domingo, 27 de dezembro de 2015

Haddad entrega primeiro corredor de ônibus, mas só cumprirá 1/3 da meta

26/12/2015 - O Estado de SP

A gestão Fernando Haddad (PT) pretende entregar em 60 dias um pacote de 32 quilômetros de corredores de ônibus, o primeiro deles na segunda-feira, na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, zona sul, com 3,3 km. A ação, em começo de ano eleitoral, vem com números tímidos diante da promessa de campanha de fazer 150 km de vias exclusivas. O prefeito deve concluir só um terço do previsto.


O corredor da Berrini demorou 26 meses para ficar pronto, ou seis a mais do que a previsão original, e custou R$ 45 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por ali devem passar 100 mil pessoas por dia. Ele deve alterar o percurso de 14 linhas de ônibus. As que passarão a usar a via expressa fazem a conexão entre o centro e terminais como Capelinha, Santo Amaro, Jardim Ângela e Guarapiranga, na zona sul. Estudos da São Paulo Transporte (SPTrans) estimam ganho de até 20% na velocidade média.

Segundo a Prefeitura, a via foi pensada para servir como ponto de articulação entre a Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul, e o futuro corredor de ônibus Perimetral Bandeirantes, até São Mateus, na zona leste (em processo de licitação). Ela foi concebida na gestão Gilberto Kassab (PSD), entre 2008 e 2012, que fez a licitação.

Entregue pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras na terça-feira, o corredor foi usado por carros nesta semana, sem fiscalização. Na segunda, os coletivos começam a circular oficialmente, parando nos novos pontos à esquerda. A previsão da gestão Haddad é que haja um período de adaptação, de provavelmente cinco dias, antes de a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começar a multar os carros que trafeguem por lá. Também não há data definida para que os pontos de ônibus da direita sejam desativados.

"Não vi nenhum aviso ainda orientando a mudança. Acho que estou do lado certo. Tem gente dizendo que o ponto da Marginal do Pinheiros vai ser transferido para o corredor, mas não sei”, disse o comerciante Alessandro Soares Filho, de 56 anos, que esperava por um coletivo à direita anteontem.

Meta descumprida.O secretário municipal de Obras, Roberto Garibe, diz que outros dois corredores serão entregues em janeiro. "O corredor Inajar (de Souza, na zona norte) e o M’Boi (Mirim, na zona sul). Em fevereiro, é a vez do Binário Santo Antônio (também na zona sul).” Contando com esses corredores, a capital paulista terá 66,3 quilômetros de obras, abrangendo nove avenidas – foram prometidos 173,4 quilômetros.

O secretário conta ainda com 35,5 quilômetros de corredores, em cinco vias, cujo processo de licitação terminou e as obras devem começar nesta gestão. Nas pranchetas da Prefeitura, há três corredores que obtiveram todo o licenciamento ambiental e estão com os editais de licitação publicados e outros quatro com os projetos prontos, esperando a publicação dos editais de licitação. Os últimos são todos na zona sul.

Em apresentação feita ao Conselho da Cidade no começo do mês, foram detalhadas ações para a construção de 165,5 quilômetros de corredores exclusivos – isso considerando tanto as obras que já estão em execução quanto os trabalhos que já foram contratados e ainda não começaram e aqueles cuja licitação está acontecendo ou deve ocorrer ainda na gestão petista.

Nem com essa margem, incluindo projetos só no papel, a gestão chega perto da meta anunciada no primeiro trimestre de mandato de Haddad, que era "projetar, licitar, licenciar, garantir a fonte de financiamento e construir” 23 corredores de ônibus – cuja extensão total era de 173,4 km, além até da promessa de campanha de 150 km.

O ritmo fraco se deve, em parte, à demora na liberação de recursos do governo federal, que secaram diante do ajuste fiscal e da queda de arrecadação da União. Mas parte do atraso também resulta de bloqueio de licitações feito pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Três tentativas de licitações dessas obras foram suspensas pelo tribunal, que apontou irregularidades burocráticas.

Ao longo dos três anos de governo, a Prefeitura viu todos os bloqueios impostos pelo TCM como ações pontuais e foi respondendo aos questionamentos. A gestão chegou a manobrar, transferindo a responsabilidade de licitações da SPTrans para a Secretaria de Obras, de forma a mudar o conselheiro responsável pela análise.

Corredores de ônibus só saíram no ‘cheque especial’, afirma secretário

Gestão usou recursos reservados para o Tesouro municipal para manter os pagamentos às construtoras

Apresentando um orçamento para investimentos que totalizou R$ 16,4 bilhões nos três primeiros anos do governo Fernando Haddad (PT), o secretário municipal de Obras, Roberto Garibe, diz que a capital passou a tocar obras "no cheque especial”, diante da demora em receber recursos previstos do governo federal.

"Os recursos não deixaram de vir”, afirma Garibe. "O que acontece é que, quando temos um contrato e fazemos uma obra, pagamos a construção conforme as medições são feitas. As medições chegam, mandamos para a Caixa (Econômica Federal), que analisa e libera o recurso. Quando o recurso chega, pagamos e vamos seguindo a obra”, explica Garibe, ao detalhar a dinâmica de financiamento em situações normais. Entretanto, a crise econômica velada de 2014 e a recessão escancarada de 2015 fizeram as notas de Brasília demorarem mais tempo para chegar do que o previsto, segundo conta.

Sem pagar as empreiteiras, a Prefeitura correu risco de ver canteiros de obras paralisados. O que não ocorreu. "Fomos usando recursos da Prefeitura para manter as obras”, disse Garibe. O "cheque especial”, conta ele, consistiu em usar recursos reservados para investimentos do próprio Tesouro municipal para manter os pagamentos às construtoras. A conta foi coberta à medida que os recursos federais apareciam. "Conseguimos cumprir 85% de todo o plano de investimentos da Siurb.”

As obras de mobilidade, que incluem os corredores e também terminais de ônibus, somam R$ 3,9 bilhões – de uma estimativa feita em 2013 de R$ 5,3 bilhões. A gestão Haddad teve um desempenho porcentual melhor nas obras de drenagem urbana, de combate às enchentes, que devem terminar a gestão com 98% de conclusão – R$ 4,8 bilhões dos R$ 4,9 bilhões previstos estão empenhados. O bolo de investimentos é completado por obras de equipamento sociais, como creches, onde Haddad também vai mal, e das operações urbanas.

Descontos. A gestão Haddad se defende das acusações de que as metas não vêm sendo cumpridas apresentando comparações sobre a execução de contratos. "O tempo do processo licitatório foi reduzido à metade e o desconto médio (em relação aos preços de referência da licitação) obtido aumentou dez vezes”, disse Garibe, no começo do mês, em apresentação ao Conselho da Cidade sobre os investimentos.

Segundo os cálculos da Prefeitura, entre a publicação dos editais de licitação e a contratação de obras, o tempo caiu de uma média de 263 dias na gestão passada para 148 dias. O desconto médio dos contratos caiu de 1,8% para 19,7% – uma economia de R$ 734 milhões no acumulado da gestão.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Ônibus da madrugada transportaram 8 milhões de passageiros em nove meses

23/12/2015 -  Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

A SPTrans – São Paulo Transporte divulgou nesta terça-feira, 22 de dezembro de 2015, novo balanço sobre o número de pessoas transportadas pelas linhas de ônibus que trafegam na madrugada. De acordo com a gerenciadora de transportes, desde quando foi criada em 28 de fevereiro até o dia 10 de dezembro foram transportados mais de oito milhões de pessoas no horário das 00h às 04h.

A rede noturna serve de piloto para implantação de outras redes de transportes da capital paulista, que estão previstas na licitação de transportes.  O cumprimento das viagens e horários é monitorado por CCO – Centro de Controle Operacional, na chamada operação controlada. A licitação também prevê a implantação de um novo sistema de monitoramento.

A próxima rede a ser implantada é a de domingo que, de acordo com o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, deve entrar em vigor na cidade de São Paulo antes mesmo da licitação.

