quinta-feira, 11 de maio de 2017

Prefeito Crespo decide revogar a licitação do BRT em Sorocaba

10/05/17 - Cruzeiro do Sul, Sorocaba e região

Marcelo Andrade - marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br 
      
Após a assinatura do contrato para a implantação do BRT (ônibus rápido) ter sido adiada quatro vezes, agora o prefeito de Sorocaba decidiu revogar a licitação. Para isso, publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) um comunicado direcionado à empresa vencedora do certame, o Consórcio BRT Sorocaba, dando prazo de cinco dias para que se manifeste sobre o assunto. A proposta de valor da tarifa havia sido apresentada pelo consórcio vencedor na primeira semana de maio.

A execução do projeto do BRT exigiria a desapropriação de 16 imóveis, no valor total de R$ 24,4 milhões. O Consórcio BRT Sorocaba, caso o projeto viesse a sair do papel, também estaria responsável por 17 linhas no eixo BRT e deveria operar com uma frota de 125 ônibus, incluindo a quantidade reserva. Desde a campanha eleitoral, Crespo afirma que o BRT não é meta de seu governo. Ele defende o modelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

domingo, 16 de abril de 2017

Ônibus de Guarulhos contam com pagamento de tarifa por QR Code

13/04/2017 - Diário do Transporte

A cidade de Guarulhos, na grande São Paulo, testa em uma linha de ônibus, um sistema de pagamento de tarifa por QR Code, um código de barras bidimensional.

O bilhete, semelhante a um comprovante de máquinas de cartão de crédito ou passagem aérea, pode ser comprado com dinheiro ou cartão de débito na bilheteria do Terminal Urbano São João. A tecnologia é testada na linha 453.

Após a compra, basta aproximar esse bilhete com QR Code no leitor da catraca.  O local específico tem sinalização para evitar filas e facilitar a identificação. Lixeiras na região desta catraca foram instaladas especialmente para o descarte do papel após a validação da passagem.

Os demais cartões eletrônicos dos ônibus da cidade, como o Cartão Cidadão e o Estudante, continuam sendo recarregados normalmente na bilheteria.

Em nota, o diretor executivo da Guarupass (associação que reúne as empresas de ônibus), Márcio Roberto Pacheco, diz que a tecnologia pode trazer praticidade e reduzir a quantidade de dinheiro em circulação nos veículos.

“Além da praticidade, a nova ferramenta introduz uma nova forma de acesso aos ônibus do município e contribui para diminuir o uso de dinheiro no sistema, tornando-o cada vez mais seguro e rápido para os clientes usuários do transporte coletivo e também para os operadores do sistema”

A tecnologia de QR-Code também foi testada em ônibus metropolitanos da Metra, no corredor ABD, que liga o ABC Paulista à Capital e em estações da CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Os códigos impressos em papel são um passo para o aperfeiçoamento da tecnologia e disponibilização de códigos em celulares, por exemplo.

Assim, ao pagar a passagem, o usuário receberia o código no telefone e encostaria o aparelho na catraca.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Prefeitura de São Paulo apresenta plano para 344 km de corredores de ônibus

16/02/2017  - Diário do Transporte

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo quer que a malha de corredores de ônibus passe dos atuais 130 km para 344 km.  Uma prévia deste plano foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017, durante encontro do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito.

Seriam privilegiados eixos de alta demanda, como na Radial Leste e extremo Sul.

Nesse número estão incluídos os projetos anteriores e as licitações de corredores em andamento.

A prefeitura pretende também construir ao longo da gestão 16 terminais de ônibus que operariam além dos 29 existentes.

Uma das propostas é relacionar estas construções à licitação de transportes que deve conceder os serviços por até 40 anos às empresas de ônibus. A iniciativa privada deve ter maior participação.

A licitação deveria ter ocorrido em 2013, mas diante das manifestações contra a tarifa, a gestão Haddad decidiu suspender o procedimento que foi retomado em 2015 após verificação das contas do sistema. Entretanto, o Tribunal de Contas do Município alegou haver diversas irregularidades no certame e só liberou o procedimento no final da gestão passada.

A administração Haddad então optou por deixar o procedimento para a outra gestão.

Não há prazos para o início do programa de corredores.

De acordo com estimativa da UITP – União Internacional de Transportes Públicos, uma cidade como São Paulo, cuja demanda é de seis milhões de passageiros de ônibus por dia, necessitaria de ao menos 400 km de corredores exclusivos para ônibus, além de faixas que são estruturas mais simples.

