segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

São Paulo implanta novo trecho de faixa exclusiva para ônibus na zona leste

24/02/2014 - Terra

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) inaugura, nesta segunda-feira, mais 1,6 quilômetros de faixa exclusiva para ônibus na avenida Marechal Tito, na zona leste da capital. Segundo a companhia, o novo trecho fica entre as ruas Ribeiro Escobar e Doutor José Pereira Gomes, funcionando de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h no sentido centro e das 17h às 20h em direção ao bairro.

O novo trecho complementa outros 3,7 quilômetros de faixa implantada na avenida em outubro de 2013. O primeiro trecho fica entre a avenida Nordestina e a rua Ribeiro Escobar e funciona de segunda a sexta-feira, nos horários de picos.

Pela avenida, circulam no sentido centro dez linhas de ônibus municipais, transportando 121.073 passageiros por dia útil. Em direção ao bairro, passam onze linhas, levando 127.907 passageiros por dia útil, segundo a prefeitura.

Com o novo trecho na Marechal Tito, a cidade atinge 318 quilômetros de faixas exclusivas implantas desde o início de 2013.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ônibus movido totalmente a baterias começa a ser testado em São Paulo

21/02/2014 - ATribuna

Os testes com passageiros do EBus, o primeiro ônibus articulado do mundo movido totalmente a bateria, começaram nesta quinta-feira. Esses testes são realizados por meio da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. - EMTU/SP, ligada à Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O programa de teste objetiva verificar a viabilidade técnica e econômico-financeira da tecnologia de tração elétrica, totalmente movida a baterias, sem a necessidade de implantação de rede aérea de alimentação, como ocorre com os trólebus.

Desde novembro de 2013, o EBus estava circulando em testes com pesos de areia. A partir de agora, os testes serão feitos em operação regular com passageiros, devendo circular até junho deste ano, percorrendo a Extensão Terminal Diadema – Morumbi (São Paulo) do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus-Jabaquara), gerenciado pela EMTU/SP.

Características técnicas

Os investimentos com o ônibus e a montagem da infraestrutura para carregamento das baterias de tração ficaram a cargo da MHI, MC e Metra. A integração do sistema de baterias ao ônibus foi executada pela MHI e pela empresa brasileira Eletra Industrial.

O trecho Diadema - São Paulo (Terminal Metropolitano Diadema e Estação Morumbi da CPTM) tem 11 quilômetros de extensão. A operação foi planejada para permitir, ao longo do dia, quatro recargas rápidas (cada uma com duração de quatro minutos) no Terminal Diadema, totalizando diariamente 160 km de rodagem (incluindo deslocamentos entre a garagem e o terminal). Além disso, o ônibus receberá cargas lentas (com duração de duas a três horas) na garagem da Concessionária Metra durante a noite e em horários de baixa demanda de passageiros.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Metrô pagou 85% do valor de um trem novo em reforma de antigo

04/02/2014 - Planeta Osasco

A situação é tão grave para as empresas envolvidas quanto para o próprio governo Alckmin.

Por Gabriel Martiniano

O metrô de SP pagou em reformas de trens com 30 anos de uso o equivalente a 85% do valor de um trem zero km. O preço da modernização dos trens é 20% maior do que o anunciado pela administração de Geraldo Alckmin e, cerca de 70% maior que o valor inicialmente licitado.

O rombo do Trensalão é de, aproximadamente, 800 milhões de reais; a afirmação é do promotor Marcelo Milani. O promotor cogita –inclusive- solicitar a dissolução de empresas como Alstom, Siemens e Bombardier em território nacional.

Milani pediu a paralização nas reformas de trens antigos e a entrega imediata de trens 'guardados' nos galpões das empresas.

O Governo do Estado de São Paulo anunciou que acata o pedido da justiça para paralisar a reforma de novos trens e a decisão foi vista por especialistas como uma forma de evitar uma derrota jurídica em ano eleitoral.

A situação é tão grave para as empresas envolvidas quanto para o próprio governo Alckmin. Dentro de 90 dias as empresas podem ser obrigadas a pagar 800 milhões de reais aos cofres públicos, valor apontado como fraude -apenas- nas reformas dos trens.

