domingo, 19 de julho de 2015

Em Guarulhos, Corredor de ônibus da EMTU vira estacionamento antes de inauguração

16/07/2015 - G1

Depois de dois adiamentos para a entrega das obras, o trecho do Corredor Metropolitano de Ônibus Guarulhos-São Paulo, entre o terminal Cecap e a Vila Galvão, se transformou em calçada e estacionamento de veículos em frente a alguns pontos de parada.


Foto: Reprodução TV Globo

As obras atrasaram porque, em maio, a Prefeitura de Guarulhos não aprovou o cimento usado na faixa para a passagem dos ônibus alegando que o material usado era de má qualidade. Os trabalhos só foram retomados no dia 22 de junho.

A administração também disse que a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) não estava cumprindo o projeto original acordado. A EMTU prevê que o corredor fique pronto na segunda quinzena de agosto, segundo informou o SPTV.

O Corredor Metropolitano Guarulhos-São Paulo terá, ao todo, 20 quilômetros de extensão, mas só trecho entre o Terminal Cecap ao Terminal Taboão, perto do Aeroporto do Cumbica, está pronto. As obras de outros dois trechos ainda não começaram. 

Sem a circulação dos ônibus, os pedestres usam a faixa como calçadão para chegar até o terminal Cecap. Na estação Timóteo Penteado, a estrutura está pronta, mas é usada como vagas para estacionamento de veículos.

O reportagem flagrou um guardador de carros, conhecido como "flanelinha", organizando as "vagas". Os motoristas aproveitam o espaço livre e a falta de sinalização sobre a proibição para estacionar.

Informações: G1 São Paulo

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Novos ônibus elétricos na frota de transporte em Campinas

16/07/2015 - EMDEC

No dia em que completou 241 anos, Campinas anuncia a incorporação de 10 ônibus elétricos e acessíveis à frota do sistema de transporte público coletivo municipal. Essa é uma grande ação positiva para o meio ambiente e usuários do serviço; e um importante passo da Administração municipal na busca de uma Mobilidade Urbana mais sustentável. Campinas é pioneira e será a cidade brasileira com a maior frota de ônibus elétrico em circulação.

"Esse é um momento muito especial, porque no dia do aniversário da nossa cidade nós também podemos comemorar dois feitos: a volta de grandes empresas para Campinas e a requalificação do transporte coletivo. Isto demonstra o novo rumo que Campinas vem seguindo", afirmou o prefeito Jonas Donizette durante a apresentação de veículos elétricos no Paço Municipal.

Os veículos são fabricados pela empresa chinesa BYD Auto; e estão em fase de aquisição pela empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. Além do prefeito Jonas, participaram da cerimônia, realizada na manhã desta terça-feira, dia 14 de julho, o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, o secretário municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro, secretários municipais, vereadores, empresários e representantes das empresas e concessionárias do transporte público coletivo.

No evento ficaram em exposição dois ônibus, sendo um articulado e outro convencional, e um táxi. Todos os veículos são elétricos. No prazo de até noventa dias, 10 ônibus elétricos convencionais entrarão em operação regular na frota. O ônibus elétrico não emite poluente e não precisa do sistema de rede eletrificada. Além disso, o veículo possui baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros.


"Essa é apenas uma demonstração de um projeto grandioso para Campinas, que busca a melhoria da qualidade de vida dos nossos moradores. É uma filosofia de trabalho imposta pelo prefeito Jonas Donizette, na busca de tecnologias de transporte mais sustentáveis, fazendo do município um exemplo para o país", revelou o secretário Carlos Barreiro.

Esses são os primeiros coletivos elétricos incorporados à frota do sistema de transporte público do município. Campinas já conta com dois táxis elétricos em operação; e um terceiro veículo está em fase de entrada no serviço. Nos próximos meses, ônibus híbridos, movidos a óleo diesel e bateria, também serão entrarão na frota. Em dois anos e meio de governo Jonas Donizette, já foram incorporados 334 novos ônibus, todos acessíveis, à frota de transporte público.

Atendimento
Os 10 novos ônibus elétricos serão adquiridos pela empresa Itajaí, que atua na Área 2 (Vermelha) do município. A Área Vermelha abrange as regiões do Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.

