terça-feira, 25 de setembro de 2012

SP terá pontos de ônibus com informações do tempo de espera dos coletivos e até painel touchscreen

21/09/2012 - O Estado de São Paulo

Em 2013 a cidade de São Paulo deverá ter novos pontos de ônibus. Serão 6,5 mil abrigos e 14 mil totens com design futurista, informações sobre o tempo de espera dos ônibus e iluminação. De acordo com o jornal "O Estado de S. Paulo" um deles terá até painel touchscreen. O custo estimado de instalação é de R$ 550 milhões. A SPObras é a responsável pela a licitação.
A troca dos abrigos e totens faz parte da segunda fase da Cidade Limpa – que também inclui publicidade em relógios. O consórcio que vencer a licitação deverá instalar os pontos e fazer a manutenção. Em troca, poderá explorar a publicidade nos pontos de ônibus.
Em geral, todos as novas paradas apostam em transparências e espaços para anúncios luminosos. Além da informação sobre o tempo de espera dos ônibus e os bancos, é obrigatório que haja total acessibilidade, com piso tátil e informações em braile.
O consórcio vencedor poderá trabalhar por 25 anos na publicidade nos abrigos. São elas : Pra SP, formado pelas empresas Odebrecht, Kalítera e Rádio e Televisão Bandeirantes (MG), e o Os Abrigos de São Paulo, do grupo francês JCDecaux.
Segundo o prefeito Gilberto Kassab (PSD), a cidade não gastará nada e ainda vai lucrar em impostos com o modelo. "Com aquela publicidade visual, a cidade arrecadava 6 milhões por ano (equivalente a R$ 15 milhões). Agora, vamos arrecadar em torno de 100 milhões por ano (equivalente a R$ 264 milhões)."
A São Paulo Transportes (SPTrans) deve escolher onde serão colocados os abrigos e totens. A medida visa evitar que a empresa vencedora da licitação queira apenas colocar abrigos nos locais onde os anúncios tenham maior valor de mercado.
Por Renato Lobo, com as informações de "O Estado de S.Paulo"


Enviado via iPhone

Subsídio para ônibus em 2012 será recorde

17/09/2012 - Band.com.br

Repasse da Prefeitura de São Paulo para empresas será de R$ 960 mi, ante R$ 520 mi em 2011, aumento de quase 85%

Gratuidades e descontos, nas passagens de ônibus, beneficiam mais de 1,7 milhão de pessoas

Leticia Moreira/ Folhapress
Márcio Alves, do Metro SP noticias@band.com.br

Os gastos da prefeitura para custear o sistema de transporte público em São Paulo serão recorde este ano. Segundo a SPTrans, empresa que administra o sistema, o repasse será de R$ 960 milhões – 84,6% superior a 2011, quando foram transferidos R$ 520 milhões.

O subsídio, segundo a prefeitura, serve principalmente para a cobertura das gratuidades e descontos, que beneficiam mais de 1,7 milhão de pessoas – como idosos e estudantes –, a um custo de R$ 821 milhões neste ano.

A ampliação de gratuidades ou de benefícios a passageiros pode ter impacto direto no valor que a prefeitura tem de repassar às empresas e consequentemente nos cofres do município.

Por isso, o Metro perguntou aos candidatos a prefeito da capital que planos têm para a tarifação do transporte público, caso sejam eleitos.

Usado por 92% dos passageiros (veja abaixo), o Bilhete Único é um dos temas que surgiu nas propostas dos candidatos. Criado em 2004 pela então prefeita Marta Suplicy (PT), o Bilhete Único previa a realização de quatro viagens de ônibus em até duas horas.

Em 2008, quando Gilberto Kassab (PSD) era prefeito e José Sera (PSDB) governador do Estado, uma parceria estendeu o benefício para três horas. O uso foi ampliado também para o metrô e trens da CPTM, com valores inferiores aos que seriam cobrados sem o uso do cartão.



Enviado via iPhone

Ônibus de SP têm recorde de passageiros em agosto

18/09/2012 - O Estado de São Paulo

CAIO DO VALLE

Não está fácil andar de ônibus em São Paulo. Estatísticas da Prefeitura divulgadas nesta semana mostram que os coletivos da cidade quebraram, em agosto, o recorde histórico de passageiros transportados. No mês passado, 267 milhões de usuários giraram as catracas – 8,6 milhões por dia. O patamar máximo anterior havia sido atingido exatamente um ano antes, em agosto de 2011, quando 265 milhões de pessoas fizeram uso dos ônibus de São Paulo.

