segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Terminal Santo Amaro tem conexão gratuita com internet

19/12/2011 - O Estado de São Paulo

SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado
Os cerca de 210 mil passageiros que utilizam as 53 linhas do Terminal Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, já podem contar com conexão gratuita com a internet, via Wi-Fi, em seus aparelhos portáteis. A partir de hoje, o terminal conta com conexão gratuita de internet sem fio, que funcionará em fase de testes nos próximos dois meses.

Para utilizar a conexão os usuários terão de preencher um pequeno cadastro, com informações como nome, CPF e e-mail, além de aceitar as regras para utilização. Cada pessoa terá direito a 15 minutos de conexão a cada hora cheia e haverá restrições de conteúdo, como sites que incitem a violência e conteúdo pornográfico, dentre outros. Também não será permitido o download de músicas, jogos e aplicativos. A lista de conteúdos bloqueados será apresentada sempre que o internauta se conectar à rede do terminal.

A instalação do ponto de acesso à internet no Terminal Santo Amaro é um projeto-piloto, que terá seu funcionamento avaliado nos próximos dois meses e pode ser estendido para outros dois terminais. Além da avaliação da SPTrans, durante o período de testes, serão realizadas pesquisas de opinião com os usuários do serviço, para realizar possíveis ajustes no projeto.
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Ônibus a diesel de cana é aprovado

06/12/2011 - Webtranspo

Modelo da Mercedes-Benz vai circular por SP

Ônibus utiliza mistura com 10% de diesel de cana e 90% comercial.Ao longo deste ano, a Viação Santa Brígida, operadora de transporte urbano de São Paulo (SP), testou o desempenho dos ônibus Mercedes-Benz movidos a diesel de cana, e após este período de avaliação decidiu por adquirir 20 unidades do modelo O 500 U. Com isso, estes novos veículos integrarão o programa Ecofrota do município, que visa utilizar coletivos menos poluentes na cidade, melhorando a condição do ar aos seus cidadãos.

“Além dos novos veículos da Viação Santa Brígida, mais de 440 ônibus Mercedes-Benz a diesel de cana, de outras empresas, entrarão em operação na cidade de São Paulo nos próximos quatro meses, ampliando a presença da marca na Ecofrota”, declarou Ricardo Silva, vice-presidente de Ônibus da empresa para América Latina.

Os testes, que contaram com a participação da Mercedes-Benz, Amyris Brasil, Petrobras Distribuidora e SPTrans, utilizaram uma solução com 10% de diesel de cana e 90% comercial, que já possui 5% de biodiesel. “Com essa experiência, mostramos ao mercado que o diesel de cana é a solução mais viável na alternativa de combustível limpo para o nosso País, sem exigir alterações na motorização do veículo e contribuindo para o negócio dos operadores”, afirmou o executivo.

Com esta mistura, ressaltando que o diesel utilizado foi o S50, a diminuição no percentual de material particulado foi de 9%, sendo que o volume de NOx (Óxidos de Nitrogênio) soltado no ar não aumentou. Somado a estes resultados, a manutenção do motor se manteve a mesma, ou seja, não há necessidade de alguma alteração na estrutura da frota atual para se utilizar esta solução.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Tarifa Zero em Agudos, SP

23/11/2011

por Alice Wakai e Henri Chevalier

Há dez anos, Agudos, uma pequena cidade ao lado de Bauru, interior de São Paulo, colocou em prática um projeto ousado. O transporte coletivo passou a ser gratuito, com a finalidade de facilitar a mobilidade dos quase 35 mil moradores para qualquer bairro, escola, trabalho, comércio ou serviço que desejassem. Nessa entrevista, José Carlos Octaviani, prefeito de Agudos na época e atual secretário de Obras, explica como implementou a Tarifa Zero na cidade, as dificuldades encontradas e a reação popular com a gratuidade do transporte.
Como surgiu a proposta dos ônibus “de graça” em Agudos?

Octaviani: Em 2000 eu disputava pela segunda vez a eleição para prefeito de Agudos. E nós tínhamos uma empresa que trabalhava há quase 20 anos aqui. Lamentavelmente, o serviço estava sem qualidade. Era uma empresa concessionária da cidade. Primeiro morreu um proprietário, depois morreu o outro e os herdeiros começaram a ter uma dificuldade grande para gerir o sistema.
Alice: Que tipo de “falta de qualidade” você se refere?

Eles não conseguiam cumprir horário, acabava combustível no meio da rua, quebrava ônibus.  Às vezes você pagava pela passagem, andava quatro quadras e acabava o combustível. Era uma situação delicada e as duas viúvas, coitadas, não tinham como tocar. O transporte... não tinha condições. Colocava em risco inclusive a segurança das pessoas. Então meu companheiro de chapa, candidato a vice na época, e mais alguns amigos, sugeriram que a gente colocasse na cidade o transporte gratuito urbano. Eu achei uma loucura quando me falaram. Achei uma loucura. Mas aí eles me convenceram através de estudos, números, que depois fui conferir. Os números que me passaram eu fui conferir, na época, na ECCB – Empresa Circular da Cidade de Bauru – e também na Viação Mourão, em Lençóis Paulista. E pelos números apresentados eu via que era perfeitamente possível implantar na cidade. E eu coloquei no nosso jornal de campanha. Se vencesse a eleição, eu colocaria ônibus de graça para a população. Meu Deus, porque que eu fiz isso? Não trouxe sequer um voto, mas tirou um montão. As pessoas não acreditaram. “Uma ideia de louco”. Aliás, pelo contrário, as pessoas diziam que era falta de projeto político, que isso não existe. “Ônibus de graça não existe, é coisa de incapaz”. Tomei tanta paulada, fui tão criticado... mas o material já estava na rua, não tinha mais como voltar atrás. Confesso que se eu pudesse não ter colocado no jornal, não colocaria, tudo bem... mas como já tinha colocado, eu tomei um pau danado. As pessoas não acreditavam. E para convencer a população de que era possível aquilo? Era muito complicado. Mas quis Deus que eu disputasse a eleição e chegasse ao fim dela como vencedor. Com uma diferença muito pequena, mas ganhei. E logo em seguida implantei o ônibus gratuito na cidade, como tinha dito que faria. Aí foi uma festa só. Ao apresentar os ônibus no aniversário da cidade – não lembro se foi no aniversário da cidade ou no desfile de sete de setembro, mas foi alguma coisa assim –, você não tem ideia da reação. Foi em um desfile, não me lembro em qual dessas duas datas. Sabe o que é uma cidade inteira reunida na rua principal e, quando apresentávamos a frota que já tínhamos comprado naquele primeiro ano, as pessoas batendo palma para ônibus? Já viu uma coisa dessas? Foi uma coisa incrível. Tenho fitas, fotos. Me arrepia. Foi emocionante ver a população. Hoje você pode pegar esse ônibus às cinco horas da madrugada e descer dele à meia-noite, não tem nenhum problema. Pode rodar o dia inteiro de graça nele se quiser. Lamentavelmente a gente fica triste porque algumas pessoas não sabem usar. Destroem veículo, como também destroem ônibus em Bauru, onde pagam. Riscam ônibus, cortam. Aquela falta de educação, falta de compostura, falta de dar valor naquilo que é dele. Quem tá usando ônibus? É ele! O ônibus é dele também... É meu também, embora eu não esteja usando ônibus. Então eu digo que foi uma loucura que eu fiz porque o gasto que dá para a prefeitura hoje é grande. Mas a população se serve bem porque deixa de pagar cerca de 120 ou 130 reais por mês, com transporte coletivo, dá para o cidadão condições de uma vida melhor, de comprar uma blusa, um sapato, um tênis, um remédio para o filho, uma alimentação melhor. Então a prefeitura banca esse sistema gratuito. E se falar em tirar daqui a população vai se revoltar.
O que viabilizou o sistema?

Fizemos uma consulta de quantos pneus gastaríamos por ano, quantos mil litros de combustível, quantas peças, revisão, limpeza, manutenção. Quanto gastaria com motorista. Essa foi a preocupação, o tamanho da nossa despesa. E depois, tendo consultado o pessoal da ECCB, que trabalhava com o sistema de transporte de concessão em Bauru e também a Viação Mourão em Lençóis Paulista, os dados batiam e me convenci dessa possibilidade. E depois coloquei no jornal, porque ninguém acreditava. Agora, eu acredito que a maioria da população aprove os ônibus porque até aquele que não usa os ônibus pode se beneficiar deles. Vamos supor que você tenha uma empregada na sua casa, que cuida da sua casa. Você tem que pagar vale-transporte para ela. Então até aquele que não usa o ônibus, mas tem uma empregada, um empregado na sua casa é beneficiado indiretamente.
Qual era a frota inicial e qual a atual?

A frota inicial da prefeitura era de oito veículos. Hoje são quatorze, o prefeito comprou mais seis. Nós vamos dispor de alguns desses que já ficaram mais velhos, para ir renovando a frota. Porque o desgaste das peças é muito grande, então compensa comprar mais novos.
Você sabe quanto a demanda aumentou?

Antes do transporte gratuito havia mais ou menos um terço do que existe hoje de pessoas usando ônibus. Aumentou.
Teve algum estudo anterior, como por exemplo, da topografia, para que estabelecesse se o gasto ia ser muito caro ou não? Se seria viável? Porque tem alguns estudos que dizem que quando o trajeto é em subida, o ônibus gasta mais peças pela embreagem, na descida gasta mais pela frenagem... Teve um estudo técnico?

Sim, inclusive o consumo de combustível aumenta em pico, subida... não é só freio não, combustível gasta bem mais. Eu não tenho agora os dados, o pessoal que cuida disso está lá embaixo (no andar de baixo), mas eles têm na planilha os gastos mensais, quantos mil litros de combustível, quantos motoristas estão à disposição. É difícil eu perguntar para a população de usuários o que eles estão achando do ônibus. Eu fazendo essa pergunta para as pessoas fica mais difícil. Mas eu convido vocês a irem a alguns pontos de ônibus, andarem em linhas e perguntar se representa economia, se o pessoal está usando de acordo ou não. Se ajuda. Confesso que eu não tenho usado. Já fiz pesquisa? Já fiz. As pessoas apontam uma aprovação muito boa. Mas se eu perguntar vou tirar a liberdade das pessoas. Como vocês são de fora, as pessoas vão sentir mais liberdade.
Quando começou o projeto?

2001 ou 2002. Já faz dez anos e minha cachola não funciona direito...
E teve alguma mudança no sistema ou ele é o mesmo até hoje? O que deu certo e o que não deu certo?