Os veículos irão atender as linhas: 2.13.1 – Terminal Itajaí; e 2.20 – Terminal Campo Grande. O número de passageiros beneficiados é mais de 3,5 mil por dia. Uma média de 87 mil por mês.

No ano passado, um ônibus elétrico foi testado na linha 5.02 – Circular / Centro, conhecida como Linhão da Saúde, por atender diretamente cinco hospitais.

Veículo elétrico

Os ônibus elétricos são modelo urbano, com piso baixo. O veículo não emite poluente e não precisa de sistema de rede eletrificada. A autonomia é superior a 250 km, podendo chegar a 300 km, com o uso do freio regenerativo. A recarga da bateria é feita durante a noite, na garagem, por um período de quatro horas, para 100% de recarga.


Possui motores elétricos no eixo de tração, o que torna o veículo com baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros. O coletivo tem 12 metros de comprimento, 2,55 metros de largura e 3,36 metros de altura. A velocidade máxima atingida é de 90 km/h, mas pode ser limitada eletronicamente. A capacidade é para cerca de 80 passageiros.

O ônibus é acessível, com área reservada para uma cadeira de rodas. Os veículos foram fabricados pela empresa chinesa BYD Auto, que instalou uma fábrica na região do Terminal Intermodal de Cargas (TIC).

Dados do transporte
Atualmente, o sistema de transporte público coletivo do município tem 1.254 ônibus em operação. Desse total, 956 são acessíveis (76,2% da frota). A idade média da frota é de 4,6 anos.

Campinas possui 206 linhas de ônibus municipais. O sistema atende quatro áreas:

- Área 1 (Azul Claro). Regiões: Ouro Verde, Vila União, Corredor Amoreiras, Campo Belo e Aeroporto de Viracopos.
- Área 2 (Vermelha). Regiões: Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.
- Área 3 (Verde). Regiões: Barão Geraldo, Sousas, Amarais, Rodovia Campinas - Mogi Mirim e Corredor Abolição.
- Área 4 (Azul Escuro). Regiões: Nova Europa, Jambeiro e Estrada Velha de Indaiatuba.

Nos últimos 12 meses, o sistema de transporte público do município registrou uma média de 634 mil passagens na catraca por dia útil. São 15,5 milhões de passageiros por mês. Estima-se que essas viagens sejam realizadas, diariamente, por 233 mil usuários (pessoas).

Por Márcio Souza
Informações: EMDEC

Aos 241 anos, Campinas (SP) entra na era dos ônibus elétricos

15/07/2015 - Agência Social de Notícias 

Governo municipal apresenta ônibus elétricos que progressivamente substituirão a frota atual
 
José Pedro Martins

Aos 241 anos, Campinas entra na era dos ônibus

Aos 241 anos, Campinas entra na era dos ônibus
Campinas substituirá frota com ônibus elétricos
créditos: Agência Social de Notícias
 
Na manhã de ontem (14), dia em que Campinas completa 241 anos, foram apresentados os ônibus elétricos que devem tornar a cidade paulista pioneira nacional nessa modalidade de transporte coletivo, com emissão zero de poluentes.
 
A incorporação dos veículos elétricos à frota de ônibus local, que soma mais de 1.200 unidades, foi anunciada em solenidade nas escadarias do Palácio dos Jequitibás, com a presença do prefeito Jonas Donizette, vereadores, secretários municipais e representantes das empresas de ônibus e da BYD, a montadora chinesa sediada em Campinas, que também fabricará paineis fotovoltaicos.
 
A incorporação dos ônibus elétricos à frota campineira será progressiva, dependendo dos contratos entre as empresas de transporte coletivo e a BYD.
 
A primeira empresa a contar com os veículos pode ser a Itajaí. Segundo a empresa, estão em curso as negociações pelo contrato de arrendamento. A incorporação dos veículos à frota de ônibus também depende da estruturação das estações de recarga das baterias, o que deve ser feito em cerca de 90 dias pela CPFL.
 
