 

Os motoristas e cobradores pedem reposição da inflação e aumento real de 5%. Segundo o sindicato, as empresas ofereceram aumento de 2,31%, abaixo da inflação, e pretendem demitir cobradores de ônibus. Uma paralisação total pode acontecer na próxima semana, segundo informações do Sindmotoristas.

Gastos. A disparada dos gastos com subsídios do sistema de transportes é resultado das mudanças na política tarifária tocadas pela gestão Fernando Haddad (PT), que passou a conceder passe livre para estudantes e o bilhete único mensal, que dá desconto em relação ao preço do bilhete comum. As alterações tornaram a passagem mais barata para quem já usava transporte coletivo, mas falharam na proposta de atrair mais passageiros para o sistema. No mês passado, por exemplo, foram feitas 245 milhões de viagens nos ônibus da cidade, ante 258 milhões em março do ano passado, segundo dados da Prefeitura. 
Para que o dinheiro não acabe antes do fim do ano, a gestão Haddad espera ainda obter autorização do Tribunal de Contas do Município (TCM) para fazer a nova licitação do sistema de transpores, paralisada há cinco meses por uma série de questionamentos. A contratação de novas empresas, com novas regras, traria uma economia de até 15% por mês, segundo a Prefeitura. 

O atraso na licitação faz com que a cidade opere, atualmente, de forma precária, por meio de contratos emergenciais. Além do custo maior do que o previsto, a operação regida por esses contratos também está tornando a frota de ônibus mais velha. Isso ocorre porque, como esses contratos têm curto prazo de duração (vão no máximo até o fim do ano, embora possam ser renovados), as empresas têm tido dificuldade de obter linhas de crédito para financiar a compra de novos veículos. 

Assim, a frota hoje tem a idade média mais alta dos últimos 13 anos. Isso considera o período desde que o sistema de transporte foi unificado: 5 anos e 8 meses, no caso dos ônibus, e 4 anos e 10 meses nos lotações.

TCM. A licitação que a Prefeitura tentou lançar previa prazo de concessão de até 40 anos (20, renováveis por mais 20). A primeira análise dos técnicos do TCM apontou 49 irregularidades no texto - de falta de apresentação de estudos que norteavam parte das premissas a estimativas de custos que foram superestimadas.

Depois de uma série de análises do órgão e esclarecimentos prestados pela Prefeitura, o total de irregularidades, atualmente, é de 20 itens. São questões técnicas, em geral relacionadas ao não cumprimento da legislação de licitações. O Estado teve acesso ao processo. São 28 pastas de documentos, com cada um dos questionamentos detalhado. Não há prazo para que a licitação seja liberada. 

O advogado Thiago Donnini, especialista em Direto administrativo e professor do Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública (IBEGESP), destaca que a realização de contratos emergenciais não constitui ilegalidade. E são a forma correta de lidar com situações como a que acontece na cidade. Ele destaca, entretanto, que a Prefeitura deveria buscar formas de garantir a aprovação de suas propostas no TCM de uma maneira mais entrosada com o órgão.

“Um exemplo é o Tribunal de Contas da União. O governo federal busca aproximação do TCU para que o órgão examine os processo de licitação desde sua concepção, o que resulta em uma aprovação mais ‘azeitada’.”

sábado, 7 de maio de 2016

Ônibus superarticulados vão transportar bicicletas em São Paulo


07/05/2016  - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

A Secretaria Municipal de Transportes informou que publica, neste sábado, 7 de maio de 2016, no Diário Oficial da Cidade , a Portaria nº 032/16, que autoriza o transporte de bicicletas em ônibus superarticulados do sistema de transporte coletivo municipal.

Os ônibus superarticulados são aqueles de 23 metros de extensão que possuem duas rodas após a articulação, fabricados pela Mercedes-Benz. Atualmente, são 830 veículos deste tipo dentre os quase 15 mil ônibus em circulação na cidade de São Paulo.

A medida não inclui os ônibus articulados, de 18 metros, que possuem uma roda após a articulação.

A portaria vai entrar em vigor em 180 dias.

Nos dias úteis, será possível levar a bike nos ônibus das 10h01 às 15h59 e entre 19h01 às 5h59. Aos sábados, a partir das 14h. Já aos domingos e em feriados o embarque será liberado em qualquer horário. O pagamento da tarifa será feito somente após o passageiro fixar e travar a bicicleta, e não será permitido transportar mais de uma bike por ônibus… os principais objetivos da medida são contribuir para o desenvolvimento do transporte sustentável, incentivar o uso da bicicleta e facilitar o deslocamento dos ciclistas pela cidade,que já conta, atualmente, com 412,6 km de ciclovias, dos quais 316 km foram implantados na atual administração A iniciativa considera diferentes legislações em vigor estabelecendo o Sistema Cicloviário no Município, a articulação entre transporte por bicicleta com sistema de transporte coletivo para viabilizar condições de segurança e eficácia ao ciclista, e ainda os termos do Plano Diretor Estratégico, que insere no mesmo nível de prioridade de políticas públicas o transporte coletivo e o transporte não motorizado, em especial por meio de bikes.. – explica a secretaria de transportes, em nota

CONFIRA A PORTARIA NA ÍNTEGRA:

