segunda-feira, 28 de junho de 2010

SBC aumenta frota do transporte urbano



Empresa investe R$ 11,6 mi em 30 modelos
Cada micro-ônibus pode transportar até 23 passageiros
O transporte urbano de São Bernardo do Campo (SP) ganhou 30 novos micro-ônibus na última semana. Esse lote, que faz parte do plano de renovação de frota do município, se junta aos 32 veículos entregues e já em operação.

Para adquirir as unidades, a SBCTrans (concessionária do sistema de transporte coletivo no município) investiu R$ 11,6 milhões. Atualmente, São Bernardo conta com 392 veículos, que atendem a 59 linhas de transporte urbano e transportam cerca de 6,5 milhões de passageiros por mês.
"O investimento nesses novos veículos melhora a qualidade do transporte com a substituição dos ônibus antigos, que ultrapassaram sua vida útil de 4,5 anos. Além disso, os recursos ampliam o tamanho da frota em 10%, respondendo as reclamações da população de linhas lotadas, atrasos e falta de ônibus", declarou o prefeito Luiz Marinho.
Os novos novos micro-ônibus possuem capacidade para 23 passageiros cada. A previsão é sejam entregues até o final do ano outros 50 ônibus convencionais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Marinho lança Cartão Legal, bilhete único de São Bernardo

28/05/2010 - Repórter Diário


São Bernardo dar fim aos passes de ônibus de papel com o lançamento do Cartão Legal, sistema semelhante ao Bilhete Único. A implantação do serviço é um dos principais compromissos de campanha assumidos pelo prefeito Luiz Marinho e faz parte do Plano de Transporte Urbano do município, que permitirá a integração tarifária na cidade entre as linhas municipais, prevista para o segundo semestre. O processo de cadastramento dos passageiros será realizado em etapas, a partir de 17 de junho, e a tarifa da passagem continuará a R$ 2,50.

Para Marinho, o lançamento do Cartão Legal é mais um passo para o processo de inclusão na cidade. “Nosso objetivo é melhorar o transporte coletivo, que deve ser humanizado e de qualidade. Precisamos introduzir um processo de eficiência e respeito no transporte coletivo, em particular às pessoas com deficiência e os idosos”, disse. O chefe do Executivo ainda afirmou que pretende negociar junto ao governo do Estado a integração intermunicipal e com o metrô, de modo a melhorar ainda mais o conjunto de serviços prestados à população.

As catracas com validadores eletrônicos estão sendo implantadas em 370 ônibus da SBCTrans (concessionária de transporte coletivo municipal). A empresa ainda é responsável pela instalação dos equipamentos fingers – que farão a identificação digital dos usuários, e os moedeiros eletrônicos que facilitarão o pagamento em dinheiro, agilizando o embarque de passageiros. A previsão é que o serviço esteja em funcionamento até agosto. O investimento da concessionária foi de R$ 12 milhões.

De acordo com o diretor-executivo da SBCTrans, José Romano Neto, o Cartão Legal vai mudar a vida de toda a população que utiliza o sistema de transporte público municipal. “O cartão resume multifuncionalidade e visa melhorar o atendimento não só do usuário de transporte, mas de toda a população de São Bernardo. Estamos criando um ambiente mais seguro, acessível e confortável para a utilização desse novo sistema”, esclareceu.

A secretária de Transportes e Vias Públicas, Patrícia Veras, ressaltou que o Cartão Legal é o primeiro passo para a integração tarifária na cidade. “Isso significa qualidade de vida e economia também para a nossa população que vai poder utilizar mais de uma linha municipal pagando apenas uma passagem”. Para isso, será obrigatório o uso do cartão, com o qual o passageiro terá até 90 minutos para realizar a transferência.

Aos sábados, domingos e feriados a integração poderá ser feita em até 120 minutos. Esse período para integração, no entanto, é valido para o sentido da viagem que está sendo realizada. Para a viagem de volta (sentido contrário), uma nova tarifa será cobrada.Entre os benefícios proporcionados pelo sistema estão maior mobilidade e conforto aos usuários, rapidez no embarque e desembarque, além da recuperação dos créditos caso o passageiro perca ou tenha o cartão furtado. Os passageiros contemplados com a gratuidade terão maior conforto e opções de assento, uma vez que poderão passar pela catraca e ocupar qualquer lugar dentro do ônibus. Hoje, esses usuários ficam restritos ao espaço próximo ao motorista, anterior à catraca.

