sábado, 21 de agosto de 2010

Viaje no ônibus elétrico do corredor Diadema-Morumbi


sex, 20/08/10 por milton.jung | categoria Ambiente Urbano, Ponto de ônibus, por Adamo Bazani | tags , , ,

Os dois modelos híbridos, com baixa emissão de poluentes, são movidos a eletricidade e energia gerada a partir de um motor diesel. Nos vídeos você vai ver como estes ônibus são operados.

Por Adamo Bazani

Motoristas de carros de passeio e passageiros da região atendida pelos 12 km do corredor Diadema-Morumbi ainda se adaptam aos serviços que tiveram início em 31 de julho. As invasões de carros e, principalmente, de motos seguem ocorrendo, porém, a frequência das infrações tem diminuído. Desde segunda-feira, 16 de agosto, a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – tem multado os motoristas de carros e motociclistas. A infração é considerada grave e resulta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira nacional de habilitação.
Se a situação ainda não é a ideal, pelo menos em relação ao meio ambiente, para os usuários do corredor e moradores das proximidades, há boas notícias. A empresa operadora dos serviços intermunicipais do corredor, a Metra, apresentou ao nosso espaço o ônibus elétrico híbrido que já está prestando serviços no trecho.
Por enquanto, são duas unidades: dois Caio Millennium II, Eletra/Híbrido, ano 2005, que vieram da Auto Viação ABC, empresa pertencente ao mesmo grupo controlador da Metra, que opera serviços intermunicipais entre Santo André e São Bernardo do Campo.
O veículo número 6100, placas DPB 6952, era o prefixo 211 da Auto Viação ABC, e o 6101, placas DPB 7833, era o carro 213 da ABC.
Os dois ônibus foram adaptados para o atendimento do padrão de serviços do trecho entre Diadema e Brooklin. Além de reformulação no interior, renovando o veículo e já atendendo as novas especificações de conforto e segurança, o ônibus Mercedes Benz recebeu duas portas do lado esquerdo por onde são realizados embarques e desembarques na maior parte da ligação.
São os primeiros veículos ecologicamente corretos a percorrerem o novo corredor que era esperado há quase 25 anos pela população do ABC Paulista e de parte de zona Sul de São Paulo.
De acordo com o INEE – Instituto Nacional de Energia Elétrica, dependendo do tipo de poluente, o ônibus elétrico híbrido pode eliminar quase completamente o elemento poluidor. Estimativas do órgão demonstram que a utilização de modelos como este da Metra pode gerar reduções de 75% de óxidos de nitrogênio (NOx); de 50% de material particulado (fumaça negra); de 40% a 50% de dióxido de carbono (CO2), além de praticamente zerar a emissão de monóxido de carbono.