Também estão previstas redes de sábado, linhas de reforço da rede nos dias úteis e nos horário de pico, e a rede de referência, que são as principais linhas da capital paulista.

Em nota a SPTrans, informou que o crescimento do número de passageiros na 151 linhas que compõem a rede noturna foi de 32 ,5% e que linha Terminal Santo Amaro – Terminal Parque Dom Pedro II é a mais movimentada:

"A adesão do paulistano à novidade vem sendo demonstrada com a evolução do volume de passageiros transportados ao longo dos meses. Em março, as 151 linhas que compõem o Noturno transportaram um total de 712.765 passageiros, enquanto que, em novembro, foram transportados 944.591, o que representa um crescimento de 32,5%. Entre as linhas que mais tiveram movimento estão a N701-11 Term. Sto. Amaro – Term. Pq. D. Pedro II, com 373.215 passageiros entre 28 de fevereiro e 10 de dezembro, a N703-11 Term. Jd. Ângela – Term. Sto. Amaro, com 297.105 e a N706-11 Terminal Campo Limpo – Term. Pinheiros com total de 223.502 passageiros.” diz a nota

Na madrugada, são 151 linhas de ônibus que começaram a circular em fevereiro de 2015, sendo que 101 linhas locais têm intervalo de 30 minutos e 50 linhas estruturais tem um intervalo de 15 minutos. Ao todo são 454 ônibus em operação e 88 reservas.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


domingo, 20 de dezembro de 2015

Prefeitura de São Paulo irá implantar operação especial na circulação dos ônibus aos domingos

16/12/2015 - G1

A Prefeitura de São Paulo decidiu adotar um modelo semelhante à Rede Noturna de ônibus para circulação da frota aos domingos a partir do ano que vem. A ideia é que as linhas levem passageiros para parques, pontos de lazer e eventos culturais esporádicos.

                                       Foto: Reprodução/TV Globo

“No começo do ano [2016] já vamos implantar a Rede de Domingo, que é reorganizar todo o sistema de transporte aos domingos. Isso já faz parte do novo modelo independente do processo licitatório”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto.

Na Rede Noturna, os coletivos circulam da meia-noite às 4h e percorrem o trajeto das linhas do Metrô. São atendidas áreas com maior concentração de pessoas, como hospitais, casas de espetáculo, velórios, cemitérios e arenas esportivas.

Já a Rede de Domingo será reestruturada e irá funcionar conforme a demanda e desejo dos usuários que usam os ônibus aos domingos para lazer. Atualmente, apenas 40% da frota de veículos circulam aos domingos. “Você define as linhas a partir da demanda, a partir do desejo dos usuários do domingo, que uma parcela desse desejo é diferente do usuário durante a semana”, declarou Tatto.

A intenção é que posteriormente o modelo também seja adotado aos sábados. Os pontos de lazer mais procurados da cidade como parques e eventos culturais esporádicos devem ganhar linhas fixas aos fins de semana. “Não tem uma lógica de funcionamento do transporte conforme o desejo do usuário. Você precisa manter mais carros em parques, por exemplo.”

Apesar de o modelo que será adotado aos domingos ser semelhante ao modelo utilizado na madrugada, aos fins de semana a operação torna-se mais complexa devido ao trânsito e outras possíveis interferências.

Por isso, o padrão da operação será controlada por uma central que monitora os ônibus através do GPS, assim como ocorre com as linhas que trafegam pela madrugada. Os vencedores do processo licitatório terão que se adequar as novas regras.

Rede Noturna

As novas 151 linhas de ônibus da madrugada começaram a funcionar em fevereiro deste ano em São Paulo.

Batizada de "Rede de ônibus da madrugada" ou "Rede Noturno", a maioria das linhas, 101, opera com intervalo de 30 minutos e faz atendimento local. As outras 50 linhas são estruturais e circulam com intervalo de 15 minutos.

A tarifa é a mesma do período diurno: R$ 3,50. Ao todo, 454 ônibus fazem as linhas e 88 veículos ficam na reserva. A cidade já tinha 98 linhas em operação na madrugada, que serão extintas e darão espaço às novas.

A Guarda Civil Metropolitana faz a segurança, com uma equipe por terminal, e o Ilume - Departamento de Iluminação Pública da Prefeitura disponibilizou 160 postes de luz em pontos de conexão das linhas.

Um aplicativo, disponível para celulares com sistema operacional Android, fornece  informações sobre o funcionamento da "Rede Noturno". O programa possibilita que o passageiro saiba qual o ponto mais próximo, as linhas que passam por lá e sua programação.

A relação das linhas estruturais e locais está disponível no site da SPTrans.

Informações: G1 SP

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Prefeitura de São Paulo apresentou ônibus com novas tecnologias

17/12/2015 - Blog Ponto de Ônibus

onibus

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo apresentou nesta quarta-feira, 16 de dezembro de 2015, três novidades relacionadas ao transporte coletivo da capital paulista.

Uma delas são painéis externos de cristal líquido, que vão exibir informações em tempo real das próximas paradas, substituindo as antigas placas com roteiro da viagem. O segundo veículo apresentado tem outro modelo de painel digital, com lâmpadas de led.

Os painéis serão conectados ao GPS dos ônibus e as informações sobre o trajeto mudam de acordo com o posicionamento do veículo no itinerário. Assim os dados serão em tempo real, como a relação das próximas paradas e pontos de interesse servidos pela linha.

Cada ônibus terá dois painéis digitais, um na lateral esquerda e outro na direita.

Os dois veículos com esta tecnologia pertencem à Viação Campo Belo deve entrar em operação ainda neste mês. A comunicação deve ser padrão na cidade.

onibus

ÔNIBUS ELÉTRICOS:

Como adiantou Blog Ponto de Ônibus, nesta quarta-feira também foi apresentado o novo ônibus elétrico K 10-A, da BYD- fabricante chinesa.

O veículo tem 15 metros de comprimento e funciona apenas com baterias que ficam armazenadas no assoalho, deixando assim mais espaço para os passageiros.

Veja detalhes do veículo aqui

A produção no Brasil deste ônibus começa no primeiro semestre de 2016, em Campinas, mas a unidade apresentada começa a operar definitivamente em fevereiro de 2016, de acordo com o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, pela Ambiental Transportes.

A cidade deve ter mais modelos do K-9, elétrico de 12 metros, em circulação no ano que vem.

MULHERES NOS TRANSPORTES:

Durante a apresentação dos novos ônibus em Itaquera, na zona leste de São Paulo, Haddad assinou a portaria 002/ 15 que determina que as empresas que operam transporte público na capital paulista reservem, no mínimo, 30% das vagas para mulheres.

A partir de hoje, as empresas que transportam os passageiros na cidade de São Paulo terão de realizar a divulgação das vagas para as profissionais. Os 30% do quadro de funcionários da empresa não terão separação por área.  Desta forma, o percentual se refere a todo o quadro profissional da empresa, podendo haver diferença, por exemplo, entre o pessoal de operação, manutenção e área administrativa.

Golden Line com wi-fi e ar condicionado

Em nota, a SPTrans, gerenciadora local, diz que uma das linhas consideradas de maior eficiência, terá mais ônibus novos.

A Linha 4310/10, batizada de Golden Line, opera com 100% da frota formada por veículos articulados. Eles também são equipados com wi-fi e mais da metade da frota operando a linha já tem ar condicionado. "Com as faixas exclusivas as pessoas conseguem economizar tempo e enquanto estão no transporte podem ficar na internet e viajar confortavelmente”, observou durante a viagem de ônibus o prefeito Haddad.

Desde o início de 2015, a cidade já ganhou 354 ônibus com wi-fi e 670 estão equipados com ar condicionado. A frota também recebeu câmeras em ônibus e renovou todas as catracas eletrônicas, agora mais modernas e seguras para os usuários.