Outra medida adotada em conjunto com a empresa operadora foi a aquisição de 110 novos ônibus que servirão para renovar e ampliar a frota, diminuindo os intervalos entre as viagens e o nível de lotação de alguns ônibus em horário de pico. A intenção da Secretaria de Transportes e Vias Públicas é ainda construir novos terminais e estações de transferência, que possuirão uma melhor infraestrutura para a integração tarifária, além de mudanças das linhas da rede de transporte. Os estudos para isso estão em fase conclusiva e em seguida será realizada a licitação dos projetos dos terminais e das obras.

Cadastro

A população de São Bernardo poderá realizar o cadastro do Cartão legal a partir do dia 17 de junho. A previsão da Secretaria de Transportes e Vias Públicas é fazer o cadastramento de 6 mil passageiros por mês. A primeira via será gratuita.

Ao todo, são nove cartões identificados por cores, de acordo com cada categoria de usuário. Inicialmente serão cadastrados os idosos, pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Em seguida serão atendidos os usuários de vale-transporte e, na sequência, os estudantes previstos para dezembro e janeiro. As crianças na idade entre 3 e 5 anos também terão um Cartão Legal e serão chamadas ao cadastramento numa outra etapa, com previsão de lançamento no Dia das Crianças, em 12 de outubro.

Há ainda o Cartão Cidadão, concedido a todas as pessoas que se interessam em obter créditos eletrônicos, o Legal Social, para fiscais do município e outras categorias que a legislação vigente isenta da cobrança da tarifa, além do Empresarial, destinado às empresas que necessitam por um cartão que não esteja vinculado ao usuário. O serviço de cadastramento poderá ser feito na Rua Marechal Deodoro, 769, Centro. Mais informações podem ser obtidas na Central de Atendimento 0800-7710191.

SP vive a 1ª experiência rumo à criação da Autoridade Metropolitana de Transporte


Na última quarta-feira, dia 2, o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, em reunião com o Secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, propôs a elaboração de um projeto em comum acordo, visando a racionalização e integração dos meios de transportes que atendem o município. Trata-se da primeira experiência em direção à criação da Autoridade Metropolitana de Transporte (AMT), que será composta pelo Estado e pelos municípios que quiserem participar.

“Nosso objetivo em participar é readequar as linhas do município visando a integração do transporte público e preparando a cidade para a inauguração da Estação Tamanduateí”, afirma o prefeito de São Caetano do Sul, que desde o ano passado, quando presidiu o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, tem buscado alternativas de integração do sistema de transporte entre o Grande ABC e o restante das cidades da Região Metropolitana.

Nos próximos dias, deverá ser assinado o Protocolo de Intenções, o que permitirá que a STM realize estudos para o planejamento e a implementação de um conjunto de ações de melhoria do transporte. Técnicos da STM e do município de São Caetano do Sul, em um curto espaço de tempo, vão diagnosticar as necessidades e propor soluções para a região, de acordo com estudos matemáticos e pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas com a população, além da questão da integração tarifária.

Para o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, a criação da AMT poderá transformar o transporte público na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). “O objetivo é racionalizar, integrar e planejar o transporte público, com o foco no deslocamento das pessoas, facilitando o dia-a-dia do cidadão”.

As prioridades de intervenção a serem estabelecidas de comum acordo com a prefeitura São Caetano do Sul prevêem a articulação dos transportes locais com a rede metropolitana de transportes (RMT), visando a melhoria de sua conectividade.

Autoridade Metropolitana de Transporte: a instituição terá autonomia administrativa e financeira, com a atuação voltada ao planejamento e à gestão do sistema de transporte metropolitano, conduzindo as diretrizes da Política de Transporte Metropolitano de Passageiros.

As atribuições da AMT deverão ser definidas no momento de sua criação, tendo como referência os modelos de Autoridades Metropolitanas já existentes, em Londres e Nova York, entre outros, adequados às condições de São Paulo.

Além de estabelecer as diretrizes da Política de Transporte Metropolitano de Passageiros para as três regiões metropolitanas, a AMT tem como objetivo estimular o aumento da qualidade e da produtividade desses serviços, promovendo as integrações intermodais e tarifárias.