O novo recorde pode ajudar a reverter a tendência que estava se desenhando para este ano, de redução no número de passageiros. Reportagem publicada no JT no mês passado mostrava que nos primeiros sete meses do ano o número de usuários dos ônibus da capital estava 0,6% inferior ao mesmo período do ano passado. Com os números de agosto, a diferença (considerando o período de oito meses) caiu para 0,2% (ainda com mais passageiros em 2011).

Quem usa os ônibus com frequência afirma sentir o aumento do desconforto. Isso, apesar de a SPTrans informar que a oferta de lugares cresceu. Morador do Jardim Herculano, na zona sul, o cozinheiro Gilberto Nascimento da Silva, de 36 anos, conta que gasta entre 1h40min e 2h para chegar à Rua Haddock Lobo, centro, onde trabalha. "Cansa muito mais ficar dentro da condução do que fazer o meu serviço."

Ele diz que enfrenta filas ainda fora dos ônibus, nos terminais Jardim Ângela e Santo Amaro. "Se você não quiser ir em pé, tem que pegar a fila lá pelas 4h."

A passadeira de roupa Maria Queila Gardene, de 36 anos, enfrenta problema parecido, mas no Jardim Boa Vista, zona oeste, onde vive. Ali, demora para embarcar no ponto final da linha que a deixa perto da Avenida Paulista, onde trabalha. No coletivo, que sai cheio, mais problemas. "Muitas vezes já chego irritada no serviço porque não consigo descer no ponto certo. Como está lotado, nem sempre dá para chegar à porta na hora que o ônibus para." À tarde, a volta também é desgastante, segundo ela, que aguarda a condução no corredor da Rua da Consolação. "Demora uns 45 minutos para o ônibus passar. Nesse tempo, temos que ficar aqui ouvindo o barulhão dos motores subindo e descendo a rua." Quando o coletivo aparece, diz ela, já está lotado.

Mais eficiência
Como aumentar o conforto, então? "Tinham que pôr mais ônibus rodando e construir outras linhas de metrô", palpita o segurança Marcos Moraes, de 47 anos, que diariamente viaja do Jaçanã, na zona norte, à Paulista.

Mas, para o assessor técnico da Associação Nacional de Transportes Públicos Marcos Bicalho, a solução não necessariamente é essa. "A questão central que se coloca é dar mais eficiência aos ônibus." De acordo com ele, é necessário priorizar os coletivos em grandes avenidas, em detrimento dos carros. "Assim, os ônibus, mesmo com mais gente, vão andar mais rápido e a oferta de viagens aumentará, resultando em mais conforto."

Em nota, a SPTrans informou que a demanda se manteve estável nos dias úteis entre os meses de agosto de 2011 e 2012, apesar do crescimento absoluto. Segundo a empresa, entre um ano e outro "a oferta de lugares cresceu 2,1% em todo o sistema, ou seja, 1,3 ponto porcentual acima do crescimento de passageiros transportados em agosto".

Categories: Transporte
Tags: ônibus lotados, recorde de passageiros, SPTrans



Enviado via iPhone

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Governador Alckmin entrega o Terminal Metropolitano Cecap, da EMTU/SP, em Guarulhos

24/09/2012 - EMTU

Serão beneficiados 35 mil usuários/dia, com integração física entre linhas da EMTU/SP e municipais; investimento foi de R$ 6,6 milhões

O governador Geraldo Alckmin entregou nesta segunda-feira, 24, o Terminal Metropolitano Cecap, em Guarulhos, localizado na confluência das avenidas Monteiro Lobato e Tancredo Neves. Com nove linhas metropolitanas e 21 municipais, o terminal beneficia diretamente 35 mil usuários/dia do município e da região norte de São Paulo, que contam com integração física entre as linhas intermunicipais e municipais. O investimento do Governo do Estado na obra foi de R$ 6,6 milhões.

O local é dotado de infraestrutura que inclui rampas, passeios, banheiro, piso podotátil, plataforma elevada de 28 cm, corrimão e guarda-corpo (proteção para cadeirantes), sinalizações visual e tátil de ambientes e bicicletário com 130 vagas.

Com 8.500 m² de área construída, o terminal faz parte do Corredor Metropolitano Guarulhos – São Paulo (Tucuruvi), que terá 32,3 km de extensão e está em construção pela EMTU/SP sob a coordenação da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. O empreendimento suprirá importante demanda de transporte público sobre pneus na ligação entre a capital e o segundo município mais populoso do Estado, além de interligar futuramente os usuários ao sistema metroferroviário nas estações Tucuruvi, do Metrô, e Tiquatira, da CPTM.