PORTARIA Nº 032/16-SMT.GAB. JILMAR TATTO, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TRASNPORTES, no uso das atribuições que lhe foram outorgadas por lei, CONSIDERANDO os termos da Lei Municipal nº 14.266, de 06 de fevereiro de 2007, que criou o Sistema Cicloviário no Município de São Paulo, incentivando o uso de bicicletas como meio de transportes para as atividades do cotidiano na cidade de São Paulo, contribuindo para o desenvolvimento da mobilidade sustentável; CONSIDERANDO que o artigo 3º, inciso I da Lei Municipal nº 14.266/07, estipula a articulação entre o transporte por bicicleta com o Sistema Integrado de Transporte de Passageiros – SITP, viabilizando os deslocamentos com segurança, eficiência e conforto para o ciclista; CONSIDERANDO os termos do Plano Diretor Estratégico, promulgado pela Lei Municipal nº 16.050, de 31 de julho de 2014, em especial os artigos 23, inciso VII, 26, § 2º, inciso II e 228, incisos III, IV e V, que colocam o transporte coletivo público e o transporte não motorizado – este último capitaneado pelo uso de bicicletas – no mesmo nível de prioridade das políticas públicas municipais, promovendo o uso destes modos de transporte de maneira articulada e fisicamente integrada, inclusive em detrimento do uso do transporte individual motorizado; RESOLVE: Art. 1º – Fica autorizado o transporte de bicicletas nos ônibus do Sistema de Transporte Coletivo Público de Passageiros no Município de São Paulo, o qual passa a ser regulamentado pela presente Portaria. Art. 2º – O embarque de bicicletas somente será permitido nos veículos de 23 (vinte e três) metros, pela porta traseira, e quando houver, pela porta central, nas seguintes condições: I – nos dias úteis, o horário será das 10h01 às 15h59 e das 19h01 às 5h59; II – aos sábados, a partir das 14h00; III – aos domingos e feriados, em qualquer horário; IV – nos dias ponte de feriados, obedecer-se-á o disposto no inciso I deste artigo. § 1º – O pagamento da tarifa será efetuado após o usuário fixar e travar a bicicleta. § 2º – Desde o embarque até o desembarque, não caberá aos funcionários das operadoras o carregamento ou deslocamento da bicicleta no interior dos ônibus, ações estas de responsabilidade exclusiva do detentor da bicicleta. § 3º – O passageiro com bicicleta deverá mantê-la próxima ao seu corpo de modo a evitar transtornos aos demais usuários. § 4º – Os passageiros que não tragam consigo bicicleta terão prioridade no embarque. § 5º – Crianças com bicicleta deverão estar acompanhadas pelos pais ou por seus responsáveis. § 6º – Não serão permitidos o embarque ou permanência de mais de uma bicicleta por ônibus ao mesmo tempo. Art. 3º – Esta Portaria entrará em vigor 180 (cento e oitenta) dias da data de sua publicação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 3 de maio de 2016

São José dos Campos publica edital para implantação do BRT



03/05/2016 08:47 - Rádio Piratininga

A Prefeitura de São José dos Campos publicou nesse sábado (30) o edital para escolha da empresa que vai realizar as obras de implantação do Mobi, sistema de transporte público de massa com o uso de BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit).

Catorze empresas e consórcios foram qualificados e estão aptos a disputar o lote 1, que contempla a construção de quatro corredores, totalizando 25,3 quilômetros de extensão, terminais de embarque e desembarque, além de um Centro de Controle Operacional (CCO).

As empresas e consórcios habilitados têm até o dia 2 de junho para apresentar as propostas financeiras. O valor teto do edital é de R$ 319.442.133,11. O pacote de obras desta fase prevê a implantação dos seguintes trechos: Corredor Estrada Velha /Bacabal, Corredor Andrômeda, Corredor Interligação Centro-Sul e Corredor Centro I.

O lote 1 também abrange a construção do Terminal Sul, do Terminal José Longo e do CCO. A rede proposta está toda baseada em um sistema composto por veículos do tipo BRT, distribuídos em corredores exclusivos. A alimentação será feita pelos terminais e estações de transferência.

Participam da licitação 14 empresas e consórcios que foram selecionados durante a fase de pré-qualificação. Foram avaliadas a capacidade técnica e financeira das concorrentes. O procedimento é recomendado em obras de grande complexidade e fornece segurança jurídica e credibilidade ao processo licitatório.

Corredores

Os primeiros corredores do sistema Mobi vão passar por importantes áreas das zonas sul e central do município. O Corredor Estrada Velha/Bacabal terá 6,7 quilômetros de extensão. Ele terá início na Avenida Doutor João Batista de Souza Soares, logo após a Rua Quixadá, com ponto final previsto no futuro Terminal Sul, no Jardim Imperial.

Já o Corredor Andrômeda vai partir da Avenida Doutor Sebastião Henrique da Cunha Pontes, via local da Rodovia Dutra, e também vai até o Terminal Sul, totalizando 8 quilômetros de extensão.

O terceiro corredor, denominado tecnicamente como Corredor Interligação Centro-Sul, terá 3,1 quilômetros de extensão, começando pela Avenida João Batista de Souza Soares, no mesmo terminal do corredor Estrada Velha/Bacabal.

Seu traçado prevê conexão com o Corredor Andrômeda, em frente ao Vale Sul Shopping, passando depois sobre a Avenida Jorge Zarur por meio de uma nova ponte. O traçado segue sentido Rio de Janeiro e faz a transposição da Via Dutra por um novo viaduto até a Avenida Benedito Matarazzo, fazendo a conexão com a Avenida José Longo, onde se localizará o futuro Terminal José Longo.

O Corredor Centro I será construído com 7,5 quilômetros de extensão, permitindo que o Mobi percorra importantes vias da zona central, área que atualmente recebe mais de 85% das linhas de transporte público.

O trecho, em formato de anel, terá início na Avenida Francisco José Longo, no futuro Terminal José Longo, e vai seguir pela Avenida João Guilhermino, rua Dolzani Ricardo, Antonio Saes, Francisco Rafael, Siqueira Campos e Praça da Matriz, chegando ao Terminal Central (futura Estação de Transferência Centro).

O corredor continuará pelas Avenidas São José, Madre Tereza, ruas Luiz Jacinto, Euclides Miragaia e avenidas Adhemar e Heitor Villa Lobos, retornando ao Terminal José Longo.

