segunda-feira, 20 de abril de 2015

Lançada licitação para estudo ambiental dos corredores do BRT de Campinas

18/04/2015 - Correio Popular - Campinas

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) publicou nesta sexta-feira (17) edital para licitar, na modalidade tomada de preços, os relatórios ambientais para solicitação de licença de instalação para a implantação dos corredores de ônibus BRT Campo Grande, Ouro Verde e Interligação (Corredor Perimetral). Vencerá a licitação, que será aberta no dia 6 de maio, quem oferecer o menor preço.

O presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, disse que a empresa decidiu antecipar a contratação dos estudos ambientais para ganhar tempo, enquanto aguarda a aprovação do projeto básico dos corredores pela Caixa Econômica Federal (CEF). Assim que for aprovado — ele espera que isso ocorra até o final do mês — fará uma concorrência única para contratar a empresa que ficará responsáel pelo projeto executivo e as obras.

Cronograma

"Estamos antecipando tudo o que podemos, para poder garantir o início das obras no próximo ano", afirmou. O próximo estudo a ser contratado será o plano operacional do sistema de transporte dos corredores e das regiões que serão impactadas por eles, informou.

Os estudos ambientais serão contratados com verbas liberadas pela CEF no ano passado para o projeto básico. "Gastamos parte daquela verba, de R$ 9 milhões, no projeto. Uma parte vamos utilizar nos estudos de impacto ambiental", informou. A empresa que vencer a licitação terá um ano para entregar os estudos e relatórios.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde.

Começo

A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2015 o começo da construção. A implantação começará pelo corredor Campo Grande — serão 17,8 km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com 4 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseo, seguindo pelo leito desativado do veículo leve sobre trilhos (VLT).

Outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4 km de extensão, saindo do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury), seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova. O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

Custo previsto

Dos R$ 340 milhões necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, R$ 197 milhões virão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

A Emdec está estudando alternativas para o BRT chegar ao Centro porque desistiu de levar os ônibus articulados e biarticulados para o Terminal Magalhães Teixeira, que funciona dentro do Viaduto Cury. A equipe técnica estuda dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

A Secretaria de Transportes fez as contas e conclui que precisaria investir mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Projeto do Mobi, o BRT de São José dos Campos (SP), será assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake

17/04/2015 - G1

Apresentação foi nesta quinta (16) no Paço; Ruy é responsável pelo projeto. Corredor exclusivo de ônibus vai ter 51 quilômetros de extensão

Projeto urbanístico a cargo do famoso arquiteto
Projeto urbanístico a cargo do famoso arquiteto
créditos: Antonio Basilio/PMSJC
 
São José dos Campos apresentou nesta quinta-feira (16) detalhes estéticos do Bus Rapid Transit (BRT), batizado de Mobi - que consiste em corredores exclusivos para ônibus. O projetista do Educamais em Jacareí e um dos mais renomados do país, Ruy  Ohtake, vai ser o responsável pelo projeto urbanístico do sistema.
 
Ele ja criou o conceito dos pontos de ônibus, que serão fechados e deve abrigar cerca de 200 pessoas. Ohtake vai ser responsável pela arquitetura, paisagismo e iluminação do sistema joseense. Ao todo, os corredores do Mobi terão 51 quilômetros de extensão e vão percorrer as regiões leste, norte, central e sul. O maior corredor será o da zona sul, que vai passar pela Estrada Velha e pela avenida Andrômeda. Serão 29 km de extensão com uma parada a cada 1,2 km.
 
A estimativa é que todo projeto custe R$ 850 milhões. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) estima que as obras comecem em janeiro do ano que vem.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Fundação vai projetar o BRT

15/04/2015 - O Vale - São José dos Campos/SP

A Prefeitura de São José dos Campos contratará a Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo) para a elaboração do projeto básico do BRT.

O contrato, com valor fixado em R$ 12 milhões, vai ser firmado sem licitação --segundo a administração municipal, por se tratar de instituição de pesquisa sem fins lucrativos.

O convênio contempla o desenvolvimento de pesquisas para a implantação do BRT.

O projeto básico, embutido nesse conjunto de ações, deverá ser apresentado até 30 de junho. O contrato todo terá validade de 10 meses.

Expertise. Segundo a administração municipal, a Fusp foi escolhida por sua capacidade técnica no campo de pesquisas e pela expertise no desenvolvimento de projetos de logística e transportes.

A Fundação foi responsável, por exemplo, pela elaboração dos estudos para a implantação do Centro Integrado de Mobilidade Urbana e do Sistema Integrador do Controle de Semáforos, ambos no município de São Paulo, informou a prefeitura, em nota.

O contrato será assinado amanhã entre o prefeito Carlinhos Almeida (PT) e os representantes da fundação.

Segundo a administração municipal, o dinheiro para a elaboração do projeto sairá do empréstimo de R$ 800 milhões obtido junto ao governo federal (com contrapartida de R$ 42 milhões do município).

Edital. Na semana passada, a prefeitura publicou o edital de pré-qualificação para as empresas interessadas em disputar a obra do BRT.

Os envelopes das concorrentes deverão ser apresentados até o dia 20 de maio.