As baterias permitem uma autonomia de cerca de 260 a 300 km para os ônibus, que podem circular de duas a três horas. Segundo anunciou o prefeito Jonas Donizette, os primeiros ônibus elétricos devem circular na populosa região do Campo Grande.
 
"Esses ônibus são muito confortáveis, geram quase nenhum ruído e são ótimos para o meio ambiente", disse o prefeito, para quem a cidade ganha e qualidade de vida com o incentivo ao transporte coletivo.
 
"Um ônibus circulando significa muitos automóveis na garagem, o que é muito importante para o meio ambiente, para a saúde das pessoas e para o trânsito, em uma cidade como Campinas, cujas ruas centrais são estreitas, tendo sido projetadas em outra realidade", completou.
 
O prefeito acentuou que as cidades brasileiras precisam ampliar a discussão sobre a forma de financiamento do transporte coletivo. E observou que a chinesa BYD se instalou em Campinas em função da política adotada pelo governo municipal, de redução do ISS para empresas de base tecnológica, de 5% para 2%.
 
O diretor de marketing e relações governamentais da BYD Brasil, Adalberto Maluf, destacou que Campinas dá um passo importante, ao passar a integrar o clube de cidades globais que já contam com veiculos elétricos, nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
 
Para o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, a incorporação dos ônibus elétricos à frota tem grande relevância, no momento em que a comunidade internacional se prepara para a Conferência do Clima (COP-21) no final do ano, em Paris, quando dever ser fixado um grande acordo mundial pela redução das emissões de gases que agravam o efeito-estufa.
 
Projeto amplo

O secretário municipal de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, salientou que a incorporação dos ônibus elétricos à frota representa um aspecto importante como parte de um projeto amplo de remodelação do transporte e do trânsito em Campinas.
 
Também está prevista, segundo ele, a incorporação de ônibus híbridos, elétricos e a diesel. A instalação do transporte sobre trilhos, inicialmente na região de Viracopos, é outra meta do governo, disse Barreiro. "O objetivo é melhorar a qualidade dos transportes e mobilidade urbana em geral", resumiu, lembrando que mais de 300 ônibus novos já entraram em circulação nos dois anos e meio da atual administração municipal.
 
O secretário municipal de Transportes também assinalou os esforços para a implantação do Plano Cicloviário Municipal, divulgado recentemente. Campinas já conta com 11 km de ciclovias e outros nove km de ciclo-rotas.A previsão é estruturação de 180 km de ciclovias em até três anos.
 
A primeira ciclovia foi implantada na avenida Mackenzie, e a segunda será anunciada nos próximos dias, para a avenida José de Sousa Campos (Norte-Sul). As próximas devem ser na avenida Baden Powell, distrito de Nova Aparecida, avenida Theodureto de Camargo e avenida Washington Luis.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Em Limeira (SP) sistema de biometria facial nos ônibus revela fraudes nos bilhetes

13/07/2015 - Jornal de Limeira

Estudantes estão entre os que mais solicitam o serviço e cometem fraudes
 
Ana Paula Rosa
 
Desde que foi implantado o sistema de biometria facial nos ônibus de Limeira, foram bloqueados 2.815 cartões de pessoas que cometeram algum tipo de fraude, ou seja, utilizaram o cartão de outra pessoa que contava com algum tipo de benefício (de junho de 2014 até o final de maio de 2015). A informação é da secretária de Mobilidade Urbana, Andréa Soares, que afirma que a maioria do uso irregular - entre 80% e 90% - acontece com estudantes, que são os beneficiários que mais pedidos realizam mensalmente.
 
Do início da biometria facial até hoje, foram feitos 24,9 mil pedidos de cartões de gratuidade para idosos e deficientes. Deste número, 4,2 mil foram solicitados por deficientes físicos ou mentais e 20,7 mil pedidos foram feitos por idosos, a partir de 60 anos. Ainda segundo a pasta, a média mensal é de 1,6 mil idosos e 350 deficientes que procuram pelos serviços.
 
Já quanto ao pedido de novas carteirinhas de estudantes, o número se destaca. O público, que é responsável pelo maior número de fraudes, teve o pedido de cadastramento de 33,26 mil usuários - média mensal de 2,77 mil pessoas. Outro dado fornecido pela Secretaria de Mobilidade Urbana são os que não retiraram as carteirinhas, que somam 2.044 usuários. Estes não tiveram interesse ou não puderam retirar os cartões por motivos diversos.
 