ônibus

 Adamo Bazani jornalista especializado em Transportes

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Prefeitura de Sorocaba publica novo edital do BRT

16/12/2015 - Via Trólebus

Renato Lobo

Após a abertura de licitação em janeiro, e o TCE ter sugerido mudanças de natureza jurídica e técnicas, a prefeitura de Sorocaba abriu uma nova concorrência para um sistema de corredor de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit). Os envelopes devem ser abertos em 2 de fevereiro de 2016. O novo edital está disponível gratuitamente no site da Prefeitura de Sorocaba, e a licitação contempla a construção e operação da estrutura exclusiva para ônibus.

De acordo com a administração local, o projeto deve promover uma racionalização nas linhas. As estações do BRT devem ser dotadas de pagamento antecipados. O prazo de concessão é por 20 anos, e a Tarifa Técnica de Remuneração da Concessionária (passageiro transportado remunerável) será de no máximo de R$ 4,43.

A assinatura do contrato com o vencedor da licitação deve ocorrer em abril de 2016, e inauguração esta prevista para o final de 2017. O BRT terá 28 estações e mais 04 de integração, 96 abrigos de parada, 03 terminais, pátio de estacionamento e manutenção.

Serão 16,7 km de extensão, com desembarque em nível pela esquerda do coletivo. Outros 11,2 km serão construídos com faixas bidirecionais e 12,9 km unidirecionais em seis corredores estruturais exclusivos para circulação de ônibus com desembarque à direita pela escada. Serão ao todo 17 linhas no eixo BRT, que deverá operar com uma frota de 125 ônibus.

O BRT deve ser dividido em dois eixos

A linha Norte-Sul terá eixos em corredores que percorrerão as Avenidas Itavuvu e Ipanema (desembarque em nível pela esquerda dos coletivos) e depois as faixas pela direita das Ruas Comendador Oeterer e Hermelino Matarazzo até o Terminal Santo Antônio, seguindo em faixas exclusivas até a Avenida Antônio Carlos Comitre.

Já a linha Leste-Oeste terá corredor pela Avenida São Paulo e seguirá até o Terminal São Paulo e depois, em faixas exclusivas pelo Centro, e Avenidas General Carneiro e Armando Pannunzio, nesta em corredor com desembarque em nível pela esquerda.

A prefeitura de Sorocaba obteve financiamento de aproximadamente R$ 134 milhões do Governo Federal, por meio do programa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), para dar andamento ao projeto.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Em SP, Avenida Pompeia ganha faixa exclusiva para ônibus

 14/12/2015 - Via Trólebus

A faixa tem 700 metros e foi implantada hoje (14). Cidade já soma 481 km de faixas exclusivas para ônibus

 Renato Lobo 

Avenida Pompeia, em São Paulo
Avenida Pompeia, em São Paulo
créditos: Reprodução/Via Trolebus

A prefeitura de São Paulo implantou nesta segunda-feira (14) mais um trecho de faixa exclusiva para ônibus, desta vez na Avenida Pompeia, na zona oeste. São 700 metros de faixa que vai desde a Rua Venâncio Aires até a Rua Tavares Bastos no sentido Vila Madalena. O funcionamento é de segunda a sexta-feira das 6h às 10h e das 17h às 20 h.

De acordo com a SPTrans, passam pelo local seis linhas de ônibus que transportam diariamente 44 mil passageiros.

O programa de faixa exclusiva para os coletivos atingiu a marca de 481 km, desde 2013. Em alguns casos, os ganhos foram na ordem de 67,5% em média, no que diz respeito a velocidade dos veículos.

Em outros casos, o programa ajudou a reduzir a poluição atmosférica. A implantação da estrutura no Corredor Norte Sul, por exemplo, por onde passam 37 linhas, resultou em redução do consumo de óleo diesel na ordem de 756 litros por dia, segundo um estudo feito pelo IEMA – Instituto de Energia e Meio. Esta economia significa que por dia, os ônibus deixam de emitir aproximadamente 1,9 tonelada de gás carbônico, de acordo com o estudo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Biometria Facial vai permitir uso mais fácil de gratuidades nos ônibus de São Paulo

01/12/2015 - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI


O sistema de mapeamento facial instalado nos ônibus e terminais de São Paulo vai permitir que passageiros isentos de cobrança de tarifa, como idosos e portadores de deficiência, passem mais rapidamente pelas catracas.

As câmeras foram colocadas nos validadores para evitar fraudes no uso das gratuidades.

O novo sistema entra em operação no domingo, dia 06 de dezembro de 2015, quando os idosos e portadores de deficiência vão precisar encostar uma vez só o bilhete no validador da catraca. Segundo a SPTrans, que gerencia os transportes na capita paulista, o "sistema de registro da passagem de idosos e portadores de deficiências pelas catracas vinha sendo feito de forma conjunta com o cobrador, ou seja: para haver a liberação da catraca o passageiro precisava encostar seu bilhete no validador e o cobrador devia passar outro cartão, conhecido como "Bordo”, para ir para a próxima fase, que seria o reconhecimento do titular do cartão. Feito isso, os donos dos bilhetes especiais ainda tinham que fazer o mesmo procedimento com o bilhete no equipamento, para que só assim fosse liberada a passagem do usuário pela catraca.”

Mesmo que não tenha sido este o principal objetivo, o sistema também elimina este papel do cobrador.

A retirada de cobradores de ônibus no sistema de São Paulo é polêmica e é discutida na justiça.

A imagem do usuário que conta com a gratuidade é captada pelas câmeras dos ônibus e terminais e comparada à imagem cadastrada no banco de dados da SPTrans. O Bilhete Único pode ser suspenso em caso de fraude.

Com o sistema, a SPTrans também espera agilizar os embarques e diminuir o tempo de parada dos ônibus nos pontos.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Secretário diz que novo edital do BRT atende às normas do TCE e será publicado em 15 dias

19/11/2015 - Diário de Sorocaba

O novo edital de licitação do Sistema Bus Rapid Transit (BRT) agora está completo e atende a todas as exigências do Tribunal de Contas do Estado (TCE), em relação ao formato de concessão, garantiu nesta quarta-feira (18) o secretário de Planejamento e Gestão, Edsom Ortega, durante audiência pública na Prefeitura.

Na ocasião, o presidente da Urbes-Trânsito e Transporte, Renato Gianolla, destacou os benefícios do BRT para a população, apontou toda a infraestrutura prevista, os aspectos jurídicos e econômicos para a implantação. Ainda para Ortega, é importante que a população acesse a minuta do edital, que estará á disposição até dia 26 no site (sorocaba.sp.gov.br).

Durante esses cinco dias úteis, a população poderá fazer sugestões ou questionamentos sobre qualquer item. "O edital, inclusive com os ajustes complementares que possivelmente forem acrescentados com as informações coletadas nesta audiência, deverá ser publicado na primeira quinzena de dezembro”, disse o secretário.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Primeiro trajeto do BRT de Jundiaí avança

13/11/2015 - Tribuna de Jundiaí

O primeiro encontro oficial para discutir desapropriações no trajeto por onde vai passar o Corredor Colônia-Centro do Transporte Rápido por Ônibus (BRT, sigla em inglês para Bus Rapid Transit) foi feita na manhã desta quinta-feira (12), na Secretaria de Transportes, no Paço Municipal.

A conversa reuniu os secretários: de Transportes, Wilson Folgozi, de Obras, José Roberto Aprillanti Júnior, e de proprietários de imóveis na avenida Américo Bruno, na Ponte São João, e na avenida dos Imigrantes Italianos com a rua João Victor Atisani, no Jardim Tamoio.

Ao menos outras duas reuniões estão agendadas ainda para este ano com outros dois grupos, formados por donos de bens com desapropriações previstas ao longo da extensão do percurso de 4,5km, que liga o Terminal Colônia à Praça Ruy Barbosa.

De acordo com o secretário de Transportes, Wilson Folgozi, o objetivo de encontros é obter a autorização formal dos proprietários para que equipes especializadas possam fazer a análise de topografia e levantar as medidas exatas das áreas e eventualmente de edificações já construídas. Só depois disso vai ser possível falar sobre valores.

"Foi uma reunião das mais positivas. É claro que falar em desapropriação é sempre delicado, mas todos sinalizaram positivamente para a execução da obra”, comentou Folgozi.