No percurso? A maioria do trajeto tem sido mantida. Mas às vezes tem pontos que por sugestão da população sofrem alterações. Por exemplo, a parada do ônibus. O que a população reclama, nós vemos se é melhor mudar. Reclamam que tem gente que fica falando bobagem em um ponto, provocando alguém... ou então o ponto fica perto da garagem do cara e quando ele quer estacionar o carro tem ônibus no portão. É mais questão de educação. A maioria das pessoas são boas, mas tem outros, os engraçadinhos, que criam aborrecimentos.
Quantas pessoas usam o transporte?

Acredito que entre as pessoas que vão e voltam, te falo um número não muito exato, são de 10 a 12 mil pessoas, ou viagens.
A topografia de Agudos é mais plana?

Não, não é parecido com Bauru. A topografia é irregular, tem subidas fortes, baixadas.
As linhas ligam todos os pontos a todos os pontos da cidade? As pessoas vão para onde querem?

Para onde quiser. Você tem que parar na rodoviária e pegar outro, tudo de graça.
Tem uma idéia de quanto era a tarifa na época?

Não lembro, sinceramente. Faz muito tempo. Mas uma passagem de ida e volta em Agudos, normalmente era o mesmo preço de Bauru. Mas por que aqui o trecho de viagem era menor do que os trechos de Bauru e o preço era o mesmo? Porque a população que usa lá é um número muito maior do que aqui. Então, para compensar, o preço era equivalente ao de Bauru, que era caro para a cidade. Eu entendo que a passagem de Bauru poderia ser menor (atualmente é R$2,40), mas todas essas cidades estão nessa faixa de preço. Mas não tem que ser necessariamente esse preço. Você vê que em Bauru não tem bilhete único, você tem que pagar por todas as passagens. Precisaria de bilhete único. Mas é uma polêmica, pode criar um puta problema com o dono da empresa.
Como o sistema de transporte é mantido? Existe um fundo, um dinheiro em caixa da prefeitura? A questão do transporte representou um gasto a mais pra prefeitura. Teve alguma taxa, algum imposto?

Nós fizemos uma reserva no orçamento do município pra compra dos ônibus e pra manutenção. Nós aqui não temos a sede de cobrar impostos. Mas foi feita uma melhoria na arrecadação do município, uma arrecadação que não foi feita por impostos. Se os impostos pra mim são caros, imagina pra empregada doméstica, ou pra quem corta cana. Reduzimos, pelo contrário em 30% os impostos. Fui prefeito oito anos e nunca reajustei os impostos. O que eu faço é pra conquistar o povo. Meu sobrinho (atual prefeito), mais dois anos sem reajustar. Então não aumentamos, pelo contrário. O que aumentou foi o faturamento do empresariado. A Brahma e a Duratex, são algumas das maiores empresas que estão em Agudos. Quando a empresa vê que vai produzir mais ela também paga mais impostos.
Se compararmos a situação de Agudos com outras cidades, vemos que Agudos é privilegiada. Em outras cidades não há empresas assim...

Agudos é conhecida pela boa água. Empresas procuram vir para cá.
Você acredita que seria viável o transporte coletivo gratuito em Bauru?

Boa pergunta. Vou disputar a eleição em Bauru. Algumas pessoas me perguntam: “Carlão você vai trazer o ônibus gratuito pra Bauru se for prefeito?” Se eu falar que sim, a população me daria muito voto. Mas eu não posso agir de forma irresponsável, entendo que seria descabido, inoportuno, e que Bauru não suportaria bancar o transporte coletivo pra população de forma gratuita. Não agora. Não posso assumir compromissos impossíveis, é um desrespeito. E fora a vergonha. Imagina passar na rua depois e encontrar você em alguma festa e ficar evitando você? Tudo por causa de promessa não cumprida? Muita gente em Bauru pensa que porque em Agudos tem, em Bauru também teria. Eu não seria louco de dizer uma coisa dessa natureza. Em Macatuba e Piratininga também é de graça. Três cidades ao lado de Bauru. Essas duas colocaram ônibus gratuito depois de Agudos, Piratininga mais recentemente. São cidades pequenas, mas os desafios não são tão menores por causa disso. Não posso afirmar que em Bauru também será de graça. O que eu acho que é possível fazer, apesar da resistência, é com que Bauru tenha bilhete único. Vou enfrentar um pau danado. As empresas bancariam os meus adversários. Mas vou ver se dá. Gosto de conferir e “reconferir” antes de falar, porque é a minha palavra que está em jogo.
Existe uma movimentação na Câmara de Bauru, principalmente do vereador Roque Ferreira, pra viabilizar um Fundo para o Transporte. Como você vê isso?

Veja só, é muito simpático concordar com isso. Muito mais alguém que é candidato a prefeito na cidade vizinha. Mas temos que ter cuidado. Não arriscaria dizer que seria possível. Seguraria a tarifa, que é um preço abusivo. As empresas estão mais ricas, tendo um lucro exorbitante. O que dá pra fazer é o bilhete único, mas isso não é pondo dinheiro público e sim segurando na marra. Imagina o prefeito falar que iria ter bilhete único em Bauru? Imagina a resistência das três empresas, que são do mesmo dono?
Como você vê a importância de um transporte coletivo pra uma cidade? Por quê?

Fundamental importância. Veja só, olha o número de carros. Essa semana eu li que, por dia, Bauru recebe mil novos carros. O trânsito de Bauru está caótico hoje. Com o crescimento, melhora de emprego, o seu sonho é primeiro o carro e depois a casa. Mas se nós tivéssemos um meio de transporte mais adequado você deixaria o carro na garagem. Esses dias vi uma matéria sobre pessoas que vendem o carro e usam o táxi. Fizeram as contas com combustível, IPVA, seguro, licenciamento etc., e dizem “eu vou muito mais rápido e acomodado de táxi”.
O que nós observamos em São Paulo e em Bauru, assim como em muitas cidades, é uma pessoa em cada carro. Há uma falta de coletividade.
É verdade. Às vezes você pensa: “vou levar o vizinho”. Mas daí o horário do vizinho não é o mesmo que o meu e o lugar aonde ele vai é diferente. É complicado, mas se você tem um transporte eficiente, melhora o conjunto. O metrô em são Paulo, por exemplo, o trem bala Campinas-Rio. Se der certo, amanhã podem fazer Campinas-interior. Investidores estrangeiros poderão fazer uma linha desse porte, ou até mesmo empresas brasileiras. Os cofres do Brasil não podem bancar pra uma empresa vir e explorar. E enquanto falta investimentos na área de saúde, importante dizer, o Brasil é o país do futebol. Tem obras para a Copa. Você quer que o Brasil sedie a Copa? É bacana, legal. Mas não é bacana ver pessoas morrer em corredores de hospital.
É a questão de o Estado assumir a responsabilidade do que é público e não terceirizar. Foi o que Agudos fez, pegou o transporte e transformou em coletivo público.

É. Eu concordo com o Roque nisso. Ainda bem que o mundo teve tantos gênios da humanidade, como Santos Dumont, que não tiveram medo, não mediram esforços, foram ousados, atrevidos. E hoje a humanidade goza desses benefícios. Eu sou medroso do que eu não posso honrar.
Caso ganhe as eleições quais suas políticas em relação ao transporte?

Segurar as tarifas.
E como quebrar a hegemonia que existe em Bauru? A partir do poder público?

Bauru irá enfrentar resistência grande. Eu abriria mais licitações pro transporte coletivo. Eu tenho a informação de que as três são do mesmo dono, talvez não no mesmo dono, mas em família. É preciso trazer outras empresas pra participar. Vamos imaginar o seguinte: sou prefeito hoje, existem as três empresas do mesmo dono, que é você. E eu não quero mais só você. Você pode participar também dessas novas linhas que serão abertas, mas tem outras empresas concorrendo. Mas aí vem o outro e cobre o seu lance e ganha pra entrar. Você recorreu, vai encher o saco muito tempo, vai dificultar o máximo possível. Mas tudo dentro da lei, você tem que respeitar. Depois que ele entrou você tem três linhas. Você deu lance de um milhão, ele deu de um milhão e meio. “Quer saber, esse cara fica me enchendo saco aqui...vou dar dois milhões pra esse cara sumir”. Também tem isso. Fora aqueles malandros que abrem empresas de fachada e começam a negociar pra pegar dinheiro e sair fora... Tem que fiscalizar essas coisas. Então é abrir concorrência e fiscalizar a atuação.
23/11/2011 - Governo SP

Nota à Imprensa - Integração das linhas municipais e metropolitanas
Em relação às informações que estão sendo divulgadas sobre a possível cobrança de tarifa para  integração das linhas municipais e metropolitanas do Corredor Metropolitano ABD,  a EMTU/SP esclarece que:

1.     Em reunião realizada hoje (22/11) na Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), a EMTU/SP ofereceu uma alternativa adicional à Prefeitura de Diadema com medidas para reequilibrar o contrato EMTU/SP 020/97 de Concessão do Corredor ABD e realizar as melhorias necessárias previstas no sistema, sem onerar os cerca de 40 mil usuários que realizam diariamente a integração livre no município. Minuta de convenio será formalizada amanhã (23) ao município, prevendo partição tarifária  que trate da remuneração entre passageiros provenientes do transporte municipal e que acessam gratuitamente o Corredor Metropolitano ABD. A proposta permitirá que o usuário beneficiário da integração não seja onerado com aumento de tarifas - objetivo primordial do Governo do Estado de São Paulo. A Prefeitura  de Diadema comprometeu-se a estudar a proposta e um novo encontro entre as partes foi marcado para a próxima semana.

2.     Lembramos que, em 14 anos, os passageiros transferidos à época da assinatura do contrato de Concessão do Corredor ABD (EMTU/SP 020/97) cresceram 24%, ocasionando necessidade de novos investimentos, como aumentos de 34% na frota e de 10% na quilometragem, para atender adequadamente o crescimento da demanda;

3.    A EMTU/SP está certa de que a implantação desse procedimento operacional vai proporcionar uniformidade de tratamento aos usuários e deve assegurar a modernização do sistema, com a substituição da atual bilhetagem eletrônica - SBE (bilhetes Edmonson)  - por outro sistema que possibilite a implantação do Bilhete do Ônibus Metropolitano (BOM), visando  implementação da integração do Corredor ABD com os demais ônibus metropolitanos, municipais, Metrô e CPTM.

