terça-feira, 30 de setembro de 2014

Campinas começa nesta quarta a abolir dinheiro em ônibus

30/09/2014 - Correio Popular - Campinas

A partir de quarta-feira (1), o sistema de transporte coletivo de Campinas não aceitará mais dinheiro para o pagamento das passagens.

Gradativamente, os cobradores deixarão de trabalhar nos coletivos e a população terá que embarcar com os bilhetes eletrônicos, chamados de Bilhete Único.

A opção para quem não tiver o cartão são os novos Bilhete 1 Viagem e Bilhete 2 Viagens.

O custo para essas duas opções é de R$ 5,30 e R$ 8,60, sendo que R$ 2,00 se referem ao custo do "casco" do cartão.

Esse valor pode ser reembolsado pelo usuário se o cartão for devolvido em um dos postos da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Transurc) após o uso. O preço da passagem é R$ 3,30.

Quem não usa o ônibus com frequência ou mora em outra cidade terá de utilizar os cartões temporários, que não permitem a integração entre as linhas.

Hoje, Campinas possui integração de duas horas, o que permite ao usuário usar até três ônibus no período pagando uma única tarifa.

O bilhete de uma ou duas viagens estará à venda em diversos estabelecimentos (bancas, farmácias, mercados, padarias, postos de combustível). Até 30 de novembro, o bilhete de uma viagem também poderá ser adquirido dentro dos ônibus com os motoristas ou cobradores.

Após utilizado, o bilhete duas viagens poderá ser recarregado, sempre com duas tarifas (R$ 6,60), diferentemente do Bilhete 1 Viagem, que não é recarregável.

A proposta da Emdec é que até quarta-feira a adesão ao Bilhete Único seja de 90%. Até o final de agosto, cerca de 14,5% dos passageiros ainda utilizavam dinheiro para pagar a passagem.

O Bilhete Único é gratuito. Mesmo se o saldo zerar, ainda contará com duas tarifas, como se o cartão "emprestasse" até R$ 6,60, a serem debitados na próxima recarga.

O usuário também usufrui do Passe Lazer (paga meia tarifa) em dois domingos por mês. Além disso, pode avisar a Transurc em caso de perda ou furto do cartão para bloquear o saldo existente.

Em 2014, nos seis primeiros meses, o Sistema InterCamp registrou média de 630 mil passagens pela catraca por dia útil (240 mil usuários). São 15,4 milhões de passageiros por mês, dos quais 80% usam Bilhete Único.

O secretário de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, afirmou que a medida é adotada por duas questões.

A primeira é referente à segurança dentro dos ônibus. Ele afirmou que o número de assaltos aumentou 60% entre janeiro e julho, comparado ao mesmo período do ano passado. Além disso, o grau de violência também cresceu.

"Antes, o roubo era com uma chave de fenda, algo assim. Hoje, vemos pessoas armadas, agindo em grupo", disse.

O outro ponto é a modernização do sistema coletivo de transporte. A proposta da Emdec é implantar, em dois anos, o conceito de "pagamento desembarcado".

A ideia é que os passageiros paguem a passagem fora dos ônibus. Até junho de 2015, a Emdec planeja adaptar os terminais de ônibus que ainda são abertos e, em dois anos, criar o processo de pagamento em pontos de ônibus e por meio de aplicativos em celulares.

Polêmica

A mudança causou polêmica entre os usuários. A maior parte deles está ciente da nova forma de pagamento, mas alguns discordam em ter apenas essa opção nas mãos.

"É horrível limitar as opções de pagamento. Quem deveria escolher isso é o passageiro", disse a atendente Aline Ferreira, de 29 anos. Ela também comentou sobre o uso do transporte público por parentes e amigos que moram fora de Campinas e visitam a família. "Eles não vão perder tempo para recuperar o dinheiro do reembolso do cartão", disse.