Terminais e Estações de Transferências

O lote 1 do Mobi prevê ainda a implantação de duas estações de transferência e dois terminais. O Terminal Sul será construído em frente à Praça Francisco Azevedo, no Jardim Imperial. Ele vai abrigar o início do corredor Estrada Velha/Bacabal e do corredor Andrômeda.

Já o Terminal José Longo ficará no cruzamento da Avenida Heitor Villa Lobos e Avenida Francisco José Longo. O terminal foi projetado para a integrar também os Corredores Estrada Velha/Bacabal e Andrômeda.

Os terminais vão funcionar como plataformas de distribuição dos veículos e serão construídos pensando na acessibilidade, conforto e segurança dos usuários do Mobi.

As estações de transferências vão permitir a baldeação dos passageiros para os demais corredores. A primeira unidade será construída na Avenida João Guilhermino, entre as ruas Eugênio Bonadio e Machado Sidney, na Praça Kennedy.

A Estação de Transferência Centro está projetada para funcionar no mesmo local do atual Terminal Central (Rodoviária Velha).

CCO

O Centro de Controle Operacional (CCO) será construído em terreno próximo ao Viaduto Kanebo. O prédio terá cerca de cerca de 600 metros quadrados e vai abrigar operações de gerenciamento e monitoramento do sistema Mobi.

O CCO funcionará com equipamentos e sistemas que vão permitir controlar os horários de deslocamento dos veículos, além de fazer a localização e a comunicação em tempo real com usuários e motoristas.

Pelo CCO será possível ainda ter acesso ao controle da demanda de bilhetagem eletrônica e contagem de passageiros, além de toda estrutura de segurança, como comando de alarmes e câmeras de vigilância dos veículos, estações e plataformas.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Plano mostra que São Paulo terá novos terminais de ônibus somente a partir de 2017


27/04/2016  - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

Com problemas em caixa, enfrentando situações como atrasos nas liberações de verbas do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento pelo Governo Federal, queda na arrecadação, e após indisposições com o TCM -Tribunal de Contas do Município, responsável por aprovar as licitações, a Prefeitura de São Paulo só deve entregar neste ano dois dos 15 terminais de ônibus que estão no plano de metas de curto prazo da administração. A maior parte está prevista somente para 2017.

É o que revela o Plano de Investimentos no Compromisso de Desempenho Institucional da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema da capital, obtido peloBlog Ponto de Ônibus.

Os empreendimentos somam R$ 1,386 bilhão.

Os terminais de ônibus são considerados pela própria administração municipal como essenciais para o plano de expansão dos corredores de ônibus, que também enfrenta dificuldades por falta de verbas e bloqueios por parte do TCM, que diz encontrar irregularidades nas licitações, como sobrepreço.

As estruturas também são consideradas essenciais para a reorganização das linhas de ônibus na capital paulista prevista na licitação dos transportes, que também está barrada pelo TCM, neste caso desde novembro do ano passado.

A licitação deve suprimir 32% das linhas municipais atuais, ampliando o número de integrações entre os itinerários. O objetivo é eliminar as sobreposições de linhas criando um novo sistema tronco-alimentador, pelo qual linhas de bairro com menor demanda complementam linhas estruturais prestadas por ônibus de grande porte, como articulados e biarticulados.

Para estas transferências de linhas, os terminais devem ter uma estrutura melhor do que grande parte dos espaços atuais. O total de terminais hoje em São Paulo é considerado insuficiente já para o atual modelo de linhas. A nova reorganização poderia trazer transtornos ao passageiro sem esta infraestrutura prevista.

RELAÇÃO DE TERMINAIS – ÁREA OCUPADA – CUSTO – PREVISÃO DE CONCLUSÃO:

– TERMINAL ITAIM PAULISTA (29.682 m2) R$ 192 milhões – 1/12/2016

– TERMINAL JARDIM ELIANA (8.305 m2) R$ 103 milhões –  1/12/2016

– TERMINAL ANHANGUERA (13.880 m2) R$ 110 milhões – 1/5/2017

– TERMINAL ARICANDUVA (10.568 m2) R$ 58 milhões 10568 – 1/6/2017

– TERMINAL BARONESA (9.733 m2) R$ 89 milhões – 1/6/2017

– TERMINAL CONCÓRDIA (3.496,0 m2) R$ 20 milhões – 1/12/2017

– TERMINAL JARDIM AEROPORTO (9.180 m2) R$ 90 milhões 1/10/2017

– TERMINAL PONTE RASA (5.760 m2) R$ 99 milhões 1/11/2017

– TERMINAL SANTANA R$ 91 milhões – 1/3/2017

– TERMINAL SÃO MATEUS (NOVO) R$ 125 milhões 1/9/2017

– TERMINAL SÃO MIGUEL (8.000 m2) R$ 68 milhões – 1/6/2017

– TERMINAL VARGINHA (11.180 m2) R$ 102 milhões – 1/9/2017

– TERMINAL JARDIM MIRIAM (9.390 m2) R$ 94 milhões  1/1/2018

– TERMINAL PEDREIRA(12.400 m2) R$ 126 milhões – 1/1/2018

– TERMINAL VILA MARA (6.318 m2) R$ 19 milhões – 1/1/2018

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 26 de abril de 2016

Haddad determina que ao menos 80% dos ônibus em São Paulo tenham ar condicionado


26/04/2016  - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo Fernando Haddad promulgou nesta segunda-feira, 25 de abril de 2016, a Lei 16.428/16 que determina que ao menos 80% da frota de ônibus da capital paulista tenham ar-condicionado.

A prefeitura atende projeto de lei 407/13, do vereador David Soares.

De acordo com a lei, publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da Cidade, os equipamentos terão de possuir regulador de temperatura.

A instalação do ar-condicionado deve ser feita de acordo com a renovação da frota e devem ter prioridade as linhas com maior percurso e maior demanda de passageiros.

No entanto, a determinação gera dúvida no setor, já que no dia 22 de janeiro deste ano uma portaria no Diário Oficial determinou que todos os novos veículos vinculados ao sistema de transporte coletivo de passageiros deverão estar dotados equipamentos de ar condicionado.