Processo
Em casos de fraude, as pessoas que cometeram o ato recebem bloqueio no cartão em até 24h, considerando que o sistema reconhece a face do proprietário do cartão de gratuidade ou desconto. No caso de bloqueio, a pessoa paga multa referente a cinco passagens de ônibus e consegue reativar o cartão. "Nesta etapa, os funcionários fazem toda uma orientação para a pessoa, pois, muitas vezes, não ocorre má-fé. O passageiro, às vezes, desconhece que não pode emprestar o cartão", explica Andréa.
 
Ainda segundo a secretária, o sistema trabalha para não ter falhas, considerando que em casos em que a face da pessoa não está de acordo com a foto do sistema a partir das imagens captadas durante o embarque, é realizado um trabalho manual de comparação. "Neste caso, se a pessoa não for a mesma do cadastro, é realizado o bloqueio".

Emdec estuda três áreas na região central para instalar estação do BRT

13/07/2015 - G1 Campinas e Região

Três locais na região central de Campinas estão sendo analisados pela Secretaria de Transportes para receber a estação de transferência que fará a ligação do Centro com a região do Ouro Verde do sistema BRT - os corredores exclusivos de ônibus que devem mudar o modelo de transporte público na cidade.

A previsão do atual secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, é iniciar a obra do BRT até fevereiro de 2016, com prazo de conclusão previsto em 24 meses. Contudo, ao ser apresentado pela primeira vez na Câmara de Vereadores, em abril de 2013, ainda sob a gestão de outro titular na pasta, a expectativa era ter começado as intervenções em fevereiro de 2014.

Opções no Centro

Os técnicos estudam como primeira opção a construção da estação na Av. Campos Salles, no trecho entre as avenidas Senador Saraiva e Francisco Glicério. As outras duas opções são o mini terminal localizado na Av. dos Expedicionários - em frente a Estação Cultura -  e o trecho inicial da Av. Andrade Neves, logo na saída do Túnel Joá Penteado. A idéia é construir um terminal numa dessas três áreas em condições de receber os ônibus articulados e biarticulados, usados pelo sistema.

No projeto inicial, a ligação do Terminal Ouro Verde tinha como destino final o Terminal Central, no Viaduto Miguel Vicente Cury, mas o projeto teve de ser abandonado. "Nós teríamos de derrubar o Terminal e fazer um outro, adequados aos ônibus do BRT e isso elevaria o custo em mais de R$ 100 milhões", explicou Barreiro. "Por isso, partimos para novas opções", acrescentou.

Esta, na verdade,  é a única indefinição que ainda persiste no projeto, já que o corredor Campo Grande terá sua ligação com o Centro no Terminal do Mercado - em frente ao Mercado Municipal, segundo confirmou o secretário. "O terminal instalado ali, será totalmente reformulado. Na verdade, aquilo que tem hoje será derrubado e um novo terminal será construído", adiantou.

Projeto final

Segundo Barreiro, o projeto final deverá estar concluído "nas próximas semanas", quando também saberá o custo exato da obra - considerada a maior intervenção urbanística e de mobilidade dos últimos 20 anos em Campinas.  Por enquanto, o secretário diz saber apenas que vai ficar mais caro que o previsto.

Orçado inicialmente em R$ 340 milhões, o projeto final deverá trazer detalhamentos não previstos no projeto básico, o que provocará aumento no valor final. "Os custos ainda estão sendo dimensionados, mas muito provavelmente vai ficar mais caro que o previsto no projeto básico", admitiu ele.

"Nós teremos de fazer transposições, construir pontes, levantar viadutos e promover outras intervenções importantes nas vias, que não foram previstas no projeto básico", argumentou. "O projeto inicial estimou custo aproximado de R$ 10 milhões por quilômetro, mas acreditamos que esse valor será maior, justamente por conta dessas intervenções", acrescentou.

Edital ainda em julho?