No novo sistema de transporte, batizado de Mobi, os ônibus vão trafegar em canaletas segregadas.

A expectativa é que as obras durem 42 meses. Elas serão divididas em dois lotes.

sábado, 11 de abril de 2015

São José dos Campos (SP) lança novo edital para o BRT

10/04/2015 - Blog Ponto de Ônibus

Após paralisação de cinco meses, processo licitatório para corredores de ônibus rápido é retomado. Propostas devem ser entregues pelas empresas até 20 de maio

Adamo Bazani

Licitação de corredores BRT vai ser retomada
Licitação de corredores BRT vai ser retomada
créditos: Cesar Eloi
 
A cidade de São José dos Campos, no interior paulista, lançou nesta quinta-feira (9), um novo edital de pré-qualificação para a construção de um sistema de BRT – corredores para trânsito rápido de ônibus. A licitação ficou interrompida por cinco meses depois de questionamentos técnicos de empresas interessadas para a execução das obras. Se não fosse a paralisação, segundo a prefeitura, as obras poderiam começar nestes primeiros meses de 2015.
 
As propostas devem ser entregues pelas empresas que forem participar até o dia 20 de maio. A fase de pré-qualificação, ainda de acordo com a prefeitura, é necessária devido à complexidade das obras e as propostas devem ser baseadas no projeto funcional que já foi desenvolvido. A estimativa é que a rede de corredores de ônibus em São José dos Campos tenha 51 quilômetros de extensão e as obras devem custar R$ 842 milhões.
 
Em nota, a prefeitura de São José dos Campos explica as linhas gerais do Projeto Mobi e diz que as empresas interessadas devem depositar um caução de R$ 3,2 milhões:
 
"Para ser aprovada na pré-qualificação, as empresas interessadas deverão demonstrar capacidade técnica e financeira para realizar a obra, incluindo depósito caução de R$ 3,2 milhões. As habilitadas irão disputar um contrato de aproximadamente R$ 400 milhões para cada lote. No Mobi, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada, com uma extensão aproximada de 51 km em todas as regiões cidade. Também serão construídas estações que permitam a cobrança externa, para tornar mais rápido o acesso dos passageiros e aumentar velocidade operacional. O sistema conta ainda com monitoramento centralizado, ônibus com GPS, semáforos inteligentes para passagem preferencial aos coletivos, integração com o sistema de transporte público e informações em tempo real ao usuário."

terça-feira, 7 de abril de 2015

Custo faz Prefeitura de Campinas tirar BRT do Viaduto Cury

05/04/2015 - Correio Popular - Campinas

A Prefeitura de Campinas desistiu de levar os BRTs até o Terminal Magalhães Teixeira, que funciona dentro do Viaduto Cury, e estuda dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

A Secretaria de Transportes fez as contas e concluiu que precisaria investir mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs.

O secretário municipal de Transportes, Carlos José Barreiro, disse que o projeto básico dos corredores foi entregue à Caixa Econômica Federal e, assim que sair o aval, irá publicar o edital para contratar o projeto executivo e a obra. O plano é implantar os corredores em 2016.

Barreiro disse que, como o conceito do BRT é ser tronco — linha que tem a função de ligar duas regiões por um corredor —, o problema é chegar ao Centro com esses veículos, que poderão ser articulados ou biarticulados, em uma região congestionada.

Equipe da secretaria está fazendo os estudos e buscando soluções independentes para cada linha. A linha Campo Grande caminha para que as estações de transferências sejam na região do Mercado Municipal, mas não necessariamente onde hoje há um terminal de ônibus.

 "Estamos avaliando aquela região, que terá que ser repaginada e passar por uma grande reconstrução para poder receber as estações", disse.

Já as linhas do Ouro Verde deverão chegar na Avenida Campos Salles, com estações de transferências instaladas no trecho entre a Avenida Senador Saraiva e a Rua José Paulino, alternativa que irá demandar uma grande intervenção na Campos Salles, uma vez que o BRT exigirá duas faixas exclusiva de tráfego.

 "Se essa for a hipótese que adotarmos, então faremos uma estação de parada atrás da Catedral, na Rua José Paulino", afirmou.

Como a Catedral é um patrimônio tombado de Campinas, foi feita uma consulta ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Campinas), que deu parecer favorável à instalação (leia nesta página). Barreiro afirmou que essa parada não seria uma estação de transferência, mas apenas uma linha de passagem.

 "Se adotarmos essa alternativa, implantaremos na José Paulino, na quadra da Catedral, o conceito de trafic calm (trânsito calmo, em inglês), estreitamento da via para que a velocidade dos veículos seja reduzida e não provoque trepidações na construção histórica. É possível também que a via, naquela quadra, seja usada exclusivamente pelos BRTs, com proibição de outros veículos", afirmou.

Dos R$ 340 milhões necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, R$ 197 milhões virão do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde.

A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2015 o começo da construção. A implantação começará pelo corredor Campo Grande — serão 17,8 quilômetros de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo veículo leve sobre trilhos (VLT), John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí.