O secretário de Obras, Aprillanti Júnior, disse que a partir da assinatura da autorização para que os trabalhos de análise de recursos topográficos sejam feitos, o prazo para o início das negociações é bem rápido. "Acredito que em até um mês temos todos os detalhes dos imóveis”, comentou.

BRT

A reunião desta quinta-feira (12) teve início com a apresentação dos benefícios que a instalação do BRT vai trazer à população de Jundiaí, a primeira cidade de porte médio do País a oferecer essa moderna proposta de transporte. Vídeos com corredores já em funcionamento em municípios do Brasil e do mundo foram mostrados ao grupo de proprietários.

"O BRT garante ao usuário de ônibus conforto, segurança e eficiência. É um meio de transporte de sucesso em todos os lugares onde foi implantado”, enfatizou Folgozi. "Sem contar que é uma obra que vai trazer maior mobilidade no trânsito, com o fim de gargalos em alguns pontos críticos da cidade”, completou Aprillanti Júnior.

Capitais como Curitiba, pioneira neste segmento de transporte público, Rio, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte e Brasília foram citadas como exemplos de sucesso dos serviços oferecidos pelo BRT. "Em Bogotá, na Colômbia, o BRT projetado por brasileiros transformou a cidade”, lembrou Folgozi.

O Corredor Terminal Colônia-Centro vai ter 5 estações de embarque e desembarque, 3 de transferência, 3 obras de arte (viadutos), além de obras de construção, ampliação e adequação dos terminais Colônia e Vila Arens. Três quilômetros é meio de ciclovia também fazem parte do projeto.

O investimento é de R$ 135,1 milhões, sendo que R$ 106,6 milhões são recursos do governo federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O restante do montante (R$ 28,5 milhões) é a contrapartida que cabe à Prefeitura.

"Conheço Curitiba e o serviços do BRT. Toda proposta que traz o bem-estar à população merece elogio. Só temos que aplaudir uma obra desse porte numa cidade como Jundiaí”, elogiou Tranquilo Sacramone, um dos donos de imóveis.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Nova faixa exclusiva para ônibus trava trânsito no centro

04/11/2015 0- O Estado de SP

No primeiro dia útil de funcionamento dos cerca de dois quilômetros de faixa exclusiva para ônibus no Viaduto Doutor Plínio de Queiroz sobre a Avenida 9 de Julho e a Praça XIV Bis, na Bela Vista, na região central, os motoristas que foram proibidos de acessar o viário enfrentaram congestionamento.

Com a mudança feita pela Prefeitura sobre o Viaduto Doutor Plínio de Queiroz, apenas o tráfego de coletivos e de táxis com passageiros está permitido nos dois sentidos da estrutura. A medida afeta 29 mil veículos de passeio que deixam de utilizar as pistas.

A alteração evita que ônibus e carros dividam o mesmo espaço. Na entrada e na saída da estrutura, veículos pequenos precisam atravessar as faixas. O mesmo acontecia com os coletivos, causando um efeito conhecido como "X”.

O congestionamento na manhã desta terça-feira, 3, no entanto, também foi agravado pela volta do feriado do Dia de Finados, a chuva e um protesto de caçambeiros que ocuparam ruas no entorno da Prefeitura, localizada nas proximidades da nova área para o transporte coletivo. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 9h30 a cidade tinha 131 quilômetros de lentidão, acima da média máxima registrada no horário de 121 km.

Os motoristas que circularam pela região nesta terça reclamaram da situação. O comerciante Carlos Sampaio dos Santos, de 57 anos, disse que o tempo dos semáforos tinha de ser alterado também para "dar mais fluidez” aos carros. "Pegaram o motorista de surpresa, na volta do feriado. Esse tipo de mudança tem de ter planejamento.”

Crítica. Para o especialista em Transportes Sérgio Ejzenberg, a medida é "desnecessária” e prejudica o trânsito no centro. "Os agravantes no trânsito (chuva, volta de feriado e protestos) sempre existem. Esse tipo de mudança consegue piorar a situação. Tomaram a atitude errada”, afirmou.

A CET disse ter priorizado a "orientação aos motoristas em razão da nova configuração do trânsito”. A companhia informou que "houve uma pequena lentidão nas proximidades da Praça 14 Bis, que foi dissipada com ajustes nos tempos do controlador semafórico do local”. As autuações para infrações no local só passarão a ser aplicadas a partir da próxima segunda-feira. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Túnel e Viaduto na 9 de Julho ganham faixa exclusiva de ônibus

29/10/2015 - Via Trólebus

A medida tem como objetivo privilegiar o transporte público. Coletivos terão prioridade ao longo de 2 km, no Túnel Nove de Julho e Viaduto Dr. Plínio de Queiróz

Renato Lobo 

Túnel da 9 de Julho, em São Paulo
Túnel da 9 de Julho, em São Paulo
créditos: Reprodução

Em uma operação conjunta entre a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans), a cidade de São Paulo deve ganhar mais 2 km de faixa exclusiva de ônibus no eixo da Avenida 9 de Julho, entre o Viaduto Dr. Plínio de Queiróz e o Túnel Daher Elias Cutait (que passa por debaixo da Avenida Paulista).

A estrutura deverá funcionar em horário integral, nos dois sentidos, interligando os dois trechos do corredor. Pelo local circulam 28 de linhas de ônibus, numa frequência de 445 veículos, que transportam em média 325 mil pessoas por dia.

Com esta implantação, a cidade chegar a 482,3 km de faixa exclusiva de ônibus. A medida passa a valer no próximo dia 2 de novembro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Corredor Nove de Julho terá faixa exclusiva para ônibus

28/10/2015 -  Folha de SP

Uma nova faixa exclusiva de ônibus começa a funcionar ao longo de 2 km do corredor Nove de Julho, a partir de segunda-feira (2). O corredor inclui o viaduto Dr. Plínio de Queiróz, a avenida Nove de Julho e o túnel Daher Elias Cutait, na Bela Vista, região central da cidade.

Haverá um período de adaptação dos motoristas, que serão orientados por agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) no local, entre os dias 2 e 9 de novembro. Transitar na faixa exclusiva de ônibus é infração gravíssima e gera perda de sete pontos na carteira de habilitação, além de multa no valor de R$ 191,54.

Com esta implantação, São Paulo atinge o total de 482,3 km de faixas exclusivas para ônibus. A gestão de Fernando Haddad (PT) é responsável por 392,3 km do total.

Segundos dados da CET, no trecho escolhido para a implantação da faixa, cerca de 325 mil pessoas utilizam transporte público diariamente. Circulam ali 28 linhas de ônibus, com uma frota de cerca de 445 coletivos.

O Viaduto Plínio de Queiróz terá circulação exclusiva para o transporte coletivo, os demais veículos utilizar as pistas laterais ao viaduto, nos dois sentidos. 

Dos 14.800 ônibus de São Paulo, 344 possuem internet e 482 têm ar-condicionado

28/10/2015 - Blog Ponto de ônibus

Considerado o maior sistema de transportes por ônibus da América Latina, o transporte municipal de São Paulo ainda tem muito que se aperfeiçoar em relação às novas exigências dos passageiros sobre conforto, pontualidade e segurança.

Com a licitação do sistema, que deve reorganizar a prestação de serviços e redistribuir as linhas, a prefeitura promete alguns avanços também tecnológicos.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira, dia 27 de outubro de 2015, pela SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, dos 14 mil 812 ônibus da Capital Paulista, apenas 482 possuem ar-condicionado, o que significa 3,2% da frota.

O equipamento passou a ser obrigatório, mas somente para os ônibus comparados zero quilômetro. Assim, o aumento da frota com ar-condicionado será gradativo.

Mesmo diante da licitação, empresas de linhas estruturais e as empresas que surgiram das antigas cooperativas que operam as linhas locais compram veículos novos, alguns avaliados em quase R$ 1 milhão, o que para o mercado é um indicativo que elas devam continuar no sistema.