A lei promulgada nesta segunda-feira limita esse número a 80% da frota.

A cidade de São Paulo possui uma frota de pouco mais de 14 mil 700 ônibus municipais.

De acordo com balanço mais recente da SPTrans, divulgado em 17 de fevereiro de 2016, desse total, 602 veículos possuem sistema de ar-condicionado.

ACOMPANHE A MAIS RECENTE LEI:

LEI Nº 16.428, DE 25 DE ABRIL DE 2016 (Projeto de Lei nº 407/13, do Vereador David Soares – DEMOCRATAS) Dispõe sobre a instalação de ar refrigerado em no mínimo 80% (oitenta por cento) da frota dos ônibus que operam no sistema de transporte coletivo urbano de passageiros, e dá outras providências. FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, nos termos do disposto no inciso I do artigo 84 do seu Regimento Interno, decretou e eu promulgo a seguinte lei: Art. 1º As empresas, concessionárias e permissionárias que operam no sistema de transporte coletivo urbano instalarão sistema de ar refrigerado com regulador de sua temperatura em, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de sua frota. Parágrafo único. A instalação de que trata o “caput” deste artigo deverá ocorrer de forma gradativa, conforme renovação da frota de ônibus do município, devendo ter prioridade as linhas com maior percurso e maior demanda de munícipes. Art. 2º Os veículos equipados com ar refrigerado serão distribuídos nas linhas de maior distância e nas com maior número de passageiros, esteja o veículo com ou sem catraca ou roleta e independente da categoria ou nomenclatura que seja dada à linha. Art. 3º (VETADO) Parágrafo único. (VETADO) Art. 4º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessárias. Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 25 de abril de 2016, 463º da fundação de São Paulo. FERNANDO HADDAD, PREFEITO WEBER SUTTI, Secretário do Governo Municipal – Substituto Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 25 de abril de 2016.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 19 de abril de 2016

Governo paulista apresenta Corredor BRT Alto Tietê

14/04/2016 - Mobilize/ EMTU

Corredor ligará municípios da região ao sistema de trens urbanos da CPTM. Encontro com autoridades e técnicos acontece amanhã, sexta (15), em Arujá (SP)
   
 Marcos de Sousa/ Mobilize 

Projeção do futuro Terminal de Aruja 
Projeção do futuro Terminal de Aruja
BRT Alto Tietê: projeção do futuro Terminal de Arujá
créditos: EMTU

Nesta sexta-feira (15) a EMTU/SP realiza em Arujá-SP uma apresentação do projeto do Corredor Metropolitano BRT Alto Tietê, que está sendo desenvolvido pelo governo estadual de São Paulo.

O projeto do futuro corredor de ônibus prevê uma extensão de 21 km e 26 estações entre as cidades de Arujá, Poá, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos, uma região com grande concentração populacional na área leste da Região Metropolitana de São Paulo. Sgundo estimativas da EMTU, o sistema atenderá a 47 mil passageiros por dia, com redução de cerca de 28% (cerca de 20 minutos) no tempo de viagem.

Ainda segundo o projeto, o BRT Alto Tietê estará conectado aos trens urbanos das Linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM, além do futuro Corredor Metropolitano Leste, na cidade de Mogi das Cruzes-SP (veja mapa).

O encontro acontece na Câmara Municipal de Arujá (rua Rodrigues Alves, 51  Centro de Arujá) e contará com a presença do presidente da EMTU/SP, Joaquim Lopes, e autoridades dos municípios de Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Arujá e Poá, além de técnicos da Emplasa - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano.

Mapa do futuro corredor BRT: conexão com trens da CPTM em Itaquá e Ferraz de Vasconcelos

segunda-feira, 11 de abril de 2016

São Paulo recebe quase três quilômetros de faixas de ônibus nesta segunda-feira


11/04/2016 - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

A cidade de São Paulo recebe nesta segunda-feira, 11 de abril de 2016, mais 2,9 km de faixas para ônibus. Os espaços são na norte da capital paulista.

O motorista deve estar atento já que os horários de funcionamento não são padronizados entre as diferentes faixas.

Com a implantação desses novos trechos, a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, diz que a cidade passa a ter agora 506,2 quilômetros destes espaços destinados para o ônibus, que também podem ser usados por táxis que transportem passageiros.

As multas nestas novas faixas começam no dia 25 de abril. Trafegar em faixa e corredor de ônibus é uma infração gravíssima com sete pontos na Carteira de Nacional de Habilitação e multa de R$ 191,54.

Acompanhe os trechos de operação das novas faixas de ônibus:

– Avenida Santos Dumont – 700 metros – entre a Avenida do Estado e a Rua Porto Seguro, sentido bairro. A faixa funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h00 às 22h00.

– Avenida Inajar de Sousa – 1,6 km – entre Avenida General Penha Brasil e Deputado Cantídeo Sanpaio. De segunda a sexta-feira das 6h às 9h, no sentido centro, e das 17h às 20h, no sentido bairro.

– Avenida Nossa Senhora do Ó e Rua Bartholomeu do Canto – 300 metros. De segunda a sexta-feira das 6h às 20h, e aos sábados das 6h às 14h.  Na Avenida Nossa Senhora do Ó será de 300 metros e funcionará no sentido centro, entre a Avenida Inajar de Souza e a Rua Bartholomeu do Canto. Já na rua Bartholomeu do Canto, a faixa será 300 metros e funcionará no sentido bairro, entre as avenidas Nossa Senhora do Ó e Inajar de Souza.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 29 de março de 2016

EMTU consegue licença ambiental para trecho do corredor Itapevi-São Paulo

29/03/2016 - Blog Ponto de ônibus

ADAMO BAZANI

A EMTU Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos informou nesta segunda-feira, 28 de março de 2016 ,que no último dia 23, a Cetesb concedeu licença ambiental para um trecho de 7,6 quilômetros do corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo.