A previsão é que até o final de julho, a secretaria lance num único edital, as regras da licitação para a elaboração do projeto executivo e a execução da obra. Barreiro diz que o edital vai exigir a formação de um consórcio na qual estejam presentes uma empresa especializada em projetos e outra na execução de obras. "Isso é uma ousadia, porque normalmente se faz licitações separadas", lembrou.

A expectativa dele é que em, no máximo 90 dias depois da declaração do consórcio vencedor, possa fazer a contratação da obra, que deverá começar cerca de dois meses depois."Nós estimamos que as obras comecem entre janeiro e fevereiro de 2016 e estejam concluidas 24 meses depois - entre janeiro e fevereiro de 2018", disse ele.

A maior parte dos custos do projeto virão do governo federal. Estão previstos R$ 197 milhões do PAC da Mobilidade e outros R$ 97 milhões do Orçamento Geral da União (OGU). O restante, cerca de R$ 44 milhões, serão desembolso da própria prefeitura. Barreiro disse acreditar que a crise não vai afetar o envio de recursos. Segundo ele a verba federal está garantida e a contrapartida do Município já foi reservada.

Campo Grande

Barreiro antecipou que o projeto será iniciado pelo Corredor Campo Grande. E a explicação é simples. "A Dunlop (Av. John Boyd Dunlop) tem hoje a pior situação de trânsito em Campinas", afirma.  A avenida apresenta volume médio de tráfego diário de 61.280 veículos, muito acima de corredores similares como da Ruy Rodrigues (46.220) e Amoreiras (43.860). . "Nós precisamos dar um jeito nisso", argumenta.

Em volume de tráfego, a Dunlop só perde para a Preste Maia - que registra a passagem diária de 83.100 veículos, mas neste caso há um fator importante: ela recebe o volume direto de duas rodovias – a Santos Dumont e a Anhanguera, o que não acontece com a Dunlop.

Barreiro disse ainda que as obras para construção do Corredor Ouro Verde só serão  iniciadas depois de concluída a construção do Corredor Campo Grande.  Segundo o secretário, a mesma empresa vai construir os dois corredores.

O que é o BRT

O Sistema BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit) prevê a implantação de dois grandes corredores para tráfego exclusivos de ônibus articulados e biarticulados, numa extensão de aproximadamente 30 Km. Um deles vai ligar o Centro à Região do Ouro Verde e outro à região do Campo Grande.

Além disso, haverá a construção de uma perimetral de 4 Km de extensão, que vai ligar a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), numa interligação entre os dois corredores, totalizando 34 Km. A obra é considerada essencial para a cidade já que as regiões do Campo Grande e Ouro Verde concentram 45% da população de Campinas e respondem por mais da metade dos usuários de todo o sistema.

"Essa será uma grande oportunidade para que Campinas possa adotar, definitivamente, o sistema de transporte tronco-alimentado", disse ele. Por esse sistema, os ônibus saem dos bairros e levam o passageiro até as linhas – tronco. O BRT contará com a construção de 33 estações de embarque e desembarque, cinco terminais de integração e 17 obras como pontes, viadutos e passagens de nível.

Pelo projeto apresentado ao Legislativo, os corredores deverão funcionar com quatro linhas diferentes. A primeira delas será a Linha Expressa – que vai ligar o Terminal ao Centro, sem nenhuma parada, em apenas 35 minutos. A segunda será a Semi-Expressa – que terá de quatro a cinco paradas e que levará entre 40 e 45 minutos para cobrir o trajeto do Terminal ao Centro.

Haverá ainda as chamadas Linhas Paradoras – que terão parada em todas as 19 estações previstas ao longo dos corredores e as Linhas Intersetoriais – que farão as ligações entre os corredores e outros pontos da cidade.

Só os ônibus vão trafegar pelos corredores. Não será permitido o trânsito de carros, táxis, peruas do sistema  alternativos ou moto. No corredor haverá possibilidade de ultrapassagens e, por conta disso, o risco de ocorrência de formação de comboios entre os ônibus é nula. As estações de transferência serão fechadas e o embarque e desembarque serão feitos por uma plataforma em nível.