A importância desta ação pode ser medida a partir de estudo realizado por Paulo Saldiva, professor de medicina da USP que chefiou o Laboratório de Análise Sobre os Impactos da Poluição, pertencente à Universidade.
O número de mortes causadas por doenças agravadas pela poluição é de nove pessoas por dia. Isso representa até 10 % dos óbitos registrados diariamente na cidade de São Paulo, por diversas causas. A Organização Mundial de Saúde estipula como limite para a qualidade do ar 20 microgramas por m3 de material inalável particulado, sendo que São Paulo apresenta o dobro – 40 microgramas por m3.
80% do ozônio e 40% do material particulado emitido no ar na cidade de São Paulo vêm da frota de veículos a diesel: caminhões, ônibus, picapes e outros automóveis.
Mesmo assim, de acordo os estudos, mesmo usando ônibus a diesel, o meio ambiente já seria beneficiado, já que um ônibus convencional que transporta 70 pessoas pode tirar 35 carros de passeio das ruas, que em média levam duas pessoas. O dr. Saldiva se mostra completamente favorável ao uso e incentivo para a produção de ônibus híbridos.
E o melhor: não só o Brasil tem condições de fabricar veículos modernos com essa tração, como em 1999 foi o primeiro País do mundo a operar comercialmente um ônibus híbrido. No entanto, por falta de inventivos governamentais, políticas públicas que contemplem transportes e meio ambiente como um único assunto, e a posição de alguns empresários, que ainda preferem comprar veículos mais baratos, em concessões de curto prazo ou vias sem condições de receber um híbrido, os ônibus deste tipo ainda são bem raros no Brasil.
O sistema de tração é fabricado pela empresa Eletra, que produz veículos de tecnologia limpa 100% nacional e também pertence ao grupo da Metra, SBCTRans e Auto Viação ABC, da família Setti Braga, que atua nos transportes da região do ABC desde os anos de 1920.
O sistema funciona da seguinte maneira: um motor automotivo, mas que opera de forma estacionária, movido a diesel, é responsável pela partida do ônibus e geração de energia elétrica. Quando ele atinge 1800 rpm já há energia para o ônibus se movimentar com o funcionamento do motor elétrico, que opera como motor de tração. O Diesel continua funcionando na mesma rotação, gerando energia. Nas situações em que o ônibus não usa tanta força, como na frenagem, chamada de frenagem regenerativa, essa “energia extra” é armazenada em bateria. Tal energia é usada em momentos de maior exigência do sistema e permite autonomia do carro, que não precisa de abastecimento elétrico exterior.
Nossa reportagem teve oportunidade de andar no ônibus híbrido do Corredor Diadema – Brooklin dentro da garagem da empresa Metra, em São Bernardo do Campo. Apesar do ônibus ser ano 2005, a impressão, pela reforma e modernização, é de que o ônibus era zero quilômetro.
Quem esteve à frente do volante foi a motorista Andréa Fazolin. Ela se mostrou entusiasmada com o ônibus.
“Este veículo é muito bom. É como se fosse um trólebus. Não é poluente, é mais macio que os outros ônibus” – ressaltou Andréa ao relatar os benefícios deste tipo de ônibus tanto para quem utiliza quanto para quem trabalha nele.
Pudemos verificar também que o nível de ruído do ônibus é baixo, o que aumenta a sensação de conforto.
A estimativa é que mais veículos, inclusive trólebus, possam prestar serviços no atual corredor Diadema –Brooklim – Morumbi até 2011. No entanto, ainda não há sinais de obras de eletrificação deste trecho.

Mudanças buscam acabar com confusão

Menos de 15 dias depois da inauguração do corredor, a EMTU – empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, teve de efetuar reformas para aumentar a segurança e diminuir a confusão. As telas de proteção estão sendo substituídas por grades de ferro mais fortes nos canteiros centrais.
No corredor operam também ônibus municipais, gerenciados pela SPTrans da Capital Paulista. A entrada e saída constante destes ônibus do corredor foram alvos de reclamações de usuários e motoristas de carro. Os veículos, muitas vezes saem do lado esquerdo, onde fica o corredor e vão para paradas municipais à direta. Nem todos os ônibus têm as portas do lado esquerdo.
A SPTrans informou que algumas linhas têm de sair do corredor para fazer correções e prometeu fiscalizar e orientar os motoristas de ônibus.
Quanto aos ônibus híbridos da Metra, apresentados a reportagem, a estimativa é que venham mais veículos com emissão baixa de poluentes.
Adamo Bazani, repórter da Rádio CBN e busólogo. Escreve no Blog do Mílton Jung.

Expansão do Metrô deve esvaziar corredores de ônibus


18/08/2010 - Folha de S. Paulo


A expansão do metrô deve provocar um esvaziamento dos corredores de ônibus Ibirapuera e Santo Amaro.
No primeiro, a redução da frota pode chegar à metade. No segundo, a quase 1/4.

A previsão é do estudo de impacto ambiental contratado pelo Metrô para a implantação do monotrilho da linha 17-ouro, que interligará a região do aeroporto de Congonhas a Jabaquara e Morumbi.