4.     Além dos investimentos que o Estado vem realizando, como a reforma e adequação da acessibilidade dos terminais, eletrificação dos 11 km que restavam entre Jabaquara e Piraporinha em Diadema e a repotencializacão de 23 km com a substituição das estações retificadoras,  é fundamental a realização de novos investimentos como a substituição do fio trolley e a construção e operação da CCE Central de Controle de Energia.  Todas essas melhorias correspondem a investimentos de cerca de R$ 90 milhões.

Com isso, o Governo do Estado, por meio da EMTU/SP,  pretende melhorar o padrão de serviço oferecido atualmente aos usuários do Corredor ABD,  que é reconhecido internacionalmente.

Assessoria de Imprensa - EMTU/SP

Governo do Estado (EMTU/SP) inicia neste sábado (26) a segunda fase da reorganização do transporte intermunicipal na RMC

22/11/2011 - Governo SP

O Governo do Estado, por meio da Empresa Metropolitana deTransportes Urbanos – EMTU/SP, inicia no próximo sábado (26/11) a segunda fasedo Plano de Reorganização do Transporte Intermunicipal na Região Metropolitanade Campinas.

Desta vez, as ações abrangerão os municípios de Hortolândia,Sumaré, Monte Mor e Campinas. Três linhas serão criadas com integração física etarifária no Terminal Metropolitano de Hortolândia. As linhas envolvidas nasmudanças transportam diariamente 7.500 mil usuários.

Na primeira fase, concretizada em outubro, foramtransferidas da Radial Penido Burnier (Campinas) para o Terminal Metropolitanode Prefeito Magalhães Teixeira nove linhas que têm origem no município deSumaré e que atendem a cerca de 20 mil usuários / dia.

Na segunda fase, os usuários dos quatro municípios poderãocontar com maior mobilidade e regularidade das linhas, além de utilização da infraestruturado Terminal Metropolitano de Hortolândia, que oferece conforto, acessibilidadee segurança.

As alterações desta segunda fase estão sendo comunicadas aosusuários por meio de distribuição de folhetos nos terminais e principais pontosde parada, anúncios em jornais e rádios, mídias sociais (Internet, Facebook eTwitter) e por meio da assessoria de imprensa da EMTU.    

Novas linhas

Três novas linhas serão criadas para ampliar as opções dedeslocamento na RMC, além de proporcionar economia de tempo ao usuário. Sãoelas:

 

·        742Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Campo Grande),propiciando ligação direta para Campo Grande, em Campinas.

 

·        745Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Monte Mor (Jd. Capuavinha), via TerminalRodoviário de Monte-Mor, proporcionando mais uma opção de transporte àpopulação de Monte Mor.

 

·        746Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Unicamp) via Parque Dom PedroShopping, uma ligação direta para a Universidade de Campinas, importante pólode atração de demanda.

As três novas linhas serão incluídas no sistema deintegração física e tarifária, ou seja, os usuários não terão acréscimo detarifa ao efetuar transferência no Terminal Metropolitano.



Ligação Sumaré – Hortolândia

Atualmente nove linhas metropolitanas realizam a ligaçãoentre os municípios de Sumaré e Hortolândia:

650 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Campinas (Nova Aparecida), via Hortolândia;
656 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda);
665 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Santa Esmeralda);
668 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Rosolém);
668DV1 Sumaré (Nova Veneza) / Hortolândia (Rosolém);
669 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim Adelaide);
670 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda e Jardim São Sebastião);
671 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim Nova Boa Vista);
672 Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) – Hortolândia (Taquara Branca).
As linhas 656, 670 e 672 já atendem ao Terminal Metropolitano de Hortolândia e serãoinseridas no sistema de integração física e tarifária.



Ligação Hortolândia - Campinas

No Terminal Metropolitano de Hortolândia, o funcionamentodas linhas com destino ao Terminal Metropolitano de Campinas será reformuladopara aperfeiçoar a operação, com viagens mais rápidas e racionais.

A linha 741 Hortolândia(Terminal Metropolitano de Hortolândia) – Campinas (T.M. Magalhães Teixeira)contará com viagens semi-expressas que permitirão uma redução no atual tempo deviagem. Assim, sem a realização de paradas na Rodovia Jornalista FranciscoAguirre Proença – SP 101, alinha em questão executará a ligação entre os dois Terminais Metropolitanos emaproximadamente 25 minutos, economizando 10 minutos no atual tempo gasto.

Atualmente a linha 741, nos dias úteis, possui uma oferta de72 viagens, com intervalos médios, nos períodos de pico, de 25 minutos. Com aadoção do novo sistema operacional serão ofertadas, nos dias úteis, 112viagens, com intervalo entre as viagens, nos períodos de pico, de 15 minutos -considerando a operação com paradas e o serviço com viagens semi-expressas.

A partir do Terminal Metropolitano de Hortolândia contamostambém com as seguintes linhas:

697 Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Interlagos);
698 Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Campos Verdes);
739 Hortolândia (Jardim Amanda) – Campinas (Campinas Shopping Center), que atende de passagem ao Terminal Metropolitano de Hortolândia.
Estas linhas também estarão inseridas no sistema deintegração física e tarifária.



Nova rede integrada no TerminalMetropolitano de Hortolândia

Assim, o Terminal Metropolitano de Hortolândia passa acontar com uma nova rede integrada:

Linha

Denominação

656

Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda)

670

Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) / Hortolândia (Jardim São Bento), via Hortolândia (Jardim Amanda)

672

Sumaré (Terminal Rodoviário de Sumaré) – Hortolândia (Taquara Branca)

697

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Interlagos)

698

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Jardim Campos Verdes)

739

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Campinas Shopping Center)

741

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira), via Hortolândia (Avenida Olívio Franceschinni)

742

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Terminal Campo Grande)

745

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Monte Mor (Jardim Capuavinha)

746

Hortolândia (Terminal Metropolitano) – Campinas (Unicamp) via Parque Dom Pedro Shopping

No Terminal Metropolitano Hortolândia, haverá o sistema delivre transferência entre as linhas metropolitanas, ou seja, o usuário pagaa tarifa na linha de origem e não paga outra tarifa nas linhas do Terminal.

Os passageiros de Sumaré, Hortolândia e Monte Mor terãomuito mais mobilidade com acesso a diversos pólos de interesse em Campinas,como Campinas Shopping Center, UNICAMP, Shopping Dom Pedro, Terminal CampoGrande, Terminal Metropolitano Magalhães Teixeira e Terminal Multimodal Ramosde Azevedo

A tarifa para o acesso ao Terminal Metropolitano deHortolândia será fixada em reais.

sábado, 19 de novembro de 2011

Transporte de SP ganha novos ônibus

17/11/2011 - Webtranspo

Empresa comprou 20 modelos K270 Scania                                

Modelos possuem 15 metros de comprimentoOs cidadãos da capital paulista, mais precisamente da zona oeste, terão novos ônibus para se locomover. Isso porque a operadora de transporte coletivo Santa Brígida acaba de adquirir 20 modelos K270 de 15 metros e piso baixo da montadora Scania.

Com isso, a capacidade de transporte de passageiros da região será elevada, uma vez que cada ônibus pode transportar 25% a mais do que os modelos convencionais de 12 ou 13 metros.

“A Santa Brígida foi a primeira empresa de São Paulo a adquirir os ônibus de 15 metros da Scania. Com a nova compra, a operadora reafirma a confiança em nossa marca, comprovando a eficiência operacional, durabilidade e o baixo custo de manutenção dos nossos produtos”, conta Eduardo Monteiro, responsável pelas vendas de chassis urbanos do mercado brasileiro da Scania.

Os chassis estão sendo adquiridos para renovar a frota dos primeiros ônibus de 15 metros Scania adquiridos pela empresa em 1991. Um dos diferenciais do modelo K270 é o sistema de ajoelhamento que permite, por meio do controle eletrônico da suspensão, o rebaixamento do veículo até a altura da calçada, facilitando assim o embarque e desembarque de idosos e portadores de necessidades especiais.

Tags:onibussanta brigidascaniasptransportezona oeste
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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Campinas terá R$ 330 milhões do PAC do Transporte

17/10/2011 - Rac

O governo federal aprovou, mas com um corte de R$ 100 milhões, os projetos apresentados por Campinas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Grandes Cidades, destinado ao incremento da infraestrutura do transporte coletivo nas maiores cidades do País. Dos R$ 430 milhões pleiteados, o Ministério do Planejamento autorizou R$ 330 milhões, que estão à espera da assinatura da presidente Dilma Rousseff (PT) para serem anunciados.


Foto: Edu Fortes/AAN

Com a verba, Campinas fará os corredores Campo Grande e Ouro Verde para o sistema BRT (Bus Rapid Transit, como são chamados os ônibus biarticulados e triarticulados). Serão construídas interligações entre os corredores. O recurso irá viabilizar também uma nova faixa de trânsito no Viaduto Cury. e algumas obras de melhoria no espaço deteriorado do Terminal Central, que fica sob a via.

Ficarão fora do pacote a implantação de uma nova avenida, com corredor de ônibus, no antigo leito da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, ligando a Rodovia D. Pedro ao Guanabara, e também a duplicação da Avenida Luiz Eduardo Magalhães, para a ligação do Jardim Satélite Iris ao Ouro Verde.

O prefeito Demétrio Vilagra (PT) disse ontem que já há uma pré-aprovação de recursos para a nova avenida junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Quando surgiu o PAC da Mobilidade Grandes Cidades nós tiramos esse projeto do banco e incluímos no PAC. Agora vamos retomar a negociação.”

O secretário de Transportes, Sérgio Torrecillas, afirmou que o projeto da duplicação da avenida também irá para o BNDES. “Nós optamos pelo PAC porque o custo do financiamento é mais barato”, disse Torrecillas. O financiamento é por 20 anos, com prazo de carência de quatro anos. Dos R$ 330 milhões, 70% virão do PAC e 30% do orçamento geral da União. “Esses corredores são mais que necessários e sem eles o acesso ao aeroporto de Viracopos ficará comprometido”, afirmou o secretário.

Os corredores foram pensados inicialmente para circulação do VLP, uma espécie de metrô de superfície. O primeiro trecho, com 21,4 quilômetros, ligaria o Centro ao Ouro Verde e a Viracopos. O segundo, com 17,8 quilômetros, ligaria o Terminal Campo Grande ao Centro, utilizando o leito desativado do VLT para chegar ao Terminal Central. Mas as dificuldades de financiamento fizeram a Prefeitura desistir do metrô de superfície no Corredor Campo Grande no ano passado. Depois, tirou o VLP. “Preferimos utilizar as verbas em projetos de BRT e ampliar corredores”, disse Torrecillas.