A usuária Andreia da Silva, de 25 anos, considera a mudança boa, mas com ressalvas. "Acho bom por trazer mais segurança para o ônibus, mas é complicado para os motoristas. Eles ficarão sozinhos e isso pode deixar o trabalho mais complicado", disse.

Emdec diz que vai realocar os cobradores

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) informou ontem que os cobradores não serão todos dispensados a partir desta quarta-feira (1), e que a intenção é absorvê-los em outras funções.

Essa é a motivação do Programa de Aperfeiçoamento Profissional (PAP). Entre os cursos disponíveis, estão os de abastecedor, almoxarife, auxiliar administrativo, auxiliar de recursos humanos, auxiliar de mecânico, fiscal de tráfego, mecânico e motorista.

Também há o Curso de Formação de Condutores (CFC) para mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) letra B ou C para D, requisito necessário para que se possa dirigir ônibus.

Já os fiscais de tráfego trabalharão nas principais linhas, nos horários de pico, auxiliando os usuários do sistema.

O PAP é supervisionado pela Emdec e tem como parceiros o Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) e o Centro de Formação de Condutores (CFC) de Campinas.

Sem reajuste da tarifa, subsídio para ônibus vai a R$ 1,7 bi

30/09/2014 - O Estado de SP

O subsídio pago pela Prefeitura de São Paulo para manter a tarifa do ônibus a R$ 3 vai custar R$ 1,7 bilhão ao caixa municipal neste ano. Recorde absoluto, o valor quase dobrou desde 2012, quando o então prefeito Gilberto Kassab (PSD) deixou o governo pagando R$ 980 milhões em subsídios às empresas do setor. Se confirmada, essa quantia representará 70% do total de investimentos previstos para serem realizados na cidade em 2014 – R$ 4,2 bilhões –, a contragosto do prefeito Fernando Haddad (PT), que já declarou publicamente a necessidade de São Paulo investir recursos municipais em outras áreas.

Depois das manifestações de junho do ano passado, que levaram o prefeito Fernando Haddad (PT) a rever a alta de R$ 0,20 aplicada na passagem de ônibus, o investimento na área explodiu.

Em 2013, o repasse em forma de subsídio às empresas de ônibus ficou em R$ 1,2 bilhão. Neste ano, como adiantado pela Prefeitura, vai superar a meta de R$  1,4 bilhão prevista inicialmente.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, a diferença com relação à previsão inicial de R$ 1,4 bilhão se dá por causa da redução de arrecadação do sistema após a implementação do Bilhete Único Mensal e da mudança na idade para concessão da gratuidade no transporte de 65 para 60 anos.

A pasta ainda cita outros fatores para explicar a alta de R$  300 milhões, como o reajuste na remuneração dos contratos de concessão e a contratação emergencial de novas empresas, após o descredenciamento, por exemplo, do Consórcio Leste 4, que atuava na zona leste. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Região da Água Rasa ganha faixa exclusiva para ônibus

29/09/2014 - Portal R7


A região da Água Rasa, na zona leste da capital, ganhará 1,1 km de faixa exclusiva pata ônibus a partir desta segunda-feira (29). Confira os trechos contemplados:

- Na avenida Regente Feijó, entre a avenida Vereador Abel Ferreira e a avenida Água Rasa, onde os coletivos terão prioridade no sentido centro, de segunda à sexta-feira, das 6h às 9h;

- Na rua Marechal Barbacena, entre a avenida Álvaro Ramos e a rua Guapeva, onde os ônibus trafegarão com exclusividade pela nova faixa no sentido Bairro, de segunda à sexta-feira, das 17h às 20h;

Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a ativação está inserida na Operação Dá Licença Para o Ônibus, cujo objetivo é priorizar a circulação do transporte coletivo. Com isso, busca-se a redução dos tempos de viagens, conforto e segurança para os usuários.

A CET ainda ressalta que avenida Regente Feijó já possuía faixa exclusiva de ônibus nos dois sentidos em outro trecho implantado em setembro de 2013.