Parte desses corredores previstos pela administração Doria seria formada por BRTs, que são espaços que conferem maior acessibilidade para os passageiros e também separação do trânsito comum, além de oferecer o pré-embaque, que é a possibilidade de o passageiro pagar numa estação antes da chegada do coletivo.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Doria prepara testes de ônibus Rapidão, alternativa com corredores

28/01/2017  - Folha de SP

RODRIGO RUSSO

Uma das principais promessas de campanha do prefeito João Doria (PSDB) para a área de transportes públicos está prestes a começar sua fase de testes na cidade.

O Rapidão –transporte rápido de ônibus ou BRT, na sigla em inglês– deve entrar em operação de forma experimental nos próximos 90 dias. O trajeto entre os terminais Capelinha e João Dias, na zona sul, foi o escolhido para a operação piloto.

A região já dispõe de um corredor de ônibus, mas as velocidades ali estão abaixo da meta de 25 km/h que Fernando Haddad (PT) prometia entregar. Na tarde desta sexta (27), por exemplo, o trecho entre os dois terminais tinha velocidade média de 19 km/h.

No pico da manhã, o passageiro da linha que faz esse trajeto gasta mais de uma hora e dez minutos para percorrê-lo. Ao fim do dia, é preciso enfrentar mais de 40 minutos de viagem. A distância é de pouco mais de 3 km.

O BRT, com infraestrutura que permite embarque rápido, cobrança de bilhetes na plataforma do ponto de ônibus, áreas de ultrapassagem e via exclusiva, em tese permite que o sistema ganhe velocidade, reduzindo o tempo de viagem dos passageiros.

No modelo apresentado por Doria na campanha, o Rapidão teria ainda um sistema de aplicativo para celular, concedido à iniciativa privada, para informar o usuário sobre linhas e horários.

"Todos os ônibus nesses corredores vão ter GPS. Você, da tela do seu celular ou do seu computador, vai saber a que horas chega o ônibus, quais são os horários mais adequados para pegar o ônibus e qual o tempo previsto de deslocamento", disse Doria.

Editoria de Arte/Folhapress
Rapidão
Rapidão


Dessas medidas todas, o que deve entrar em funcionamento de imediato é a cobrança antecipada de bilhetes e a exclusividade da via para os coletivos. Apesar de não ter se comprometido ainda com uma velocidade média para os ônibus na cidade, Doria prometeu reduzir em até 20 minutos o tempo de deslocamento com o novo sistema.

Procurada, a SPTrans (empresa municipal de transportes) afirmou em nota que o projeto "está em fase de avaliação das melhores alternativas" e que "não há prazo para início da operação".

Para o superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Mantovani Néspoli, "quanto mais controle de ocorrências no trânsito que retiram tempo, melhor será a eficiência do sistema".

Néspoli defende que, além de vias exclusivas e pagamento antecipado, o BRT inclua formas de dar prioridade aos ônibus em cruzamentos, ou de criar maneiras de suprimi-los. "Precisamos trazer tecnologia para o sistema."

O superintendente da associação pondera ainda que seria importante requalificar as calçadas da região atendida pelo BRT. "Oferecer tratamento adequado às calçadas, iluminação e travessia segura permitem que os pontos sejam mais espaçados e o sistema se mantenha atraente."

A promessa de expandir o BRT na cidade vem desde a gestão de Celso Pitta (1997-2000), eleito sob a bandeira de construir o Fura-Fila. Sob sua sucessora Marta Suplicy, o projeto foi rebatizado de Paulistão; José Serra então renomeou-o como Expresso Tiradentes –nome sob o qual Gilberto Kassab, em 2007, entregou o projeto à população.

Ligando o Sacomã (zona sul) ao Parque Dom Pedro 2º (centro) e este à Vila Prudente (zona leste), o corredor consegue registrar velocidades bem superiores às de corredores tradicionais. No ano passado, por exemplo, atingiu uma média de 42 km/h.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sem licitação, Doria renova contratos de ônibus por R$ 1,24 bilhão

26/01/2017 - O Estado de SP

A gestão João Doria (PSDB) publicou nesta quarta-feira, 25, extratos de 12 contratos de empresas de ônibus que fazem o chamado serviço local, entre bairros e os terminais de ônibus da capital paulista. O valor dos acordos, feitos de forma emergencial (sem licitação pública) é de R$ 1,24 bilhão — mesmo valor que os contratos tiveram no último acordo emergencial, feito em junho do ano passado.

Os contratos têm seis meses de validade. A Prefeitura promete publicar a íntegra desses contratos no site da SPTrans até o dia 14 de fevereiro. Somente com a publicação dos acordos é que será possível saber eventuais alterações nos termos das contratações com as empresas. Todas as viações que já atuam nesse serviço foram mantidas na administração.