O Terminal Cecap será ligado ao Terminal Taboão - em operação desde maio - por um viário de 3,5 km a ser entregue ainda em 2012. Estima-se que o trecho seja utilizado por 10 mil passageiros/dia (dois sentidos de operação), usuários de uma linha municipal troncal e cinco linhas metropolitanas troncais previstas para operarem no trecho. Com os dois terminais operando, a movimentação de usuários é estimada em 60 mil passageiros/dia, número que inclui as linhas municipais e intermunicipais que passam pelos terminais Taboão e Cecap.

Os dois terminais se destacam pela condição estratégica na reorganização das redes metropolitana e municipal de transporte coletivo por ônibus. São locais de concentração de linhas que estavam com seus pontos finais localizados em ruas e avenidas do município de Guarulhos, causando, na maioria das vezes, incômodos aos moradores vizinhos e transtornos ao trânsito local.



Linhas intermunicipais

Nove linhas metropolitanas atenderão ao Terminal Cecap (segue abaixo relação)


Origem no Terminal

499 Guarulhos (Terminal Metropolitano Cecap) / São Paulo (Estação CPTM Dom Bosco)


De passagem pelo Terminal

016 Guarulhos (Terminal Urbano de Guarulhos) / São Paulo (Metrô Armênia)

121 Guarulhos (Terminal Metropolitano Taboão) / São Paulo (Penha)

139 São Paulo (São Miguel Paulista) / Guarulhos (Centro)

301 Itaquaquecetuba (Rancho Grande) / Guarulhos (Jardim Santa Mena)

318 Poá (Terminal Cidade Kemel) / Guarulhos (Centro)

318 VP1 São Paulo (São Miguel Paulista) / Guarulhos (Centro)

575 Guarulhos (Terminal Urbano de Guarulhos) / São Paulo (Metrô Armênia)

577 Guarulhos (Jardim Ipanema / São Paulo (Metrô Armênia)



Corredor Guarulhos – São Paulo

Até 2014, está prevista a conclusão de três trechos: Taboão – Cecap (3,5 km), Cecap – Vila Galvão (12,4 km), e Vila Endres – Tiquatira/Penha (6,5 km).



Trecho Taboão – Cecap: previsão de conclusão em 2012.

Trecho Cecap – Vila Galvão: previsão de conclusão em 2014.

Trecho Vila Endres – Tiquatira/Penha: previsão de conclusão em 2014.



Divulgação à população

O início da operação comercial do Terminal CECAP promoverá várias alterações nos pontos de parada localizados nas imediações. Para comunicar e reforçar o novo serviço, a EMTU/SP elaborou folhetos, divulgação à Imprensa (jornais, rádios, TVs e sites da Grande São Paulo), 0800, além de cartazes dentro dos ônibus.



EMTU/SP em Guarulhos

A EMTU/SP gerencia e fiscaliza o transporte intermunicipal na Região Metropolitana de São Paulo, dividida em quatro áreas de concessão. Guarulhos faz parte da Área 3, que inclui ainda os municípios de Arujá, Mairiporã e Santa Isabel. O município é servido por 122 linhas intermunicipais operadas pelos consórcios Internorte e Unileste.


Enviado via iPhone

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Artigo: O trajeto dos ônibus em SP

13/09/2012 - Folha de S.Paulo

*José Luiz Portella Pereira

Quando se fala do tempo gasto pelas pessoas para chegarem ao trabalho, a ideia é apontar o trânsito como o grande culpado. Ele tem grande influência, mas não é o único responsável.

O trajeto dos ônibus em São Paulo é quase sempre irracional. Feito para demorar mais do que seria necessário. São longos e tortuosos percursos, passando muitas vezes por ruas estreitas, aumentando o tempo da viagem. Pior ainda é que não se ligam a trem e metrô, de modo a otimizarem o deslocamento.

O foco não está no deslocamento das pessoas, mas no melhor percurso para o ônibus.

Ninguém sai de casa para andar de metrô, de trem, de ônibus. O grande objetivo é chegar ao destino no menor tempo possível. Logo, o sistema de transporte deve ser pensado como um todo que se articule da melhor forma para realizar as viagens demandadas.

De onde partem as pessoas e para onde elas querem ir é o que importa. O sistema deve atender diretamente esses desejos. Deve adaptar-se a isso e não o contrário.

Linhas de ônibus que estão próximas de linhas de metrô ou de trem fazem voltas e voltas, percorrem um trajeto maior e acabam deixando as pessoas em estações mais sobrecarregadas do sistema sobre trilhos, como a estação Itaquera, do metrô, onde já existe um terminal bastante carregado.

