terça-feira, 30 de junho de 2015

São José entrega projeto básico do BRT

30/06/2015 - O Vale - São José dos Campos/SP

A Prefeitura de São José dos Campos entregou ontem à Caixa Econômica Federal o projeto básico do BRT (Transporte RÁPIDO por Ônibus), aposta do governo Carlinhos Almeida (PT) na área de mobilidade urbana.

O banco terá 90 dias para analisar mais de 2.000 páginas de desenhos e informações técnicas do sistema, batizado de Mobi.

A prefeitura trabalha com a meta de iniciar as obras até janeiro de 2016, mas ainda depende do aval do TCE (Tribunal de Contas do Estado) para retomar o processo de pré-qualificação das empresas interessadas (espécie de etapa preliminar da licitação).

O processo foi suspenso no início do mês pelo tribunal, com base em uma representação que contestou itens do edital. O governo Carlinhos já apresentou sua defesa e aguarda o parecer final.

O prazo de execução das obras é de 42 meses.

Novela. Anunciada no fim de 2013, a construção do BRT em São José será financiada pelo governo federal por meio de um empréstimo de R$ 800 milhões, com contrapartida de R$ 42 milhões do município.

A Caixa será o agente financeiro da operação, responsável pela fiscalização do contrato e pelo repasse dos recursos.

O projeto básico do sistema foi desenvolvido pelo arquiteto Ruy Ohtake. Segundo ele, o Mobi foi desenvolvido para atender São José por cerca de 20 anos, ou até que o município atinja 1 milhão de habitantes. Este projeto olhou para o futuro, disse Ohtake.

O projeto do arquiteto, elaborado via Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), custou R$ 12 milhões.

Operação. Com o BRT, os ônibus vão trafegar em canaleta segregada, com uma extensão aproximada de 51 quilômetros em todas as regiões cidade.

O sistema terá 75 estações que permitirão a cobrança da tarifa antes do embarque.

domingo, 28 de junho de 2015

São Paulo é o primeiro estado do país com ônibus movidos a hidrogênio

28/06/2015 - Agência Brasil

Desde segunda-feira (22) circulam em  São Paulo os primeiros ônibus de transporte urbano movidos a hidrogênio. Os veículos têm tecnologia de propulsão que não emite poluentes. O escapamento dos ônibus eliminam apenas vapor d'água. Os coletivos também oferecem mais espaço aos passageiros, aperfeiçoamento dos sistemas de controle, integração a bordo e nacionalização de todo o sistema de tração.

De acordo com informações do Ministério de Meio Ambiente, esses ônibus apresentam 45% de energia renovável, 31% a mais que o resto do mundo, o que coloca o Brasil em posição de destaque mundial. Além do Brasil, os únicos países capazes de desenvolver e operar esse tipo de coletivos são Alemanha, Canadá e Estados Unidos.

Segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), os ônibus circularão no trecho Diadema/Morumbi, do Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD). As carroçarias dos veículos têm desenhos de pássaros representativos da fauna brasileira e foram batizados com o nome de três espécies: Ararajuba (ave da Amazônia e que representará as regiões Norte e Nordeste) Tuiuiú (ave símbolo do Pantanal) e Sabiá Laranjeira, considerada por decreto presidencial um dos quatro símbolos nacionais.

Em nota, a EMTU explicou que o projeto é totalmente brasileiro, desenvolvido sob contrato de pesquisa financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, com recursos do Global Environment Facility – GEF e da Agência Brasileira de Inovação - FINEP, por meio do Ministério de Minas e Energia.

No documento, a empresa informou que cabe à EMTU monitorar os testes realizados pelos veículos e apresentar especificações técnicas dos equipamentos. Acrescentou que os resultados dos testes com o protótipo serviram para aperfeiçoar o projeto dos três novos veículos fabricados no Brasil. Os testes começaram em 2010, com o lançamento de um veículo protótipo que ainda circula no Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD), na região metropolitana de São Paulo.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Novos ônibus em São Paulo terão tomada, Wi-Fi e ar-condicionado

17/06/2015 - Terra

Veículos articulados que entrarão em circulação neste ano irão trafegar pelos corredores e faixas exclusivas

Novos ônibus tem wi-fi e ar condicionado
Novos ônibus tem wi-fi e ar condicionado
créditos: Divulgação
 
A prefeitura de São Paulo mostrou, nesta terça-feira (16), os novos ônibus articulados que circularão pelos corredores da cidade no segundo semetre. Eles terão Wi-Fi 4G, tomadas que poderão ser usadas pelos passageiros para recarregar celulares e laptops, ar-condicionado, câmeras de MONITORAMENTO e acionamento elétrico com motor independente em cada porta do veículo e sistema para o embarque de passageiros com mobilidade reduzida.
 