Os dois corredores serão interligados por uma via de 4 quilômetros que unirá o Campos Elíseos à Vila Aurocan.
É para atender a necessidades de ampliação de vias que a Prefeitura planeja construir mais uma faixa no Viaduto Cury, para dar fluidez ao trânsito e garantir acessibilidade aos BRTs, geralmente veículos muitos longos, como é o caso do Ligeirão — ônibus com 28 metros de comprimento e que pode transportar 250 passageiros, que equivale a três ônibus normais.

A reforma do viaduto vai exigir R$ 10 milhões. Os recursos serão utilizados integralmente na construção da nova faixa. A previsão é que um número menor de ônibus chegue ao terminal, porque o corredor será servido pelo sistema tronco — pelo qual os ônibus nos bairros levarão os passageiros até o terminal Campo Grande ou Ouro Verde e, de lá, seguirão em biarticulados até o Cury. Apesar da redução de fluxo prevista, não há planos para desativar o terminal no Centro.

Fonte: RAC.com.br

Expresso Tiradentes

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SP ganha ponto de ônibus ecológico

03/11/2011 - Webtranspo

SPTrans testa nova parada na Paulista

Ponto incetntiva práticas sustentáveisUma iniciativa da SPTrans (São Paulo Transportes) disponibiliza a partir desta quinta-feira, 3 – em fase de testes – o primeiro ponto de ônibus sustentável do Brasil, localizado no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, por qual passa diariamente mais de 300 ônibus.

Denominado e-ponto e instalado em parceria com a empresa Tetis Engenharia e Tecnologia, a parada ecológica disponibiliza terminais de computadores e totens interativos que permitirão ao usuário acessar a página da SPTrans e buscar o itinerário ou saber as linhas de ônibus que passam por aquele local.

Além disso, está disponível o acesso Wi-Fi e Bluetooth, onde os passageiros poderão acessar por celulares as informações disponíveis na parada. Também será testada uma lixeira interativa que vai agradecer e aplaudir quando um usuário jogar o lixo no lugar certo.

Outra novidade é um sensor que acionará o sistema de climatização com filtros de ar e ventilação úmida quando a unidade do ar estiver inferior a 60%. A parada terá energia própria produzida por painéis solares instalados no teto que serão responsáveis por fazer funcionar os computadores e equipamentos do local.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ponto de ônibus de SP terá internet Wi-Fi e lixeira eletrônica

31/10/2011 - Busologia Mundial

Ponto de ônibus de SP terá internet Wi-Fi e lixeira eletrônica
Os passageiros que se locomovem de ônibus em São Paulo participarão de um novo experimento. A partir de quinta feira será montado um "laboratório" na rua da Consolação, esquina com a avenida Paulista, com climatizadores, lixeiras eletrônicas, iluminação especial e internet sem fio. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
Quando a umidade do ar estiver baixa, um climatizador aliviará a sensação de desconforto no ponto. O local contará ainda com lixeira com sinal sonoro que "aplaude" quando alguém joga lixo, iluminação inteligente e conexão Wi-Fi para celular. O acesso à internet estará restrito às informações do próprio ponto de ônibus, mas a SPTrans pretende abrir a consulta aos outros sites.

domingo, 11 de setembro de 2011

Licitação do transporte coletivo de Marília com seis empresas na disputa

11/09/2011 -

Salvo alguma medida extraordinária, amanhã às 9h10 e às 15h serão abertos os envelopes da concorrência do transporte coletivo de Marília que pode acabar com o monopólio de mais de duas décadas da Circular. A concorrência milionária prevê a divisão da cidade em duas empresas.

A licitação acontece no setor de compras da prefeitura e tem onze empresas registradas. Cada uma depositou caução de R$ 197 mil para participar da concorrência. Segundo apurou o Diário, a Circular não entrou, mas duas empresas ligadas ao mesmo grupo instaladas em Belo Horizonte (MG) participam da licitação (veja infográfico).

O prefeito Mario Bulgareli disse estar ansioso com a licitação da concessão de transporte coletivo. “Desde o início sabíamos que o processo poderia ser moroso, como está sendo, e estamos na eminência de mais esta conquista para a população”, disse ontem.

A concorrência acontece após nove meses do lançamento do edital, várias impugnações e uma guerra travada nos tribunais. “Apesar de ser um período longo, a Administração está confiante no processo de licitação, e que vai marcar uma nova era no transporte público”, reitera Bulgareli.

As empresas vencedoras vão ganhar contratos de 15 anos podendo ser prorrogados pelo mesmo período. Haverá ainda mudanças nos sistema de atendimento a usuários e concessionárias terão de investir em novos veículos e infraestrutura que podem ultrapassar R$ 30 milhões por lote.
Apenas com ônibus novos a prefeitura prevê que empresas devam gastar cerca de R$ 17 milhões.

Com o fim do monopólio a cidade será dividida em dois lotes: norte e sul, além da criação de três alças diametrais que ligando os extremos da cidade.

A região norte que compreende a zona leste, segundo o edital, será atendida com 14 linhas e 60 veículos e tem média prevista de 26.500 passageiros por dia. Já o lote sul, que engloba a zona oeste, conta com 16 linhas, 60 veículos que vão transportar aproximadamente 27 mil passageiros diariamente.

A região central da cidade, onde fica o terminal urbano, será considerada neutra e atendida por ambas as empresas. Já uma das alças diametrais ligará as regiões norte e sul com intervalos de 15 minutos a cada parada sem passar pelo terminal urbano para integração.

Empresas que vencerem a licitação também terão de garantir passe livre para idosos a partir de 60 anos, crianças com até cinco anos, além de gratuidade para policiais militares e civis fardados ou não e carteiros quando em serviço e uniformizados. Para estudantes e professores continua a vigorar o passe reduzido de 50%.

Outra mudança positiva será o sistema de bilhete eletrônico que vai permitir além da integração no terminal urbano que usuários mudem de ônibus ou linha sem necessidade de pagar nova passagem dentro do lote atendido desde que a troca seja feita num espaço de tempo de até uma hora contado do registro da tarifa no veículo utilizado anteriormente.

Edital prevê passagem em até R$ 2,85
Os moradores de bairros mais afastados são os que mais sofrem com o transporte coletivo deficitário e caro de Marília. De acordo com edital de licitação o teto máximo da passagem será R$ 2,85. Mas esse valor pode ser menor, dependendo da concorrência das empresas.

Na opinião de Janet Shneider, presidente da associação de moradores do bairro Castelo Branco, caso o monopólio do transporte tenha fim a cidade só tem a ganhar e os moradores terão mais opção para seu transporte. “O dia do trabalhador deve começar com um transporte rápido e barato”, disse.

As dimensões da cidade foram diminuídas com a divisão em dois lotes, o trecho central que deverá ser compartilhado pelas empresas e o tempo de uma hora para fazer a integração de um ônibus para outro. São fatos vistos com bons olhos para quem precisa passar pelo centro no caminho para outra ponta da cidade.
“Se nada atrapalhar essa concorrência vai ser muito vantajoso e econômico”, afirma a presidente.

OPÇÕES
Para quem efetivamente precisa de ônibus o fim do monopólio é visto como uma luz no fim do túnel para melhoria do serviço prestado.

O pedreiro, Paulo de Toledo, 63, morador do bairro Santa Antonieta, acredita que com a uma nova empresa a população irá ganhar. “Além das altas tarifas, os horários dos ônibus nos bairros mais afastado é um grande problema, às vezes fico 40 minutos esperando no ponto embaixo do sol”, afirma.

Para o aposentado, Osiro de Lima, 66, uma única empresa em Marília não é suficiente, pois há abuso no preço de tarifas e atraso nos ônibus. “Nossa cidade é um dos locais com a passagem de ônibus mais caras”, afirma.

O vigilante Aparecido de Jesus, 50, também acredita que o fim do monopólio deve melhorar a qualidade dos serviços. “Aqui é muito precário, necessita de investimentos e melhorias”.

Transporte público em Marília: Licitação da Circular é retomada após um mês

Em Marília, Licitação do transporte está emperrada

Fonte: Jornal Diário de Marília

sexta-feira, 22 de julho de 2011

VIAQUATRO DA LINHA AMARELA DO METRÔ VAI OPERAR ÔNIBUS

22/07/2011 - CBN

A partir de 2014, quando devem estar concluídas as obras da segunda fase da Linha 4 Amarela do Metrô, a ViaQuatro, concessionária do sistema, vai operar ônibus articulados de grande capacidade. Os veículos devem integrar o município de Taboão das Serra ao sistema metroferroviário pela Estação Vila Sônia. O Governo do Estado já demonstrou interesse em prolongar a linha amarela do Metrô até Taboão, mas enquanto os trilhos não chegam à cidade da Grande São Paulo, os ônibus já vão permitir esse acesso. A ViaQuatro disse acreditar na integração de modais diferentes de transportes e vai acabar investindo em trilhos e pneus para esta ligação. NA FOTO, UM NEOBUS MEGA ARTICULADO DE CURITIBA, PRIMEIRO SISTEMA DE BRT DO MUNDO, APENAS ILUSTRATIVA. Foto: Adamo Bazani
ViaQuatro, operadora da linha 4 do Metrô de São Paulo, vai operar ônibus em 2014
Anúncio foi feito pela empresa e faz parte dos planos expansão dos serviços de mobilidade moderna para a Região Metropolitana de São Paulo

ADAMO BAZANI – CBN

A empresa concessionária da linha 4 do Metrô de São Paulo vai operar ônibus entre a estação Vila Sônia, na Capital Paulista, até o município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

Os veículos, do tipo articulado, serão comprados pela empresa que opera a linha amarela do metrô de São Paulo, que está em expansão.

A informação foi dada pelo diretor-presidente da ViaQuatro, Luiz Valença, ao Blog Ponto de Ônibus.

“O metrô vai deixar de servir apenas a cidade de São Paulo. Já há projetos para isso. O secretário dos transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, anunciou que a intenção é levar os serviços da linha amarela do Metrô até a cidade de Taboão da Serra” – disse Luiz Valença.
Ainda não há uma previsão exata para a chegada dos trilhos até Taboão da Serra, o que não significa que a população da cidade e imediações não terão acesso à linha 4.
Os ônibus articulados, modernos, com maior espaço interno e conforto farão esta ligação até a expansão metroferroviária ser concluída.

A compra de ônibus pela ViaQuatro já está prevista em contrato.

A operação dos veículos está prevista para iniciar em 2014, quando será concluída a segunda fase das obras da linha 4 amarela.