Além do desconforto, o tempo de viagem aumenta, pois a concentração em determinadas estações aumenta o tempo de embarque. Quer dizer, além do trânsito em si, bastante carregado, acrescenta-se um trajeto mais longo.

A linha 213C (Itaim Paulista - Jd. Califórnia) é um exemplo.

Tratar cada modo de transporte separadamente é a origem dessas incoerências. Metrô, ônibus, carro, táxi, bicicleta fazem parte de um sistema só. Que, por isso, deve ser operado por um gestor apenas: a chamada Autoridade Metropolitana de Transporte.

Uma mudança nos trajetos dos ônibus diminuiria imediatamente o tempo gasto nas viagens. Acrescida de uma nova ligação planejada com o transporte sobre trilhos em estações sem concentração indevida, teria sucesso ainda maior.

O trânsito não irá mudar da noite para o dia. Tampouco os congestionamentos desaparecerão. Só um conjunto ousado de medidas diminuirá o comprimento das filas. Que em São Paulo podem ser reduzidas em 30%, em cerca de três anos.

Mas esse conjunto não necessita ser implantado simultaneamente. A mudança de trajeto dos ônibus pode ser implantada logo. Teria efeito benéfico imediato que quase todos iriam perceber rapidamente.

Algumas soluções estão mais próximas do que se pensa. Aplicá-las, além de melhorar a vida das pessoas, serviria de estímulo para acreditarmos que a cidade tem jeito.

*José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Prefeitura de Campinas entrega documentos para a liberação de recursos do BRT

06/09/2012 - EMDEC

A Administração Municipal deu mais um importante passo para a implantação do conceito de Bus Rapid Transit (BRT - Ônibus de Trânsito Rápido, em Inglês), na cidade. Nesta semana, uma equipe de técnicos da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), liderada pelo secretário de Transportes André Aranha Ribeiro, esteve no Ministério das Cidades, em Brasília, entregando as documentações necessárias para a contratação das operações de crédito e formalização dos termos de compromisso, junto à Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana.

Campinas entregou os documentos com antecedência, uma vez que o prazo final para o procedimento se encerra nesta sexta-feira, dia 31 de agosto. “Essa é mais uma ação efetiva para a implantação da infraestrutura dos corredores BRT Ouro Verde e BRT Campo Grande. Já estamos com prazos correndo para a elaboração de projetos executivos e procedimentos licitatórios de contratação das obras. Caso não haja alterações de prazos, pelo Governo Federal, esse processo se estende durante o primeiro semestre de 2013; então, as obras poderão ser iniciadas”, destacou o secretário André Aranha Ribeiro.

O cronograma previsto de execução de obras, considerando os prazos estabelecidos para essa etapa inicial, é de 36 meses. Com isso, a totalidade dos dois corredores deverá se concluída no final de 2016. “Campinas terá um sistema de transporte público coletivo mais seguro, rápido, eficiente e confiável”, enfatizou o secretário.

BRT
O BRT Campinas será um sistema de transporte de ônibus de alta qualidade, que irá realizar viagens mais rápidas, semelhantes às do metrô. Os veículos irão circular nos corredores Ouro Verde (que será implantado nas avenidas Amoreiras e Ruy Rodriguez); e Campo Grande (Avenida John Boyd Dunlop).

Nos dois corredores haverá estações elevadas para facilitar o embarque e desembarque. A cobrança da tarifa deixa de ser no ônibus e passa a ser realizada na estação. O Bilhete Único será mantido e o preço da passagem o mesmo do Sistema InterCamp.

O BRT contará com uma central de controle operacional, para controle das viagens, e os veículos terão GPS, evitando atrasos. O sistema inclui serviços de informações de voz e digital, anunciando os horários e as estações.

O início das obras dos corredores do BRT está previsto para o segundo semestre de 2013, com previsão de três anos de trabalhos. Para 2014, a previsão é de transportar 30 mil passageiros por hora, no pico, em cada sentido, em cada corredor. Esse volume pode chegar a 40 mil passageiros/hora/pico/sentido nos próximos 30 anos.

As verbas para a implantação do conceito de BRT, em Campinas, são da ordem de R$ 340 milhões, oriundas do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade Urbana (PAC 2), com o qual Campinas foi contemplada pelo Governo Federal. Os recursos serão investidos na infraestrutura viária. Já os veículos serão comprados pelas concessionárias do transporte público coletivo.