O principal impacto é previsto após a extensão da linha 5-lilás do metrô até a Vila Mariana e a Chácara Klabin, obra prevista para até 2014.

A proposta de redução do número de ônibus que circulam pelos corredores exclusivos se deve à sobreposição.
Walter Sergio de Faria, coordenador técnico do projeto de estudo de impacto da linha 17 contratado pelo Metrô, diz que manter a mesma quantidade de coletivos no entorno das futuras obras sobre trilhos seria desperdício.
"Não seria lógico. É tendência natural. Ônibus não pode ser concorrente", diz.
A SPTrans (órgão municipal que cuida do transporte coletivo) diz que irá aguardar a inauguração das estações para nortear mudanças.
A SPTrans diz que, na avenida Paulista, os ônibus foram mantidos mesmo depois da construção do metrô.
"Todas as linhas que destinam ao centro da cidade terão alterações de frequência, pois sobrepõem em parte ao futuro traçado da linha 5-lilás e prosseguem por áreas não atendidas por esta linha", diz um trecho do documento de impacto ambiental que se refere a Santo Amaro.
A reorganização das linhas de ônibus é prevista também para as imediações da linha 4-amarela, que teve seu trecho de Faria Lima a Paulista entregue neste ano.
A redução de coletivos nos corredores tende ainda a aumentar a pressão para a extinção das pistas exclusivas, devido à redução da demanda. A prefeitura não fala oficialmente na possibilidade.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

SP aprova lei que garante escolha de novo destino caso ônibus quebre


11/08/2010 19h50 - Atualizado em 11/08/2010 20h00


Proposta ainda depende de sanção do prefeito Gilberto Kassab.
Ideia é livrar passageiros de ter de esperar ônibus da mesma empresa.

Roney DomingosDo G1 SP
Onibus parada Passageiros em parada de ônibus da
capital paulista (Foto: Arquivo/Luísa Brito/G1)
Um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo nesta quarta-feira (11) possibilita que o passageiro escolha em que ônibus e para que destino quer embarcar gratuitamente caso haja pane no veículo em que ele viaja. Para virar lei, a proposta depende ainda de sanção do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
Autor do projeto, o vereador João Antônio afirma que atualmente quando o ônibus quebra  parte dos passageiros tem de esperar outro ônibus da mesma empresa e para o mesmo destino, mesmo que estejam em corredores servidos por outras companhias. Com o projeto, ele pretende estabelecer que os passageiros podem escolher livremente para onde ir e em que ônibus embarcar, sem nenhum custo.

João Antônio reconhece que a lei é inócua para os passageiros que usam o bilhete único, que permite fazer até quatro viagens no período de três horas ao custo de apenas uma tarifa, mas afirma que a ideia pode ser útil para quem não detém o cartão.

A lei ainda permite ao usuário solicitar a restituição do valor da passagem, na forma em que o pagamento foi efetuado (dinheiro ou créditos no bilhete único).

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Novo corredor atrai velhos problemas