Desde 2013, os contratos vêm sendo renovados emergencialmente, uma vez que a gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu fazer uma nova licitação para o setor. A expectativa é que a licitação preveja um custo de até R$ 7 bilhões ao ano.

Haddad chegou a lançar uma licitação, mas o prosseguimento do processo não foi permitido pelo Tribunal de Contas do Município, que fez cerca de 50 questionamentos acerca da proposta do petista. A licitação havia sido lançada quase um ano após a Prefeitura divulgar os resultados de uma auditoria externa, feita pela Ernst & Young por R$ 12 milhões. Entre as medidas, havia o compromisso das concessionárias montarem e operarem um centro de controle operacional para gerenciar a frota da cidade, que é de cerca de 14 mil veículos.

A gestão Doria já informou, em ao menos duas ocasiões, que pretende tocar a licitação o quanto antes, uma vez que há expectativa de que os novos contratos possam reduzir os custos operacionais do sistema e, assim, a necessidade de subsídios aos ônibus com recursos do orçamento municipal. A SPTrans estima que, neste ano, os subsídios possam chegar a R$ 3,3 bilhão, valor quase R$ 1,5 bilhão maior do que os R$ 1,8 bilhão que a cidade tem reservado para essa atividade no orçamento aprovado para o ano de 2017.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Prefeitura de SP realiza contrato emergencial com empresas de ônibus

06/01/2017 - G1

Secretário lamenta, diz que não teve outra opção e promete lutar para não ter que recorrer a ela novamente.

Por Roney Domingos e Márcio Pinho, G1 São Paulo

Prefeitura faz contratos emergenciais com empresas de ônibus  (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Prefeitura faz contratos emergenciais com empresas de ônibus  (Foto: Reprodução/ TV Globo) 

A Prefeitura de São Paulo realiza nesta semana a contratação emergencial das empresas de ônibus que operam o transporte coletivo na cidade. Os contratos emergenciais são necessários diante da falta de licitação do sistema de transportes coletivos da cidade. A última licitação na cidade foi feita em 2002, na gestão Marta Suplicy. A gestão Haddad tentou desde o primeiro ano, mas não conseguiu concluir a licitação do sistema. 

O secretário municipal de transportes e mobilidade da gestão João Doria (PSDB), Sérgio Avelleda, lamentou ter que apelar a contratos emergenciais, mas disse que não tinha outra opção. 

"O sistema atual está mantido. Eu tenho três dias de gestão. Se eu não assino esses contratos, não tinha ônibus na cidade. Não gosto de fazer contrato emergencial. Na minha vida como administrador público nunca na minha vida assinei um contrato emergencial, mas não tinha opção ante à inexistência de licitação, mas vamos lutar para não ter mais nenhum emergencial e ter uma licitação o quanto antes", afirmou. 

Avelleda não tem expectativa de quando deverá ser lançada a nova licitação. "Vamos fazer uma revisão. Temos pressa, mas com muito cuidado. Estamos definindo o futuro da cidade e vamos fazer com muito cuidado essa revisão do edital que foi lançado."

A atual gestão ainda não sabe o que poderá aproveitar do edital lançado pela gestão Haddad. Avelleda afirma, porém, que os novos ônibus que forem entrando no sistema precisarão ter wi-fi e ar-condicionado.

A gestão Haddad estimou que o novo serviço teria 14% mais lugares do que a atual frota - um aumento de 996 mil para 1,1 milhão.

Veja outras mudanças previstas no sistema de ônibus de acordo com o edital de licitação lançado em 2015.

Wi-Fi e ar-condicionado

Todos os ônibus terão que ter Wi-Fi e ar-condicionado.

Viagens

A Prefeitura previu aumentar a oferta de viagens em 17% e o número de assentos disponíveis em 14%.

Garagens

As atuais garagens usadas pelas empresas de ônibus serão desapropriadas

Opinião do usuário

A opinião do usuário deverá ser considerada na remuneração das empresas. Ela vai ser considerada ao lado de quesitos como passageiros transportados; cumprimento regular das viagens e disponibilidade da frota. As ganhadoras da licitação serão aquelas que ofereceram valores mais atrativos pela realização do serviço.

Remuneração das empresas

A Prefeitura de São Paulo prevê gastar R$ 7 bilhões por ano com o serviço. A previsão é que a taxa interna de retorno das empresas em relação ao investimento feito seja de 9,97%, menor que os 15% do atual contrato.

Centro de controle

Tudo será controlado eletronicamente por dispositivos instalados nos ônibus e por um centro de controle (CCO) a ser construído pelas empresas.