De acordo com o projeto básico, o corredor Ouro Verde do BRT terá 14,4km de extensão com saída numa das três áreas que ainda estão sendo avaliadas pela Secretaria de Transportes. Seguiria depois pela Av. João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim, até o Terminal Vida Nova.

Já no Corredor Campo Grande serão 17,8 km, a partir do Terminal do Mercadão. Pelo projeto original, ele seguiria pelo leito do antigo VLT, Av. John Boyd Dunlop,  até a chegada ao terminal Itajaí. A estimativa é que os dois corredores transportem juntos cerca de 30 mil passageiros por hora nos períodos de pico.

sábado, 4 de julho de 2015

Decreto de edital de licitação de ônibus em São Paulo é publicado

03/07/2015 - Blog Ponto de Õnibus

Decerto 56.232, de 2 de julho de 2015, dá bases para edital dos transportes da cidade

Adamo Bazani

Licitação de ônibus em São Paulo
Licitação de ônibus em São Paulo
créditos: Adamo Bazani/ Blog Ponto de ônibus
 
A prefeitura de São Paulo publicou na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da cidade o decreto com os principais termos do edital de licitação para os serviços de transportes municipais por ônibus. São as bases para o edital que será mais detalhado e o primeiro passo para a licitação que deveria ter sido realizada em 2013.
 
Este decreto estabelece as linhas gerais do modelo de transporte que será previsto no edital , que deve definir, por exemplo, a quantidade de SPEs (Sociedades de Propósito Específico), de acordo com o interesse das candidatas. As empresas serão as vencedoras da licitação e vão fazer parte desta pessoa jurídica de propósito específico.
 
Serão concedidos 27 lotes de serviços que devem explorados por SPEs – Sociedades de Propósito Específico.
 
Um dos pontos do edital é que ele impede a terceirização da atividade-fim das empresas de ônibus.
 
O prazo de concessão é por 20 anos que podem ser prorrogáveis por igual período, se houver justificativa do poder público. Caso contrário, depois de 20 anos, deve ser realizada nova licitação.
 
Remuneração das empresas
O decreto do prefeito Fernando Haddad mescla indicadores para a remuneração das empresas que incluem gastos para operação, passageiros transportes, qualidade de serviços e ganho de produtividade. Segundo o decreto, até pesquisas de opinião dos passageiros devem influenciar na remuneração:
 
"c) a qualidade dos serviços ofertados, medida por meio de indicadores de desempenho operacional e por meio de pesquisas de satisfação dos usuários, conforme critérios a serem estabelecidos no edital e nos contratos de concessão; d) os ganhos de produtividade obtidos na operação dos serviços, medidos através da redução de custos ou do aumento do número de passageiros pagantes ou os dois fatores conjugados, sendo que parte dos ganhos de produtividade obtidos pelas concessionárias deverá ser transferida ao Poder Concedente na forma definida no edital e no contrato"
 
A remuneração vai ser revista a cada quatro anos. A SPTrans vai manter o modelo de conta sistema para gerenciar os recursos.
 
Veja mais informações sobre o edital no Blog Ponto de Ônibus 

Prefeitura de São Paulo quer ônibus com padrão de metrô

04/07/2015 - O Estado de SP

SÃO PAULO - O novo modelo de concessão de ônibus da capital apresentado nesta sexta-feira, 3, pela Prefeitura de São Paulo pretende "metronizar" os coletivos, com mais assentos para passageiros e velocidade superior à atual nos corredores. Se por um lado o formato apresentado deve reduzir a frota em mil veículos, passando a menos de 14 mil, por outro a Prefeitura promete aumentar o número de viagens em 24% e criar 151 mil novos assentos.

O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, acredita que o novo modelo não entrará em funcionamento até o fim de 2016, quando se encerra a gestão Fernando Haddad (PT). "Isso passa para as próximas gestões", afirmou.

A Prefeitura de São Paulo deve lançar a minuta do edital na semana que vem. A partir da data de publicação, o processo estará aberto para consulta pública por 30 dias. A licitação está estimada em ao menos R$ 140 bilhões, por 20 anos.