A licença é para o trajeto entre Osasco km 21 – Vila Yara – limite com a capital paulista.

Com a liberação, a EMTU diz que até junho devem ser concluídos os projetos básico e executivo, mas a contratação do edital de obras só deve ocorrer no segundo semestre.

A gerenciadora metropolitana ainda informa que este trecho vai custar R$ 106 milhões e vai contar com 10 estações de embarque e desembarque.

Apresentado em 25 de maio de 2012, o corredor deveria ter sido concluído neste ano, mas agora a previsão é para o segundo semestre de 2017.

No total, o Corredor Itapevi – São Paulo deve ter 23,9 quilômetros e atender 90 mil pessoas por dia.

O corredor passará pelos municípios de Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuíba, Osasco e São Paulo, ligando o futuro Terminal Itapevi, próximo à estação da CPTM, ao Terminal Vila Yara, no limite entre Osasco e São Paulo.

Haverá integração física com Linha 4 – Amarela do Metrô (Estação Butantã) e Estações Itapevi e Jandira da Linha 8 – Diamante da CPTM.

Os trechos são:

– Itapevi-Jandira: 5 quilômetros entre as cidades de Itapevi e Jandira, fazendo a interligação das estações da CPTM Itapevi, Engenheiro Cardoso, Sagrado Coração e Jandira. – 10 mil passageiros por dia. Serão construídos o Terminal Itapevi, três estações de transferência, sete estações de embarque e desembarque, um viaduto e uma passarela sobre a via férrea.  Diminuição do tempo de viagem em 20%

– Jandira-Carapicuíba: 8,8 quilômetros e atenderá 33 mil usuários/dia. Além do viário, faz parte desse trecho o Terminal Carapicuíba, uma estação de transferência (Barueri) e oito estações de embarque / desembarque.

– Carapicuíba – Osasco Km 21: 2,2 quilômetros. Estão previstos o Terminal KM 21 que terá integração física com a CPTM, duas estações de embarque e desembarque, um viaduto em Carapicuíba e alças de acesso.

– Osasco km 21 – Terminal Vila Yara: 7,6 quilômetros. Readequação do Terminal de Integração Vila Yara e 10 estações de embarque e desembarque. A estimativa neste trecho é de que sejam transportados 90 mil usuários por dia, considerando todo o Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 25 de março de 2016

São Paulo ganha ônibus turístico de dois andares; bilhete custa R$ 40

12/03/2016 - UOL

  
Luiz Guadagnoli/SECOM
Ônibus do Circular Turismo SP, que percorrerá os pontos turísticos e históricos da cidade
Ônibus do Circular Turismo SP, que percorrerá os pontos turísticos e históricos da cidade

Assim como em grandes metrópoles do mundo como Londres e Nova York, São Paulo ganhará uma linha de ônibus de dois andares que percorrerá os pontos turísticos e históricos da cidade. Com bilhete a R$ 40, o serviço terá início neste sábado (12).

O serviço funcionará todos os dias, saindo da Estação da Luz. Nos dias úteis e sábados, as saídas acontecerão em três horários diferentes: às 9h, 12h40 e 16h. Aos domingos e feriados, os horários de partida são 10h, 13h40 e 17h.

A princípio, o ônibus passará por dez locais: Mercado Municipal, Praça da República, Estádio do Pacaembu, Masp, Parque Ibirapuera, Liberdade, Pátio do Collegio, Theatro Municipal, Centro Cultural São Paulo e a Casa das Rosas. O passeio deve durar três horas. Em dias de jogos no Pacaembu, os coletivos não entrarão na Praça Charles Miller e somente passarão ao lado do estádio.

Assim como acontece em grandes metrópoles do mundo, os turistas receberão informações sobre a história dos locais visitados (em português, espanhol e inglês).  Com capacidade para transportar até 60 pessoas, o ônibus tem wi-fi e ar-condicionado, e será conduzido apenas por mulheres. Os usuários também receberão mapas com informações dos principais atrativos localizados no entorno das paradas.

Alguns atrativos e espaços culturais oferecerão benefícios exclusivos aos usuários do ônibus. Apresentando o bilhete de embarque na bilheteria, o turista poderá entrar gratuitamente em locais como Catavento Cultural e Educacional, Estação Pinacoteca, Museu de Arte Moderna (MAM), Museu Afro Brasil, Museu de Arte Sacra, Museu do Futebol e Pinacoteca do Estado.  O ingresso permite ao turista retornar ao veículo no período de 24 horas, contadas a partir do começo da viagem.

Os ingressos custarão R$ 40 e serão vendidos exclusivamente no interior do veículo, sem venda antecipada ou reserva. O pagamento poderá ser feito em dinheiro, cartões de crédito ou débito. 

sábado, 5 de março de 2016

Pane em recarga faz app ter média de 1,3 mil downloads por dia


03/03/2016 08:00 - O Estado de SP

SÃO PAULO - A pane no sistema de recarga de Bilhete Único e a falta de troco das bilheterias abriu oportunidade para que alguns passageiros começassem a colocar créditos nos seus cartões por aplicativos de celular. A Zuum foi uma das plataformas que conseguiu ser credenciada pela SPTrans para prestar o serviço e desde o dia 15 de fevereiro, quando o aplicativo começou a divulgar a atividade, a média de downloads por dia é 1,3 mil tanto nas plataformas IOS quanto Android dos smartphones.

O diretor de produtos e marketing da empresa que é uma joint venture entre Vivo e Mastercard, Eduardo Abreu, lamentou os problemas que os usuários têm enfrentado nas últimas semanas, mas afirmou que “é tendência a recarga ser feita de forma remota” entre os passageiros de ônibus e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

O aplicativo fez 20 mil recargas totalizando R$ 110 mil em créditos de tarifa no Bilhete Único. Para ele o número não é pequeno. “Tivemos uma amostra de que os passageiros querem fazer a recarga da forma mais fácil possível, de casa ou no trajeto até a estação”, afirmou.