As medidas a serem adotadas pela Autoridade Metropolitana de Transporte visam desestimular o uso do transporte individual, atraindo mais usuários para o transporte público coletivo, além de incentivar o uso do transporte não motorizado (viagens a pé e de bicicleta).

A implantação da AMT passa pela criação de um consórcio (a exemplo do que ocorre em Madri e Barcelona, na Espanha, e em Recife/Olinda, no Brasil), conforme a Lei Federal 11.107 de abril de 2005, tendo como consorciados o Estado e os municípios que quiserem aderir. Não é compulsório e será respeitado o direito do município de não participar.


Última Atualização:7/6/2010 11:48:40 - EMTU

quinta-feira, 3 de junho de 2010

São Paulo: Ônibus irá levar usuários ao Metrô



03/06/2010 - Diário de Notícias

A reestruturação do sistema de ônibus e microônibus da cidade de São Paulo, que a Prefeitura prevê implantar ao longo dos próximos dois anos, com novas licitações, vai mudar o destino da maior parte das linhas: em vez de se dirigirem dos bairros para o Centro, elas vão levar os usuários para o sistema de trens urbanos (Metrô e a CPTM). Nas regiões não servidas por sistemas sobre trilhos, as linhas de microônibus deverão levar os usuários de suas áreas de moradia até corredores rumo à área central.

Segundo o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes, o novo sistema deverá estar implantado até o fim da atual administração, em 2012. “A idéia básica é que, com as inaugurações de linhas e estações de Metrô e trens em curso na cidade, a espinha dorsal do transporte público será o Metrô”. Moraes diz que a reestruturação tem três objetivos: “Um, integrar com o Metrô; dois, eliminar as sobreposições de linhas; três, eliminar essa diferença entre permissão e concessão”, diz, referindo-se à diferença entre as vans, de cooperativas permissionárias, e os ônibus, de empresas concessionárias.

“Hoje, todos fazem um pouco de tudo”, diz. Com essa mudança na estrutura do sistema, a nova licitação anunciada pela Secretaria de Transportes deverá reduzir uma das distorções mais visíveis do sistema atual, que são os inúmeros veículos vazios correndo em avenidas e corredores de ônibus, aumentando poluição e custos do sistema, desperdiçando combustível e o congestionamento dos corredores. “A falta de terminais impede que os usuários troquem de veículos nos corredores, então você tem ônibus vazios em fila em algumas avenidas”, diz o secretário. A intenção da secretaria é fazer licitações por conjuntos de linhas de forma a que uma mesma empresa ou cooperativa possa cuidar de linhas de microônibus e ônibus, melhorando sua integração. O modelo também pretende reduzir a necessidade de grandes terminais de ônibus no centro, criando unidades de passagem menores.

Alimentadores e troncos

O novo modelo completará o projeto planejado pela administração Marta Suplicy (2001-2004), mas nunca inteiramente implantado, que previa que o usuário fosse de pequenos veículos (“alimentadores”) de sua casa até as avenidas e corredores (“troncos”), onde pegaria ônibus maiores em vias rápidas. O sistema enfrentou reações das empresas, que ganham por passageiro transportado (e então, queriam linhas mais longas, para atrair mais gente ao longo do trajeto) e de passageiros (que não gostam de mudar de veículos, para não perder assento e pelo desconforto das trocas). Essa resistência deixa de existir quando a troca é por Metrô ou trens, mais rápidos que ônibus.

Terminal Campo Limpo diminuiu linhas para o Centro

Em alguns bairros, ônibus e microônibus já tiveram suas linhas reestruturadas. Esse é o caso do Campo Limpo, na Zona Sul. Com o terminal que leva o nome do bairro, inaugurado no fim de outubro de 2009, 29 linhas de ônibus deixaram de ir dos bairros direto para o Centro, passando pelas avenidas Francisco Morato, Rebouças, Consolação, Paulista e Nove de Julho.

Agora, com a mudança, esses passageiros utilizam 18 linhas dos bairros até o Terminal Campo Limpo. Lá, descem e embarcam em outro veículo, fazem a transferência para uma das nove linhas chamadas estruturais, que dão continuidade à viagem entre o terminal e locais como Centro, Pinheiros, Clínicas, estações Paraíso e Santa Cruz do Metrô, Aclimação, Praça da Bandeira e Santo Amaro.