População beneficiada

Pela avenida Regente Feijó, no trecho desta implantação, em direção ao centro passam nove linhas de ônibus, transportando 67 mil passageiros em média por dia útil, em uma frequência média de 65 ônibus/hora.

Já pela rua Marechal Barbacena, em direção ao bairro, passam seis linhas de ônibus, que transportam 61 mil passageiros em média por dia útil, numa frequência de 50 ônibus hora.

Não está prevista nenhuma alteração na circulação do tráfego em função da implantação da faixa exclusiva, informou a CET.

Fiscalização

A ativação terá um período de adaptação, quando os agentes de trânsito irão orientar os motoristas para não invadirem o espaço nos horários definidos para a exclusividade dos ônibus. A partir do dia 13 de outubro, a fiscalização será intensificada na via.

De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), transitar na faixa exclusiva à direita de ônibus é uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Haddad terá verba federal para construção de mais dois BRTs

16/09/2014 - O Estado de SP

SÃO PAULO - Até março, São Paulo terá em execução as obras de 165 quilômetros de corredores de ônibus, segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), que na manhã desta segunda-feira, 15, assinou dez contratos com a Caixa Econômica Federal para ter R$ 2,6 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O dinheiro será usado para construir mais dois BRTs que, juntos, terão 32 quilômetros de extensão.

Do total, R$ 1,9 bilhão será destinado à construção de corredores de ônibus e obras viárias. O restante do recurso será investido em piscinões, um parque linear em Perus, na zona oeste, e obras de drenagem. É a terceira vez que Haddad recebe dinheiro do PAC para investir em mobilidade urbana e drenagem. Ao todo, a Prefeitura já recebeu mais de R$ 13 milhões do governo federal.

"Em 2015 e 2016, São Paulo vai transformar-se em um canteiro de obras. Os 165 quilômetros de corredores estarão em execução até março", disse Haddad. O governo federal liberou R$ 487 milhões para o BRT Perimetral Bandeirantes-Salim Farah Maluf (16 quilômetros) e mais R$ 529 milhões para a extensão Itaim Paulista-São Mateus, que começam a ser construídos em 2015. Segundo Haddad, a cidade tem 37,5 quilômetros de corredores em obras. Neste ano a Prefeitura começará a construir 60,8 quilômetros. Todos os 165 quilômetros têm recursos do PAC.

Entre os corredores que começarão a ser construídos ainda neste ano estão os BRTs da Radial Leste (17 quilômetros) e da Avenida Aricanduva (14 quilômetros), que devem ficar prontos em dois anos. Os BRTs têm faixas de ultrapassagem para os ônibus e pontos maiores do que os tradicionais.

Superarticulados.Esses corredores também vão servir para reorganizar a distribuição das linhas de coletivo de São Paulo, além de poder receber ônibus biarticulados e superarticulados. O evento na Caixa Econômica Federal teve a participação do superintendente regional, Paulo José Galli, do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do ministro das Cidades, Gilberto Occhi.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vias nas zonas Oeste e Leste de SP ganham faixas exclusivas

15/09/2014 - G1 SP

Dois novos trechos de faixas exclusivas de ônibus começam a funcionar nesta segunda-feira (15) na capital paulista, como informou o Bom Dia São Paulo. Essa segunda é o primeiro dia útil depois da liberação do tráfego de táxis com passageiros nas faixas exclusivas.

Na Zona Oeste, na Rua Alvarenga, no Butantã, a nova via exclusiva para os coletivos funcionará entre as Avenidas Afrânio Peixoto e Vital Brasil, o que equivale a um trecho de 500 metros.

Já na Zona Leste, na Rua Padre Adelino, no Belém, um treco de 600 metros foi implantado entre a Álvaro Ramos e o viaduto Guadalajara.

Na sexta-feira (12), Prefeitura de São Paulo liberou o uso de todos os 440 km de faixas seis meses após permitir o tráfego de táxis nas vias exclusivas da Av. 23 de Maio, das marginais e de outras nove importantes avenidas da cidade. De acordo com o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, os táxis também vão poder parar para embarcar e desembarcar passageiros.

