sábado, 29 de maio de 2010

São Paulo: Corredor de ônibus vai chegar ao Morumbi




O corredor de ônibus ABD ganhará um novo trecho, de 12 km, até o dia 21 de julho. Segundo a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), a faixa exclusiva será ampliada até a estação Morumbi, da linha 9 da CPTM.
Atualmente, o corredor de ônibus tem 33 km de extensão. O sistema começa no terminal São Mateus (zona leste de SP) e vai até os municípios de Santo André, Mauá, São Bernardo e Diadema (todos na Grande São Paulo).
O novo traçado incluirá a avenida Presidente Kennedy, em Diadema, e as avenidas Cupecê, João de Luca, Vicente Rao e Roque Petroni Jr., no Morumbi (zona oeste de SP). Ao todo, 25 ônibus intermunicipais e 11 linhas municipais irão operar no trecho.

Fonte: Agora S. Paulo - 28/05/2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Nem reforma reduz lentidão de corredor de ônibus em SP


18/5/2010
Folha de S.Paulo

As reformas feitas pela gestão Gilberto Kassab (DEM) nos corredores de ônibus não melhoraram a vida dos passageiros em São Paulo. Nos horários de pico, a velocidade média continua igual em quatro dos sete corredores que foram recapeados nos últimos dois anos.
  
Em dois deles, os ônibus estão mais lentos que em 2009. E só em um estão mais rápidos.
   
Há na cidade dez corredores, que transportam 3,1 milhões de passageiros por dia. Com a lentidão recorrente, em agosto de 2008 a prefeitura anunciou reformas para aumentar em 10% a velocidade média.
   
Mas isso ainda não ocorreu. Em média, os ônibus andam a 17,2 km. Trata-se de índice inferior ao que a própria SPTrans (empresa que gerencia o transporte coletivo na cidade) considera apropriado -18 km/h.
   
A pior situação está na zona norte, nos corredores Inajar-Rio Branco-Centro e no Pirituba-Lapa-Centro. Ali, o ônibus não passa de 12 km/h no pico.
   
Daí a preferência dos motoristas pelo carro, que anda em média a 15 km/h na cidade nos horários de maior movimento.
   
"O ônibus é mais prejudicado pelo congestionamento. Tem percurso fixo, não pode escapar do trânsito. O carro pode buscar um caminho alternativo", afirma o engenheiro de transportes Jaime Waisman, professor da Poli-USP. "O ônibus não tem sido atrativo em razão da baixa velocidade, do excesso de lotação, da viagem mais longa -o que explica por que tanta gente prefere automóvel."
   
O ideal, para ele, é que os ônibus andem a pelo menos 20 km/h nos corredores. O único a andar acima desse patamar é o Expresso Tiradentes (ex-Fura Fila), que tem faixa exclusiva -ele circula a 36 km/h.
   
Recapear as vias ajuda, disse Waisman, para que os ônibus não tenham de frear a cada vez que encontram um buraco. Mas não é suficiente, alerta: faltam, por exemplo, faixas de ultrapassagem. Sem elas, os ônibus formam fila nas paradas de embarque e desembarque.
   
A SPTrans não respondeu à Folha sobre a lentidão nos corredores -disse que teria de analisar a situação caso a caso e que não haveria tempo hábil para fazê-lo ontem. A empresa disse que prevê reformas ainda neste ano nos corredores Campo Limpo-Rebouças-Centro e Inajar-Rio Branco-Centro.
   
As obras da linha 5-lilás do metrô foram responsáveis pela queda de velocidade no corredor Itapecerica-João Dias-Santo Amaro. O fim das obras deve aliviar o problema, diz a empresa.
   
Em outro ponto, no corredor Santo Amaro-Nove de Julho-Centro, a empresa disse que é preciso alargar vias e eliminar um entroncamento no local. A SPTrans não falou em prazos para a obra.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Nos trilhos da história


19/03/2010 17h49 - Prefeitura


Museu dos Transportes completa 25 anos
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No  próximo  dia 20 de março o Museu dos Transportes Públicos, Gaetano Ferolla, completa 25 anos de existência. Inaugurado em 1985 por iniciativa do ex-funcionário da CMTC, Gaetano Ferolla, em homenagem a empresa, o local é uma viagem à década de 20, onde o romantismo de uma São Paulo puxada por bondinhos pode ser recontada com um acervo de sete veículos, mais de 1.500 fotos e 1.500 livros.
A visita ao patrimônio é imperdível para quem gosta de história. Suas instalações abrigam mobílias e relíquias como as primeiras carteiras de habilitação da história, que davam autorização a cocheiros, motorneiros e barqueiros. A linha do tempo traz a evolução do Transporte Público de São Paulo desde 1865 até os dias atuais.
Segundo o administrador do local e ex-funcionário da CMTC, Henrique Di Santoro Junior, durante a visita ao espaço é possível refletir sobre as principais mudanças da cidade em cada época e quais os reflexos delas nos atuais transportes coletivos.
O Museu possui grande reserva técnica para ser exposta, no entanto, devido ao espaço limitado, existem peças e veículos itinerantes que são constantemente substituídos, o que faz seu acervo estar sempre em movimento.
A maior parte do público frequentador são os busólogos - pessoas "apaixonadas" por ônibus que acompanham a história desse meio de transporte e colecionam fotos, desenhos e pinturas - e crianças entre 6 e 12 anos.
Distante do glamour dos grandes pontos turísticos da cidade, porém bem localizado e muito bem estruturado para receber seus visitantes, o Museu é um espaço cultural de São Paulo e ótima opção de diversão e passeio para um agradável fim de semana na capital paulista.
ServiçoEnd: Avenida Cruzeiro do Sul, 780, no Bairro do Canindé
Atendimento: terça a domingo, das 9h às 17h - com entrada franca.
Texto e fotos: Renata Souza