quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

São Paulo deve ter pontos de ônibus de alta tecnologia a partir de 2017

28/01/2016 - Blog Ponto de ônibus 

ADAMO BAZANI

A partir de 2017, os pontos de ônibus mais movimentados da capital paulista devem ser de alta tecnologia.

A estimativa é da empresa Otima que desde 2013 é responsável pela manutenção dos totens e dos abrigos nas paradas de ônibus.

O contrato da Otima é de 25 anos. Em troca da manutenção dos espaços, a empresa pode comercializar áreas para publicidade.

A Otima apresentou na Campus Party, que é realizada no Anhembi até o dia 31 de janeiro, um conceito de ponto de ônibus que pode ser utilizado neste projeto de modernização das paradas.

O ponto possui um painel que informa em tempo real a posição dos ônibus, as rotas das linhas que servem o local, câmera de monitoramento, wi-fi, previsão do tempo e um carregador que pode conectar até cinco celulares de uma só vez.

No evento empresa também vai promover uma espécie de maratona tecnológica para dar oportunidades a ideias para a mobilidade urbana e cidades inteligentes. Os três melhores projetos serão premiados e podem receber apoio.

Em nota, o diretor de tecnologia e operações da empresa, Lúcio Correia, diz que abrigos inteligentes de ônibus são tendências nas principais cidades.

"O Abrigo do Futuro, ou Abrigo Conectado, será realidade em um futuro próximo.  Com uso das mais modernas tecnologias nos abrigos de ônibus, poderemos oferecer uma série de benefícios para a população e para a cidade de São Paulo, colocando a cidade na vanguarda tecnológica do mundo, aplicando efetivamente o conceito de smart city.”

A empresa garante que os pontos serão feitos com materiais mais resistentes nos casos vandalismo

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

São Paulo recebe 1,5 km de faixas de ônibus nesta segunda-feira

11/01/2016 - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

A cidade de São Paulo recebeu nesta segunda-feira, 11 de janeiro de 2015, mais 1,5 quilômetros de faixas destinadas para ônibus em três trajetos diferentes.

Pelas três faixas passam diariamente 213 mil passageiros, de acordo com cálculos da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego e da SPTrans – São Paulo Transporte.

Agora, segundo a prefeitura, agora a cidade possui 482,5 quilômetros de faixas para ônibus que desde 13 de setembro de 2014 são compartilhadas com táxis. Deste total, 392,5 quilômetros foram implantados a partir de 2013. A cidade tinha antes em torno de 90 quilômetros.

RUA DOS PATRIOTAS:

Na rua dos Patriotas, são 300 metros à direita entre as ruas Lino Coutinho e Cipriano Barata, no sentido Centro. O funcionamento é de segunda a sexta-feira das 6h às 9 h. Pelo local passam 39 ônibus por hora, transportando 49 mil passageiros em média por dia útil.

EIXO RUA DAS PALMEIRAS:

O trajeto entre a Praça Marechal Deodoro, Rua das Palmeiras e Rua Sebastião Pereira, da Albuquerque Lins até a Barão de Joatinga, no sentido Centro, recebe um quilômetro de faixa. O horário de funcionamento é das 6h às 10 h, sempre de segunda a sexta-feira.

No trecho passam 14 linhas de ônibus, com frequência média de 69 ônibus/hora, transportando 129 mil passageiros em média por dia útil.

ALAMEDA DOS MIRACATINS:

Na zona Sul, a Alameda dos Miracatins recebe 200 metros de faixas de ônibus à direita, entre as avenidas dos Carinás e dos Bandeirantes, no sentido Bairro.

A nova faixa exclusiva para o transporte público funciona de segunda a sexta-feira das 6h às 22 h e aos sábados, das 6h às 14 h.

Circulam no trecho, 04 linhas de ônibus, com frequência média de 24 ônibus/hora, transportando 35 mil passageiros em média por dia útil.

Nas três faixas, as multas começam a ser aplicadas a partir de 25 de janeiro. A infração gravíssima, com perda de 7 pontos na habilitação e multa de R$ 191,54.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bilhete Único Mensal atinge só 11% do previsto por Haddad

05/01/2016 - Folha de SP

Com dois anos de funcionamento, uma das principais promessas de Fernando Haddad (PT) voltada aos usuários do transporte coletivo atingiu somente 11% da expectativa da administração municipal.

O Bilhete Único Mensal (que permite uso livre de ônibus, metrô ou trem por um mês a um preço fixo) foi lançado em novembro de 2013, quando a prefeitura previa beneficiar 862 mil pessoas.

Dois anos depois, só 94 mil usavam esse cartão, segundo dados da SPTrans (empresa municipal de transporte).

O número representa 10,9% do previsto por Haddad para essa modalidade mensal e não chega a 2% do total de usuários do Bilhete Único.

A principal explicação para esse resultado é que, diferentemente do que ocorre em outras metrópoles do mundo, a economia com a tarifa mensal de transporte ainda é tímida na cidade de São Paulo.