As faixas exclusivas são uma das principais bandeiras da gestão de Fernando Haddad (PT). Foram criados 356 km com a promessa de priorizar o transporte por ônibus na cidade. As faixas são estruturas localizadas à direita, como na Avenida Paulista.

Nos corredores de ônibus, que são espaços à esquerda totalmente segregados do trânsito, caso das avenidas 9 de Julho e Santo Amaro, continua valendo a proibição de táxis nos horários de pico - das 6h às 9h e das 16h às 20h.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Prefeitura de SP libera faixas exclusivas de ônibus para taxistas

12/09/2014 - G1 SP

A Prefeitura de São Paulo anunciou a liberação das faixas exclusivas de ônibus para taxistas a partir deste sábado (13), quando a autorização será publicada em Diário Oficial. Trata-se de uma liberação definitiva seis meses após a Prefeitura começar a permitir a presença dos táxistas nas faixas exclusivas de ônibus da 23 de Maio, das marginais e outras nove importantes avenidas da cidade.

Com a nova liberação, as faixas compartilhadas vão saltar de 71 km para 440 km. A medida valerá também para as faixas que forem inauguradas futuramente.

De acordo com o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, os táxis também vão poder parar para embarcar e desembarcar passageiros. Eles só poderão trafegar nas faixas exclusivas se estiverem com passageiros.

As faixas exclusivas são uma das principais bandeiras da gestão de Fernando Haddad (PT). Foram criados 356 km com a promessa de priorizar o transporte por ônibus na cidade. As faixas são estruturas localizadas à direita, como na Avenida Paulista.

Nos corredores de ônibus, que são espaços à esquerda totalmente segregados do trânsito, caso das avenidas 9 de Julho e Santo Amaro, continua valendo a proibição de táxis nos horários de pico - das 6h às 9h e das 16h às 20h.

A liberação das faixas comunicada nesta sexta é adotada a menos de um mês das eleições estaduais e federais, fato semelhante à liberação dos corredores de ônibus para taxistas em 2004. À época, a permissão foi dada pela então prefeita Marta Suplicy (PT) a uma semana da eleição municipal, na qual ela era candidata.

A liberação feita por Marta recebeu críticas por parte de especialistas em trânsito, já que a presença dos táxis diminui a velocidade dos ônibus. A permissão foi revista apenas na atual gestão de Haddad após o Ministério Público ameaçar entrar com uma ação civil pública contra o governo municipal caso os taxistas não fossem proibidos de trafegar nos corredores.

A liberação das faixas de ônibus para os taxistas não foi o único benefício à categoria comunicado pelo prefeito Fernando Haddad na manhã desta sexta. A administração municipal anunciou também um pacote que integra defesa dos taxistas para manutenção do alvará e isenção de ISS para as cooperativas e associações de taxistas. O shopping Iguatemi e Tietê Plaza, assim como outros pontos, também ganharão baias para os taxistas.

Estudos

Os benefícios da adoção da faixa exclusiva de ônibus para a velocidade dos coletivos foram tema de divulgações da Prefeitura de São Paulo em diversas oportunidades. Em agosto do ano passado, a Prefeitura de São Paulo informou que a velocidade média dos ônibus subiu até 108% no Corredor Norte-Sul (eixo da 23 de Maio).

Em relação aos corredores de ônibus (estruturas à esquerda), a Prefeitura realizou estudo que mostrou que os táxis limitavam a velocidade dos ônibus em 31,6% no sentido centro-bairro, e em 25,5% no sentido bairro-centro.

"Constatou-se o que é olhos vistos. Tudo que entra no corredor atrapalha o ônibus. A gente só não sabia o quanto. E verificamos que 1% dos usuários de carro atrapalham 99% dos usuários do transporte coletivo", afirmou o secretário Jilmar Tatto no dia 17 de dezembro.