"Os ônibus vão trafegar nos corredores e faixas exclusivas, serão aproximadamente 100 por mês entrando em operação a partir de julho, agosto deste ano, até atingirmos a meta de 2 mil. Serão 2,5 mil veículos dentro de dois anos", afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto. Dois dos novos ônibus estão, desde hoje, expostos em frente às sedes da Prefeitura, no Viaduto do Chá, e da SMT, ao lado do Theatro Municipal. O prefeito Fernando Haddad participou da apresentação do veículo.
 
Os novos ônibus têm vidros inteiriços, 23 metros de comprimento e capacidade para transportar 171 passageiros. Alguns veículos já foram adquiridos por empresas como Campo Belo, Sambaíba, Ambiental, Via Sul e Cidade Dutra.

São Paulo tem primeira frota de ônibus a hidrogênio do país

17/06/2015 - Agência CNT

O Governo do Estado de São Paulo entregou, nessa segunda-feira (15), três novos ônibus movidos a hidrogênio para transporte urbano. Trata-se da primeira frota 100% brasileira com essa especificidade. Os ônibus vão circular na cidade de São Paulo, no trecho Diadema/Morumbi, do Corredor São Mateus-Jabaquara (ABD).

Os veículos têm tecnologia de propulsão, ou seja, não emitem poluentes (material particulado e gases de efeito estufa). Apenas vapor d'água é eliminado pelo escapamento dos ônibus, que também oferecem mais espaço aos passageiros, aperfeiçoamento dos sistemas de controle e integração a bordo e nacionalização de todo o sistema de tração.

O projeto foi desenvolvido sob Contrato de Pesquisa, financiado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), com recursos do GEF (Global Environment Facility) e da Finep (Agência Brasileira de Inovação), por meio do Ministério de Minas e Energia.

A sua coordenação ficou a cargo da EMTU/SP (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos.

Os testes começaram em 2010, com o lançamento de um veículo protótipo. A empresa monitorou todas as avaliações e apresentou as especificações técnicas dos equipamentos. Os resultados dos testes com o protótipo serviram para aperfeiçoar o projeto dos três novos veículos fabricados no país.

Segundo informações da Empresa, além do Brasil, os únicos países capazes de desenvolver e operar ônibus com tal tecnologia são Alemanha, Canadá e Estados Unidos.

O Consórcio fornecedor dos veículos e da estação de produção e abastecimento de hidrogênio é formado pelas empresas Ballard Power Systems, EPRI International, Hydrogenics Corporation, Marcopolo, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti.

Estação de Abastecimento

A estação de produção e abastecimento de hidrogênio, instalada na Unidade São Bernardo do Campo da EMTU, é responsável por separar as moléculas de água por meio de eletrolisadores (esse mecanismo separa os elementos químicos usando eletricidade).

O oxigênio da molécula será liberado para atmosfera e o hidrogênio, comprimido e armazenado para abastecer os ônibus. A operação dessa estação ficará a cargo da Petrobras Distribuidora.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Revisão do BRT deve elevar custos em 30%

15/06/2015 - Correio Popular - Campinas

A revisão do projeto de implantação dos corredores de ônibus rápido em Campinas, os BRTs, apontou que a Prefeitura vai precisar de um FINANCIAMENTO maior do que os R$ 340 milhões estimados inicialmente. Os custos com as desapropriações necessárias e as alterações nas estações de transferências entre outras adequações, elevarão os preços em pelo menos 30%.

O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, não informou o valor atualizado porque espera ter, até o início desta semana, a validação do projeto pela Caixa Econômica Federal (CEF).

"Temos a garantia do Ministério das Cidades que o nosso projeto do BRT não será impactado pelos cortes promovidos no ajuste fiscal. Assim que o agente financeiro validar o projeto e o orçamento, começaremos a trabalhar para conseguir a complementação de recursos", disse Barreiro.