Os valores atuais de R$ 140 (para ônibus) e de R$ 230 (integrado com metrô/trem) só compensam para quem faz mais de 40 viagens mensais -um desconto próximo de 10% para trabalhadores que usam transporte público diariamente na ida e na volta.

Em Londres, por exemplo, esse tipo de cartão vale a pena para quem faz a partir de 26 viagens/mês; em Madri, para mais de 28 viagens mensais; em Barcelona, para quem faz 25 viagens por mês.

Assim como ocorreu em janeiro do ano passado, a tarifa do bilhete mensal em São Paulo seguirá congelada, apesar do reajuste do preço unitário dos ônibus, trens e metrô, de R$ 3,50 para R$ 3,80, a partir do próximo sábado (9).

ModalidadeAté 8.janA partir de 9.jan
Bilhete mensalR$ 140Não terá aumento
Bilhete mensalR$ 140Não terá aumento
Bilhete mensalR$ 230Não terá aumento
Crédito comumR$ 3,50R$ 3,80

Com isso, essa opção será um pouco mais vantajosa, mas apenas para quem faz mais de 37 viagens por mês.

Além da economia tímida da tarifa, problemas para recarregar os cartões têm gerado um desestímulo ao uso do Bilhete Único nos últimos meses, devido à desativação de parte dos postos de atendimento em estações do metrô, agravando as filas.


CRESCIMENTO

Apesar de os números do Bilhete Único Mensal ainda serem modestos, houve crescimento na adesão ao cartão em 2015: em novembro do ano anterior, ela atingia só 6% do estimado pela prefeitura.

Contribuiu para tal avanço a decisão da gestão Haddad de congelar parte das passagens em janeiro de 2015, quando a tarifa unitária de ônibus na capital foi reajustada de R$ 3 para R$ 3,50.

Usuários adquiriram cotas do bilhete mensal em nov.15
94.000
862.000
Expectativa de adesão ao bilhete mensal no lançamento, em nov.13
94.000
Usuários adquiriram cotas do bilhete mensal em nov.15


Questionada pela Folha, a prefeitura disse haver um "ritmo de adesão adequado" e afirmou que ele "vem crescendo desde sua implantação, com tendência de continuar a crescer ao longo do tempo".

Os dados da SPTrans mostram que a economia proporcionada hoje pelo bilhete mensal não atrai nem mesmo as próprias empresas, responsáveis por fornecer vale-transporte aos trabalhadores. 

Nessa modalidade, as expectativas iniciais da prefeitura estão ainda mais distantes, com menos de 5% dos 543 mil usuários projetados.

Baixa Adesão

Dois anos depois de ser implantado, Bilhete Único Mensal segue longe da meta mil usuários projetados.


Usuários adquiriram cotas do bilhete mensal em nov.15 94.000 862.000 Expectativa de adesão ao bilhete mensal no lançamento, em nov.13 94.000 Usuários adquiriram cotas do bilhete mensal em nov.15

Nessa modalidade, as expectativas iniciais da prefeitura estão ainda mais distantes, com menos de 5% dos 543 

A prefeitura argumenta que essa categoria tem registrado crescimento constante. Diz que, em setembro, a alta foi de 1.125% desses usuários do vale-transporte na comparação com igual mês de 2014.

Para os cofres municipais, um maior uso da modalidade mensal de pagamento traria também um potencial incômodo: aumento do subsídio ao sistema de ônibus, que no ano passado chegou à casa de R$ 1,6 bilhão.

Isso porque, independentemente do valor pago pelo usuário, a gestão repassa para as empresas de ônibus um valor fixo por passageiro que passou pela catraca.

Para 2016, quando Haddad deverá concorrer à reeleição, há uma estimativa no Orçamento municipal de gastos de R$ 1,9 bilhão com subsídios ao sistema de ônibus.

Barcelona
40
SP agora
37
SP a partir de 9.jan
42
Nova York
38
Paris
28
Madri
26
Londres
25
Barcelona


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Prefeitura de SP pretende entregar em 60 dias um pacote de 32 quilômetros de corredores de ônibus

 28/12/2015 - O Estado de São Paulo

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) pretende entregar em 60 dias um pacote de 32 

quilômetros de corredores de ônibus, o primeiro deles na segunda-feira (28), na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, zona sul de São Paulo, com 3,3 km. A ação, em começo de ano eleitoral, vem com números tímidos diante da promessa de campanha de fazer 150 km de vias exclusivas. O prefeito deve concluir só um terço do previsto.

O corredor da Berrini demorou 26 meses para ficar pronto, ou seis a mais do que a previsão original, e custou R$ 45 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por ali devem passar 100 mil pessoas por dia. Ele deve alterar o percurso de 14 linhas de ônibus.