O wi-fi também é outra exigência do passageiro que bem aos poucos começa a ser realidade nos ônibus paulistanos. São 344 coletivos que já operam com acesso à internet ou 2,3% da frota.

O serviço de internet vai se tornar obrigatório com a licitação. A previsão consta nos editais e as empresas terão de disponibilizar o acesso à internet em até oito meses depois da assinatura dos novos contratos.

As mais recentes renovações maiores de ônibus já com wi-fi e ar-condicionado ocorreram em empresas que vieram de cooperativas. Neste mês, a Transwolff, antiga Cooper-Pam concluiu a entrega de 90 ônibus com os equipamentos para a zona Sul de São Paulo e a Imperial Transportes, que era cooperativa Nova Aliança, colocou em operação 26 veículos para zona Sudeste. Outras ex-cooperativas também já colocaram ônibus novos.

Empresas de grupos tradicionais que operam linhas estruturais, como Via Sul, Viação Campo Belo, VIP, Sambaíba e a MobiBrasil, esta que atua desde 2011, também colocaram ônibus com ar e wi-fi.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Governo federal libera R$ 340 milhões para BRT de Campinas

01/10/2015 - Portal Brasil

O governo federal autorizou a liberação de R$ 340 milhões dos R$ 540 milhões para o projeto do BRT, em Campinas (SP), por meio do Ministério das Cidades. Os outros R$ 200 milhões serão objeto de uma nova carta consulta para financiamento junto à linha de crédito Pró-Transporte. Campinas tenta implementar os corredores de BRT desde 2001. A prefeitura enviou os projetos ao Ministério das Cidades dentro do PAC da Mobilidade Grandes Cidades.


A prefeitura da cidade irá executar o projeto em duas fases, ao priorizar a implantação do corredor Campo Grande, a estação de transferência Campos Elíseos e a perimetral que ligará este corredor à estação.

O Corredor Ouro Verde ficará para a segunda fase que terá audiência para licitação do projeto executivo e obra. A opção pelo Campo Grande deve-se à necessidade de dotar aquela região de um transporte público de média capacidade. São 17,8 km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com 4 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até Campos Elíseos, seguin­do pelo leito desativado do VLT.

A Caixa Econômica Federal já aprovou o projeto básico de custos que elevou de R$ 340 milhões para R$ 540 milhões os custos de implantação do projeto. O encarecimento ocorreu por três motivos: o primeiro é que o orçamento anterior havia sido feito em cima de estimativa de custo e não de projeto; o segundo é que a necessidade de obras de arte (pontes, viadutos) foi superior ao estimado inicialmente e o terceiro foi que a prefeitura resolveu aplicar outra técnica de pavimento no corredor, com piso rígido de concreto em toda a extensão.

A curto prazo, não haverá dinheiro para os dois corredores. Então, mudanças farão com que os BRTs tenham uma única chegada à área central — virão pela avenida John Boyd Dunlop, pelo leito desativado do extinto VLT, passarão pelo Terminal Ramos de Azevedo e chegarão à estação de transferência na região do Mercado Municipal.

A prefeitura decidiu fazer os corredores Campo Grande e Ouro Verde para biarticulados, construir interligações entre os corredores, reformar e construir mais uma faixa de trânsito no Viaduto Cury e implantar uma nova avenida, com corredor de ônibus, no antigo leito da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro ligando a Rodovia D. Pedro ao Guanabara.

Em Campinas, o governo federal, por meio do Ministério das Cidades, tem, desde 2003, uma carteira de investimentos no valor de R$ 3,64 bilhões, sendo que somente para mobilidade urbana, o montante é de R$ 1,09 bilhão.

Informações: Portal Brasil

Pré-embarque nos terminais reduz em até 11 minutos entrada no ônibus

01/10/2015 - G1 SP

Leia: Com redução de tempo de acesso aos ônibus, SPTrans estuda estender pré-embarque para mais terminais, corredores e até faixas - Blog Ponto de ônibus

O sistema de pré-embarque criado pela São Paulo Transporte (SPTrans) em terminais de ônibus reduziu em até 11 minutos o tempo gasto pelos passageiros para embarcar nos coletivos que atendem a capital paulista, de acordo com a Prefeitura.

A ideia é simples: catracas foram instaladas do lado de fora dos ônibus para permitir que os passageiros paguem as suas viagens antes de embarcar. Com isto, diminuem as filas e o tempo de espera para entrar nos coletivos.

Segundo dados da Prefeitura, o que o procedimento tem de simples também tem de efetivo. O registro é de um ganho médio de 10 minutos nos horários de pico. O tempo de embarque, que variava entre 10 e 12 minutos, agora caiu para 1 minuto, no máximo 1 minuto e 10 segundos.

Além de ganhar tempo, passageiros comemoram o fim da confusão e do empurra-empurra que eram característicos na hora do embarque. "Antes, aqui era um tumulto, né? Encosta, todo mundo, não conseguia, um passava na catraca, era um empurra-empurra e hoje não, hoje tá tranquilo", conta a doméstica Elza Maria da Silva.

Funcionamento e pagamento

A medida já foi implantada em cinquenta e uma linhas, espalhadas por 14 dos 27 terminais de ônibus de São Paulo. As catracas para pré-embarque funcionam apenas nos horários de maior movimentação: das 4h às 10h e das 16h às 22h.

O pagamento antecipado da passagem pode ser realizado com cartões de transporte, em validadores, e também em dinheiro - durante o horário de funcionamento do sistema, um cobrador fica posicionado próximo às catracas externas.

Com o sucesso do sistema, a Prefeitura estuda, agora, implantar o pré-embarque também em faixas e corredores exclusivos de ônibus.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Com redução de tempo de acesso aos ônibus, SPTrans estuda estender pré-embarque para mais terminais, corredores e até faixas

30/09/2015 - Blog Ponto de ônibus


ADAMO BAZANI

A SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, anunciou que a "operação pré-embarque” reduziu em média 10 minutos o tempo de acesso dos passageiros aos ônibus em terminais de grande movimento na cidade. Antes, o tempo era de até 12 minutos e agora varia entre um minuto e um minuto e dez segundos.

Diante disso, informou em nota "que estuda a instalação gradativa do sistema de Pré-embarque também em corredores e faixas exclusivas para ônibus”.

A gerenciadora, no entanto, não explicou ainda como o sistema pode ser viabilizada em faixas, cuja maior parte das paradas são comuns, sem estrutura para catracas externas.

Hoje são 51 linhas que contam com a operação, das quais, 21 desde 2013.

Em linhas gerais, o pré-embarque consiste no pagamento da tarifa fora do ônibus. Nos terminais foram instaladas catracas com validadores ainda na área de acesso, na região das plataformas. O passageiro paga e logo entra no ônibus,  o que segundo a SPTrans, contribuiu para diminuição de filas e cumprimento dos horários de partida.

Para atender quem paga com dinheiro, cobradores foram colocados fora dos ônibus pelas empresas. Eles recebem o pagamento e dão o troco ainda na fila.

Pela manhã, a operação funciona das 4h às 10h e no pico da tarde/noite, das 16h às 22h, mas nos dois períodos pode ser prolongada dependendo da demanda de passageiros. Fora destes horários, as catracas são desativadas e o pagamento se dá dentro do ônibus.

Pessoas que contam com isenção tarifária e passageiros com acesso preferencial, como gestantes, embarcam, durante a operação, pela porta da frente do ônibus, que fica posicionada fora da área delimitada de pré-embarque.

Se a cidade de São Paulo tivesse uma rede de corredores de ônibus do tipo BRT – Bus Rapid Transit, que contemplasse estações com pré-embarque ao longo dos trajetos, a eficiência no sistema seria maior ainda, reduzindo o tempo de acesso em mais linhas, muito além das 51.

Da meta de entrega de 150 quilômetros de corredores de ônibus até 2016, prometida pelo prefeito Fernando Haddad ainda em campanha eleitoral, há projetos de BRT. Mas dificilmente a meta será alcançada. Até agora, pouco mais de 40 quilômetros estão em obras.