A Caixa Econômica informou que, no dia 28 de maio, recebeu da Prefeitura o projeto dos corredores ajustado e se encontra em análise. A revisão, de acordo com o banco, foi entregue no último dia 2 e está em estágio inicial de análise pela equipe técnica.

Barreiro explicou que o custo de R$ 340 milhões foi uma estimativa feita inicialmente, quando ainda não estava concluído o projeto básico do BRT.

"São estimativas feitas em cima de custos, por exemplo, de quilômetro de implantação em várias cidades. Mas só quando fazemos o projeto básico é que temos uma situação mais real de quantas pontes, viadutos, desapropriações, estações, e outros itens, serão necessários" , explicou.

Uma das alterações no projeto foi a retirada do Terminal Magalhães Teixeira como estação do BRT. A Secretaria de Transportes fez as contas e conclui que precisaria INVESTIR mais de R$ 100 milhões na remodelação do terminal para que o local pudesse receber ônibus articulados ou biarticulados. O alto custo levou a secretaria a optar por deixar esse terminal para os ônibus que irão alimentar as linhas dos BRTs.

Dois novos locais, a Avenida Campos Salles e a região do Mercado Municipal, foram estudados para receber as estações de transferências dos ônibus rápidos que farão a ligação do Centro com as regiões do Campo Grande e do Ouro Verde.

O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, disse que o projeto básico dos corredores foi entregue à Caixa Econômica Federal e assim que sair o aval irá publicar o edital para contratar o projeto executivo e a obra. O plano é implantar os corredores em 2016.

Barreiro disse que, como o conceito do BRT é ser troncal — linha que tem a função de ligar duas regiões por um corredor —, o problema é chegar ao Centro com esses veículos, que poderão ser articulados ou biarticulados, em uma região congestionada.

Dos R$ 340 milhões iniciais necessários à implantação do maior projeto de mobilidade da cidade, a Prefeitura conseguiu a aprovação de R$ 197 milhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), R$ 98 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 45 milhões de contrapartida da Prefeitura.

Os corredores do BRT irão atender uma população de cerca de 300 mil pessoas que vive nos eixos Centro-Campo Grande e Centro-Ouro Verde. A expectativa da Prefeitura era iniciar ainda este ano as obras, mas sucessivos atrasos com o projeto transferiram para 2016 o começo da construção.

A implantação começará pelo corredor Campo Grande — serão 17,8km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí.

Junto com ele, será construída uma perimetral com 4km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do veículo leve sobre trilhos (VLT).

Outro corredor, o Ouro Verde, terá 14,4km de extensão, sairá do Centro, seguindo pela João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim e Terminal Vida Nova. O projeto contempla, além de uma pista exclusiva para os ônibus, estações de transferência fechadas e plataformas em nível, com embarque e desembarque pela porta esquerda do veículo.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Moradores de Marsilac (SP) vão ganhar linha de ônibus com tarifa zero

11/06/2015 - Catraca Livre

SPTrans explica que projeto, voltado a moradores do bairro no extremo sul da capital, aguarda apenas laudo da Cetesb para ser implementado


Julia Zanolli 

Morador de Marsilac leva até 9 h para ir e voltar
Morador de Marsilac leva até 9 h para ir e voltar ao centro
créditos: Vereda Estreita
 
Depois da pressão de moradores por transporte no extremo sul de São Paulo, a Prefeitura deve implementar linhas de ônibus gratuitas em Marsilac, bairro que pertence à subprefeitura de Parelheiros.
 
"A ideia é fazermos projetos-piloto com as linhas solicitadas da maneira como a comunidade entende que é o correto e vamos monitorar para saber o que está acontecendo. De acordo com os resultados vamos adaptando até dar uma resposta", afirmou o prefeito Fernando Haddad (PT) em comunicado da SPTrans.
 
Segundo o órgão, o grupo de moradores que se reuniu com Haddad reivindicou a implantação de três linhas de ônibus e melhorias nas vias de Marsilac, Barragem e Bosque do Sol. Por estarem em uma região de preservação ambiental, inicialmente as medidas terão caráter provisório e serão acompanhadas pelo poder público, pela comunidade local e pelos órgãos de preservação ambiental. Esta ação servirá principalmente para avaliar possíveis aumentos no adensamento nas regiões beneficiadas.
 
Em Marsilac, o estudo realizado para a implantação da linha de ônibus necessária para integrar os cerca de 1.800 moradores da região foi aprovado pela Associação de Proteção Ambiental (APA) e agora aguarda apenas um laudo da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) para que comece a operar.
 
Por ser uma linha que funcionará inicialmente em caráter experimental, utilizada apenas pelos moradores da região, a ideia é que os usuários sejam cadastrados para que não haja a cobrança da tarifa.
 
Histórico de luta
O movimento Luta do Transporte no Extremo Sul invadiu uma aula do prefeito na Universidade de São Paulo para pedir a criação de linhas de ônibus na região. A comunidade já havia criado uma linha experimental durante três dias com tarifa zero. O serviço foi custeado com dinheiro arrecadado em eventos na região.

terça-feira, 9 de junho de 2015

São José tem até o dia 30 para concluir projeto básico do BRT

09/06/2015 -  O Vale - São José dos Campos/SP

O governo Carlinhos Almeida (PT) corre contra o relógio para concluir o projeto básico do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) em São José.

A prefeitura precisa concluir esta etapa até o dia 30 deste mês, segundo determinação do Ministério das Cidades, sob risco de cancelamento do contrato com a Caixa Econômica Federal, agente financeiro responsável pela obra.

O empreendimento, que prevê a construção de 75 pontos de parada em oito corredores viários espalhados pela cidade, vai ser financiado por um empréstimo de R$ 800 milhões, a ser pago em 30 anos pelo município.

A Prefeitura de São José deverá entrar com uma contrapartida de R$ 42 milhões.

O projeto básico é de responsabilidade da Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), que recebeu R$ 12 milhões da prefeitura. A Fusp contratou o arquiteto Ruy Ohtake para desenvolver o projeto básico do BRT.

"O projeto básico para o sistema continua sendo desenvolvido, conforme o cronograma", disse a Secretaria de Obras, em nota.

Qualificação. Paralelamente, a Prefeitura de São José conduz o processo de pré-qualificação de empresas interessadas em tocar a obra.

Essa etapa, no entanto, está paralisada por uma determinação do TCE (Tribunal de Contas do Estado), após uma pessoa pedir a suspensão temporária do certame.

A abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas em assumir o BRT aconteceria hoje, mas agora segue adiada por tempo indeterminado.

"O adiamento que a Prefeitura de São José fez da pré-qualificação das empresas em nada afeta o cronograma com a Caixa. O projeto básico será entregue até 30 de junho, como previsto no cronograma. A prefeitura contratou uma consultoria e o projeto básico será feito, estamos acompanhando isso", afirmou ontem o superintendente regional da Caixa, Júlio Cesar Volpp Sierra.

De acordo com Sierra, o projeto básico desenvolvido pelo arquiteto Ruy Ohtake deverá ser concluído sem atraso.

"A pré-qualificação é uma etapa que nada tem a ver com o projeto básico. Não interfere no andamento do cronograma do projeto básico. A expectativa é que o projeto básico seja entregue até dia 30, para darmos andamento no processo. O BRT é um projeto importante para a cidade, e o recurso está disponível", completou o superintendente da Caixa.

Um esboço arquitetônico e urbanístico do projeto básico, assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake, foi apresentado em abril deste ano, em evento realizado no Paço.

Outro lado. A prefeitura informou, em nota, que o projeto básico será entregue dentro do cronograma. Sobre a pré-qualificação, disse que o edital, desde sua publicação, foi consultado por 241 interessados.

"O pedido de esclarecimentos ao Tribunal de Contas que culminou na suspensão temporária do certame foi feito por uma pessoa física, que não consta na relação de interessados e que não havia feito qualquer tipo de consulta, questionamento formal ou impugnação ao edital neste período", afirmou em nota.

"A administração recebeu com estranheza o teor do pedido de esclarecimento, uma vez que alguns itens citados já haviam sido atendidos mas já formulou resposta ao TCE e aguarda nova manifestação da corte", completou.

Saiba mais

O que é?

O BRT (sigla de Bus Rapid Transit) é um sistema em que os ônibus trafegam em corredores exclusivos, segregados por canaletas

Projeto

O projeto de São José, batizado de Mobi, prevê 51 quilômetros de corredores

Prazos

Obras devem durar 42 meses (três anos e meio)

Projeto básico

O governo Carlinhos Almeida (PT) precisa entregar o projeto básico do BRT até o dia 30

Qualificação

Paralelamente, a prefeitura conduz o processo de pré-qualificação de empresas interessadas na obra. A etapa está parada por tempo indeterminado por ordem do TCE

sábado, 6 de junho de 2015

Carlinhos adia concorrência do BRT em São José por tempo indeterminado

06/06/2015 -  O Vale - S. J. dos Campos

O governo Carlinhos Almeida (PT) adiou ontem por tempo indeterminado a licitação para as obras do BRT (Transporte Rápido por Ônibus) em São José dos Campos.

A abertura das propostas das empresas interessadas em se pré-qualificar para assumir o projeto aconteceria na próxima terça-feira, às 14h.

O adiamento é mais um capítulo da novela que se arrasta desde o ano passado.

Em outubro de 2014, a prefeitura lançou o edital para a contratação da empresa. As propostas deveriam ser entregues até 2 de dezembro, mas acabaram anuladas ainda em novembro. A expectativa, na época, era que a obra começasse em julho deste ano.

Cinco meses após o lançamento da concorrência para a construção do BRT, em março deste ano, a prefeitura cancelou de vez a licitação.

Vaivém. O governo alterou a modelagem da contratação, que deixou de ser por RDC (Regime Diferenciado de Contratação), que tem regras próprias e foi criado para acelerar as obra da Copa do Mundo.

A decisão da prefeitura foi contratar pelas regras da Lei das Licitações, a 8.666/1993, que tem normas mais rígidas e também mais demoradas.

Em abril deste ano, o governo lançou o edital para pré-qualificar empresas interessadas. Nesta etapa, seriam avaliados o ponto de vista econômico, de documentação e técnico.

Os envelopes com a documentação deveriam ser entregues até 20 de maio, mas o prazo foi ampliado para o próximo dia 9 de junho.

Agora, entretanto, a entrega da documentação foi adiada por prazo indeterminado pela prefeitura.

Em novembro de 2013, o prefeito anunciou o BRT em substituição ao VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), proposta inicial do governo para a área de mobilidade.

A ideia era aproveitar o FINANCIAMENTO de R$ 800 milhões liberado pelo governo federal para o projeto original.

Em julho do ano passado, a prefeitura assinou o contrato do empréstimo, a ser pago em 30 anos. O governo federal liberou um FINANCIAMENTO de R$ 800 milhões para a obra --a operação de crédito, porém, exige contrapartida de R$ 42 milhões da prefeitura.

O BRT, que em São José é chamado de Mobi, é uma das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade de Médias Cidades, do governo federal.

O sistema proposto terá ônibus trafegando em canaletas segregadas do sistema viário.

Outro lado. Em nota, a prefeitura informou que a "pré-qualificação foi prorrogada para o esclarecimento de dúvidas levantadas por um interessado na concorrência", disse.

"A pré-qualificação é uma etapa do processo de licitação prevista em lei, sendo recomendada para concorrências de alta complexidade técnica", completou.

Disse ainda que "a prorrogação não afetará a continuidade do projeto". "Paralelamente ao processo de pré-qualificação está sendo finalizado o projeto básico da obra. O trabalho está a cargo da Fusp, que formalizou parceria com o arquiteto Ruy Ohtake".

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Sorocaba: Transporte metropolitano

02/06/2015 - Jornal Cruzeiro do Sul

EDITORIAL

Chega em boa a hora a informação de que a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) começou a redesenhar a rede de linhas e itinerários de ônibus que atende Sorocaba e os outros 25 municípios da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). Em outubro do ano passado, um decreto do governo do Estado de São Paulo transferiu para a Secretaria de Transportes Metropolitanos a gestão do transporte coletivo entre os municípios da RMS. Foi o primeiro ato efetivo voltado à recém-criada região metropolitana do Estado.

O que se vê hoje com relação ao transporte intermunicipal regional é um emaranhado de linhas de ônibus sem conexão umas com as outras, nem com o sistema de transporte público de Sorocaba. A começar pelos pontos finais das linhas intermunicipais, motivo de reclamação de muitos usuários. Na rua Pandiá Calógeras, perto da estação rodoviária de Sorocaba, chegam e partem os ônibus que atendem as cidades de Itu, Salto, São Roque, Porto Feliz e Alumínio. Não há qualquer infraestrutura para os passageiros. Há apenas um velho abrigo construído em madeira. Na avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, estão os pontos finais das linhas de Iperó, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora e Boituva. As linhas que atendem municípios mais distantes partem da rodoviária. A principal queixa de quem usa o transporte intermunicipal é a inexistência da integração tarifária e a interligação entre as linhas.

O trabalho iniciado pela EMTU/SP, uma empresa do governo estadual ligada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, analisará, além de novos itinerários, a questão das tarifas e equipes de fiscalização, que passarão a ser de sua responsabilidade. Outra providência da empresa pública será a vistoria das garagens, inspeção da frota circulante e iniciar a implantação de um novo padrão visual metropolitano, para que os usuários identifiquem com mais facilidade as linhas.

No trabalho de campo, também deverá começar uma pesquisa de origem e destino dos passageiros, para poder quantificá-los e adequar a frota de ônibus à demanda. Hoje, a superlotação de ônibus de algumas linhas em horários de pico, é uma das reclamações mais frequentes de quem se desloca pelos 26 municípios.

O que se espera é que com a mudança do órgão gerenciador das linhas intermunicipais, antes sob responsabilidade da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), uma autarquia do governo paulista, melhore a qualidade e segurança do serviço. De acordo com um executivo de uma das empresas já vistoriadas pela EMTU, tanto na vistoria às instalações da empresa, como nos veículos, os critérios foram muito mais rígidos do que os aplicados pela Artesp. Essa empresa já adquiriu alguns ônibus no padrão adotado pela EMTU que oferecerão mais conforto aos passageiros. Contarão, por exemplo, com tomadas para recarga de celulares, tablets e notebooks e possivelmente até o ano que vem, deverão disponibilizar internet grátis (WI-FI) aos usuários.

Com a mudança de gestão do sistema de transporte público intermunicipal, haverá mudanças também no critério de gratuidade para idosos nessas linhas, passando dos atuais 65 anos para 60. Outra boa novidade diz respeito aos estudantes. O governo estadual está trabalhando na norma que prevê gratuidade aos estudantes nas linhas intermunicipais. Ela começará inicialmente na Região Metropolitana de São Paulo para depois se expandir para as outras regiões metropolitanas.

Criada em 9 de maio de 2014, a Região Metropolitana de Sorocaba caminha a passos muito lentos. O Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) só foi criado dia 9 de maio deste ano e a Agência Metropolitana de Sorocaba (Agem Sorocaba) foi criada no final do mesmo mês. Esses dois órgãos são fundamentais para o funcionamento do polo regional. Melhorias no transporte coletivo, que independem dessa estrutura recém-criada. São um passo inicial e importante para o futuro da integração region

Ônibus que operam de madrugada na Zona Sul de SP ganham rede Wi-Fi

03/06/2015 - G1 SP

A partir desta quarta-feira (3), os ônibus que rodam durante a madrugada na Zona Sul de São Paulo passam a oferecer conexão à internet para os passageiros. Os coletivos da empresa Transwolf oferecerão Wi-Fi nos mesmos padrões de outros coletivos que já oferecem o serviço durante o dia, como mostrou o Bom Dia São Paulo.

São 34 ônibus da Transwolff, que operam em 11 linhas na madrugada, da 0h às 4h, que transportam em média 3.300 passageiros por noite.

A Transwolf terá também terá mais uma linha com Wi-Fi durante o dia a partir desta quarta: Jardim Noronha - Terminal Grajaú. A Linha 6030-10 Unisa - Terrninal Santo Amaro, com 18 ônibus, já oferece o serviço há mais de um ano.

Veja linha que terão WI-FI a partir desta quarta:

N736-11 - Term. Jd. Angela - Jd. Horizonte Azul

N737-11 - Term. Jd. Angela - Pq. Do Carmo

N738-11 - Term. Guarapiranga - Pq. Do Carmo

N739-11 - Term. Capelinha - Jd. Universal

N740-11 - Term. Jd. Ângela - Jd. Riviera circular

N743-11 - Term. João Dias - Jd. Planalto

N746-11 - Term. Campo Limpo - Jd. Irene

N635-11 - Term. Grajau - Jd. Gaivotas

N636-11 - Term. Grajau - Jd. Noronha

N638-11 - Term. Grajau - Unisa

N639-11 - Term. Grajau - Vargem Grande