Primeiro, o passageiro deve baixar o aplicativo e se cadastrar. Com a plataforma instalada e cadastrado, o usuário informa o valor da recarga e se dirige a uma banca de jornal ou outro tipo de comércio que aceite o pagamento das tarifas. Em seguida, basta bater o Bilhete Únicos nos validadores espalhados por estações e terminais de ônibus.

A Prefeitura explicou que “já há outras empresas homologadas, em fase de assinatura de documentação ou desenvolvimento para atuar no segmento de vendas de crédito”. Uma das promessas do secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, é que os passageiros dos ônibus possam validar as recargas dentro dos coletivos ao encostar os cartões nas catracas dos veículos.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

SP atinge 500 km de faixas para ônibus nesta segunda

27/02/2016 - Blog Ponto de Ônibus


ADAMO BAZANI

A cidade de São Paulo alcança 500,3 quilômetros de faixas destinadas para ônibus a partir desta segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016.

A informação é da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego. Serão implantados 4,2 quilômetros de faixas em diferentes regiões da cidade. Veja mais abaixo.

Em nota, de acordo com a CET, a meta inicial era implantar 150 quilômetros faixas:

"Até 2012, a cidade possuía somente 90 km de faixas exclusivas. Seguindo a política de valorização do transporte público, a Administração vem implementando uma grande malha em todas as regiões. Num primeiro momento, a meta de implementação era de 150 km. Diante dos resultados expressivos em benefício dos usuários a programação foi ampliada e se tornou permanente.”
Na mesma nota, o secretário municipal de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, diz que as faixas reduziram o tempo gasto nos transportes na cidade em quatro horas por semana.

"As faixas exclusivas têm tido um papel fundamental no processo de democratização do viário, seja por atender os passageiros, que tiveram uma redução de quatro horas por semana em suas viagens, seja por contribuir para organizar o fluxo do trânsito em geral, já que as faixas delimitam os espaços para os respectivos veículos”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.
Entretanto, vale destacar que muitas faixas de ônibus na cidade estão instaladas em locais que deveriam receber corredores de ônibus. A meta de campanha do então candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de 150 quilômetros de corredores até o final de 2016 não avança e dificilmente será cumprida.

Para a implantação dos corredores, a administração municipal enfrenta diversos problemas como dificuldades financeiras motivadas também pela crise econômica que afetou a arrecadação local e fez o governo federal no ajuste fiscal diminuísse os repasses de verbas do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, que financia grande parte desses corredores indisponibilidades – Veja os dados do próprio Governo Federal em:http://wp.me/p18rvS-5Ui
Também são colocados como entraves a postura do TCM – Tribunal de Contas do Município, que vem barrando as licitações de corredores de ônibus desde 2013, início da administração Haddad, e problemas técnicos como erros em projetos que precisaram ser refeitos.

No início de 2016, o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Roberto Garibe, prometeu que até o início de março devem ser entregues 33 quilômetros de corredores de ônibus, incluindo obras recentemente finalizadas.

Os corredores dentro desta estimativa são:

– Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, com 3,3 quilômetros de extensão e que custou R$ 45 milhões com recursos do PAC – Concluído

– Corredor de ônibus Inajar de Souza, zona Norte, em janeiro (concluído no início de fevereiro)

– Corredor de ônibus da M’Boi Mirim, na zona Sul, em janeiro (primeira fase)

– Binário Santo Amaro, zona Sul, em fevereiro. (em execução – deve atrasar)

Somando esses corredores, São Paulo passa ter 63,3 quilômetros em obras. Os 33 quilômetros prometidos representam menos de um terço da meta de 173,4 quilômetros apresentada no primeiro trimestre da gestão de Fernando Haddad, que contemplariam 23 corredores exclusivos para ônibus. O número é maior ainda que os 150 quilômetros prometidos na campanha eleitoral de Haddad.

Mas esta meta mudou e o prefeito agora promete que não mais 150 quilômetros de corredores sejam entregues, mas que 150 quilômetros de corredores de ônibus estejam em obras.

EFICIÊNCIA NAS FAIXAS:

Mesmo não sendo o tipo de espaço que proporciona o aumento de desempenho aos ônibus que seria possibilitado em corredores, por causa de mais interferências como cruzamentos, conversões à direita, entradas e saídas de carros em garagens e a presença de táxis permitida desde setembro de 2014, quando a então candidata à reeleição presidencial, Dilma Rousseff, se reuniu com lideranças de taxistas em São Paulo, as faixas de ônibus são uma forma de dar preferência ao transporte coletivo.
Dados da CET e de órgãos independentes mostram ganhos para os passageiros.

De acordo com levantamento do Observatório de Indicadores da Cidade de São Paulo de 2015, após a implantação de faixas de ônibus, as viagens se tornaram mais rápidas. No horário de pico da manhã, na direção bairro-centro, o tempo dos trajetos dos ônibus diminuiu de 66 minutos em 2012 para 61 em 2014. No pico da tarde, na direção centro-bairro, passou de 69 minutos para 64 minutos.

Já um estudo de 2014 feito pela CET- Companhia de Engenharia de Tráfego em 59,3  quilômetros de faixas indicou aumento de velocidade média dos ônibus de 12,4 quilômetros por hora para 20,8 quilômetros por hora. Ainda segundo a CET, o maior ganho foi na faixa da ponte do Jaguaré, na região Oeste, com aumento de 317,3% na velocidade, passando de 10,8 quilômetros por hora para 44,9 quilômetros por hora. Na rua Voluntários da Pátria, o aumento de velocidade foi de 269%. As faixas exclusivas melhoraram a velocidade dos ônibus em 140%, de 12,1 quilômetros por hora para 29,3 quilômetros por hora na avenida Lins de Vasconcelos, na região sul. Na rua Faustolo, o crescimento na velocidade foi de 50,7%,  e na rua Voluntários da Pátria, os ônibus ficaram 15% mais rápidos, ainda segundo este estudo da CET.