Webtranspo confere trajeto Diadema-Brooklin
Projeto agilizou viagem, mas piorou trânsito
O mais novo corredor exclusivo de ônibus de São Paulo está em pleno funcionamento há dez dias. Repórteres do Portal Webtranspo percorreram os 24 quilômetros de via que ligam o terminal metropolitano de Diadema ao bairro do Brooklin, para fazer a “leitura” do impacto causado na rotina dos ônibus, carros, motos e, claro, usuários.
Pela análise realizada, pode-se atestar que a obra, que durou 21 anos para ser concluída e recebeu R$ 24 milhões, foi recebida de maneiras díspares por condutores e passageiros.
Se por um lado, o corredor exclusivo foi um salto positivo para os usuários de ônibus (pesquisa da EMTU - Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos aponta aprovação de 80% dos usuários), a redução de uma faixa de rolamento e o consequente aumento do trânsito na via e no seu entorno são os principais pontos negativos verificados neste início de operação.
De carro, em parte do percurso – altura do número 945 da avenida Vereador João de Luca até o cruzamento com a avenida Santo Amaro, trajeto de 3,7 quilômetros que era vencido em oito minutos -, o tempo de viagem mais que dobrou. O motorista não consegue realizar em menos de 25 minutos, isso às 8 horas, de qualquer dia da semana. À tarde, no sentido inverso, a lentidão aumenta e o trajeto não é feito em menos de 30 minutos.
Diferente do que acontece com outros importantes corredores da cidade, a EMTU manteve os pontos de ônibus paralelos, os quais ainda servem de paradas para algumas vans e ônibus fretados. Tal fator alimenta o aumento do índice de congestionamento no local.
Efeito funil
Se para os veículos o novo corredor gerou transtornos relacionados ao tráfego, para as motos o problema foi alçado para a questão segurança. Isso porque as faixas ficaram menores, causando o afunilamento para os motociclistas.
“A criação no corredor prejudicou pois causou um efeito funil. As filas de carros ficaram mais apertadas, dificultando a circulação de motociclistas e até mesmo dos outros veículos. Além disso, como os ônibus não estão centralizados em uma única faixa (vans e alguns ônibus não utilizam a faixa especial) está bastante complicado para trafegar”, relata Cléo Moura.
Desorganização
Para os passageiros de ônibus, constatamos no Terminal de Diadema transtornos com relação à falta de informação, desorganização e poucos ônibus para atender as pessoas.
Segundo a auxiliar de limpeza Marta Gonçalves, desde que o corredor entrou em vigor o embarque tem sido muito complicado. “Está uma bagunça, ninguém se entende. Há muitos passageiros que não usavam a linha (pois não havia integração gratuita com o corredor Jabaquara - São Mateus) e agora aproveitam o benefício. Mas não tem ônibus para atender a todos”, constata.
A vendedora Luciana Garcia, concorda. “É muita gente para pouco ônibus. Antes os veículos não saiam de Diadema com passageiros em pé. Hoje, é algo muito comum”, garante.
Na pele
A repórter Elizabete Vasconcelos realizou de ônibus, na última sexta-feira, 6, o trajeto nos dois sentidos. A seguir, segue relato da jornalista:
Chegar mais rápido ao seu destino é uma vantagem. Não há dúvidas. Mas além da agilidade para transitar de Diadema ao Morumbi, o corredor também gerou muita confusão, ônibus lotados e trânsito para motoristas e motociclistas.
Na sexta-feira, 6, ao chegar ao Terminal Metropolitano de Diadema, às 7h10 - de onde saem os ônibus com destino ao Morumbi e ao Brooklin -, tomei um susto quando vi o tamanho da fila, era enorme.
Em outras situações, quando o corredor ainda era um projeto, as filas eram mais organizadas e não havia tantos passageiros. Poucos minutos após minha chegada, foi iniciada uma movimentação estranha. Muitas pessoas começavam a sair da fila, fiscais da Metra – empresa que opera os ônibus - anunciavam um “ônibus expresso”.
Se você, caro leitor, assim como eu está se perguntando o que seria isso, esclareço. Nada mais é que um ônibus que dispõe de portas apenas de um lado – impossibilitando que usuários embarquem ou desembarquem nas paradas ao longo do trajeto. Portanto, neste veículo apenas poderiam embarcar passageiros que pretendessem desembarcar após o término do corredor – saindo do Shopping Morumbi com sentido ao Brooklin.
Acompanhei outros usuários que saiam da fila – orientados pelo fiscal – para embarcar neste veículo. Então, ao parar no local definido se iniciou uma confusão. Os passageiros que estavam na fila entravam no ônibus enquanto os usuários que haviam saído dela questionavam o fiscal da empresa sobre a orientação dada por ele.
Após algum sacrifício consegui entrar no ônibus, que estava lotado. Eram 7h17. Em apenas sete minutos presenciei a desorganização no embarque dos passageiros. De dentro do ônibus pude ver que, mesmo com aquele veículo saindo com muitos passageiros, outros muitos ficavam na plataforma de embarque aguardando o próximo ônibus.
Realizei todo o trajeto em pé, assim como diversos passageiros. Entretanto, é inegável a agilidade proporcionada pelo corredor. Enquanto nas outras faixas motoristas e motociclistas se espremiam para trafegar em um trânsito carregado, os ônibus fluíam bem. Para se ter uma ideia, em apenas 35 minutos - às 7h52 - estava no meu destino final: o término do corredor.
Na volta, fiquei apenas três minutos esperando o ônibus. Às 17h55, embarcava em frente ao Shopping Morumbi. Mesmo em um horário considerado de pico – com a demanda de muitos passageiros e o tráfego carregado - levei pouco mais de 40 minutos para chegar em Diadema. Às 18h38, desembarcava no terminal.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Frota em renovação na RMBS