As linhas com ponto final ou inicial no Terminal Campo Limpo transportam 270 mil passageiros por dia, sendo que 60 mil passam pelo terminal. A necessidade de transferência provoca reclamações dos passageiros. Segundo a SPTrans, a transferência de passageiros em terminais é necessária para evitar que todas as 1.300 linhas da cidade sigam para o Centro. Segundo a empresa, isso provocaria acúmulo de ônibus, com “sérios” reflexos no trânsito, na velocidade dos coletivos, e no tempo de duração das viagens nos corredores.

O sistema de redes com linhas que levam passageiros dos bairros aos terminais, corredores de ônibus e às estações do Metrô, é cada vez mais adotado, para reduzir os ônibus na região central. No mesmo modelo do Terminal do Campo Limpo, foram criados desde 2005 os terminais Sapopemba/Teotônio, São Miguel, Sacomã e Mercado.

A SPTrans informa que o tempo de desembarque e embarque nos terminais é compensado pela maior “velocidade dos ônibus nos corredores”. Outro exemplo é o da Av. Rebouças. Com a previsão da inauguração integral da Linha 4-Amarela do Metrô (Vila Sônia-Luz) em 2012, a Prefeitura quer diminuir os cerca de 300 ônibus que circulam por hora, diariamente, no Corredor Campo Limpo-Rebouças-Centro. A ideia é dimensionar a demanda de passageiros com o metrô e novos terminais que serão inaugurados em três estações: Vila Sônia, Pinheiros e Butantã.

Oito consórcios em São Paulo

De acordo com o site da SPTrans, o “sistema municipal de transporte é composto por uma rede integrada, criada pela Secretaria Municipal de Transportes, em conjunto com a SPTrans, em 2003. Essa rede permite um deslocamento mais rápido e a racionalização do uso dos meios de transporte na cidade”.

Esse sistema é composto por dois subsistemas: o sistema estrutural, no qual “linhas operadas por veículos de médio e grande porte (articulados, biarticulados e comuns), são destinadas a atender altas demandas e integrar diversas regiões às áreas centrais da cidade".

É a espinha dorsal do transporte coletivo. E o subsistema local, que "alimenta a malha estrutural e atende aos deslocamentos internos nos subcentros com linhas operadas por ônibus comuns e veículos de menor porte, como micro e mini ônibus.

"Ainda segundo a SPTrans, "para facilitar a organização das linhas, a cidade foi loteada em oito áreas, cada qual operada por um consórcio e uma cooperativa". A primeira área é a Zona Noroeste, que é composta pelo Consórcio Bandeirante de Transporte . A Zona Norte vem em seguida com o Consórcio Sambaíba Transportes Urbanos Ltda. Na Zona Nordeste, região da Cidade Tiradentes, está o Consórcio Plus. No local que é denominado como Zona Leste fica o Consórcio Leste 4. A Zona Sudeste é composta pelo Consórcio Via Sul Transportes Urbanos Ltda. Na Zona Sul, que é a maior delas, está o Consórcio Unisul. Na área em que fica a Zona Sudoeste está o Consórcio Sete. E na Zona Oeste fica o Consórcio Sudoeste de Transporte.


S.Caetano busca integração de transportes com S.Paulo


quinta-feira, 3 de junho de 2010 8:20


Jessica Cavalheiro
Do Diário do Grande ABC

2 comentário(s)