As que passarão a usar a via expressa fazem a conexão entre o centro e terminais como Capelinha, Santo Amaro, Jardim Ângela e Guarapiranga, na zona sul. Estudos da São Paulo Transporte (SPTrans) estimam ganho de até 20% na velocidade média.

Segundo a prefeitura, a via foi pensada para servir como ponto de articulação entre a avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul, e o futuro corredor de ônibus Perimetral Bandeirantes, até São Mateus, na zona leste (em processo de licitação). Ela foi concebida na gestão Gilberto Kassab (PSD), entre 2008 e 2012, que fez a licitação.

Entregue pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras na terça-feira, o corredor foi usado por carros nesta semana, sem fiscalização. Na segunda, os coletivos começam a circular oficialmente, parando nos novos pontos à esquerda. A previsão da gestão Haddad é que haja um período de adaptação, de provavelmente cinco dias, antes de a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começar a multar os carros que trafeguem por lá. Também não há data definida para que os pontos de ônibus da direita sejam desativados.

"Não vi nenhum aviso ainda orientando a mudança. Acho que estou do lado certo. Tem gente dizendo que o ponto da Marginal do Pinheiros vai ser transferido para o corredor, mas não sei", disse o comerciante Alessandro Soares Filho, de 56 anos, que esperava por um coletivo à direita anteontem.

O secretário municipal de Obras, Roberto Garibe, diz que outros dois corredores serão entregues em janeiro. "O corredor Inajar [de Souza, na zona norte] e o M'Boi [Mirim, na zona sul]. Em fevereiro, é a vez do Binário Santo Amaro [também na zona sul]." Contando com esses corredores, a capital paulista terá 66,3 quilômetros de obras, abrangendo nove avenidas - foram prometidos 173,4 quilômetros.

O secretário conta ainda com 35,5 quilômetros de corredores, em cinco vias, cujo processo de licitação terminou e as obras devem começar nesta gestão. Nas pranchetas da prefeitura, há três corredores que obtiveram todo o licenciamento ambiental e estão com os editais de licitação publicados e outros quatro com os projetos prontos, esperando a publicação dos editais de licitação. Os últimos são todos na zona sul.

Em apresentação feita ao Conselho da Cidade no começo do mês, foram detalhadas ações para a construção de 165,5 quilômetros de corredores exclusivos - isso considerando tanto as obras que já estão em execução quanto os trabalhos que já foram contratados e ainda não começaram e aqueles cuja licitação está acontecendo ou deve ocorrer ainda na gestão petista.

Nem com essa margem, incluindo projetos só no papel, a gestão chega perto da meta anunciada no primeiro trimestre de mandato de Haddad, que era "projetar, licitar, licenciar, garantir a fonte de financiamento e construir" 23 corredores de ônibus - cuja extensão total era de 173,4 km, além até da promessa de campanha de 150 km.

O ritmo fraco se deve, em parte, à demora na liberação de recursos do governo federal, que secaram diante do ajuste fiscal e da queda de arrecadação da União. Mas parte do atraso também resulta de bloqueio de licitações feito pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Três tentativas de licitações dessas obras foram suspensas pelo tribunal, que apontou irregularidades burocráticas.

Ao longo dos três anos de governo, a Prefeitura viu todos os bloqueios impostos pelo TCM como ações pontuais e foi respondendo aos questionamentos. A gestão chegou a manobrar, transferindo a responsabilidade de licitações da SPTrans para a Secretaria de Obras, de forma a mudar o conselheiro responsável pela análise. 

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Passageiros poderão pagar ônibus com cartão bancário em Jundiaí

30/12/2015 - Tribuna de Jundiaí

Quem utiliza o transporte público em Jundiaí poderá utilizar o cartão bancário para pagar a passagem. A novidade começa a valer a partir da segunda quinzena de janeiro, num primeiro momento, nas linhas alimentadoras que fazem o itinerário bairro – terminal, do Terminal Rami. A medida é uma alternativa para ao passageiro que, a partir desta sexta-feira (1º), não poderá mais pagar a passagem em dinheiro nos ônibus que servem este terminal.

A ideia é implantar o sistema gradativamente em todos os terminais da cidade, atendendo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Prefeitura Municipal e empresas de transporte representadas pela Transurb.

Outra alternativa é utilizar o Bilhete Único. A única forma de pagamento em dinheiro será nos guichês do Terminal.

A medida, por enquanto, não vale para as linhas troncais, que ligam os ônibus do Terminal Rami a outros terminais. Neste caso, as passagens poderão continuar sendo pagas em dinheiro, até que se integrem à mudança. O segundo terminal a receber a novidade será o Cecap. A previsão é de que todo o sistema esteja funcionando desta forma até o segundo trimestre de 2016.

No entanto, as empresas de ônibus tentam junto ao Ministério Público adiar a decisão que deve entrar em vigor em 1º de janeiro, a fim de adequar os veículos e criar um sistema para oferecer mais de uma opção de pagamento eletrônico.

Informações: Tribuna de Jundiaí