A frota de 48 linhas da Região Metropolitana da Baixada Santista está sendo renovada. Viação Piracicabana, operadora do Sistema Regular, adquiriu 62 novos ônibus, que já estão em operação. Os veículos são modernos, confortáveis e oferecem total acessibilidade, com elevador e piso rebaixado.
Segundo Rogério Plácido, gerente da RMBS, a modernização resultou em acréscimo de 12,84% na capacidade de transporte, em relação aos veículos antigos. Os modelos são para 68 passageiros (42 ônibus novos) e 95 passageiros (20 ônibus novos). Ainda neste semestre, a RMBS receberá mais 20 novos veículos.
Fonte:www.emtu.sp.gov.br

Corredor Sumaré-Campinas inicia operação em faixa exclusiva com duas novas paradas




As linhas de ônibus metropolitanas e municipais que utilizam a avenida Lix da Cunha, em Campinas, passam a trafegar, a partir de 21 de março, no Corredor exclusivo para ônibus implantado pela EMTU/SP. A faixa exclusiva conta com duas novas paradas, Balão do Tavares e Alberto Sarmento, além da Estação de Transferência Anhanguera, que já se encontra em operação.
Passam pela Avenida Lix da Cunha, diariamente, 51 linhas intermunicipais, que ligam Campinas aos municípios de Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia, Monte Mor e Americana, mais as linhas municipais que compartilham o Corredor. O horário de funcionamento da operação é das 4h30 às 00h10.
O Corredor Sumaré-Campinas, em sua totalidade, conta com 33 km de extensão e 7 km de faixas exclusivas para ônibus. Atende cerca de 3,5 milhões de usuários/mês. Com a entrega de mais essa obra, o Governo de São Paulo proporciona à Região Metropolitana de Campinas expansão na oferta de viagens, com redução do tempo do percurso, aumento da segurança e diminuição da emissão de gases poluentes.
A obra faz parte do Expansão São Paulo, plano de desenvolvimento do transporte, no qual estão sendo investidos R$ 21 bilhões. O investimento total no Corredor Sumaré-Campinas foi de R$ 150 milhões.

Assessoria de Imprensa
Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP

Faixa Exclusiva pra Ônibus no Corredor Sumaré - Campinas





22/03/2010

 

Mais uma etapa cumprida do Expansão SP beneficia quem mora em Campinas e região metropolitana. Está em funcionamento desde domingo (21) a faixa exclusiva para ônibus na Avenida Lix da Cunha no Corredor Sumaré-Campinas, o que já reduz o tempo de viagem e aumenta a segurança dos passageiros.

Agora são 7 Km de faixas exclusivas nesse Corredor, implantado pela EMTU, que tem 33 Km de extensão e atende cerca de 3,5 milhões de usuários por mês. Por ali passam 51 linhas intermunicipais que ligam Campinas às cidades de Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia, Monte Mor e Americana. Linhas municipais de ônibus também compartilham o Corredor, que agora tem duas novas paradas: Balão do Tavares e Alberto Sarmento. A operação é das 4h30 às 00h10.

