sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Túnel e Viaduto na 9 de Julho ganham faixa exclusiva de ônibus

29/10/2015 - Via Trólebus

A medida tem como objetivo privilegiar o transporte público. Coletivos terão prioridade ao longo de 2 km, no Túnel Nove de Julho e Viaduto Dr. Plínio de Queiróz

Renato Lobo 

Túnel da 9 de Julho, em São Paulo
Túnel da 9 de Julho, em São Paulo
créditos: Reprodução

Em uma operação conjunta entre a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), a cidade de São Paulo deve ganhar mais 2 km de faixa exclusiva de ônibus no eixo da Avenida 9 de Julho, entre o Viaduto Dr. Plínio de Queiróz e o Túnel Daher Elias Cutait (que passa por debaixo da Avenida Paulista).

A estrutura deverá funcionar em horário integral, nos dois sentidos, interligando os dois trechos do corredor. Pelo local circulam 28 de linhas de ônibus, numa frequência de 445 veículos, que transportam em média 325 mil pessoas por dia.

Com esta implantação, a cidade chegar a 482,3 km de faixa exclusiva de ônibus. A medida passa a valer no próximo dia 2 de novembro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Corredor Nove de Julho terá faixa exclusiva para ônibus

28/10/2015 -  Folha de SP

Uma nova faixa exclusiva de ônibus começa a funcionar ao longo de 2 km do corredor Nove de Julho, a partir de segunda-feira (2). O corredor inclui o viaduto Dr. Plínio de Queiróz, a avenida Nove de Julho e o túnel Daher Elias Cutait, na Bela Vista, região central da cidade.

Haverá um período de adaptação dos motoristas, que serão orientados por agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) no local, entre os dias 2 e 9 de novembro. Transitar na faixa exclusiva de ônibus é infração gravíssima e gera perda de sete pontos na carteira de habilitação, além de multa no valor de R$ 191,54.

Com esta implantação, São Paulo atinge o total de 482,3 km de faixas exclusivas para ônibus. A gestão de Fernando Haddad (PT) é responsável por 392,3 km do total.

Segundos dados da CET, no trecho escolhido para a implantação da faixa, cerca de 325 mil pessoas utilizam transporte público diariamente. Circulam ali 28 linhas de ônibus, com uma frota de cerca de 445 coletivos.

O Viaduto Plínio de Queiróz terá circulação exclusiva para o transporte coletivo, os demais veículos utilizar as pistas laterais ao viaduto, nos dois sentidos. 

Dos 14.800 ônibus de São Paulo, 344 possuem internet e 482 têm ar-condicionado

28/10/2015 - Blog Ponto de ônibus

Considerado o maior sistema de transportes por ônibus da América Latina, o transporte municipal de São Paulo ainda tem muito que se aperfeiçoar em relação às novas exigências dos passageiros sobre conforto, pontualidade e segurança.

Com a licitação do sistema, que deve reorganizar a prestação de serviços e redistribuir as linhas, a prefeitura promete alguns avanços também tecnológicos.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, dia 27 de outubro de 2015, pela SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, dos 14 mil 812 ônibus da Capital Paulista, apenas 482 possuem ar-condicionado, o que significa 3,2% da frota.

O equipamento passou a ser obrigatório, mas somente para os ônibus comparados zero quilômetro. Assim, o aumento da frota com ar-condicionado será gradativo.

Mesmo diante da licitação, empresas de linhas estruturais e as empresas que surgiram das antigas cooperativas que operam as linhas locais compram veículos novos, alguns avaliados em quase R$ 1 milhão, o que para o mercado é um indicativo que elas devam continuar no sistema.

O wi-fi também é outra exigência do passageiro que bem aos poucos começa a ser realidade nos ônibus paulistanos. São 344 coletivos que já operam com acesso à internet ou 2,3% da frota.

O serviço de internet vai se tornar obrigatório com a licitação. A previsão consta nos editais e as empresas terão de disponibilizar o acesso à internet em até oito meses depois da assinatura dos novos contratos.

As mais recentes renovações maiores de ônibus já com wi-fi e ar-condicionado ocorreram em empresas que vieram de cooperativas. Neste mês, a Transwolff, antiga Cooper-Pam concluiu a entrega de 90 ônibus com os equipamentos para a zona Sul de São Paulo e a Imperial Transportes, que era cooperativa Nova Aliança, colocou em operação 26 veículos para zona Sudeste. Outras ex-cooperativas também já colocaram ônibus novos.