No entanto há vários entraves como erros de projetos, suspeitas de sobrepreço apontadas pelo TCU – Tribunal de Contas da União e TCM – Tribunal de Contas do Município, indisposições políticas entre conselheiros do TCM e a gestão Haddad, e falta de verbas, que impede o início de algumas obras, interferindo no ritmo de liberação dos recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.

INÍCIO

"A operação "pré-embarque” foi implantada em caráter experimental no Terminal Varginha, na Zona Sul da cidade, para atender a linha 6913/10 – Terminal-Varginha/Terminal Bandeira (via Santo Amaro/9 de Julho), em agosto/2005. Depois de comprovada eficiência no ganho de tempo a operação foi ampliada no mesmo ano para outras linhas e terminais” – diz a SPTrans em nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Corredor de ônibus entre Guarulhos e SP passa a operar neste sábado

18/09/2015 - G1 SP

Após um impasse entre a Prefeitura de Guarulhos e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), o novo trecho do Corredor Metropolitano de Guarulhos finalmente passará a funcionar neste sábado (19).

O novo trecho tem 12,3 km, que liga os terminais Cecap e Vila Galvão, vai operar com 23 linhas de ônibus. A obra custou R$100 milhões.

Prevista para 2013, a obra foi inaugurada oficialmente em 31 de agosto deste ano em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB). No entanto, o corredor não passou a operar no dia seguinte conforme o prometido pela EMTU. Isso porque a Prefeitura de Guarulhos não permitiu que os ônibus usassem o local, pois afirmou que a obra não estava pronta e colocava em risco a vida de motoristas e passageiros.

Um outro trecho, entre os terminais Taboão e Cecap, foi inaugurado em julho de 2014. Quando este novo trecho for inaugurado, o corredor terá 20 km e ligará Guarulhos à capital, com acessos ao Metrô a à CPTM.

Inauguração

O segundo trecho do Corredor Metropolitano Guarulhos foi inaugurado no dia 31 de agosto. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participou da cerimônia e afirmou que a obra do corredor com mais 4,5 km de extensão - um terceiro trecho da obra - que ligará Guarulhos e São Paulo deve ser iniciada em 2016. "Nós vamos este ano terminar o projeto executivo e licenciamento ambiental. Esperamos iniciar a obra no ano que vem”, disse o governador. No entanto, há dois anos, o governo prometeu a entrega de todo corredor da EMTU até o fim deste ano. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Campinas inicia operação comercial com ônibus elétricos

17/09/2015 - O Dia

Campinas (SP) é a primeira cidade brasileira a colocar em operação ônibus 100% elétricos que só necessitam de uma recarga noturna da bateria para rodar durante o dia todo. Uma remessa de dez veículos importados da fabricante chinesa BYD já chegou ao Brasil. A compra foi feita pela viação Itajaí Transportes Coletivos para a linha Ouro Verde, uma das mais movimentadas do município.


O diretor de Relações Governamentais e Marketing da BYD, Adalberto Maluf, afirmou, há duas semanas, que cinco unidades já estavam em Campinas e que todas deveriam estar funcionando até o fim deste mês. Cada ônibus custou R$ 1,4 milhão (cerca de R$ 420 mil do veículo, pagos à vista, e R$ 1 milhão da bateria, parcelada em dez anos). O modelo foi apresentado durante a feira Transpúblico, promovida em São Paulo pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

De acordo com Adalberto, as vantagens do ônibus elétrico em relação ao convencional, a diesel, são a emissão zero de poluentes, 50% a menos de ruídos (ouve-se apenas o som do ar-condicionado), acessibilidade universal e menor custo de manutenção.

 “A operação é muito mais confortável, a aceleração é mais suave e é melhor o custo de manutenção para o operador. Em um ônibus convencional, o operador tem que trocar a pastilha de freio a cada dois mil quilômetros rodados. No elétrico, precisa trocar a cada 10 mil quilômetros, porque quem freia é o sistema de tração e não a pastilha de freio”, explica.

Os ônibus elétricos de Campinas têm capacidade para 80 passageiros (20 sentados) e autonomia para circular de 250 a 300 quilômetros por dia com apenas uma recarga noturna, na garagem, de duas horas. “Isso é o suficiente para rodar 95% das linhas de ônibus urbanas”, afirma Maluf. 

A diferença dos veículos novos de Campinas para os elétricos que circulam em São Paulo é que os da capital precisam ficar parados por cinco minutos nos pontos de ônibus, em algumas ocasiões, para recarga da bateria. “Esses saem carregados da garagem e circulam o dia inteiro”, conta o representante da BYD.

Ainda segundo Adalberto Maluf, o valor pago pela Itajaí Transportes na mensalidade da bateria será compensado pela economia de diesel. “O preço do veículo é praticamente igual a um convencional. O R$ 1 milhão da bateria é pago com juros em dez anos. Em vez de a empresa pagar R$ 7 mil de diesel, gasta R$ 1 mil de eletricidade e mais R$ 6 mil por um leasing da bateria. A maior vantagem é a preservação do meio ambiente”, ressalta Maluf.

No Rio, a Fetranspor testou na linha convencional 249 (Água Santa-Carioca) o ônibus elétrico a baterias da fabricante chinesa BYD em abril e maio de 2014. A entidade aprovou o desempenho, mas avaliou que o negócio ainda é inviável economicamente.

Informações: O Dia 

sábado, 22 de agosto de 2015

Haddad assina decreto que dá até 50% de desconto do IPVA para veículos elétricos

22/08/2015 - Blog Ponto de Ônibus

ADAMO BAZANI

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, assinou nesta sexta-feira, dia 21 de agosto de 2015, o decreto que regulamenta a Lei 15.997, que possibilita desconto de até 50% no IPVA para proprietários de veículos elétricos, elétricos híbridos e movidos por células de hidrogênio.

A lei foi aprovada em maio de 2014, mas ainda necessitava de regulamentação.

Ônibus e trólebus já contam com a isenção total, mas a estimativa é de que a medida traga benefícios indiretos (veja mais abaixo)

O IPVA – Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores é um tributo estadual, cuja alíquota varia de 1,5% a 4% do valor do automóvel. No entanto, o estado destina 50% do total arrecadado para o município onde foi emplacado o veículo.

Com a regulamentação, a prefeitura pode abrir mão de todo o repasse no caso destes veículos não poluentes.

Para ter o desconto, os proprietários devem fazer um requerimento à prefeitura. Para o retroativo de 2014, o pedido deve ser por meio físico e em relação ao exercício de 2015, o requerimento deve ser feito por sistema eletrônico, em formulário no site da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, aberto anualmente no mês de maio.

De acordo com nota da prefeitura, o "sistema funcionará de modo semelhante ao da Nota Fiscal Paulistana e o pagamento será efetuado, obrigatoriamente, mediante crédito em conta corrente de titularidade do proprietário ou arrendatário mercantil do veículo quando gerado o imposto."

RODÍZIO E BENEFÍCIOS PARA ÔNIBUS:

A prefeitura vai estudar uma proposta para isentar veículos elétricos e híbridos do rodízio municipal da CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

De acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, no ano passado, o Brasil possuía cerca de mil automóveis com este tipo de propulsão, entre ônibus, trólebus, táxis e carros particulares, a maior parte em São Paulo.

A associação estima que este número possa dobrar com o incentivo do IPVA.

A isenção da contrapartida municipal do imposto não estimula diretamente o aumento da frota de ônibus não poluentes. Os veículos de transporte coletivo já contam com a isenção total, inclusive da parte do estado.

No entanto, a medida pode trazer benefícios à indústria de veículos elétricos, com maior demanda, impactando no desenvolvimento de tecnologias mais baratas que podem ser transferidas para os veículos pesados, segundo as representações do setor que estiveram na cerimônia de assinatura.

Assim, poderia haver reflexos indiretos para que a cidade ao menos viabilize parte da meta da Lei de Mudanças Climáticas, que determina 100% da frota de ônibus em São Paulo não dependentes de combustíveis fósseis em 2018.  A lei foi regulamentada em 2009 e a troca dos ônibus deveria ser gradual: 10% da frota ao ano.