Os passageiros que embarcam e desembarcam na Av. Lix da Cunha já contam com a Estação de Transferência Anhanguera, que tem três plataformas com itens acessibilidade (elevador, piso podotátil) para facilitar a vida dos usuários com deficiência ou mobilidade reduzida.

foto
Estação de Transferência na Av. Lix da Cunha


Campinas é a quarta cidade brasileira a ter ônibus biarticulados em operação



by Comunicação Corporativa - 23/04/2010

Já estão em operação em Campinas dois ônibus biarticulados Volvo, os chassis com alta capacidade de transporte que a marca produz em Curitiba, no Paraná. Um terceiro biarticulado já está sendo encarroçado e deve começar a rodar em breve.
Campinas é a quarta cidade brasileira a adotar este tipo de veículo, que pode transportar cerca de 250 passageiros. Curitiba, São Paulo e Goiânia são os outros centros urbanos que escolheram biarticulados para ampliar e melhorar o transporte coletivo.
Já conhecidos em Campinas como “papa-filas”, os ônibus da empresa Itajaí Transportes Coletivos circulam nos horários de maior movimento, das 6h30 às 9h30 e das 16h30 às 20 horas. Eles fazem a linha 2.12, a partir do Terminal Itajaí, seguem pelo corredor Campo Grande, que compreende toda a extensão da avenida John Boyd Dunlop, passam no Terminal Campo Grande, vão para a região central e ainda percorrem pontos de grande demanda, como a Prefeitura e o Terminal Rodoviário. Cerca de 15 mil passageiros são transportados diariamente nessa linha.
“Optamos pelos biarticulados porque precisávamos aumentar a capacidade de transporte em uma região que cresceu muito”, afirma Joubert Beluomini, diretor da Itajaí Transportes Coletivos. Atualmente, 18 ônibus articulados operam na linha 2.12. A empresa pretende adquirir mais sete biarticulados até o final do ano.
Os biarticulados contribuem para melhorar o trânsito de Campinas, uma das maiores cidades brasileiras, com uma população de 2,6 milhões habitantes em sua região metropolitana.  “A Itajaí Transportes Coletivos está investindo em ônibus biarticulados e articulados justamente pelos principais benefícios destes chassis: maior capacidade de transporte, menos emissões de gases, custo menor por passageiro transportado e atendimento da demanda de forma mais equilibrada”, declara Per Gabell, presidente da Volvo Bus Latin America.
“Temos muita experiência em BRTs (Bus Rapid Transit), e sabemos que a capacidade de transporte é fator decisivo na competitividade”, destaca Gabell. No Brasil os BRTs são conhecidos como sistemas organizados de transporte coletivo urbano, a exemplo do que existe em Curitiba, cidade pioneira na implantação de projeto viário e de transporte desta natureza.
BRT
Outros BRTs importantes na América Latina que optaram por chassis Volvo são o de Santiago, capital do Chile; e o de Bogotá, capital da Colômbia, este último chamado de Transmilenio, onde a marca tem mais de 70% dos veículos e ainda opera com chassis biarticulados. Ambas as cidades escolheram usar ônibus de grande capacidade para facilitar a acessibilidade e o transporte de milhões de passageiros todos os dias.
Os BRTs são sistemas baseados em características que os transformam numa excelente opção para melhorar o trânsito: veículos com alta capacidade de transporte (articulados e biarticulados); terminais seguros, com embarque em nível (em plataformas) ou no piso da rua (com ônibus de piso baixo ou com degraus); venda antecipada e automatizada de bilhetes, permitindo maior agilidade; têm, na sua maioria, pistas exclusivas para os ônibus, garantindo maior velocidade média; e possibilidade de incluir prioridade na sinalização para os ônibus e informação em tempo real para os passageiros, monitorando a frequência dos veículos.
Mais informações,
Newton Chagas - Volvo Bus Latin America
Assessor de Imprensa – Comunicação Corporativa
Tel.: 55 41 3317 8296 – Fax: 55 41 3317 8403
E-mail: 
newton.chagas@consultant.volvo.com