Junto com ele, será construída uma perimetral com quatro quilômetros de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

O outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4 quilômetros de extensão. A previsão era de que saísse do Terminal Central (Viaduto Miguel Vicente Cury), seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova.

O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

 

Ponto de parada atrás da Catedral levanta polêmica

Trepidação com o tráfego de veículos pesados pode agravar rachaduras e comprometer igreja histórica, diz arquiteto; projeto para instalação é da Prefeitura

Projeto da Prefeitura de instalar uma estação de parada de ônibus padrão BRT atrás da Catedral Metropolitana de Campinas poderá comprometer a integridade do maior patrimônio cultural da cidade, que já sofre com rachaduras nas paredes de taipa provocadas pelo trânsito intenso na Rua José Paulino.

O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) deu parecer favorável à consulta feita Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), mas a decisão preocupa o responsável pelo restauro do templo, Ricardo Leite.

"Será preciso fazer obras complementares para garantir a integridade da Catedral, como a construção de um muro de arrimo enterrado para evitar que o prédio rache com o impacto dos ônibus", disse.

Ele afirmou que vai procurar a Emdec para ver o projeto e apresentar obras que considera necessárias para preservar a edificação, do século 19.

O Condepacc deu parecer favorável à instalação de uma estação do BRT naquele local porque, segundo consta do projeto, ela será construída na calçada oposta à Catedral e terá pouco impacto visual, permitindo integração com o meio ambiente.

De acordo com o projeto, os pavimentos atuais serão substituídos por pavimentação rígida em concreto armado para minimizar e amortecer de forma significativa os impactos e as trepidações causadas pela circulação dos ônibus.

O intenso tráfego de veículos na Rua José Paulino vem provocando rachaduras nas paredes de taipa Há trincas em várias partes do prédio centenário e uma das varandas do presbitério precisou ser escorada para evitar que o bloco de taipa descesse. Mesmo assim, a janela já não consegue ser fechada.

Embora não haja risco de desmoronamento, a grande movimentação de veículos está agredindo o maior patrimônio de Campinas. O ideal, afirmou, é que o trânsito fosse proibido na Rua José Paulino entre a Costa Aguiar e a 13 de Maio.

O problema se agravou após a revitalização da Rua 13 de Maio, quando o trecho de rua no cruzamento com a José Paulino foi elevado para ficar no mesmo nível do calçadão.

Com isso, surgiu uma valeta e, cada vez que passava um ônibus ou veículo mais pesado, havia uma pancada no solo que, embora consertado, ainda faz a Catedral vibrar.

Na parte do prédio onde a taipa trincou e desceu fica o almoxarifado da Catedral. A vibração é tanta que, segundo os funcionários, os objetos guardados nas prateleiras constantemente acabam caindo no chão. "Temos trincas nas paredes com dois centímetros de largura", disse Ricardo Leite.

A varanda do presbitério foi escorada para evitar que a argamassa existente em cima da parede de taipa caísse e ficará provisoriamente.

A área atrás do templo tem várias depressões no solo, resultado da compactação que vem ocorrendo ao longo dos anos.

 "Quando a rua surgiu, pedestres passavam por ela; depois, vieram as carroças, os carros, ônibus, caminhões pesados. Tudo isso foi provocando movimentações na rua, na calçada e também na Catedral", afirmou o responsável pelo restauro.

 "Se querem fazer uma estação, então será preciso que esse muro seja construído", disse o arquiteto.

Reforma

Os andaimes que cobrem a fachada da Catedral começaram a ser retirados com a conclusão da atual fase do restauro. A torre da igreja começou a ser pintada em amarelo e, em 30 dias, segundo previsão do responsável pelo restauro, Ricardo Leite, a fachada estará liberada.

Mas ainda está longe a conclusão da recuperação das fachadas porque ainda falta conseguir captar R$ 4,3 milhões necessários à conclusão do projeto.

A Arquidiocese conseguiu autorização do Ministério da Cultura, em 2012, para captar R$ 7,1 milhões para as obras, utilizando os benefícios da lei de incentivos fiscais (Lei Rouanet) e, desse total, obteve R$ 2,8 milhões, suficientes apenas para o restauro das fachadas.

A fachada da frente do templo teve toda a argamassa trocada, os anjos foram restaurados e dois dos quatro evangelistas da fachada, recuperados.

Os recursos obtidos até agora vieram dos bancos Itaú e Bradesco e das empresas de alimentação Ticket, Alelo, Sodexo e FMC.

As empresas usaram a lei de incentivos fiscais, que permite a destinação para projetos de cunho cultural de 4% do Imposto de Renda (IR) devido por pessoa jurídica e 6% para pessoas físicas.

A Catedral tem chances de obter os recursos que faltam com a venda do potencial construtivo do templo, mas a burocracia da Prefeitura está travando essa possibilidade. Para ir ao mercado vender o potencial, a Catedral precisa possuir o certificado de transferência de de potencial construtivo decorrente do tombamento (CPC-T).

A Catedral já seguiu toda a tramitação exigida pela lei e espera os documentos — com eles, poderá usar em outra área, e até vender, os metros quadrados que teria direito de construir no terreno, caso a edificação que possui não fosse tombada.