A primeira etapa deve estar pronta já em setembro, segundo Luiz Valença.
“Esta primeira fase vai contemplar 6 estações. Quatro já estão prontas. As duas últimas serão essenciais para a distribuição da demanda no sistema, minimizando superlotações em linhas específicas, porque vão fazer conexão com linha 3 Vermelha pela Estação República e com a linha 1 Azul através da estação Luz” – explica o diretor presidente da ViaQuatro.
A segunda etapa, ele explicou, deve estar concluída em 2014. Serão mais 5 estações até Vila Sônia, de onde sairão os ônibus articulados da ViaQuatro.
Atualmente, a ViaQuatro, linha amarela, transporta 160 mil passageiros diários pelas quatro estações. Com a inauguração das duas que faltam até setembro, gradativamente, a demanda deve saltar para 750 mil pessoas.

Os serviços são operados por 14 trens que trazem várias inovações, como aos carros de passageiros não terem divisórias, o que possibilita maior capacidade e distribuição de passageiros na composição.

Quando a segunda fase estiver pronta, prevê Luiz Valença, a linha 4 deverá receber cerca de 1 milhão de passageiros por dia.

Esta demanda será atendida por 29 trens.

Para aumentar a oferta sem comprometer a segurança, a empresa diz investir em tecnologia. Dentre elas a CBTC – Communication Based Train Control- um sistema de sinalização que pode permitir menor distância entre os trens, portanto, aumento da oferta de composições e conseqüentemente dos lugares, o que deve minimizar as lotações.

“A vantagem da CBTC é que a distância entre os trens não é fixa. Ela é determinada pela velocidade dos trens. É como se fosse no carro. Quando na estrada você está em alta velocidade, a distância que você mantém do carro da frente é maior. Em menor velocidade, esta distância é reduzida. Só que no caso dessa tecnologia, tudo é automatizado e calculado” – explica Luz Valença.

Até mesmo as paradas nas plataformas e o alinhamento entre as portas do trem e as portas das plataformas são calculadas por tecnologias do setor ferroviário.
Apesar de a colocação em prática ser um sistema complexo, Luiz Valença explica que os princípios que calculam as paradas, a velocidade e os demais movimentos do trem são lógicos e de fácil compreensão.

“O trem sabe em questão de centímetros onde ele está. A roda do trem, que é de ferro, tem um diâmetro. A tecnologia permite calcular, pela razão entre reste diâmetro e as extensões da linha, quanto essa roda precisa girar no eixo para chegar a determinados pontos. Mas este cálculo é preciso e seguro.” – explicou o executivo que ainda disse que em situações especiais, o intervalo entre os trens da ViaQuatro, por conta desta tecnologia, pode ser de 75 segundos.

“Mas neste momento, não há necessidade de um intervalo tão curto” – explicou.

O BOM RELACIONAMENTO ENTRE OS TRENS E OS ÔNIBUS:

Luiz Valença disse que todos os modais são importantes num contexto de Região Metropolitana, onde a ligação entre as cidades é muito intensa e a movimentação entre elas também.
“Para a política e as administrações há limites entre municípios. Para os transportes não. E cada região deve ser atendida da forma que precisa, com os modais mais adequados e suficientes” – disse.

Assim, além de haver a necessidade de uma complementação entre os diferentes modos, a ViaQuatro vai além e investirá em diversos modais: no caso os trens coreanos do metrô da linha amarela e os ônibus articulados em 2014 para Taboão da Serra.
Luiz fala ainda que estações da linha 4 amarela terão integrações não apenas tarifárias mais físicas com os ônibus.

Serão as Estações Pinheiros, Morumbi e Vila Sônia, que terão terminais de ônibus integrados.
Assim, a ideia é oferecer todas as formas disponíveis de transporte público para auxiliar e agilizar o deslocamento da população e convencer as pessoas a deixar o carro em casa.
Quem mora um pouco mais afastado da linha, pode fazer o uso dos ônibus que abastecerão o metrô de passageiros. Na volta, o metrô traz as pessoas às estações, e elas serão distribuídas nos
locais onde moram.

“O Estado deve intervir para que não haja concorrência entre o ônibus, trem, metrô, VLT, monotrilho entre outros. Cada modo de transporte pode fazer sua parte, sendo bom para o operador do metrô, do trem, do ônibus e acima de tudo para o passageiro”

Quanto aos ônibus articulados que devem ser operados pela ViaQuatro, inicialmente, não há proposta de corredores e os veículos devem usar vias comuns. Ainda não há definição de carrocerias e chassis a serem escolhidos.

O Metrô do Rio de Janeiro já opera ônibus em duas linhas.
Ipanema – Gávea e Botafogo – Gávea.

Os veículos são alugados e fazem integração com o sistema, que também está em expansão.
Além da integração com os ônibus operados pelo Metrô do Rio de Janeiro, o sistema integra-se diretamente com 16 linhas de ônibus municipais e 4 intermunicipais.

O Rio de Janeiro optou pelo BRT – Bus Rapid Transit – corredores de ônibus modernos que priorizam o transporte público e aumentam a velocidade operacional dos veículos, com conforto e acessibilidade, para obras dentro do PAC da Mobilidade.

O metrô do Rio de Janeiro e a Supervia, operadora dos trens do Rio, se preparam para receber a demanda dos ônibus e se integrarem da melhor forma possível aos veículos, como nas estações da Barra e Vicente de Carvalho.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Secretário dos Transportes Metropolitanos e presidente da EMTU/SP visitam obras do Terminal Taboão do Corredor Metropolitano Guarulhos-São Paulo

19/07/11 - EMTU

O Secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), Joaquim Lopes, realizam visita técnica às obras do Terminal Taboão do Corredor Metropolitano Guarulhos - São Paulo nesta terça-feira, dia 19/07.

O Terminal Taboão será ligado ao Terminal Cecap por um viário de 3 km. Os dois terminais se destacam na configuração do Corredor Metropolitano Guarulhos - São Paulo não só pelo apoio à eficiência do Corredor, mas, principalmente, pela condição estratégica na reorganização das redes metropolitana e municipal de transporte coletivo por ônibus.

Esses terminais, devido à sua função operacional, serão locais de concentração de linhas metropolitanas e municipais de transporte coletivo que atualmente estão com seus pontos finais localizados em ruas e avenidas do município de Guarulhos, causando, na maioria das vezes, incômodos aos moradores vizinhos e transtornos ao trânsito local.

Os dois terminais são dotados de prédios administrativos e operacionais, plataformas com acessibilidade, sanitários para usuários, lanchonete e bicicletários, além de todo o sistema viário em pavimento rígido. Neles serão alocadas 22 linhas intermunicipais e 23 linhas municipais.

O investimento do governo do Estado nas obras dos terminais Taboão e Cecap é de R$ 21,4 milhões. A conclusão das obras está prevista para o final de 2011.

Corredor Guarulhos-São Paulo

O Corredor Guarulhos – São Paulo terá 32,3 km de extensão total e suprirá importante demanda de transporte público sobre pneus na ligação entre a capital e o segundo município mais populoso do Estado, além de interligar futuramente os usuários ao sistema metroferroviário em dois pontos: a futura Estação Ticoatira da Linha 12 – Safira da CPTM e novo Terminal Tucuruvi do metrô.

O Corredor foi concebido para reestruturar o transporte metropolitano na região com faixas exclusivas para ônibus, redistribuição das paradas e readequação dos semáforos ao longo do traçado. O investimento total previsto no Corredor é de R$ 212,6 milhões

EMTU/SP em Guarulhos

A EMTU/SP gerencia e fiscaliza o transporte intermunicipal na Região Metropolitana de São Paulo, dividida em quatro áreas de concessão. Guarulhos faz parte da Área 3, que inclui ainda os municípios de Arujá, Mairiporã e Santa Isabel. O município é servido por 122 linhas intermunicipais.
 

domingo, 17 de julho de 2011

Bilhete Único poderá ser recarregado em orelhões

15/07/2011 - Via Trolebus

A prefeitura testa um novo projeto que permite a recarga do Bilhete Único em telefones públicos de São Paulo. Os primeiros aparelhos já estão disponíveis nos terminais de ônibus São Matheus e Tatuapé, além da Praça 8 de Setembro, no bairro da Penha. O novo sistema é o mesmo que funciona hoje nos demais equipamentos de recargas, nos quais o usuário pode capturar o crédito.

Do ponto de vista do telefone público, o aparelho permanece com suas funções originais inalteradas. Ele apenas passa a contar com mais uma leitora para cartão de aproximação, o mesmo modelo utilizado nas catracas do metrô e de ônibus.

Agora a prefeitura precisa criar um sistema para diminuir a lentidão dos postos de recarga do bilhete único nas estações de Metrô. Perde-se muito tempo nas filas, e geralmente apenas um atendente faz as recargas, quando o sistema não está fora do ar. 

Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

Via Trolebus

Corredor Brooklin-Diadema completa 1 ano com estado "sofrível"

17/07/2011 - O Estado de Sao Paulo

O corredor de ônibus Brooklin-Diadema, ligação do shopping Morumbi ao ABC paulista, já havia entrado para a história de São Paulo pela demora de mais de duas décadas para ser construído. A informação é da reportagem de Alencar Izidoro publicada na edição deste domingo da Folha.

Veja galeria de imagens do corredor

A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Agora, prestes a completar um ano de funcionamento, com trajetos municipais e intermunicipais, já virou um símbolo de como não deve funcionar uma faixa exclusiva de ônibus: ruim tanto para quem anda de transporte coletivo como de automóvel.

A construção custou R$ 28,5 milhões. Na época, fazia mais de três anos que a capital não recebia uma nova pista exclusiva de ônibus -a última, do Expresso Tiradentes, ex-Fura-Fila, tinha sido inaugurada em 2007.

sábado, 16 de julho de 2011

Faixa de ônibus é ampliada na avenida Vereador José Diniz

11/07/2011 - Via Trolebus

A SPtrans vai ampliou à partir de hoje (segunda-feira dia11), a faixa exclusiva de ônibus à esquerda na avenida Vereador José Diniz, no sentido centro. De acordo com a CET , a faixa funcionará sempre nos dias úteis, das 6h às 10h e das 16h às 20h. Serão atendidas 39 linhas de ônibus municipais e cerca de 375 mil passageiros por dia serão beneficiados.

Já foram implantadas 24 placas de regulamentação e advertência e 1.500 m² de sinalização horizontal no trecho em questão, que, segundo a CET,  visam melhorar o funcionamento transporte coletivo e a segurança.

Na região é previsto a linha 5 lilás, que vai ligar a região de Santo Amaro e capão Redondo, até a Chakara Klabin. 