Em reunião ontem com o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), elaborou projeto com a STM (Secretaria de Transportes Metropolitanos) que prevê a integração dos meios de transporte do município com as demais cidades da rede metropolitana.
A proposta é a primeira experiência da STM visando a criação da AMT (Autoridade Metropolitana de Transporte), projeto que busca a integração no setor entre todas as regiões do Estado. Para ser concretizada, a proposta da AMT precisa ser aprovada pela Assembleia Legislativa.
O acordo assinado entre Auricchio e a secretaria do Estado prevê estudos de planejamento e implementação de conjunto de ações de melhorias. Para isso, será assinado nos próximos dias protocolo de intenções entre a Prefeitura e a STM.
"Técnicos da secretaria e do município irão diagnosticar as necessidades e propor soluções para a região, de acordo com estudos matemáticos e pesquisas qualitativas e quantitativas realizadas com a população, além da questão da integração tarifária", informou por nota a assessoria da STM.
Auricchio, que se mostrou favorável à criação da AMT, sendo São Caetano a primeira cidade do Grande ABC a fazer parte ainda que inicialmente do projeto, afirmou que o objetivo é "readequar as linhas do município, visando a integração do transporte não só de São Caetano, como de todas as cidades do Grande ABC à Região Metropolitana."
Para o secretário Portella, a criação da Autoridade Metropolitana de Transporte poderá transformar o transporte público na região metropolitana de São Paulo. "O objetivo é racionalizar, integrar e planejar o transporte público, com o foco no deslocamento das pessoas, facilitando o dia a dia do cidadão", afirmou.
De acordo com a STM, as prioridades de intervenção com São Caetano preveem "a articulação dos transportes locais com a rede metropolitana de transportes visando a melhoria de sua conectividade."
Pasta estadual aguarda aprovação para criar autoridadeIdeia que, segundo o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, já vem acontecendo há um ano e meio, o projeto da Pasta estadual consiste em criar a AMT (Autoridade Metropolitana de Transportes), responsável por coordenar de forma integrada o transporte na Capital paulista e nas cidades vizinhas.
O projeto prevê que um consórcio seja criado pelos municípios de cada região, para se delegar à AMT e trabalhar no planejamento e na operação do sistema de mobilidade. De acordo com a secretaria, cada cidade tem a opção de escolha caso não queira participar do consórcio que será criado em cada localidade.
O AMT terá ainda como objetivo estimular o aumento da qualidade e da produtividade dos serviços aos passageiros, inclusive a integração tarifária, e desestimular o uso do transportes individual.
Segundo o prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, a proposta já prepara a cidade para a inauguração da Estação Tamanduateí e, quando a AMT for concretizada, seria "o pontapé inicial para a implantação do metrô leve sobre trilhos na região".
A inspiração para o novo órgão veio de modelos semelhantes de Nova York (Estados Unidos), Londres (Inglaterra) e Madri (Espanha).
Durante a inauguração das duas primeiras estações da Linha 4 Amarela do Metrô no dia 25, o secretário informou que o projeto já está na mãos do governador Alberto Goldman (PSDB) e que está pronto para ser enviado à Assembleia Legislativa para votação e aprovação.

Kassab quer reorganizar linhas de ônibus em SP


2/6/2010
Folha de S. Paulo 

A Prefeitura de São Paulo vai abrir, neste ano, uma licitação para firmar novos contratos com empresas de ônibus e perueiros que trabalham na cidade.

O processo deve afetar a vida dos paulistanos com as alterações que serão propostas no número de linhas e mudanças de itinerário.

O objetivo, diz o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, é corrigir distorções e reduzir custos. Um exemplo é o de Santana (zona norte), onde ele alega haver "sobreposição gigantesca" de linhas em rotas. Haverá também mudanças de trajetos por causa da implantação de novas linhas de metrô e monotrilhos.

Moraes já prevê alterações nas linhas do eixo Francisco Morato/Rebouças devido à linha 4-amarela do metrô e também na região de M'Boi Mirim e Santo Amaro, onde será construída uma nova linha de monotrilho.

O secretário, porém, diz que o total de 16 mil ônibus permanecerá o mesmo.

"Não precisa aumentar o número de ônibus, até porque aumentando impacta o trânsito, mas não vamos diminuir. O que a gente vai fazer é espalhar mais", diz.

A decisão da prefeitura de remodelar todo o sistema de transporte ocorre no momento de renegociação dos contratos dos perueiros, que vencem em 17 de julho.

Os contratos foram assinados em 2003, na gestão Marta Suplicy (PT). Para as empresas de ônibus foram dados dez anos de contrato. Para os perueiros, sete, podendo ser renovados por mais três.

SEM DIVISÃO

Para fazer a mudança, a gestão Gilberto Kassab (DEM) vai prorrogar por mais um ano os contratos dos perueiros e antecipar os das viações, que vencem em julho de 2013, primeiro ano de mandato do futuro prefeito.

Para isso, a nova licitação deve eliminar a divisão da cidade entre os dois tipos de operador: eles terão que se juntar ou disputar as mesmas áreas de operação.

As viações têm uma boa relação com a gestão Kassab. Pedro Kassab, irmão do prefeito, sempre prestou assessoria para elas. Por isso, assinar novos contratos agora tende a agradá-las, por evitar os riscos de quem vai assumir a prefeitura depois.

Pelo modelo que está sendo preparado, os perueiros não seriam retirados do sistema, mas os empresários passariam a ter mais controle.