FAIXAS DE ÔNIBUS E MEIO AMBIENTE:

A lógica é simples. Se os ônibus conseguem desenvolver maior velocidade nas faixas, logo o desempenho operacional será melhor, o que reflete no consumo de combustível e na emissão de poluentes.
É o que atesta um estudo desenvolvido pelo  IEMA – Instituto de Energia e Meio Ambiente, órgão que reúne especialistas do mundo acadêmico, independentes do poder público.

Segundo um comparativo feito pelo órgão e concluído em outubro de 2014, em 37 linhas de ônibus que passam pelo Corredor Norte Sul, na capital paulista, a redução do consumo de óleo diesel foi de 756 litros por dia por causa da implantação da faixa para o transporte coletivo no local. Essa redução de consumo de óleo diesel significa, ainda de acordo com o instituto, que por dia os ônibus deixam de emitir nestas 37 linhas municipais aproximadamente 1,9 tonelada de gás carbônico.

O período de comparação foi entre setembro de 2012, quando não havia ainda a faixa, e setembro de 2013, já com o espaço para o transporte coletivo.

O IEMA levou em consideração para os cálculos o perfil de cada motorização de ônibus diesel, desde os mais antigos e poluentes até os de atual tecnologia Euro V, que geram menos poluição.


RESISTÊNCIAS E "FALTA DE CRITÉRIO”:

A aprovação das faixas de ônibus é em torno de 90% de acordo com a mais recente pesquisa de satisfação dos paulistanos do IBOPE/Fecomércio/Rede Nova São Paulo, apresentada no início de 2016.
Já uma pesquisa do Datafolha no final do ano passado revela aprovação de 88% entre os entrevistados.

Realmente é bastante alto, mas as faixas de ônibus também levantam polêmicas. Uma delas é em relação ao número de multas, que cresceu pelo fato de haver invasões aos espaços destinados para o transporte público. No entanto a maioria, destas vias é bem sinalizada e as faixas de ônibus hoje não são novidades na cidade de São Paulo, assim, o motorista de carro individual ou motociclista já podem conduzir com maior atenção para identificar se em um local há ou não faixa para ônibus.

Outra crítica é em relação a determinadas faixas que, segundo alguns moradores e comerciantes, são instaladas com "pouco planejamento, prejudicando o acesso dos veículos às casas e estabelecimentos comerciais”.

A polêmica mais recente envolve a faixa de 3,8 quilômetros criada na região da Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, zona sul da capital paulista, área nobre de São Paulo.

Moradores e comerciantes organizaram um abaixo-assinado para que a faixa fosse retirada.

A prefeitura disse que o trajeto reduz o tempo de viagem de 146 mil passageiros por dia.

Outro aspecto que envolve as discussões sobre as faixas de ônibus na cidade de São Paulo é o excesso regras, que variam entre uma região e outra. Não há horários padronizados entre as faixas e nem dias de operação:  algumas faixas funcionam o dia inteiro, outras somente nos horários de pico, algumas só em determinados sentidos da via, outras têm operação somente nos dias úteis, enquanto que algumas também estão ativas aos sábados.

De acordo com a prefeitura, é impossível haver uma padronização pelo fato de cada região ter características diferentes.

OS NOVOS ESPAÇOS:
Os espaços que vão fazer com que a cidade de São Paulo supere os 500 quilômetros de faixas de ônibus nesta segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016, são os seguintes:

RUA CAIO PRADO – entre Rua Augusta e Rua da Consolação – sentido Centro – de segunda à sexta-feira, das 6h00 às 20h00 – 300 metros

AVENIDA DOS TRÊS PODERES – entre Avenida Professor Francisco Morato e Avenida Eliseu de Almeida sentido Eliseu de Almeida – de segunda à sexta-feira, das 6h00 às 20h00, e sábados das 6h00 às 14h00  – 400 metros

RUA LEAIS PAULISTANOS – entre Avenida Dom Pedro I e Rua Agostinho Gomes – sentido Bairro – de segunda à sexta-feira, das 17h00 às 20h00 –  1 quilômetro.

RUA AGOSTINHO GOMES – entre Rua Leais Paulistanos e Rua Xavier Curado – sentido Bairro – de segunda à sexta-feira, das 17h00 às 20h00 –  800 metros.

RUA XAVIER CURADO – entre Rua Agostinho Gomes e Rua Silva Bueno – sentido Bairro – de segunda à sexta-feira, das 17h00 às 20h00 – 400 metros.

RUA JOSÉ CHIMENTI – entre Rua Silva Bueno e Avenida do Estado – sentido Bairro – de segunda à sexta-feira, das 17h00 às 20h00 – 200 metros.

RUA SÃO PEDRO FOURIER – entre Avenida Giovanni Gronchi e Rua Marechal Hastimphilo de Moura – sentido Centro –  De segunda à sexta-feira, das 6h00 às 9h00 e das 17h00 às 20h00 – 400 metros.

RUA MARECHAL HASTIMPHILO DE MOURA – entre a Rua São Pedro Fourier e a 70 metros antes da Rua Domingos Lopes da Silva – De segunda à sexta-feira, das 6h00 às 9h00 e das 17h00 às 20h00 – 200 metros.

AVENIDA VITOR MANZINI – entre Rua Vicentina Gomes e Rua Cristalino Rolim de Freitas – sentido Centro – Horário Integral. – 200 metros

PONTE SANTO DIAS DA SILVA/PONTE DO SOCORRO – entre a Av. Atlântica e a Rua Cristalino Rolim de Freitas – sentido Bairro – Horário Integral – 300 metros.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Ponto de ônibus 'brutalista' em São Paulo mistura concreto e vidro

24/02/2016 - Folha de SP


A Prefeitura de São Paulo já instalou 6.200 dos 6.500 novos pontos de ônibus previstos em contrato. Os abrigos que ainda faltam serão instalados nos corredores de ônibus que estão em construção.