Renato Lobo é Técnico em Transporte Sobre Pneus e Transito Urbano.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Embu ganha novo terminal de ônibus

14/07/2011 - Webtranspo

Obra vai beneficiar 20 mil pessoas por dia

Governo investiu R$ 2 milhões

Os cidadãos do município de Embu das Artes, em São Paulo, que necessitam do transporte coletivo para se locomover, acabam de receber do governo paulista o terminal de ônibus do Jardim Casa Branca totalmente reformado. As obras receberam perto de R$ 2 milhões e a ampliação vai beneficiar mais de 20 mil pessoas por dia.

De acordo com o governo de São Paulo, a verba destinada à reforma do espaço foi proveniente do Fumefi (Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento). O terminal abrigará três linhas metropolitanas: Embu/ Jardim Santa Tereza – Pinheiros; Embu/ Jardim Santa Tereza - Itaim Bibi e Embu/ Casa Branca – Pinheiros.

“Entregamos essa obra, em parceria com a prefeitura para melhorar, aqui, o acesso, o conforto, a qualidade do atendimento para a nossa população que utiliza o terminal e do serviço de transporte coletivo”, afirmou Geraldo Alckmin, governador de São Paulo.

O governador afirmou que outras melhorias estão sendo realizadas no transporte metropolitano na região de Embu. Entre elas estão renovação de frota ocorrida recentemente com a entrega de 40 ônibus à EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos).

quarta-feira, 22 de junho de 2011

São Paulo é pioneira mundial em uso de ônibus híbridos

22/06/2011 - http://www.segs.com.br/ - Flavia Menani

Veículos "do futuro" rodam na Grande SP desde 1998. Empresa 100% brasileira é a responsável pela fabricação dos 32 ônibus que hoje circulam comercialmente no país.

Os ônibus híbridos, considerados por especialistas uma importante alternativa aos modelos tradicionais a diesel para a melhor preservação ambiental, estão em alta. Apesar de ainda serem vistos como “ônibus do futuro”, os híbridos já circulam na Grande São Paulo há mais de dez anos. O primeiro modelo a entrar em operação no país foi posto nas ruas pelo Grupo ABC em 1998, fazendo a ligação entre São Bernardo do Campo e Santo André. Em 2002, o modelo pioneiro passou a circular no Corredor ABD, que liga São Mateus (na Zona Leste da capital paulista) ao Jabaquara (na Zona Sul). Operado pela Metra, o corredor passa também pelas cidades de Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema.

A tecnologia de tração híbrida foi desenvolvida pela Eletra, empresa 100% nacional, pertencente ao Grupo ABC. Como o próprio nome sugere, o ônibus híbrido utiliza duas fontes de energia. Uma é a elétrica, e a outra pode ser diesel, álcool ou gás. O sistema utilizado nas ruas da Grande São Paulo é composto por um motor a diesel que fornece energia para o motor elétrico que traciona o veículo. A tecnologia, que pode ser instalada em carroceria ou chassi de qualquer fabricante, garante ainda o reaproveitamento da energia que seria dispersada nas frenagens do veículo. O resultado é uma redução de 90% de material particulado e de 60% do monóxido de carbono lançados na atmosfera.

Hoje, 12 ônibus híbridos circulam no Corredor ABD. São 10 modelos de 10 metros (padron) e mais dois articulados. Além deles, a Eletra desenvolveu 15 veículos de 15 metros para o Expresso Tiradentes (Via Sul) e outros cinco, de 12 metros, para a SPTrans. Por enquanto, eles são os únicos veículos utilizados comercialmente em todo o país. Outros veículos híbridos com tecnologia desenvolvida pela Eletra estão em teste nas ruas do Rio de Janeiro, além de um modelo que utiliza o etanol em vez do diesel e é usado nas dependências da Usina de Itaipu.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

TERMINAL, SISTEMA TRONCO ALIMENTADOR DO ZAÍRA E LINHA EXPRESSA INÉDITA LEVAM MAUÁ À ERA DE MODERNIZAÇÃO DOS TRANSPORTES

17/06/2011 - CBN, Adamo Bazani


Terminal de Integração do Zaíra, em Mauá. Objetivo é aumentar a oferta de transportes coletivos nos bairros e melhor a fluidez do trânsito na região central da cidade com menos ônibus, mas atendendo a mesma demanda de passageiros . Créditos: Roberto Mourão _ Prefeitura de Mauá

Sistema tronco-alimentado do Zaíra deve agilizar transportes e beneficiar o trânsito
O intervalo entre os ônibus das linhas que servem os bairros na região do Zaíra, em Mauá, também vai ser reduzido.


Está previsto para o próximo dia 23 de junho o início das operações do Terminal de Integração do Jardim Zaíra, em Mauá.

O objetivo é deixar o sistema de ônibus em Mauá mais inteligente e racional e facilitar o dia a dia de quem necessita de transportes públicos na cidade.

As linhas 83 (Zaíra 3), 85 (Zaíra 5) e 86 (Zaíra 6) vão até o Terminal novo localizado na Avenida Presidente Castelo Branco. Elas passarão a se chamar T 83 (Zaía 3), T 85 (Zaíra 5) e T 86 (Zaíra 6).

De lá, os passageiros vão embarcar gratuitamente em ônibus de maior porte, do tipo articulado, que vão até o Terminal Central de Mauá.

O sistema oferece várias vantagens para quem usa os ônibus e para a cidade como um todo:

O passageiro dos bairros vai ficar menos tempo no ponto esperando o ônibus. Isso porque em vez de a condução ir até o centro e depois voltar, os ônibus vão conseguir fazer mais viagens dentro dos bairros, com itinerários reduzidos entre o bairro e o terminal do Zaíra.

Para se ter uma ideia, os intervalos do Zaíra 3, que hoje são de cerca de 15 minutos, vão diminuir para 10 minutos.

A cidade ganha porque serão menos ônibus indo para o centro nas vias principais transportando o mesmo número de passageiros, mas sem excesso de lotação, já que os veículos serão de grande porte.

O trânsito será beneficiado pelo número menor de ônibus.

Em horários de pico, a nova linha troncal que será criada para o serviço no Terminal, deve operar com intervalos de cinco em cinco minutos.

A linha Zaíra 04, que já possui articulados, não será extinta e vai continuar operando normalmente. 

O sistema tronco-alimentado se baseia na lógica de maior oferta de transportes nos bairros e de melhor utilização da frota no espaço urbano.

Em vez de dois ou três ônibus sem a lotação completa irem para as ruas principais da cidade, um ônibus apenas, com a lotação completa, porém oferecendo conforto pelo fato de ele ser maior, faz o mesmo serviço. São menos veículos no trânsito e menos poluição também.

LINHA EXPRESSA:

Outra novidade importante é que nos horários de pico haverá ônibus expressos que sairão do Terminal do Zaírá e vão chegar ao Terminal Central de Mauá sem paradas no caminho e fazendo um itinerário em vias que apresentam menos trânsito, o que vai reduzir significativamente o tempo de viagem.


Linha Troncal será atendida por ônibus articulados que levam um maior número de passageiros com mais conforto e proporcionalmente ocupando menos espaço urbano. Foto: Adamo Bazani

LINHAS QUE SERVIRÃO O TERMINAL ZAÍRA

Linha Troncal: (Terminal Zaíra – Terminal Central)
Intervalos: 5 em 5 minutos no horário de pico
10 em 10 minutos nos demais horários, em média
Linha Expressa: (Terminal Zaíra – Terminal Central) – sem paradas em pontos no trajeto. Opera apenas nos horários de pico e somente nos dias úteis.
Intervalos de 15 em 15 minutos

Linha 083 passa a ser chamada de T 83 (Zaíra 3 até o Terminal do Zaíra)
Intervalos: 10 em 10 minutos no horário de pico
15 em 15 minutos nos demais horários
Linha 085 passa a ser chamada de T 85 (Zaíra 5 até o Terminal do Zaíra)
Intervalos: 10 em 10 minutos no horário de pico
15 em 15 minutos nos demais horários
Linha 086 passa a ser chamada de T 86 (Zaíra 6 até o Terminal do Zaíra)
Intervalos: 10 em 10 minutos no horário de pico
12 em 12 minutos nos demais horários

Adamo Bazani, jornalista da rádio CBN, especializo em transportes

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ônibus 100% elétrico da BYD fará teste em SP

16/06/2011 - Revista Carsale

Carsale - Ainda este ano, as cidades de São Paulo e Curitiba deverão iniciar os testes com o ônibus “verde” e-Bus K9, primeiro veículo elétrico de transporte coletivo desenhado e produzido pela montadora chinesa BYD. Ele é tracionado com motores instalados junto às rodas, que são alimentados por um conjunto de baterias.


A diferença para os tradicionais tróleibus utilizados no Brasil é que não precisa de uma cara rede com fios para a sua alimentação. Além de silencioso, eles tem mais mobilidade e nível de emissão zero de poluentes. A vantagem é que pode trafegar em qualquer faixa ou percurso, sem risco de ficar paralisado por eventuais quedas de energia na rede.

O ônibus será testado em condições reais de circulação para avaliar a redução das emissões de gases do efeito estufa, os custos envolvidos e a confiabilidade da nova tecnologia. O projeto faz parte do programa da Clinton Climate Initiative (CCI), da Fundação William J. Clinton, e se estenderá a outras cidades latino-americanas da Rede C40, que incluem São Paulo, Curitiba e Bogotá.

Os resultados serão utilizados na elaboração de um relatório para o desenvolvimento do mercado de ônibus híbrido e elétrico na América Latina. A expectativa é introduzir 9.000 desses veículos na frota de várias cidades a partir de 2012, a fim de reduzir as emissões anuais de dióxido de carbono em 556 mil toneladas até 2016.

Recentemente, a BYD fez uma proposta ao governo do Chile para transformar Santiago na cidade pioneira para a implantação de transporte público com veículos (ônibus e táxis) 100% elétricos, como meio de reduzir a poluição na capital chilena.

O e-Bus K9 e os táxis e6 incorporam um avançado sistema de baterias de Fe, tecnologia inteiramente desenvolvida pela BYD e um sistema inteligente de gerenciamento de energia. Equipados com painéis solares sobre a capota, como fonte de energia auxiliar, os ônibus 100% elétricos da empresa chinesa têm 12 metros de comprimento e possuem autonomia para rodar 250 km. A recarga completa pode ser feita em apenas 3h30. Esse mesmo conjunto de baterias está presente nos táxis elétricos e6, que atingem uma autonomia para 300 km e chegam a uma velocidade de 140 km/h.