Hoje, em alguns casos, as vans chegam ainda a disputar passageiros com os ônibus. Acabando a superposição de linhas, essa disputa também acaba. 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Corredor ABD quer ser maior e mais verde



ter, 01/06/10 por milton.jung 

Renovação da frota e ônibus maiores e menos poluentes trarão qualidade ao serviço que é tido como referência na América Latina que une cidades do ABC e a capital paulista.
Caio Millennium II da Metra
Por Adamo Bazani
Os passageiros de ônibus e trólebus da capital paulista e região do ABC, servidos pelo corredor metropolitano ABD, vão contar com uma série de inovações para o sistema, ainda no segundo semestre deste ano. O corredor liga o bairro de São Mateus, zona leste, ao Jabaquara, sul, passando pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Mauá e Diadema. Em breve, terá veículos urbanos novos e articulados com o que há de mais moderno em termos de operação e acessibilidade. Ações ambientais serão implementadas pela empresa operadora Metra e haverá a conclusão das obras que acrescentarão mais 12 quilômetros de vias segregadas aos 33 existentes.
Já está na garagem da Metra uma parte do lote de pelo menos 11 ônibus novos que vão passar a rodar no corredor metropolitano. Apesar de movidos a diesel, trarão vantagens em relação ao impacto no meio ambiente provocado pela frota atual. Com motorização eletrônica a emissão de gases atende padrões europeus.
Trata-se do modelo com carroceria Caio Millennium II, chassi Mercedes Benz O 500 UA, motor Mercedes Benz OM – 457 LA, de 360 cavalos.
A alta potência do motor confere ao veículo rentabilidade e bom desempenho, principalmente nos trechos de via segregada. Com pistas melhores, a queima de combustível é menor. Isoladamente, este tipo de ônibus pode gastar mais que os convencionais, em compensação substitui de dois a três ônibus de dimensões comuns. Portanto, o mesmo número de passageiros é transportado com menos ônibus circulando. Menos ônibus rodando significa menos combustível queimando, melhor para o meio ambiente.
Caio Millennium II da Metra
O Caio Milleniumm II Mercedes Benz segue todas as regras previstas na Resolução 316, do Contran – Conselho Nacional de Trânsito – e na NBR 15570. Os dois dispositivos levam em consideração itens e tipos de prestação de serviço que visam maior conforto, segurança e acessibilidade, como distâncias mínimas entre os bancos e largura de corredor, ventilação, sinais de alerta de defeitos do sistema para o motorista e saídas mais eficientes de emergência.
O novo ônibus é do tipo Piso Baixo Central, ou seja, o assoalho do ônibus entre a porta da frente e a porta do meio, no primeiro carro (cada ônibus é formado por dois carros por ser articulado), fica na altura da guia para facilitar o acesso de idosos, gestantes e pessoas com deficiência.
Os passageiros com cadeira de rodas, além de contar com esse embarque mais fácil, têm espaço preferencial dentro do ônibus, que é dotado de um dispositivo de cintos e presilhas que fixam a cadeira com segurança junto as paredes. Há também um lugar especial para os acompanhantes e, se o cadeirante estiver sozinho na viagem, na hora de descer não vai precisar da ajuda de ninguém, se assim preferir. Existe um botão de acionamento de parada na altura da cadeira de rodas e o ônibus não tem degrau com embarque e desembarque na altura da guia.
Os deficientes visuais também serão beneficiados pelo novo ônibus articulado que rodará pelo corredor ABD. O veículo tem ferros de apoio com relevo especial para quem não consegue ter boa visão, e espaço adequado para cão guia. O Caio Millennium Mercedes Benz possui bancos especiais para obesos, uma peça única, sem divisória, que pode ser usado por gestantes, também. Esses bancos, assim como os reservados para idosos, têm detalhes de cor amarela para identificação e conscientização dos demais usuários.
O ônibus, cujo peso bruto total chega a 28 toneladas, tem ainda faixas refletivas ao longo da carroceria, para melhor visualização, conforme determina lei federal para veículos de grande porte.
Os articulados começarão a rodar já neste segundo semestre. Eles estão sendo revisados pelos órgãos públicos de transportes e recebendo os últimos detalhes para a operação. Os motoristas estão sendo treinados pela montadora para se adaptarem ao veículo, que traz algumas inovações na maneira de dirigir.
Atualmente, o motorista de ônibus não pode se limitar a aprender a dirigir, ele tem de possuir noções de eletrônica e até de sistemas informatizados, pois os ônibus modernos trazem todos estes elementos em sua concepção.