A prefeitura e o Ministério Público adiaram uma decisão definitiva sobre a presença dos táxis nos corredores para março. Foi quando o governo municipal anunciou que a proibição ocorreria apenas nos horários de pico.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Faixa exclusiva em 66 vias faz velocidade de ônibus crescer 68%

09/09/2014 - O Estado de SP / Portal R7


SÃO PAULO - Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 8, pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) mostra que aumentou 68,7% a velocidade média nos 59,3 km de faixas exclusivas de ônibus implantadas neste ano. A variação, segundo o órgão que gerencia o trânsito na capital, foi de 12,4 km/h para 20,8 km/h.

Ao todo, 66 trechos de faixas de ônibus foram inaugurados neste ano. A pesquisa comparou, por meio de cronômetros, dados de uma semana antes e de uma semana depois da instalação das faixas exclusivas, em cada via.

De acordo com a CET, o melhor resultado foi verificado na ativação da faixa da Ponte do Jaguaré, que funciona desde 31 de março. Ali, a melhora foi de 317,3% na velocidade média dos ônibus. Antes da faixa exclusiva, a velocidade média dos ônibus no trecho era de 10,8 km/h. Ela subiu para 44,9 km/h.

Outro trecho destacado pela CET é o percurso urbano da Rodovia Anchieta, na zona sul, onde a velocidade média dos coletivos cresceu de 9,9 km/h para 18,4 km/h, no sentido São Bernardo do Campo, no ABC. No sentido oposto, a variação foi menor, de 20,8 km/h para 25,4 km/h (variação de 22%).  Já na Avenida Lins de Vasconcelos, na Vila Mariana, na zona sul, onde alguns lojistas chegaram a fazer protestos contra a instalação do mecanismo, as faixas exclusivas melhoraram o desempenho dos ônibus em 140%. A velocidade média lá subiu de 12,1 km/h para 29,3 km/h.

Um trecho de 300 metros de faixa exclusiva implantado na Rua da Consolação, no centro, não registrou nenhuma variação, conforme os dados da CET. A velocidade média dos coletivos ali permaneceu em 10,4 km/h na semana depois da implantação.

Já nos 400 metros de novas faixas na Avenida Cidade Jardim, no sentido bairro, houve variação positiva de 15,3%. A velocidade média dos ônibus avançou de 10 km/h para 11,5 km/h.

Na Rua Voluntários da Pátria, na zona norte, antes da faixa exclusiva sentido centro, os ônibus trafegavam, em média, a 6,7 km/h. Com a faixa, a velocidade saltou para 24,9 km/h (uma variação de 269,4%). Na Rua Faustolo, na zona oeste, a variação foi de 50,7%, saltando de 14,5 km/h para 21,8 km/h.

Portal R7

Faixa exclusiva faz velocidade de ônibus aumentar 68,7%

Ao todo, 59,3 km de faixas de ônibus divididas em 66 trechos foram inaugurados neste ano

Um levantamento divulgado na segunda-feira (8), pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) mostra que aumentou 68,7% a velocidade média nos 59,3 km de faixas exclusivas de ônibus implantadas neste ano. A variação, segundo o órgão que gerencia o trânsito na capital, foi de 12,4 km/h para 20,8 km/h.

Ao todo, 66 trechos de faixas de ônibus foram inaugurados neste ano. A pesquisa comparou, por meio de cronômetros, dados de uma semana antes e de uma semana depois da instalação das faixas exclusivas, em cada via.

De acordo com a CET, o melhor resultado foi verificado na ativação da faixa da ponte do Jaguaré, que funciona desde 31 de março. Ali, a melhora foi de 317,3% na velocidade média dos ônibus. Antes da faixa exclusiva, a velocidade média dos ônibus no trecho era de 10,8 km/h. Ela subiu para 44,9 km/h.