Postado por Busologia Mundial

terça-feira, 14 de junho de 2011

Começam as obras do Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo (Butantã)

14/06/2011 - EMTU/SP

O Secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP), Joaquim Lopes, estarão presentes no início das obras de construção do Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo (Butantã) - trecho Itapevi-Jandira, nesta quarta-feira, dia 15/06, às 15 horas. 

O evento será realizado na Rua Eduardo de Abreu, altura do nº 540, bairro Engenheiro Cardoso, em Itapevi. 

Serviço:

Evento: início das obras do Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo (Butantã)

Local: Rua Eduardo de Abreu, na altura do nº 540, no bairro Engenheiro Cardoso – Itapevi

Data: 15/06/2011

Horário: 15 horas

terça-feira, 7 de junho de 2011

País perde um dos maiores historiadores dos transportes

05/06/2011 - CBN, Adamo Bazani

Autor de três livros sobre transportes, Waldemar reuniu informações e fotos sobre a evolução dos transportes que estariam perdidos sem seu trabalho


Há pessoas que ficam na história pelo que são. Há outras pelo que fazem.
No caso de Waldemar Correa Stiel, pelos dois motivos.

Considerados um dos maiores pesquisadores dos transportes brasileiros e um apaixonado pelo setor, Waldemar morreu na tarde deste domingo no INCOR – Instituto do Coração, em São Paulo.
Com 90 anos de idade, ele não resistiu a problemas cardíacos.

Waldemar Correa Stiel foi responsável por reunir e eternizar importantes informações sobre ônibus e bondes, sua especialidade, ao longo de seu trabalho.

Desde jovem colecionava fotos, informações, folhetos e dados.

Ele fez três livros sobre o tema:

História dos Transportes Coletivos em São Paulo (1978)
História do Transporte Urbano do Brasil (1984)
Ônibus: uma história do Transporte Coletivo e do Desenvolvimento (2001)

A obra de Waldemar Correa Stiel é uma das principais fontes de pesquisas nos dias de hoje quando o assunto é como os sistemas de mobilidade se desenvolveram.

“Conheço o Waldemar desde os 14 anos de idade. Um grande amigo. Ele saía para tirar fotos de bondes e tinha uma paixão pelo assunto. Eu gosto de transportes desde os 03 anos de idade e ele me incentivou ainda mais” – disse o também pesquisador Ayrton Camargo e Silva.

“Ele pesquisava com paixão. Foi uma das principais referências no Brasil quando o assunto era bondes e trólebus, principalmente” – complementou Mário dos Santos Custódio, que também realiza pesquisas históricas e mantém acervos fotográficos sobre transportes.

Todos são unânimes em dizer que em sue trabalho de pesquisa, Waldemar Correa Stiel conseguia unir dois aspectos importantes para retratar de maneira fiel e humana a história: ele usava conhecimento técnico e razão junto com o amor pelo que fazia.

Sem o traballho de Waldemar, muitas informações e fotos sobre os transportes, um setor que está inserido no dia a dia das pessoas, e cuja a história ajuda a entender vários aspectos do crescimento do País e até de alguns erros do passado, poderiam estar perdidas

Com informações do OB por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Benfica é nova empresa de ônibus de Diadema

06/06/2011 - ABCD Maior, Rodrigo Bruder (rodrigo@abcdmaior.com.br)

Empresa ofertou R$ 15,8 milhões para operar 40% do transporte coletivo por 15 anos na cidade

A empresa Transportadora Turística Benfica Ltda., com operação em São Caetano, apresentou a maior oferta para assumir a gestão de 40% do transporte coletivo de Diadema nos próximos 15 anos, serviço hoje praticado pela ETCD (Empresa de Transporte Coletivo de Diadema).

De acordo com edital publicado nesta quinta-feira (03/06), a Benfica ofertou R$ 15,8 milhões e foi classificada em primeiro lugar, seguida das viações Umuarama e Sorriso, do Paraná, que apresentaram, respectivamente, R$ 15,3 milhões e 13,7 milhões. A Rodoviária Metropolitana, com sede na Capital, ficou classificada em último lugar, com oferta de R$ 12,7 milhões. De acordo com o líder de governo, vereador Orlando Vitoriano (PT), a expectativa da Administração é de que a concessionária assuma a operação até o final do ano.

O prazo é relativamente longo, diz Vitoriano, porque existe um período mínimo de 10 dias (contados a partir da publicação do edital de classificação) para as empresas perdedoras apresentarem recursos, e aproximadamente cinco meses para a vencedora ser homologada e estabelecer os serviços. A concessão será de 15 anos, prorrogáveis por mais cinco. O contrato exigirá a operação de uma frota mínima de 63 veículos, com GPS e adaptados para deficientes físicos.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Região terá acesso rápido ao futuro estádio do Timão André Vieira

31/05/2011 - Diário do Grande ABC

Os torcedores do Grande ABC terão uma ligação direta por corredor de ônibus com o Fielzão, estádio projetado pelo Corinthians, que foi indicado como a sede paulista da Copa do Mundo de 2014.

Na região da futura arena, em Itaquera, Zona Leste da Capital, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos pretende operar o Corredor Perimetral Leste Jacu-Pêssego.

O sistema terá três terminais, uma estação de transferência e vai ligar os corredores Guarulhos/São Paulo e ABD - que conecta São Mateus a Jabaquara, na Capital, passando por Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá.

Segundo o presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Júnior, "a ideia é criar terminal em Itaquera e descer usando a Avenida Jacu-Pêssego, que está pronta e tem quatro faixas. A discussão é apropriar uma dessas faixas para o transporte coletivo."

Segundo Silva Júnior, como parte da infraestrutura está completa, o que sobra é ampliar as zonas de ultrapassagem, instalar os pontos de ônibus e fazer o projeto de paisagismo. A predileção é por usar veículos a etanol.

Este trecho seria ligado com São Mateus, um dos limites do Corredor Metropolitano ABD. O segundo tramo, também pela Jacu-Pêssego, acabaria em terminal em Guarulhos, que está em obras. "Isso dá para fazer até a Copa", garantiu Silva Júnior.

A EMTU informou que o investimento previsto é de R$ 166,5 milhões. O corredor deverá ter 26,8 quilômetros de extensão e atenderá 153 mil passageiros por dia.

Dez novos ônibus da CTA devem começar a circular em setembro


Valor da aquisição é de R$ 2,6 milhões...

A CTA (Companhia Tróleibus Araraquara) assinou com a Caixa Econômica Federal (CEF), nesta terça-feira (31), o financiamento de dez ônibus novos que irão renovar parte da frota da empresa. A previsão é que, até setembro de 2011, os ônibus já estejam em circulação. 

O valor da aquisição é de R$ 2,6 milhões, sendo 20% à vista o restante a ser pago em 60 meses. Os veículos terão motor Mercedes-Benz e carroceria Caio/Induscar e representam o início do processo de renovação da frota.

O investimento, além de renovar a frota, também irá contribuir para aumentar o número de ônibus em circulação, para atender os bairros onde a demanda de passageiros teve um aumento significativo nos últimos anos.

Outro reflexo do investimento é a redução dos custos mensais de manutenção da frota. A CTA gasta, somente em peças e manutenção, cerca de R$ 300 mil mensais.

Acessibilidade

Todos os dez novos ônibus da CTA serão equipados com elevadores para a acessibilidade de pessoas deficientes. De acordo com a diretoria da CTA, a aquisição de ônibus com elevadores é uma exigência da lei.

Atualmente, a acessibilidade de pessoas com deficiência é garantida por três veículos da CTA (dois microônibus e uma van) e um da Viação Paraty (um microônibus) especialmente adaptados. Com os novos ônibus com elevadores, irão aumentar as opções de destino para esses passageiros.

Confira dez coisas sobre os ônibus ecológicos de São Paulo

02/06/2011 - SP Trans

*Saiba sobre dez coisas sobre veículos movidos a biodiesel que rodam pela cidade de São Paulo:1. Desde fevereiro, a cidade conta com 1.280 ônibus que usam uma mistura de diesel e biodiesel como combustível. Isso representa 13% da frota (9.000 veículos). 

2. Segundo a prefeitura, a emissão de material particulado, um dos principais poluentes do diesel, cai 22% com a mistura. Os ônibus do programa têm um selo com a inscrição Ecofrota nas laterais. 

3. Esse combustível "ecológico" tem 80% de diesel comum (de petróleo) e 20% de biodiesel. 

4. Outros combustíveis limpos estão sendo testados. Na semana passada, 50 ônibus movidos a etanol começaram a rodar. 

5. A maior parte dos ônibus movidos a biodiesel atua na ligação entre o nordeste (bairros como Penha e Vila Matilde) e o centro. 

6. A estimativa é que, só neste ano, cerca de 3,2 toneladas de poluentes deixem de ser lançadas no ar da cidade por conta do programa. O cidadão pode acompanhar essa conta no site www.sptrans.com.br

7. O restante da frota também passa por mudanças. Desde o ano passado, as empresas de ônibus são obrigadas a usar um tipo de diesel mais limpo, chamado B5 S50, que libera menos enxofre. 

8. Por outro lado, um transporte limpo e já em uso na cidade vem sendo deixado de lado: o trólebus. A meta é que os 140 veículos mais antigos (da frota de 200) sejam substituídos até 2012. Mas, até agora, só 12 foram comprados. A prefeitura diz que não encontra fornecedores. 

9. Apesar de o biodiesel ser menos poluente, a produção desse combustível, que é obtido principalmente da soja ou de vegetais como a mamona, ainda é baixa no país. 

10. A prefeitura diz que sua meta é eliminar o diesel comum do transporte público até 2018. É uma obrigação imposta pela Lei Municipal de Mudanças Climáticas, de 2009. 

*Fontes: André Luís Ferreira, presidente do Iema (Instituto de Energia e Meio Ambiente); José Roberto Augusto de Campos, professor de motores de combustão interna do Instituto Mauá de Tecnologia; SPtrans.

postado por Buslologia Mundial

terça-feira, 31 de maio de 2011

Metropolitana coloca em circulação em São Paulo primeira frota de ônibus a etanol do Brasil

31/05/2011 - UITPLAD

Os primeiros ônibus movidos a etanol da Metropolitana, entregues oficialmente nesta quinta-feira, dia 26, começam a circular nas ruas de São Paulo amanhã. A novidade fará, gradativamente, os trajetos das linhas 577T/10 (Jardim Miriam-Vila Gomes); 509M/10 (Jardim Miriam – Terminal Princesa Isabel) e 6358/10 (Jardim Luso – Terminal Bandeira).