Corredor ABD ganhará mais 12km
Caio Millennium II da Metra
Uma das soluções apontadas para o trânsito e para o transporte público é a criação e ampliação de corredores exclusivos para ônibus. O do ABD, que hoje tem 33 quilômetros de extensão vai ganhar mais 12, ligando o terminal metropolitano de Diadema até a estação de trens da CPTM, no Morumbi, linha 9. Promessa com data para ser cumprida: 21 de julho, segundo a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, órgão do Governo do Estado de São Paulo.
A Metra já opera, pelo serviço Metraclass, com ônibus e micro-ônibus, linha entre Diadema e a região do Shopping Morumbi e avenida Berrini, mas com o corredor as viagens serão mais rápidas e seguras, pois os ônibus vão rodar em pista segregada. O novo traçado inclui vias de grande movimento, como a Avenida Presidente Kennedy, em Diadema, e Cupecê, João de Luca, Vicente Rao e Roque Petroni Júnior, na capital
Uma outra boa notícia para os paulistanos é que o corredor, além de receber o serviço que vem do ABC Paulista, será utilizado por pelo menos 11 linhas municipais da Capital, que ganharão agilidade e terão o tempo de viagem reduzido.
Os 12 quilômetros de extensão do corredor ABD custarão aos cofres públicos R$ 22,9 milhões. Já está prevista a integração com a estação Brooklin/Campo Belo do metrô, quando a linha 5 lilás estiver concluída.
Os 18 pontos serão modernos, guias elevadas na altura do piso do ônibus, rampas de acesso para cadeiras de rodas, comunicação visual de linhas, itinerários e horários, sinais de alerta quanto a chegada e partida dos ônibus do local, bancos anatômicos e lixeiras.
Futuramente, ainda sem data prevista, os 12 quilômetros contarão com cinco estações de transferência: Jardim Miriam, Washington Luiz, Vereador José Diniz, Santo Amaro e Morumbi. A empresa Metra já estuda mais ônibus adaptados para este novo serviço.
Semana do meio ambiente
Caio Millennium II da Metra
A empresa Metra já é reconhecida por operar o mais moderno sistema de trólebus do País e usar veículos com menor impacto ambiental, como os elétricos híbridos e os a etanol. Utiliza, ainda, sistema de reuso de água com estação interna de tratamento para a lavagem dos ônibus.
Neste ano, vai além: até o dia 30 de junho a garagem da empresa vai se transformar em ponto de coleta de óleo de cozinha usado que se despejado na natureza prejudica as qualidades da água e do solo, e pode ser transformado em biodiesel. A população também será incentivada a entregar papel usado e lixo eletrônico. Em troca as pessoas receberão um brinde ecológico.
O material recolhido será encaminhado à ONG Oxigênio Desenvolvimento de Políticas Públicas, que mantém parcerias com centros de reciclagem e desenvolve trabalhos de conscientização e capacitação de funcionários de corporações privadas ou públicas e da população em geral.
A garagem da empresa fica na Rua Joaquim Casemiro, 290 – no Planalto, em São Bernardo do Campo.
As ações fazem parte das comemorações da semana do meio ambiente. No sábado, dia cinco de junho, será realizado o plantio de mudas de árvore ao longo dos canteiros da via exclusiva dos ônibus e trólebus da Metra. A área que receberá as novas árvores será nas proximidades do Terminal Sônia Maria, em Mauá, na Grande São Paulo. Pelo projeto “Corredor Verde” já foram plantados mais de 2.500 pés de árvore ao longo dos 33 quilômetros de extensão do corredor de ônibus, uma forma de compensar em parte a poluição provocada pelos veículos à diesel.
Também no dia 5o, as crianças que passarem nos terminais de São Mateus, Jabaquara e nos do ABC Paulista receberão um brinde com sementes de plantas.
“A idéia é multiplicar o  efeito da ação, incentivando os adultos de amanhã a semearem um mundo melhor, no qual eles mesmos viverão” – de acordo com nota da Metra.

Adamo Bazani é jornalista da CBN, busólogo e escreve às terças no Blog do Mílton Jung