Outro trecho destacado pela CET é o percurso urbano da rodovia Anchieta, na zona sul, onde a velocidade média dos coletivos cresceu de 9,9 km/h para 18,4 km/h, no sentido São Bernardo do Campo, no ABC. No sentido oposto, a variação foi menor, de 20,8 km/h para 25,4 km/h (variação de 22%). Já na avenida Lins de Vasconcelos, na Vila Mariana, na zona sul, onde alguns lojistas chegaram a fazer protestos contra a instalação do mecanismo, as faixas exclusivas melhoraram o desempenho dos ônibus em 140%. A velocidade média lá subiu de 12,1 km/h para 29,3 km/h.

Um trecho de 300 metros de faixa exclusiva implantado na rua da Consolação, no centro, não registrou nenhuma variação, conforme os dados da CET. A velocidade média dos coletivos ali permaneceu em 10,4 km/h na semana depois da implantação.

Já nos 400 metros de novas faixas na avenida Cidade Jardim, no sentido bairro, houve variação positiva de 15,3%. A velocidade média dos ônibus avançou de 10 km/h para 11,5 km/h.

Na rua Voluntários da Pátria, na zona norte, antes da faixa exclusiva sentido centro, os ônibus trafegavam, em média, a 6,7 km/h. Com a faixa, a velocidade saltou para 24,9 km/h (uma variação de 269,4%). Na rua Faustolo, na zona oeste, a variação foi de 50,7%, saltando de 14,5 km/h para 21,8 km/h.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Conforto levaria motorista para o transporte público

04/09/2014 - Gazeta do Povo


Linhas de ônibus com internet wi-fi e ar-condicionado, como as que começaram a rodar nesta semana na capital paulista, são mecanismos que podem atrair motoristas para o transporte público. É o que diz o canadense Todd Litman, especialista em mobilidade urbana, que participou ontem de um seminário sobre o desestímulo ao uso do automóvel. As informações são da Agência Brasil.

"As pessoas sentem uma sensação de dignidade quando sobem em um ônibus em São Paulo? Essa é a mudança mais importante que vocês podem alcançar: fazer com que [usar o transporte público] seja atraente para as pessoas", afirmou Litman, ao participar do encontro organizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

Diretor do Instituto de Políticas de Transporte de Victoria, no Canadá, Litman também ressaltou que as cidades devem se preparar para estimular o uso da bicicleta e a prática de caminhadas.

"São Paulo tem vias melhores para os carros, tem faixa exclusiva para ônibus, mas as calçadas são terríveis para os pedestres. É horrível para quem está em uma cadeira de rodas. Falo sobre uma cidade em que todos possam se movimentar", disse ele. Para o especialista, os adeptos do transporte individual precisam ser convencidos também pelos aspectos da economia financeira e da redução de acidentes, bem como dos benefícios da prática de exercícios físicos.

Qualidade do ar

O presidente do Iema, André Ferreira, destacou, por sua vez, outros benefícios da adoção de meios de transporte limpos, como a diminuição das emissões de gases poluentes e a melhoria da qualidade do ar. "Ao falar em combustível fóssil no Brasil, é preciso focar necessariamente em transporte", disse Ferreira. Os dados apresentados por ele mostram que, dos quilômetros rodados hoje em transporte de passageiros, 96% dos deslocamentos ocorrem no transporte individual. "Os impactos disso ocorrem não só no congestionamento, mas há um conjunto de externalidades."

Como exemplo dos benefícios provocados pela adoção de mecanismos para melhorar a eficiência do transporte coletivo, Ferreira apresentou um estudo do Iema sobre a implantação de faixas exclusivas para ônibus na cidade de São Paulo. A análise de três corredores mostrou que houve, além da diminuição do tempo de viagem, redução do consumo de combustível e da emissão de gás carbônico. Em algumas linhas, houve queda de 14,3%. "A faixa é algo mais tímido do que um corredor expresso. É uma medida de baixo custo, que trouxe ganhos na redução de todos os gases poluentes", destacou.