Empresas de grupos tradicionais que operam linhas estruturais, como Via Sul, Viação Campo Belo, VIP, Sambaíba e a MobiBrasil, esta que atua desde 2011, também colocaram ônibus com ar e wi-fi.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Governo federal libera R$ 340 milhões para BRT de Campinas

01/10/2015 - Portal Brasil

O governo federal autorizou a liberação de R$ 340 milhões dos R$ 540 milhões para o projeto do BRT, em Campinas (SP), por meio do Ministério das Cidades. Os outros R$ 200 milhões serão objeto de uma nova carta consulta para financiamento junto à linha de crédito Pró-Transporte. Campinas tenta implementar os corredores de BRT desde 2001. A prefeitura enviou os projetos ao Ministério das Cidades dentro do PAC da Mobilidade Grandes Cidades.


A prefeitura da cidade irá executar o projeto em duas fases, ao priorizar a implantação do corredor Campo Grande, a estação de transferência Campos Elíseos e a perimetral que ligará este corredor à estação.

O Corredor Ouro Verde ficará para a segunda fase que terá audiência para licitação do projeto executivo e obra. A opção pelo Campo Grande deve-se à necessidade de dotar aquela região de um transporte público de média capacidade. São 17,8 km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com 4 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até Campos Elíseos, seguin­do pelo leito desativado do VLT.

A Caixa Econômica Federal já aprovou o projeto básico de custos que elevou de R$ 340 milhões para R$ 540 milhões os custos de implantação do projeto. O encarecimento ocorreu por três motivos: o primeiro é que o orçamento anterior havia sido feito em cima de estimativa de custo e não de projeto; o segundo é que a necessidade de obras de arte (pontes, viadutos) foi superior ao estimado inicialmente e o terceiro foi que a prefeitura resolveu aplicar outra técnica de pavimento no corredor, com piso rígido de concreto em toda a extensão.

A curto prazo, não haverá dinheiro para os dois corredores. Então, mudanças farão com que os BRTs tenham uma única chegada à área central — virão pela avenida John Boyd Dunlop, pelo leito desativado do extinto VLT, passarão pelo Terminal Ramos de Azevedo e chegarão à estação de transferência na região do Mercado Municipal.

A prefeitura decidiu fazer os corredores Campo Grande e Ouro Verde para biarticulados, construir interligações entre os corredores, reformar e construir mais uma faixa de trânsito no Viaduto Cury e implantar uma nova avenida, com corredor de ônibus, no antigo leito da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro ligando a Rodovia D. Pedro ao Guanabara.

Em Campinas, o governo federal, por meio do Ministério das Cidades, tem, desde 2003, uma carteira de investimentos no valor de R$ 3,64 bilhões, sendo que somente para mobilidade urbana, o montante é de R$ 1,09 bilhão.

Informações: Portal Brasil

Pré-embarque nos terminais reduz em até 11 minutos entrada no ônibus

01/10/2015 - G1 SP

Leia: Com redução de tempo de acesso aos ônibus, SPTrans estuda estender pré-embarque para mais terminais, corredores e até faixas - Blog Ponto de ônibus

O sistema de pré-embarque criado pela São Paulo Transporte (SPTrans) em terminais de ônibus reduziu em até 11 minutos o tempo gasto pelos passageiros para embarcar nos coletivos que atendem a capital paulista, de acordo com a Prefeitura.

A ideia é simples: catracas foram instaladas do lado de fora dos ônibus para permitir que os passageiros paguem as suas viagens antes de embarcar. Com isto, diminuem as filas e o tempo de espera para entrar nos coletivos.

Segundo dados da Prefeitura, o que o procedimento tem de simples também tem de efetivo. O registro é de um ganho médio de 10 minutos nos horários de pico. O tempo de embarque, que variava entre 10 e 12 minutos, agora caiu para 1 minuto, no máximo 1 minuto e 10 segundos.

Além de ganhar tempo, passageiros comemoram o fim da confusão e do empurra-empurra que eram característicos na hora do embarque. "Antes, aqui era um tumulto, né? Encosta, todo mundo, não conseguia, um passava na catraca, era um empurra-empurra e hoje não, hoje tá tranquilo", conta a doméstica Elza Maria da Silva.

Funcionamento e pagamento

A medida já foi implantada em cinquenta e uma linhas, espalhadas por 14 dos 27 terminais de ônibus de São Paulo. As catracas para pré-embarque funcionam apenas nos horários de maior movimentação: das 4h às 10h e das 16h às 22h.

O pagamento antecipado da passagem pode ser realizado com cartões de transporte, em validadores, e também em dinheiro - durante o horário de funcionamento do sistema, um cobrador fica posicionado próximo às catracas externas.

Com o sucesso do sistema, a Prefeitura estuda, agora, implantar o pré-embarque também em faixas e corredores exclusivos de ônibus.