O fato de não haver no edital de licitação que vai definir as formas de operação dos ônibus de São Paulo pelos próximos 20 anos uma previsão de troca dos atuais ônibus por veículos de tecnologia limpa tem sido alvo de críticas por parte de associações de defesa do meio ambiente.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Novo edital do BRT ainda não tem data para ser publicado

07/08/2015 - Diário de Sorocaba

Após o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) liberar a Prefeitura de Sorocaba, na última semana, a marcar uma nova data para apresentação de propostas para o edital do sistema Bus Rapid Transit (BRT) – Ônibus Rápido, a Secretaria de Administração já está analisando as adequações solicitadas pelo TCE e afirmou que elas serão levadas em consideração na elaboração de novo edital, que ainda não tem data para ser publicado.

Em março deste ano, o TCE-SP havia suspendido a licitação internacional para a implantação do BRT após o vereador Marinho Marte (PPS), o advogado Luís Daniel Pelegrine e uma empresa de ônibus, formularem representações denunciando irregularidades no edital. Agora, com a nova decisão, a Prefeitura está liberada para fazer a publicação do texto e reabrir o prazo para receber propostas. O valor estimado na licitação internacional é de mais de R$ 2,3 bilhões.

A implantação do BRT é um dos pontos do Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade da cidade, cuja prioridade é o transporte não motorizado e coletivo. A previsão é de que entre 150 mil e 180 mil usuários do transporte coletivo sejam atendidos pelo sistema diariamente e o tempo de viagem terá uma redução da ordem de 20%.

Além disso, para maior rapidez, os BRTs terão pontos de paradas reduzidos, especialmente nas estações em nível, instaladas nos canteiros centrais. O BRT funcionará em conjunto ao modelo atual, permitindo integração aos Terminais Santo Antônio e São Paulo, às seis Áreas de Transferências e a integração temporal entre diferentes linhas com o pagamento de uma única tarifa.

domingo, 19 de julho de 2015

Em Guarulhos, Corredor de ônibus da EMTU vira estacionamento antes de inauguração

16/07/2015 - G1

Depois de dois adiamentos para a entrega das obras, o trecho do Corredor Metropolitano de Ônibus Guarulhos-São Paulo, entre o terminal Cecap e a Vila Galvão, se transformou em calçada e estacionamento de veículos em frente a alguns pontos de parada.


Foto: Reprodução TV Globo

As obras atrasaram porque, em maio, a Prefeitura de Guarulhos não aprovou o cimento usado na faixa para a passagem dos ônibus alegando que o material usado era de má qualidade. Os trabalhos só foram retomados no dia 22 de junho.

A administração também disse que a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) não estava cumprindo o projeto original acordado. A EMTU prevê que o corredor fique pronto na segunda quinzena de agosto, segundo informou o SPTV.

O Corredor Metropolitano Guarulhos-São Paulo terá, ao todo, 20 quilômetros de extensão, mas só trecho entre o Terminal Cecap ao Terminal Taboão, perto do Aeroporto do Cumbica, está pronto. As obras de outros dois trechos ainda não começaram. 

Sem a circulação dos ônibus, os pedestres usam a faixa como calçadão para chegar até o terminal Cecap. Na estação Timóteo Penteado, a estrutura está pronta, mas é usada como vagas para estacionamento de veículos.

O reportagem flagrou um guardador de carros, conhecido como "flanelinha", organizando as "vagas". Os motoristas aproveitam o espaço livre e a falta de sinalização sobre a proibição para estacionar.

Informações: G1 São Paulo

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Novos ônibus elétricos na frota de transporte em Campinas

16/07/2015 - EMDEC

No dia em que completou 241 anos, Campinas anuncia a incorporação de 10 ônibus elétricos e acessíveis à frota do sistema de transporte público coletivo municipal. Essa é uma grande ação positiva para o meio ambiente e usuários do serviço; e um importante passo da Administração municipal na busca de uma Mobilidade Urbana mais sustentável. Campinas é pioneira e será a cidade brasileira com a maior frota de ônibus elétrico em circulação.

"Esse é um momento muito especial, porque no dia do aniversário da nossa cidade nós também podemos comemorar dois feitos: a volta de grandes empresas para Campinas e a requalificação do transporte coletivo. Isto demonstra o novo rumo que Campinas vem seguindo", afirmou o prefeito Jonas Donizette durante a apresentação de veículos elétricos no Paço Municipal.

Os veículos são fabricados pela empresa chinesa BYD Auto; e estão em fase de aquisição pela empresa Itajaí Transportes Coletivos Ltda. Além do prefeito Jonas, participaram da cerimônia, realizada na manhã desta terça-feira, dia 14 de julho, o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira, o secretário municipal de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Carlos José Barreiro, secretários municipais, vereadores, empresários e representantes das empresas e concessionárias do transporte público coletivo.

No evento ficaram em exposição dois ônibus, sendo um articulado e outro convencional, e um táxi. Todos os veículos são elétricos. No prazo de até noventa dias, 10 ônibus elétricos convencionais entrarão em operação regular na frota. O ônibus elétrico não emite poluente e não precisa do sistema de rede eletrificada. Além disso, o veículo possui baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros.


"Essa é apenas uma demonstração de um projeto grandioso para Campinas, que busca a melhoria da qualidade de vida dos nossos moradores. É uma filosofia de trabalho imposta pelo prefeito Jonas Donizette, na busca de tecnologias de transporte mais sustentáveis, fazendo do município um exemplo para o país", revelou o secretário Carlos Barreiro.

Esses são os primeiros coletivos elétricos incorporados à frota do sistema de transporte público do município. Campinas já conta com dois táxis elétricos em operação; e um terceiro veículo está em fase de entrada no serviço. Nos próximos meses, ônibus híbridos, movidos a óleo diesel e bateria, também serão entrarão na frota. Em dois anos e meio de governo Jonas Donizette, já foram incorporados 334 novos ônibus, todos acessíveis, à frota de transporte público.

Atendimento
Os 10 novos ônibus elétricos serão adquiridos pela empresa Itajaí, que atua na Área 2 (Vermelha) do município. A Área Vermelha abrange as regiões do Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.

Os veículos irão atender as linhas: 2.13.1 – Terminal Itajaí; e 2.20 – Terminal Campo Grande. O número de passageiros beneficiados é mais de 3,5 mil por dia. Uma média de 87 mil por mês.

No ano passado, um ônibus elétrico foi testado na linha 5.02 – Circular / Centro, conhecida como Linhão da Saúde, por atender diretamente cinco hospitais.

Veículo elétrico

Os ônibus elétricos são modelo urbano, com piso baixo. O veículo não emite poluente e não precisa de sistema de rede eletrificada. A autonomia é superior a 250 km, podendo chegar a 300 km, com o uso do freio regenerativo. A recarga da bateria é feita durante a noite, na garagem, por um período de quatro horas, para 100% de recarga.


Possui motores elétricos no eixo de tração, o que torna o veículo com baixo nível de ruído e melhora o conforto dos passageiros. O coletivo tem 12 metros de comprimento, 2,55 metros de largura e 3,36 metros de altura. A velocidade máxima atingida é de 90 km/h, mas pode ser limitada eletronicamente. A capacidade é para cerca de 80 passageiros.

O ônibus é acessível, com área reservada para uma cadeira de rodas. Os veículos foram fabricados pela empresa chinesa BYD Auto, que instalou uma fábrica na região do Terminal Intermodal de Cargas (TIC).

Dados do transporte
Atualmente, o sistema de transporte público coletivo do município tem 1.254 ônibus em operação. Desse total, 956 são acessíveis (76,2% da frota). A idade média da frota é de 4,6 anos.

Campinas possui 206 linhas de ônibus municipais. O sistema atende quatro áreas:

- Área 1 (Azul Claro). Regiões: Ouro Verde, Vila União, Corredor Amoreiras, Campo Belo e Aeroporto de Viracopos.
- Área 2 (Vermelha). Regiões: Campo Grande, Padre Anchieta e Corredor John Boyd Dunlop.
- Área 3 (Verde). Regiões: Barão Geraldo, Sousas, Amarais, Rodovia Campinas - Mogi Mirim e Corredor Abolição.
- Área 4 (Azul Escuro). Regiões: Nova Europa, Jambeiro e Estrada Velha de Indaiatuba.