Se somadas as fraudes do ISS, no governo municipal de Kassab, com o Trensalão, no governo Alckmin, os cofres públicos perderam mais de 1.3 bilhão de reais. Essa é a maior soma já registrada em fraudes contra o erário público de toda a história recente do país.

Fonte: Planeta Osasco 

Sistema de ônibus de SP transportou 6 mi a mais em 2013

17/01/2014 - O Estado de São Paulo

Para especialistas, Bilhete Único Mensal e faixas exclusivas à direita fizeram coletivos reverterem perda de passageiros vista em 2012

Caio do Valle - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Revertendo uma tendência de queda, o número de passageiros que utilizaram os ônibus municipais da capital paulista cresceu em 2013, ano em que a Prefeitura de São Paulo adotou políticas como a criação de faixas exclusivas para coletivos e o Bilhete Único Mensal.

Veja também:
Frota de coletivos cai ao menor número desde 2009
Paulistano ganha 38 minutos por dia com faixa exclusiva

Daniel Teixeira/Estadão

Em 2014, quantidade de usuários deve subir mais

Dados da São Paulo Transporte (SPTrans) mostram que 6 milhões de usuários a mais circularam no sistema, atingindo a marca de 2,923 bilhões de pessoas transportadas. Em 2012, a quantidade de passageiros havia sido 24 milhões menor do que em 2011. Aquela foi a primeira vez em uma década que a curva de usuários dos ônibus paulistanos caiu em vez de subir. Agora, no entanto, a situação é a oposta. Nas projeções da Prefeitura, o patamar chegará a 2,937 bilhões de passageiros transportados no fim de 2014, nível próximo ao de três anos atrás.

Segundo especialistas, se a velocidade e a qualidade do serviço continuarem aumentando, mais pessoas devem migrar para esse meio de transporte ao longo dos próximos meses.

Caso de Rogério Belda, diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). Ele diz que o único fator que pode explicar o incremento e não estagnação do número de passageiros de ônibus em São Paulo é a política das faixas da gestão Fernando Haddad (PT). "O que crescia eram só os usuários de automóvel, trem e metrô. Não há outra explicação para mais gente nos ônibus que não seja a melhora de circulação nas faixas. É uma boa notícia."

Os efeitos já são notados pelos passageiros. O operador de loja Jobson Tiago Mocelin, de 31 anos, diz que a linha que usa para ir trabalhar na zona norte ficou mais cheia. "Agora, no ponto que pego, na Freguesia do Ó, já não tem mais lugar para ir sentado."

A auxiliar de produção Fábia Figueiredo Freitas, de 32 anos, aprova as faixas. "Minha viagem ficou uns 40 minutos mais rápida. Só acho que precisava passar mais ônibus no ponto."

Especialista em Transportes e professor da Fundação Educacional Inaciana (FEI), Creso de Franco Peixoto atribui a variação positiva à campanha em torno da inauguração das faixas. Para ele, o número deve continuar aumentando, caso a qualidade do serviço aumente. "A oferta dessas faixas num processo mais dinâmico agora está passando por um momento de avaliação. Temos de ver se os usuários atingidos pela campanha vão continuar."

Bilhete Único. Por sua vez, o Bilhete Único Mensal, acredita Rogério Belda, também deve atrair mais gente. "Eu estava em Paris quando fizeram um bilhete como esse. No começo, o interesse foi pequeno, mas depois que as pessoas se habituaram, o crescimento foi vertiginoso."

De acordo com o diretor de Gestão Econômico-Financeira da SPTrans, Adauto Farias, o afluxo de usuários no sistema passou a subir a partir de outubro, quando a rede de faixas estava se consolidando - ao todo, a administração municipal implementou 291 km dessas vias exclusivas ao longo de 2013.

Golden line. Farias cita como exemplo de migração de passageiros do Metrô para os ônibus a linha que usa faixas exclusivas no eixo da Radial Leste, conectando a região de Itaquera ao Parque D. Pedro II, no centro. "Essa linha estava dimensionada para 14 mil passageiros por dia e já está chegando aos 40 mil." Ela foi apelidada de 'golden line' (linha dourada) pela SPTrans por causa da cor dos ônibus super articulados. O tempo médio de viagem, segundo Farias, é menor nela (43 minutos) do que na paralela Linha 3 do Metrô (53 minutos).



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