“Este é o momento ideal de começar a mudar a visão sobre o transporte público no Brasil. A utilização de combustíveis limpos é um caminho sem volta”, afirmou a presidente da Metropolitana, Niege Chaves, durante a cerimônia de entrega, realizada no Anhembi. Ao parabenizar os parceiros doprojeto, o Cenbio da USP, Scania, Caio, Unica, Raízen, Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Transportes e SPTrans, Niege lembrou que sem o trabalho e o empenho de todos, os ônibus entregues hoje não sairiam do papel. 

Para o presidente da Unica, Mark Jank, São Paulo toma a dianteira entre os municípios brasileiros no combate às mudanças climáticas. “Também ganha a saúde pública com a redução das emissões”, destacou. Com experiência obtida com a primeira frota de ônibus a etanol do mundo, na Suécia, o presidente da Scania para América Latina, Sven Antonsson, ressaltou a importância do transporte público movido a etanol. “Este é um grande salto para a saúde da população e do planeta”, disse. Ele lembrou que na Suécia, existem mais de 700 veículos com tecnologia semelhante e há todas as condições de ampliar este tipo de frota no Brasil. 

O secretário municipal de Transportes, Marcelo Branco, reforçou que a Prefeitura de São Paulo tem trabalhado para melhorar a mobilidade urbana. “Hoje demos mais um passo para cumprir o plano estabelecido para 2018, quando toda a frota do transporte público deverá ser movida a combustível não-fóssil”, reafirmou. Para cumprir as determinações da Política Municipal de Mudanças do Clima, instituída pela Lei nº 14.933, de 5 de junho de 2009, a Prefeitura já aprovou a substituição de 200 ônibus e se comprometeu a diminuir em pelo menos 10% ao ano o uso de combustíveis fósseis. Segundo o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, o Brasil tem tudo para seguir o exemplo de Estocolmo. “Temos a tecnologia e um combustível 100% nacional. São Paulo é só o começo. Espero que o projeto seja implantado logo em Pernambuco”, destacou se referindo ao Estado onde a Metropolitana foi fundada há quase 30 anos. 

Para o prefeito Gilberto Kassab, a capital paulista dá o exemplo. “Conseguimos colocar este importante projeto de pé e mostrar a viabilidade do uso de combustível limpos no transporte público”, comemorou. Ele explicou que até junho, os 50 novos ônibus a etanol estarão circulando nas ruas e, em breve, haverá mais. 
A Metropolitana adquiriu 50 ônibus produzidos pela Scania e adaptados a partir de um estudo da USP. A Unica e a Raizen são responsáveis pela produção e distribuição do etanol, adicionado a 5% de aditivo promovedor de ignição. Os novos ônibus são do modelo K 270 4×2, com motor de nove litros de 270 cavalos de potência. A tecnologia utilizada atende às exigências da lei brasileira de emissão de gases poluentes; à Euro V, legislação de emissões que entrará em vigor no Brasil em 2012; além do mais exigente padrão de emissões da União Europeia - EEV -(Enhanced Environmentally Friendly Vehicles). 

O investimento da Metropolitana é da ordem de R$ 20 milhões. A empresa, que é uma das operadoras do sistema de transportes nas cidades de São Paulo e Recife, é pioneira no transporte público sustentável. “Não há como ficar imune à questão ambiental. Temos consciência da importância de investir em sustentabilidade, não apenas como forma de agregar valor ao negócio, mas como contribuição para a melhoria da qualidade de vida da população”, destaca a presidente do Grupo, Niege. O Grupo se prepara para ampliar os investimentos em 20% ao ano. “Estamos investindo não apenas no uso de combustíveis não-fósseis, mas também aperfeiçoar o transporte urbano para adequar aos padrões exigidos aos grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas”, informa.


Sucesso no Brasil e no exterior
Antes mesmo de circular nas ruas de São Paulo, os ônibus movidos a etanol da Metropolitana já foram premiados no exterior. O projeto foi vencedor do prêmio internacional PTx2 Awards (Public Transport times two), na categoria Tecnologia e Inovação, concedido pela Associação Internacional de Transporte Público (International Association of Public Transport -UITP) anunciado durante o 59° Congresso e Exposição Mundial de Mobilidade e Transporte Urbano, neste último mês de abril, em Dubai, nos Emirados Árabes. O ônibus a etanol que passa a circular em São Paulo é baseado no modelo desenvolvido para a Suécia, pioneira no mundo na utilização em grande escala de transporte público urbano movido a etanol. Há mais de 20 anos, o país nórdico investe na substituição de combustíveis fósseis por alternativas menos poluentes.


A nova frota a etanol da Metropolitana também será apresentada como inovação na área de transporte público urbano e iniciativa sustentável na quarta IV Cúpula de Prefeitos da Rede C40, que reúne, em São Paulo nos dias 31 de maio, 1 e 2 de junho, prefeitos das 40 maiorescidades do mundo para o combate às mudanças climáticas. Criada em 2005, em Londres, a C40 reúne os representantes das grandes metrópoles, a cada dois anos, para apresentar os avanços e discutir o futuro diante as ameaças desencadeadas pelo aquecimento global. Esta será também a primeira vez que o evento acontece em um país da América Latina. A segunda edição foi realizada em Nova York, nos EstadosUnidos; e a terceira, em Seul, Coreia do Sul.

Sobre a Metropolitana

Pioneira no investimento em ônibus movidos a etanol para o transporte público urbano no País, a Metropolitana faz parte do Grupo Metropolitana, fundado em 1982, em Recife, Pernambuco. Com faturamento anual de cerca de R$ 260 milhões, o Grupo, presidido por NiegeChaves, é formado por empresas de transporte urbano e de soluções de tecnologia aplicada ao transporte. No total, são cerca de 3,2 mil funcionários e uma frota de mais de 760 veículos responsáveis pelo transporte de aproximadamente 420 mil pessoas por dia. Em 2008, a empresa iniciou a operação em São Paulo, onde integra o Consórcio Unisul, que transporta mais de 210 mil passageiros diariamente.

Acordo de sindicatos prevê fim de cobradores

31/05/2011 - O Estado de S.Paulo, Cristiane Bomfim

Profissionais receberão outras funções e motorista terá adicional de R$ 250

JORNAL DA TARDE
JB Neto/AE

No cartão. Segundo os sindicatos dos trabalhadores e das empresas, apenas 8% dos passageiros pagam viagem com dinheiro

Com o argumento de que hoje só 8% dos usuários de ônibus de São Paulo pagam as passagens com dinheiro, o Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sidmotoristas) fechou acordo com as viações para acabar com a função de cobrador. Pela proposta, sem data para começar, o motorista terá a incumbência de eventualmente cobrar a passagem. A Secretaria de Transportes informou que não tem nenhum estudo sobre o assunto.

Por dia, a frota de 8,3 mil ônibus - que não inclui vans e micro-ônibus - transporta 5,5 milhões de pessoas. São 15 mil motoristas e 15 mil cobradores. A proposta, que prevê a readequação dos cobradores em outras funções, foi apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) e aprovada pelos trabalhadores em assembleia no dia 18. "Essa é uma discussão que se arrasta desde a gestão do ex-prefeito Celso Pitta (1996-2000), mas na época não tínhamos nenhuma garantia de que os cobradores não seriam demitidos", afirma o diretor de comunicação do Sindmotoristas, Nailton Francisco.

Uma das promessas do sindicato que representa as 32 empresas que operam o serviço na capital é de que não haverá demissões. Os cobradores serão realocados em outras funções, como mecânicos, fiscais, manobristas em pátios e até motoristas. Além disso, segundo o acordo, todo motorista que for trabalhar sem o cobrador receberá adicional de R$ 250 no salário.

Mas para passageiros, cobradores e motoristas a mudança não é bem-vinda. "E quem não está acostumado a andar de ônibus e embarca com dinheiro? Não embarca?", pergunta a ajudante de cozinha Maria Solange de Fátima, de 40 anos. Outras preocupações dos usuários são a fila para entrar no coletivo e a segurança. "O motorista terá de fazer a cobrança da passagem de quem embarca com dinheiro. Ou ele dirige, ou dá o troco. É um perigo, porque o motorista não vai prestar atenção nas duas coisas", afirma o encarregado de almoxarifado Mauro Henrique Alves de Oliveira, de 35 anos.

Entre os cobradores, a preocupação é o desemprego. "Não dá para confiar em propostas como essa. Não vai ter como recolocar todos os cobradores em outras funções", diz Anderson Medeiros da Rocha, de 30.

Motorista há 16 anos, Clodoaldo Alves da Silva, de 37, diz que seu trabalho ficará mais difícil sem o cobrador. "Ele ajuda idosos e deficientes a embarcar, orienta em uma manobra mais complicada, não deixa passageiros entrarem pela porta de trás. Sozinho não tenho como fazer isso", diz.

Lei. Segundo a lei municipal 13.207 de 2001, é obrigatório que todos os coletivos tenham um funcionário além do motorista para orientar e auxiliar os usuários, ajudar o motorista nas atividades, evitar o não pagamento das passagens e fazer a cobrança quando necessário. A assessoria de imprensa da Câmara Municipal informa que não há nenhum projeto de lei que altere a legislação em vigor.

Questionada sobre o possível não cumprimento da legislação, a SPUrbanuss diz que a mudança não vai ferir a lei. "Não existe exigência de que o ônibus tenha um motorista e um cobrador, e sim um segundo tripulante", afirma, em nota. O sindicato patronal diz ainda o que "existe é um movimento que prevê o esvaziamento da função relativa à cobrança embarcada". "As etapas, bem como as iniciativas para que isso aconteça, serão avaliadas com o tempo."

REAÇÕES

Luis Cláudio Mariolino
Cobrador

"Uma decisão como essa dá medo de demissão. Ainda mais quando dizem que a gente só vale R$250"

Maria Lúcia da Silva
Dona de casa

"Acho que vai ficar ruim até para quem anda com bilhete único"

Anderson da Rocha
Cobrador

"A população não está preparada para a mudança"

Gregório Poço
Ex-presidente do Sindmotoristas

"Paulatinamente os cobradores vão deixar de existir. Mas a necessidade de um segundo homem vai se manter"

LÁ TEM...

Londres
Passageiros têm um cartão como o bilhete único, recarregável, e validam na catraca do ônibus, que desconta a tarifa.

Buenos Aires
O passageiro diz seu destino e o motorista digita a informação em uma espécie de computador. Depois, o passageiro faz o pagamento em uma máquina.