A Prefeitura não informou se o modelo reduzirá o número de linhas - hoje são 1.386. "É uma reorganização. Aumenta os assentos e diminui o número de veículos. Vai atender melhor. O ideal, tanto quanto possível, é aproximar do padrão do metrô", disse Haddad. Com a redução no número de veículos, a previsão do prefeito é de que a velocidade nos corredores de ônibus ultrapasse a média atual de 20 km/h.

O secretário Tatto afirmou que empresas internacionais já manifestaram interesse em concorrer, mas não quis dar detalhes. Haddad lembrou que, para estimular a concorrência, a Prefeitura removeu "todos os obstáculos possíveis". A gestão vai desapropriar cerca de 50 garagens usadas pelas empresas de ônibus, por exemplo, e repassá-las aos vencedoras da licitação.

Centro de controle.As empresas serão responsáveis por formar uma sociedade jurídica e criar um Centro de Controle Operacional (CCO). Do ponto de vista da Prefeitura, o CCO é uma das principais vantagens do novo modelo de concessão. Embora seja um investimento das empresas, o centro será monitorado também por uma equipe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da São Paulo Transporte (SPTrans), segundo o secretário Tatto.

Para o presidente da SPUrbanuss, sindicato que representa os donos das empresas, Francisco Christovam, também se trata do maior avanço do decreto. "Não tem cabimento 14 mil ônibus circularem em São Paulo sem acompanhamento em tempo real, para saber se os veículos estão muito carregados, presos no trânsito, atrasando partidas", afirmou.

O desejo das empresas é que, além de representantes das garagens, os CCOs tenham agentes da CET e da SPTrans, além da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Como os veículos terão computadores de bordo e GPS, uma das exigências da Prefeitura para a concessão, os centros poderão saber a velocidade média de cada veículo. Caso as partidas dos terminais estejam atrasando, o CCO entrará em contato com os motoristas e fiscais para normalizar a situação.

A promessa da Prefeitura era de que o edital fosse lançado em maio, com término do processo marcado para junho. O procedimento foi feito em meio a suspeitas por parte do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindimotoristas) de que o novo sistema cortará o número de postos de trabalho, uma vez que prevê a redução de veículos em circulação. A gestão Haddad negou que o modelo provoque desemprego no setor. Segundo Tatto, os trabalhadores não serão prejudicados, porque as vencedoras da licitação terão de readmiti-los.

Só ônibus articulados vão poder circular em corredores da capital

Coletivos médios, do tipo 'padron', vão fazer as interligações; Prefeitura aumenta de 8 para 27 áreas de atuação das empresas

SÃO PAULO - No novo formato de concessão do transporte público, a Prefeitura vai aumentar de oito para 27 as áreas em que as empresas terão de atuar. O aumento está relacionado com a forma como os ônibus vão se espalhar pela cidade. Na prática, veículos menores terão de deixar corredores e faixas exclusivas. Mas há possibilidade de passageiros fazerem mais baldeações.

Uma das novidades da nova concessão é o que a Secretaria Municipal de Transportes chama de grupo local de articulação regional, ou eixos estruturantes. Essa parte terá a função de cortar os 121,3 quilômetros de corredores e os outros 479,1 quilômetros de faixas exclusivas por vias perimetrais e radiais. Os ônibus que circularem nesses viários, do tipo padrão, estarão proibidos de entrar nas vias segregadas da cidade.

Na Estrada do M'Boi Mirim, na zona sul, por exemplo, o transporte público usa tanto o corredor de ônibus como a faixa da direita, causando uma sobreposição de itinerários no mesmo viário. Com o novo formato, a via terá coletivos apenas no corredor de ônibus.

"Isso ajuda no desempenho do corredor porque vai tirar muitos carros de dentro dele. Hoje, na Avenida Rebouças, tem diversos veículos do tipo padrão. O mesmo acontece na faixa exclusiva do Corredor Norte-Sul", explicou Almir Chiarato, diretor de Operações da São Paulo Transporte (SPTrans). De acordo com ele, retirando veículos menores dos corredores e das faixas exclusivas, os ônibus articulados e superarticulados terão um desempenho melhor. Esse carros maiores vão fazer parte, exclusivamente, do sistema estrutural de transporte, que é justamente onde estão as vias exclusivas.

Neste mês, a Prefeitura vai colocar em operação cem veículos do tipo superarticulado, com capacidade para 171 passageiros. Para que os usuários saibam que esses veículos circulam apenas em corredores e faixas, serão todos prateados.

Mais baldeações.Os coletivos que vão trafegar em corredores e faixas exclusivas têm tamanhos entre 19 e 25 metros. De acordo com Chiarato, eles trafegarão, preferencialmente, em "linha reta", sem passar por avenidas menores, que não têm capacidade para receber grandes veículos. Isso vai fazer com que os passageiros tenham de fazer baldeações de uma linha para outra. Caso a usuário esteja em veículo de um eixo estruturante e queira entrar em um corredor de ônibus, por exemplo, terá de desembarcar em um ponto e embarcar em outro.

 

Por outro lado, essas linhas que não entraram nos corredores serão as responsáveis por levar os passageiros de terminais de bairro para estações de metrô e trem. As empresas aprovam. Segundo Francisco Christovam, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (SPUrbanuss), retirando veículos pequenos dos corredores, não haverá mais riscos de interferências. "Uma linha que, por exemplo, sai de Pinheiros e vai para o Terminal Bandeira não pode mais usar o corredor. Vai ter de ir por dentro, por outros caminhos", explicou.

Pagamento de viações exigirá cumprimento de horários e frota

Departamento Financeiro da São Paulo Transporte vai fracionar o pagamento para as concessionárias, levando em conta qualidade

SÃO PAULO - O Departamento Financeiro da São Paulo Transporte (SPTrans) vai fracionar o pagamento para as concessionárias, levando em consideração a qualidade do serviço e o que cada uma das empresas se comprometeu a fazer. Do total do pagamento, 50% vai ser composto pela quantidade de passageiros transportados, 40% pelo cumprimento das viagens programadas e outros 10% por disponibilidade de frota.

Se uma das concessionárias cumprir, por exemplo, 30% das viagens programadas, ela terá um desconto de 10% sobre o que ela ganharia no total pelo que se comprometeu.

Para Adauto Farias, diretor econômico-financeiro da SPTrans, isso só vai ser possível porque a empresa vai monitorar em tempo real os ônibus do Centro de Controle Operacional (CCO). "Hoje, a tarifa é por passageiro transportado. Essa nova forma vai modificar o serviço de transporte de passageiro. Uma das maiores reclamações no serviço de ônibus é justamente o atraso das viagens programadas", explicou Farias.

Também será usada como base do cálculo de remuneração a opinião dos passageiros do transporte público. Por meio de pesquisas qualitativas, que ainda não tiveram o formato definido, os passageiros poderão avaliar o serviço de ônibus.

"Isso é uma inovação muito importante e reivindicada há muitos anos por movimentos sociais. Quando o incentivo é só passageiro transportado, pode haver uma distorção em favor do empresário, em detrimento da qualidade", afirmou, nesta sexta-feira, 3, o prefeito Fernando Haddad (PT). Segundo ele, a medida de fracionar o pagamento "corrige distorções" no pagamento para as empresas.

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (SPUrbanuss) disse aprovar que os repasses para o setor tenham como base a qualidade do serviço assinado em contrato. "Estimula a empresa a buscar a produtividade, a atender melhor o passageiro. Temos absoluta consciência de que o serviço não feito não precisa ser pago", afirmou Francisco Christovam, presidente da entidade.

No entanto, ele alerta para o fato de que a Prefeitura não deve exigir das empresas um serviço que está além da capacidade do que o viário da cidade pode oferecer. "O poder público não pode exigir que os veículos atinjam uma velocidade que não foi bem dimensionada", disse.

'Dois dígitos'.Um relatório de uma auditoria feita nas contas das concessionárias pela consultoria Ernst&Young, a pedido da atual gestão, apontou que as empresas estavam com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) da ordem de 15%. Isso é o quanto as empresas lucram a partir dos investimentos que elas fazem na frota e nas garagens.

Haddad afirmou que no novo contrato de concessão do serviço esse valor não vai passar dos "dois dígitos". Segundo ele, o máximo que as empresas terão de retorno ficará em 9,9%. No entanto, não há previsão de que essa mudança reduza o preço da tarifa.