Segundo a SPObras (empresa municipal de obras), são três tipos de pontos, instalados levando em conta a paisagem urbana do local.

Nas avenidas Aricanduva e Prof. Luiz Ignácio de Anhaia Melo (zona leste) e na pista local das marginais Tietê e Pinheiros, por exemplo, foi instalado o "brutalista" – usado em vias de grande movimento e viadutos. Ele tem estrutura e banco de concreto, fundo de vidro e cobertura de fibra.

Em alguns lugares, esses modelos também podem ter coberturas de vidro ou tela de aço. O modelo "caos estruturado" tem construção mais simples e foi instalado em quase toda a cidade.

Os novos pontos começaram a ser instalados em 2013 pela Ótima, empresa que venceu a licitação para explorar os espaços com publicidade.

Além dos abrigos, a empresa vai substituir 12.500 totens indicativos de parada. Ao longo da concessão de 25 anos, outros mil abrigos e 2.200 totens serão implantados.  

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Frota de ônibus com tecnologia avança a passos lentos na cidade de São Paulo


onibus
Ônibus com tecnologia ainda integram minoria da frota paulistana. Situação deve mudar após licitação. Foto: Sidnei Santos

Cidade possui 14 mil 752 ônibus. Veículos com ar-condicionado chegam a 602 unidades, com wi-fi são 362. São Paulo ainda não tem todos os ônibus acessíveis

ADAMO BAZANI - 18/02/2016 - Blog Ponto de Onibus

A SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema da capital paulista, divulgou nesta quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016, balanço sobre os itens de tecnologia e conforto na frota e na prestação de serviços.

De acordo com a gerenciadora, dos 14 mil 752 ônibus que fazem parte da frota da capital paulista, 362 veículos possuem serviço de conexão à internet gratuita – wi-fi.  Já 602 veículos do sistema municipal têm ar-condicionado, 164 ônibus contam com tomadas USB e 2 mil 381 ônibus articulados, superarticulados e biarticulados possuem câmeras que permitem que o motorista visualize por uma tela no painel o embarque e o desembarque dos passageiros.

Os números de veículos com essas inovações tecnológicas são modestos em relação a toda a frota de ônibus municipais. Situação que a prefeitura promete que vai ser mudada após a realização do processo de licitação dos transportes na cidade, que está barrada pelo TCM – Tribunal de Contas do Município desde novembro de 2015. O órgão apresentou dúvidas quanto ao modelo de licitação, remuneração das empresas, como deve ser implantado o novo CCO – Centro de Controle Operacional, o tempo de contrato de 20 anos renováveis por mais 20, entre outros pontos, inclusive o custeio dos avanços tecnológicos.

CIDADE AINDA NÃO POSSUI TODOS OS ÔNIBUS ACESSÍVEIS:

Nem toda a frota de ônibus em São Paulo é acessível. Dos 14 mil 752 ônibus da cidade, 12 mil 618 possuem rampas e piso baixo ou elevadores para cadeira de rodas.

O decreto presidencial n º 5296/2004 determinou no ano em que foi publicado que as cidades teriam dez anos para que todos os veículos de Transportes Coletivos fossem acessíveis. Portanto, a acessibilidade total nos transportes, incluindo os ônibus, deveria ocorrer em 2014.

A NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos diz que a lei prevê a substituição gradual das frotas de acordo com o vencimento dos contratos de prestação de serviços. Em média, no país estes contratos são de dez anos. Os ônibus com equipamentos de acessibilidade começaram a sair obrigatoriamente de fábrica a partir de 2008. Antes, rampas e elevadores eram opcionais ou atendiam apenas às legislações locais. Assim, de acordo com argumento da NTU, as cidades, em sua maioria, só teriam frota total de ônibus acessíveis somente a partir de 2018.

A discussão, entretanto, não anula o fato de que ainda hoje muitas pessoas com algum tipo de deficiência encontram dificuldades para andar no transporte público. A cidade de São Paulo, de acordo com os números divulgados nesta quarta-feira pela SPTrans, não possui todos os ônibus dotados de equipamentos de acessibilidade, apesar de os veículos deste tipo serem maioria na frota.

BILHETAGEM ELETRÔNICA:

O balanço da SPTrans também cita a bilhetagem eletrônica.

De acordo com a gerenciadora, dos 14 mil 752 ônibus de São Paulo, 12 mil 377 possuem novos tipos de leitores de Bilhete Único que permitem o desconto dos créditos de forma mais rápida e com tecnologias que possuem mais capacidade de armazenamento e transmissão de dados que coíbem possíveis fraudes nos usos da gratuidade. Uma das novidades é o reconhecimento facial que compara as fotos tiradas pelo equipamento do validador com os cadastros da SPTrans.

Segundo a gerenciadora, um mesmo cartão do Bilhete Único pode ser recarregado por várias funcionalidades diferentes, como comum, estudante, vale-transporte, mensal, semanal, diário.

A SPTrans ainda informou que o total de passageiros do sistema que pagam em dinheiro é de 7%.

LUZES DE NATAL O ANO TODO:

A SPTrans confirmou também que está em andamento o projeto para que os ônibus da Rede Noturna, que circulam da meia noite às quatro da manhã, tenham iluminação com luzes de LED em toda a lataria, como os enfeites natalinos nos veículos da cidade.

O objetivo seria melhorar a visualização dos veículos e a sensação de segurança.

A gerenciadora destacou também a disponibilização de aplicativos para celulares gratuitos pelos quais o passageiro pode acompanhar em tempo real a posição dos ônibus, os horários, a previsão de chegada cada ponto e detalhes das linhas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes