quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tarifa Zero em Agudos, SP

23/11/2011

por Alice Wakai e Henri Chevalier

Há dez anos, Agudos, uma pequena cidade ao lado de Bauru, interior de São Paulo, colocou em prática um projeto ousado. O transporte coletivo passou a ser gratuito, com a finalidade de facilitar a mobilidade dos quase 35 mil moradores para qualquer bairro, escola, trabalho, comércio ou serviço que desejassem. Nessa entrevista, José Carlos Octaviani, prefeito de Agudos na época e atual secretário de Obras, explica como implementou a Tarifa Zero na cidade, as dificuldades encontradas e a reação popular com a gratuidade do transporte.
Como surgiu a proposta dos ônibus “de graça” em Agudos?

Octaviani: Em 2000 eu disputava pela segunda vez a eleição para prefeito de Agudos. E nós tínhamos uma empresa que trabalhava há quase 20 anos aqui. Lamentavelmente, o serviço estava sem qualidade. Era uma empresa concessionária da cidade. Primeiro morreu um proprietário, depois morreu o outro e os herdeiros começaram a ter uma dificuldade grande para gerir o sistema.
Alice: Que tipo de “falta de qualidade” você se refere?

Eles não conseguiam cumprir horário, acabava combustível no meio da rua, quebrava ônibus.  Às vezes você pagava pela passagem, andava quatro quadras e acabava o combustível. Era uma situação delicada e as duas viúvas, coitadas, não tinham como tocar. O transporte... não tinha condições. Colocava em risco inclusive a segurança das pessoas. Então meu companheiro de chapa, candidato a vice na época, e mais alguns amigos, sugeriram que a gente colocasse na cidade o transporte gratuito urbano. Eu achei uma loucura quando me falaram. Achei uma loucura. Mas aí eles me convenceram através de estudos, números, que depois fui conferir. Os números que me passaram eu fui conferir, na época, na ECCB – Empresa Circular da Cidade de Bauru – e também na Viação Mourão, em Lençóis Paulista. E pelos números apresentados eu via que era perfeitamente possível implantar na cidade. E eu coloquei no nosso jornal de campanha. Se vencesse a eleição, eu colocaria ônibus de graça para a população. Meu Deus, porque que eu fiz isso? Não trouxe sequer um voto, mas tirou um montão. As pessoas não acreditaram. “Uma ideia de louco”. Aliás, pelo contrário, as pessoas diziam que era falta de projeto político, que isso não existe. “Ônibus de graça não existe, é coisa de incapaz”. Tomei tanta paulada, fui tão criticado... mas o material já estava na rua, não tinha mais como voltar atrás. Confesso que se eu pudesse não ter colocado no jornal, não colocaria, tudo bem... mas como já tinha colocado, eu tomei um pau danado. As pessoas não acreditavam. E para convencer a população de que era possível aquilo? Era muito complicado. Mas quis Deus que eu disputasse a eleição e chegasse ao fim dela como vencedor. Com uma diferença muito pequena, mas ganhei. E logo em seguida implantei o ônibus gratuito na cidade, como tinha dito que faria. Aí foi uma festa só. Ao apresentar os ônibus no aniversário da cidade – não lembro se foi no aniversário da cidade ou no desfile de sete de setembro, mas foi alguma coisa assim –, você não tem ideia da reação. Foi em um desfile, não me lembro em qual dessas duas datas. Sabe o que é uma cidade inteira reunida na rua principal e, quando apresentávamos a frota que já tínhamos comprado naquele primeiro ano, as pessoas batendo palma para ônibus? Já viu uma coisa dessas? Foi uma coisa incrível. Tenho fitas, fotos. Me arrepia. Foi emocionante ver a população. Hoje você pode pegar esse ônibus às cinco horas da madrugada e descer dele à meia-noite, não tem nenhum problema. Pode rodar o dia inteiro de graça nele se quiser. Lamentavelmente a gente fica triste porque algumas pessoas não sabem usar. Destroem veículo, como também destroem ônibus em Bauru, onde pagam. Riscam ônibus, cortam. Aquela falta de educação, falta de compostura, falta de dar valor naquilo que é dele. Quem tá usando ônibus? É ele! O ônibus é dele também... É meu também, embora eu não esteja usando ônibus. Então eu digo que foi uma loucura que eu fiz porque o gasto que dá para a prefeitura hoje é grande. Mas a população se serve bem porque deixa de pagar cerca de 120 ou 130 reais por mês, com transporte coletivo, dá para o cidadão condições de uma vida melhor, de comprar uma blusa, um sapato, um tênis, um remédio para o filho, uma alimentação melhor. Então a prefeitura banca esse sistema gratuito. E se falar em tirar daqui a população vai se revoltar.
O que viabilizou o sistema?

Fizemos uma consulta de quantos pneus gastaríamos por ano, quantos mil litros de combustível, quantas peças, revisão, limpeza, manutenção. Quanto gastaria com motorista. Essa foi a preocupação, o tamanho da nossa despesa. E depois, tendo consultado o pessoal da ECCB, que trabalhava com o sistema de transporte de concessão em Bauru e também a Viação Mourão em Lençóis Paulista, os dados batiam e me convenci dessa possibilidade. E depois coloquei no jornal, porque ninguém acreditava. Agora, eu acredito que a maioria da população aprove os ônibus porque até aquele que não usa os ônibus pode se beneficiar deles. Vamos supor que você tenha uma empregada na sua casa, que cuida da sua casa. Você tem que pagar vale-transporte para ela. Então até aquele que não usa o ônibus, mas tem uma empregada, um empregado na sua casa é beneficiado indiretamente.
Qual era a frota inicial e qual a atual?

A frota inicial da prefeitura era de oito veículos. Hoje são quatorze, o prefeito comprou mais seis. Nós vamos dispor de alguns desses que já ficaram mais velhos, para ir renovando a frota. Porque o desgaste das peças é muito grande, então compensa comprar mais novos.
Você sabe quanto a demanda aumentou?

Antes do transporte gratuito havia mais ou menos um terço do que existe hoje de pessoas usando ônibus. Aumentou.
Teve algum estudo anterior, como por exemplo, da topografia, para que estabelecesse se o gasto ia ser muito caro ou não? Se seria viável? Porque tem alguns estudos que dizem que quando o trajeto é em subida, o ônibus gasta mais peças pela embreagem, na descida gasta mais pela frenagem... Teve um estudo técnico?

Sim, inclusive o consumo de combustível aumenta em pico, subida... não é só freio não, combustível gasta bem mais. Eu não tenho agora os dados, o pessoal que cuida disso está lá embaixo (no andar de baixo), mas eles têm na planilha os gastos mensais, quantos mil litros de combustível, quantos motoristas estão à disposição. É difícil eu perguntar para a população de usuários o que eles estão achando do ônibus. Eu fazendo essa pergunta para as pessoas fica mais difícil. Mas eu convido vocês a irem a alguns pontos de ônibus, andarem em linhas e perguntar se representa economia, se o pessoal está usando de acordo ou não. Se ajuda. Confesso que eu não tenho usado. Já fiz pesquisa? Já fiz. As pessoas apontam uma aprovação muito boa. Mas se eu perguntar vou tirar a liberdade das pessoas. Como vocês são de fora, as pessoas vão sentir mais liberdade.
Quando começou o projeto?

2001 ou 2002. Já faz dez anos e minha cachola não funciona direito...
E teve alguma mudança no sistema ou ele é o mesmo até hoje? O que deu certo e o que não deu certo?

No percurso? A maioria do trajeto tem sido mantida. Mas às vezes tem pontos que por sugestão da população sofrem alterações. Por exemplo, a parada do ônibus. O que a população reclama, nós vemos se é melhor mudar. Reclamam que tem gente que fica falando bobagem em um ponto, provocando alguém... ou então o ponto fica perto da garagem do cara e quando ele quer estacionar o carro tem ônibus no portão. É mais questão de educação. A maioria das pessoas são boas, mas tem outros, os engraçadinhos, que criam aborrecimentos.
Quantas pessoas usam o transporte?

Acredito que entre as pessoas que vão e voltam, te falo um número não muito exato, são de 10 a 12 mil pessoas, ou viagens.
A topografia de Agudos é mais plana?

Não, não é parecido com Bauru. A topografia é irregular, tem subidas fortes, baixadas.
As linhas ligam todos os pontos a todos os pontos da cidade? As pessoas vão para onde querem?

Para onde quiser. Você tem que parar na rodoviária e pegar outro, tudo de graça.
Tem uma idéia de quanto era a tarifa na época?

Não lembro, sinceramente. Faz muito tempo. Mas uma passagem de ida e volta em Agudos, normalmente era o mesmo preço de Bauru. Mas por que aqui o trecho de viagem era menor do que os trechos de Bauru e o preço era o mesmo? Porque a população que usa lá é um número muito maior do que aqui. Então, para compensar, o preço era equivalente ao de Bauru, que era caro para a cidade. Eu entendo que a passagem de Bauru poderia ser menor (atualmente é R$2,40), mas todas essas cidades estão nessa faixa de preço. Mas não tem que ser necessariamente esse preço. Você vê que em Bauru não tem bilhete único, você tem que pagar por todas as passagens. Precisaria de bilhete único. Mas é uma polêmica, pode criar um puta problema com o dono da empresa.
Como o sistema de transporte é mantido? Existe um fundo, um dinheiro em caixa da prefeitura? A questão do transporte representou um gasto a mais pra prefeitura. Teve alguma taxa, algum imposto?

Nós fizemos uma reserva no orçamento do município pra compra dos ônibus e pra manutenção. Nós aqui não temos a sede de cobrar impostos. Mas foi feita uma melhoria na arrecadação do município, uma arrecadação que não foi feita por impostos. Se os impostos pra mim são caros, imagina pra empregada doméstica, ou pra quem corta cana. Reduzimos, pelo contrário em 30% os impostos. Fui prefeito oito anos e nunca reajustei os impostos. O que eu faço é pra conquistar o povo. Meu sobrinho (atual prefeito), mais dois anos sem reajustar. Então não aumentamos, pelo contrário. O que aumentou foi o faturamento do empresariado. A Brahma e a Duratex, são algumas das maiores empresas que estão em Agudos. Quando a empresa vê que vai produzir mais ela também paga mais impostos.
Se compararmos a situação de Agudos com outras cidades, vemos que Agudos é privilegiada. Em outras cidades não há empresas assim...

Agudos é conhecida pela boa água. Empresas procuram vir para cá.
Você acredita que seria viável o transporte coletivo gratuito em Bauru?

Boa pergunta. Vou disputar a eleição em Bauru. Algumas pessoas me perguntam: “Carlão você vai trazer o ônibus gratuito pra Bauru se for prefeito?” Se eu falar que sim, a população me daria muito voto. Mas eu não posso agir de forma irresponsável, entendo que seria descabido, inoportuno, e que Bauru não suportaria bancar o transporte coletivo pra população de forma gratuita. Não agora. Não posso assumir compromissos impossíveis, é um desrespeito. E fora a vergonha. Imagina passar na rua depois e encontrar você em alguma festa e ficar evitando você? Tudo por causa de promessa não cumprida? Muita gente em Bauru pensa que porque em Agudos tem, em Bauru também teria. Eu não seria louco de dizer uma coisa dessa natureza. Em Macatuba e Piratininga também é de graça. Três cidades ao lado de Bauru. Essas duas colocaram ônibus gratuito depois de Agudos, Piratininga mais recentemente. São cidades pequenas, mas os desafios não são tão menores por causa disso. Não posso afirmar que em Bauru também será de graça. O que eu acho que é possível fazer, apesar da resistência, é com que Bauru tenha bilhete único. Vou enfrentar um pau danado. As empresas bancariam os meus adversários. Mas vou ver se dá. Gosto de conferir e “reconferir” antes de falar, porque é a minha palavra que está em jogo.
Existe uma movimentação na Câmara de Bauru, principalmente do vereador Roque Ferreira, pra viabilizar um Fundo para o Transporte. Como você vê isso?

Veja só, é muito simpático concordar com isso. Muito mais alguém que é candidato a prefeito na cidade vizinha. Mas temos que ter cuidado. Não arriscaria dizer que seria possível. Seguraria a tarifa, que é um preço abusivo. As empresas estão mais ricas, tendo um lucro exorbitante. O que dá pra fazer é o bilhete único, mas isso não é pondo dinheiro público e sim segurando na marra. Imagina o prefeito falar que iria ter bilhete único em Bauru? Imagina a resistência das três empresas, que são do mesmo dono?
Como você vê a importância de um transporte coletivo pra uma cidade? Por quê?

Fundamental importância. Veja só, olha o número de carros. Essa semana eu li que, por dia, Bauru recebe mil novos carros. O trânsito de Bauru está caótico hoje. Com o crescimento, melhora de emprego, o seu sonho é primeiro o carro e depois a casa. Mas se nós tivéssemos um meio de transporte mais adequado você deixaria o carro na garagem. Esses dias vi uma matéria sobre pessoas que vendem o carro e usam o táxi. Fizeram as contas com combustível, IPVA, seguro, licenciamento etc., e dizem “eu vou muito mais rápido e acomodado de táxi”.
O que nós observamos em São Paulo e em Bauru, assim como em muitas cidades, é uma pessoa em cada carro. Há uma falta de coletividade.
É verdade. Às vezes você pensa: “vou levar o vizinho”. Mas daí o horário do vizinho não é o mesmo que o meu e o lugar aonde ele vai é diferente. É complicado, mas se você tem um transporte eficiente, melhora o conjunto. O metrô em são Paulo, por exemplo, o trem bala Campinas-Rio. Se der certo, amanhã podem fazer Campinas-interior. Investidores estrangeiros poderão fazer uma linha desse porte, ou até mesmo empresas brasileiras. Os cofres do Brasil não podem bancar pra uma empresa vir e explorar. E enquanto falta investimentos na área de saúde, importante dizer, o Brasil é o país do futebol. Tem obras para a Copa. Você quer que o Brasil sedie a Copa? É bacana, legal. Mas não é bacana ver pessoas morrer em corredores de hospital.
É a questão de o Estado assumir a responsabilidade do que é público e não terceirizar. Foi o que Agudos fez, pegou o transporte e transformou em coletivo público.

É. Eu concordo com o Roque nisso. Ainda bem que o mundo teve tantos gênios da humanidade, como Santos Dumont, que não tiveram medo, não mediram esforços, foram ousados, atrevidos. E hoje a humanidade goza desses benefícios. Eu sou medroso do que eu não posso honrar.
Caso ganhe as eleições quais suas políticas em relação ao transporte?

Segurar as tarifas.
E como quebrar a hegemonia que existe em Bauru? A partir do poder público?

Bauru irá enfrentar resistência grande. Eu abriria mais licitações pro transporte coletivo. Eu tenho a informação de que as três são do mesmo dono, talvez não no mesmo dono, mas em família. É preciso trazer outras empresas pra participar. Vamos imaginar o seguinte: sou prefeito hoje, existem as três empresas do mesmo dono, que é você. E eu não quero mais só você. Você pode participar também dessas novas linhas que serão abertas, mas tem outras empresas concorrendo. Mas aí vem o outro e cobre o seu lance e ganha pra entrar. Você recorreu, vai encher o saco muito tempo, vai dificultar o máximo possível. Mas tudo dentro da lei, você tem que respeitar. Depois que ele entrou você tem três linhas. Você deu lance de um milhão, ele deu de um milhão e meio. “Quer saber, esse cara fica me enchendo saco aqui...vou dar dois milhões pra esse cara sumir”. Também tem isso. Fora aqueles malandros que abrem empresas de fachada e começam a negociar pra pegar dinheiro e sair fora... Tem que fiscalizar essas coisas. Então é abrir concorrência e fiscalizar a atuação.
23/11/2011 - Governo SP

Nota à Imprensa - Integração das linhas municipais e metropolitanas
Em relação às informações que estão sendo divulgadas sobre a possível cobrança de tarifa para  integração das linhas municipais e metropolitanas do Corredor Metropolitano ABD,  a EMTU/SP esclarece que:

1.     Em reunião realizada hoje (22/11) na Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), a EMTU/SP ofereceu uma alternativa adicional à Prefeitura de Diadema com medidas para reequilibrar o contrato EMTU/SP 020/97 de Concessão do Corredor ABD e realizar as melhorias necessárias previstas no sistema, sem onerar os cerca de 40 mil usuários que realizam diariamente a integração livre no município. Minuta de convenio será formalizada amanhã (23) ao município, prevendo partição tarifária  que trate da remuneração entre passageiros provenientes do transporte municipal e que acessam gratuitamente o Corredor Metropolitano ABD. A proposta permitirá que o usuário beneficiário da integração não seja onerado com aumento de tarifas - objetivo primordial do Governo do Estado de São Paulo. A Prefeitura  de Diadema comprometeu-se a estudar a proposta e um novo encontro entre as partes foi marcado para a próxima semana.

2.     Lembramos que, em 14 anos, os passageiros transferidos à época da assinatura do contrato de Concessão do Corredor ABD (EMTU/SP 020/97) cresceram 24%, ocasionando necessidade de novos investimentos, como aumentos de 34% na frota e de 10% na quilometragem, para atender adequadamente o crescimento da demanda;

3.    A EMTU/SP está certa de que a implantação desse procedimento operacional vai proporcionar uniformidade de tratamento aos usuários e deve assegurar a modernização do sistema, com a substituição da atual bilhetagem eletrônica - SBE (bilhetes Edmonson)  - por outro sistema que possibilite a implantação do Bilhete do Ônibus Metropolitano (BOM), visando  implementação da integração do Corredor ABD com os demais ônibus metropolitanos, municipais, Metrô e CPTM.

4.     Além dos investimentos que o Estado vem realizando, como a reforma e adequação da acessibilidade dos terminais, eletrificação dos 11 km que restavam entre Jabaquara e Piraporinha em Diadema e a repotencializacão de 23 km com a substituição das estações retificadoras,  é fundamental a realização de novos investimentos como a substituição do fio trolley e a construção e operação da CCE Central de Controle de Energia.  Todas essas melhorias correspondem a investimentos de cerca de R$ 90 milhões.

Com isso, o Governo do Estado, por meio da EMTU/SP,  pretende melhorar o padrão de serviço oferecido atualmente aos usuários do Corredor ABD,  que é reconhecido internacionalmente.

Assessoria de Imprensa - EMTU/SP

Governo do Estado (EMTU/SP) inicia neste sábado (26) a segunda fase da reorganização do transporte intermunicipal na RMC

22/11/2011 - Governo SP

O Governo do Estado, por meio da Empresa Metropolitana deTransportes Urbanos – EMTU/SP, inicia no próximo sábado (26/11) a segunda fasedo Plano de Reorganização do Transporte Intermunicipal na Região Metropolitanade Campinas.

Desta vez, as ações abrangerão os municípios de Hortolândia,Sumaré, Monte Mor e Campinas. Três linhas serão criadas com integração física etarifária no Terminal Metropolitano de Hortolândia. As linhas envolvidas nasmudanças transportam diariamente 7.500 mil usuários.

Na primeira fase, concretizada em outubro, foramtransferidas da Radial Penido Burnier (Campinas) para o Terminal Metropolitanode Prefeito Magalhães Teixeira nove linhas que têm origem no município deSumaré e que atendem a cerca de 20 mil usuários / dia.

Na segunda fase, os usuários dos quatro municípios poderãocontar com maior mobilidade e regularidade das linhas, além de utilização da infraestruturado Terminal Metropolitano de Hortolândia, que oferece conforto, acessibilidadee segurança.

As alterações desta segunda fase estão sendo comunicadas aosusuários por meio de distribuição de folhetos nos terminais e principais pontosde parada, anúncios em jornais e rádios, mídias sociais (Internet, Facebook eTwitter) e por meio da assessoria de imprensa da EMTU.    

Novas linhas

Três novas linhas serão criadas para ampliar as opções dedeslocamento na RMC, além de proporcionar economia de tempo ao usuário. Sãoelas:

 

·        742Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Campo Grande),propiciando ligação direta para Campo Grande, em Campinas.

 

·        745Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Monte Mor (Jd. Capuavinha), via TerminalRodoviário de Monte-Mor, proporcionando mais uma opção de transporte àpopulação de Monte Mor.

 

·        746Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Unicamp) via Parque Dom PedroShopping, uma ligação direta para a Universidade de Campinas, importante pólode atração de demanda.

As três novas linhas serão incluídas no sistema deintegração física e tarifária, ou seja, os usuários não terão acréscimo detarifa ao efetuar transferência no Terminal Metropolitano.



Ligação Sumaré – Hortolândia

Atualmente nove linhas metropolitanas realizam a ligaçãoentre os municípios de Sumaré e Hortolândia:

650 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Campinas (Nova Aparecida), via Hortolândia;
656 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda);
665 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Santa Esmeralda);
668 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Rosolém);
668DV1 Sumaré (Nova Veneza) / Hortolândia (Rosolém);
669 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim Adelaide);
670 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda e Jardim São Sebastião);
671 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim Nova Boa Vista);
672 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) – Hortolândia (Taquara Branca).
As linhas 656, 670 e 672 já atendem ao Terminal Metropolitano de Hortolândia e serãoinseridas no sistema de integração física e tarifária.



Ligação Hortolândia - Campinas

No Terminal Metropolitano de Hortolândia, o funcionamentodas linhas com destino ao Terminal Metropolitano de Campinas será reformuladopara aperfeiçoar a operação, com viagens mais rápidas e racionais.

A linha 741 Hortolândia(Terminal Metropolitano de Hortolândia) – Campinas (T.M. Magalhães Teixeira)contará com viagens semi-expressas que permitirão uma redução no atual tempo deviagem. Assim, sem a realização de paradas na Rodovia Jornalista FranciscoAguirre Proença – SP 101, alinha em questão executará a ligação entre os dois Terminais Metropolitanos emaproximadamente 25 minutos, economizando 10 minutos no atual tempo gasto.

Atualmente a linha 741, nos dias úteis, possui uma oferta de72 viagens, com intervalos médios, nos períodos de pico, de 25 minutos. Com aadoção do novo sistema operacional serão ofertadas, nos dias úteis, 112viagens, com intervalo entre as viagens, nos períodos de pico, de 15 minutos -considerando a operação com paradas e o serviço com viagens semi-expressas.

A partir do Terminal Metropolitano de Hortolândia contamostambém com as seguintes linhas:

697 Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Interlagos);
698 Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Campos Verdes);
739 Hortolândia (Jardim Amanda) – Campinas (Campinas Shopping Center), que atende de passagem ao Terminal Metropolitano de Hortolândia.
Estas linhas também estarão inseridas no sistema deintegração física e tarifária.



Nova rede integrada no TerminalMetropolitano de Hortolândia

Assim, o Terminal Metropolitano de Hortolândia passa acontar com uma nova rede integrada:

Linha

Denominação

656

Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda)

670

Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda)

672

Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) – Hortolândia (Taquara Branca)

697

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Interlagos)

698

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Campos Verdes)

739

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Campinas Shopping Center)

741

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Avenida Olívio Franceschinni)

742

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Campo Grande)

745

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Monte Mor (Jardim Capuavinha)

746

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Unicamp) via Parque Dom Pedro Shopping

No Terminal Metropolitano Hortolândia, haverá o sistema delivre transferência entre as linhas metropolitanas, ou seja, o usuário pagaa tarifa na linha de origem e não paga outra tarifa nas linhas do Terminal.

Os passageiros de Sumaré, Hortolândia e Monte Mor terãomuito mais mobilidade com acesso a diversos pólos de interesse em Campinas,como Campinas Shopping Center, UNICAMP, Shopping Dom Pedro, Terminal CampoGrande, Terminal Metropolitano Magalhães Teixeira e Terminal Multimodal Ramosde Azevedo

A tarifa para o acesso ao Terminal Metropolitano deHortolândia será fixada em reais.

sábado, 19 de novembro de 2011

Transporte de SP ganha novos ônibus

17/11/2011 - Webtranspo

Empresa comprou 20 modelos K270 Scania                                

Modelos possuem 15 metros de comprimentoOs cidadãos da capital paulista, mais precisamente da zona oeste, terão novos ônibus para se locomover. Isso porque a operadora de transporte coletivo Santa Brígida acaba de adquirir 20 modelos K270 de 15 metros e piso baixo da montadora Scania.

Com isso, a capacidade de transporte de passageiros da região será elevada, uma vez que cada ônibus pode transportar 25% a mais do que os modelos convencionais de 12 ou 13 metros.

“A Santa Brígida foi a primeira empresa de São Paulo a adquirir os ônibus de 15 metros da Scania. Com a nova compra, a operadora reafirma a confiança em nossa marca, comprovando a eficiência operacional, durabilidade e o baixo custo de manutenção dos nossos produtos”, conta Eduardo Monteiro, responsável pelas vendas de chassis urbanos do mercado brasileiro da Scania.

Os chassis estão sendo adquiridos para renovar a frota dos primeiros ônibus de 15 metros Scania adquiridos pela empresa em 1991. Um dos diferenciais do modelo K270 é o sistema de ajoelhamento que permite, por meio do controle eletrônico da suspensão, o rebaixamento do veículo até a altura da calçada, facilitando assim o embarque e desembarque de idosos e portadores de necessidades especiais.

Tags:onibussanta brigidascaniasptransportezona oeste
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Campinas terá R$ 330 milhões do PAC do Transporte

17/10/2011 - Rac

O governo federal aprovou, mas com um corte de R$ 100 milhões, os projetos apresentados por Campinas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Grandes Cidades, destinado ao incremento da infraestrutura do transporte coletivo nas maiores cidades do País. Dos R$ 430 milhões pleiteados, o Ministério do Planejamento autorizou R$ 330 milhões, que estão à espera da assinatura da presidente Dilma Rousseff (PT) para serem anunciados.


Foto: Edu Fortes/AAN

Com a verba, Campinas fará os corredores Campo Grande e Ouro Verde para o sistema BRT (Bus Rapid Transit, como são chamados os ônibus biarticulados e triarticulados). Serão construídas interligações entre os corredores. O recurso irá viabilizar também uma nova faixa de trânsito no Viaduto Cury. e algumas obras de melhoria no espaço deteriorado do Terminal Central, que fica sob a via.

Ficarão fora do pacote a implantação de uma nova avenida, com corredor de ônibus, no antigo leito da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, ligando a Rodovia D. Pedro ao Guanabara, e também a duplicação da Avenida Luiz Eduardo Magalhães, para a ligação do Jardim Satélite Iris ao Ouro Verde.

O prefeito Demétrio Vilagra (PT) disse ontem que já há uma pré-aprovação de recursos para a nova avenida junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Quando surgiu o PAC da Mobilidade Grandes Cidades nós tiramos esse projeto do banco e incluímos no PAC. Agora vamos retomar a negociação.”

O secretário de Transportes, Sérgio Torrecillas, afirmou que o projeto da duplicação da avenida também irá para o BNDES. “Nós optamos pelo PAC porque o custo do financiamento é mais barato”, disse Torrecillas. O financiamento é por 20 anos, com prazo de carência de quatro anos. Dos R$ 330 milhões, 70% virão do PAC e 30% do orçamento geral da União. “Esses corredores são mais que necessários e sem eles o acesso ao aeroporto de Viracopos ficará comprometido”, afirmou o secretário.

Os corredores foram pensados inicialmente para circulação do VLP, uma espécie de metrô de superfície. O primeiro trecho, com 21,4 quilômetros, ligaria o Centro ao Ouro Verde e a Viracopos. O segundo, com 17,8 quilômetros, ligaria o Terminal Campo Grande ao Centro, utilizando o leito desativado do VLT para chegar ao Terminal Central. Mas as dificuldades de financiamento fizeram a Prefeitura desistir do metrô de superfície no Corredor Campo Grande no ano passado. Depois, tirou o VLP. “Preferimos utilizar as verbas em projetos de BRT e ampliar corredores”, disse Torrecillas.

Os dois corredores serão interligados por uma via de 4 quilômetros que unirá o Campos Elíseos à Vila Aurocan.
É para atender a necessidades de ampliação de vias que a Prefeitura planeja construir mais uma faixa no Viaduto Cury, para dar fluidez ao trânsito e garantir acessibilidade aos BRTs, geralmente veículos muitos longos, como é o caso do Ligeirão — ônibus com 28 metros de comprimento e que pode transportar 250 passageiros, que equivale a três ônibus normais.

A reforma do viaduto vai exigir R$ 10 milhões. Os recursos serão utilizados integralmente na construção da nova faixa. A previsão é que um número menor de ônibus chegue ao terminal, porque o corredor será servido pelo sistema tronco — pelo qual os ônibus nos bairros levarão os passageiros até o terminal Campo Grande ou Ouro Verde e, de lá, seguirão em biarticulados até o Cury. Apesar da redução de fluxo prevista, não há planos para desativar o terminal no Centro.

Fonte: RAC.com.br

Expresso Tiradentes

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SP ganha ponto de ônibus ecológico

03/11/2011 - Webtranspo

SPTrans testa nova parada na Paulista

Ponto incetntiva práticas sustentáveisUma iniciativa da SPTrans (São Paulo Transportes) disponibiliza a partir desta quinta-feira, 3 – em fase de testes – o primeiro ponto de ônibus sustentável do Brasil, localizado no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, por qual passa diariamente mais de 300 ônibus.

Denominado e-ponto e instalado em parceria com a empresa Tetis Engenharia e Tecnologia, a parada ecológica disponibiliza terminais de computadores e totens interativos que permitirão ao usuário acessar a página da SPTrans e buscar o itinerário ou saber as linhas de ônibus que passam por aquele local.

Além disso, está disponível o acesso Wi-Fi e Bluetooth, onde os passageiros poderão acessar por celulares as informações disponíveis na parada. Também será testada uma lixeira interativa que vai agradecer e aplaudir quando um usuário jogar o lixo no lugar certo.

Outra novidade é um sensor que acionará o sistema de climatização com filtros de ar e ventilação úmida quando a unidade do ar estiver inferior a 60%. A parada terá energia própria produzida por painéis solares instalados no teto que serão responsáveis por fazer funcionar os computadores e equipamentos do local.