Nos últimos 12 meses, o sistema de transporte público do município registrou uma média de 634 mil passagens na catraca por dia útil. São 15,5 milhões de passageiros por mês. Estima-se que essas viagens sejam realizadas, diariamente, por 233 mil usuários (pessoas).

Por Márcio Souza
Informações: EMDEC

Aos 241 anos, Campinas (SP) entra na era dos ônibus elétricos

15/07/2015 - Agência Social de Notícias 

Governo municipal apresenta ônibus elétricos que progressivamente substituirão a frota atual
 
José Pedro Martins

Aos 241 anos, Campinas entra na era dos ônibus

Aos 241 anos, Campinas entra na era dos ônibus
Campinas substituirá frota com ônibus elétricos
créditos: Agência Social de Notícias
 
Na manhã de ontem (14), dia em que Campinas completa 241 anos, foram apresentados os ônibus elétricos que devem tornar a cidade paulista pioneira nacional nessa modalidade de transporte coletivo, com emissão zero de poluentes.
 
A incorporação dos veículos elétricos à frota de ônibus local, que soma mais de 1.200 unidades, foi anunciada em solenidade nas escadarias do Palácio dos Jequitibás, com a presença do prefeito Jonas Donizette, vereadores, secretários municipais e representantes das empresas de ônibus e da BYD, a montadora chinesa sediada em Campinas, que também fabricará paineis fotovoltaicos.
 
A incorporação dos ônibus elétricos à frota campineira será progressiva, dependendo dos contratos entre as empresas de transporte coletivo e a BYD.
 
A primeira empresa a contar com os veículos pode ser a Itajaí. Segundo a empresa, estão em curso as negociações pelo contrato de arrendamento. A incorporação dos veículos à frota de ônibus também depende da estruturação das estações de recarga das baterias, o que deve ser feito em cerca de 90 dias pela CPFL.
 
As baterias permitem uma autonomia de cerca de 260 a 300 km para os ônibus, que podem circular de duas a três horas. Segundo anunciou o prefeito Jonas Donizette, os primeiros ônibus elétricos devem circular na populosa região do Campo Grande.
 
"Esses ônibus são muito confortáveis, geram quase nenhum ruído e são ótimos para o meio ambiente", disse o prefeito, para quem a cidade ganha e qualidade de vida com o incentivo ao transporte coletivo.
 
"Um ônibus circulando significa muitos automóveis na garagem, o que é muito importante para o meio ambiente, para a saúde das pessoas e para o trânsito, em uma cidade como Campinas, cujas ruas centrais são estreitas, tendo sido projetadas em outra realidade", completou.
 
O prefeito acentuou que as cidades brasileiras precisam ampliar a discussão sobre a forma de financiamento do transporte coletivo. E observou que a chinesa BYD se instalou em Campinas em função da política adotada pelo governo municipal, de redução do ISS para empresas de base tecnológica, de 5% para 2%.
 
O diretor de marketing e relações governamentais da BYD Brasil, Adalberto Maluf, destacou que Campinas dá um passo importante, ao passar a integrar o clube de cidades globais que já contam com veiculos elétricos, nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
 
Para o secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes, a incorporação dos ônibus elétricos à frota tem grande relevância, no momento em que a comunidade internacional se prepara para a Conferência do Clima (COP-21) no final do ano, em Paris, quando dever ser fixado um grande acordo mundial pela redução das emissões de gases que agravam o efeito-estufa.
 
Projeto amplo

O secretário municipal de Transportes e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, salientou que a incorporação dos ônibus elétricos à frota representa um aspecto importante como parte de um projeto amplo de remodelação do transporte e do trânsito em Campinas.
 
Também está prevista, segundo ele, a incorporação de ônibus híbridos, elétricos e a diesel. A instalação do transporte sobre trilhos, inicialmente na região de Viracopos, é outra meta do governo, disse Barreiro. "O objetivo é melhorar a qualidade dos transportes e mobilidade urbana em geral", resumiu, lembrando que mais de 300 ônibus novos já entraram em circulação nos dois anos e meio da atual administração municipal.
 
O secretário municipal de Transportes também assinalou os esforços para a implantação do Plano Cicloviário Municipal, divulgado recentemente. Campinas já conta com 11 km de ciclovias e outros nove km de ciclo-rotas.A previsão é estruturação de 180 km de ciclovias em até três anos.
 
A primeira ciclovia foi implantada na avenida Mackenzie, e a segunda será anunciada nos próximos dias, para a avenida José de Sousa Campos (Norte-Sul). As próximas devem ser na avenida Baden Powell, distrito de Nova Aparecida, avenida Theodureto de Camargo e avenida Washington Luis.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Em Limeira (SP) sistema de biometria facial nos ônibus revela fraudes nos bilhetes

13/07/2015 - Jornal de Limeira

Estudantes estão entre os que mais solicitam o serviço e cometem fraudes
 
Ana Paula Rosa
 
Desde que foi implantado o sistema de biometria facial nos ônibus de Limeira, foram bloqueados 2.815 cartões de pessoas que cometeram algum tipo de fraude, ou seja, utilizaram o cartão de outra pessoa que contava com algum tipo de benefício (de junho de 2014 até o final de maio de 2015). A informação é da secretária de Mobilidade Urbana, Andréa Soares, que afirma que a maioria do uso irregular - entre 80% e 90% - acontece com estudantes, que são os beneficiários que mais pedidos realizam mensalmente.
 
Do início da biometria facial até hoje, foram feitos 24,9 mil pedidos de cartões de gratuidade para idosos e deficientes. Deste número, 4,2 mil foram solicitados por deficientes físicos ou mentais e 20,7 mil pedidos foram feitos por idosos, a partir de 60 anos. Ainda segundo a pasta, a média mensal é de 1,6 mil idosos e 350 deficientes que procuram pelos serviços.
 
Já quanto ao pedido de novas carteirinhas de estudantes, o número se destaca. O público, que é responsável pelo maior número de fraudes, teve o pedido de cadastramento de 33,26 mil usuários - média mensal de 2,77 mil pessoas. Outro dado fornecido pela Secretaria de Mobilidade Urbana são os que não retiraram as carteirinhas, que somam 2.044 usuários. Estes não tiveram interesse ou não puderam retirar os cartões por motivos diversos.
 
Processo
Em casos de fraude, as pessoas que cometeram o ato recebem bloqueio no cartão em até 24h, considerando que o sistema reconhece a face do proprietário do cartão de gratuidade ou desconto. No caso de bloqueio, a pessoa paga multa referente a cinco passagens de ônibus e consegue reativar o cartão. "Nesta etapa, os funcionários fazem toda uma orientação para a pessoa, pois, muitas vezes, não ocorre má-fé. O passageiro, às vezes, desconhece que não pode emprestar o cartão", explica Andréa.
 
Ainda segundo a secretária, o sistema trabalha para não ter falhas, considerando que em casos em que a face da pessoa não está de acordo com a foto do sistema a partir das imagens captadas durante o embarque, é realizado um trabalho manual de comparação. "Neste caso, se a pessoa não for a mesma do cadastro, é realizado o bloqueio".

Emdec estuda três áreas na região central para instalar estação do BRT

13/07/2015 - G1 Campinas e Região

Três locais na região central de Campinas estão sendo analisados pela Secretaria de Transportes para receber a estação de transferência que fará a ligação do Centro com a região do Ouro Verde do sistema BRT - os corredores exclusivos de ônibus que devem mudar o modelo de transporte público na cidade.

A previsão do atual secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, é iniciar a obra do BRT até fevereiro de 2016, com prazo de conclusão previsto em 24 meses. Contudo, ao ser apresentado pela primeira vez na Câmara de Vereadores, em abril de 2013, ainda sob a gestão de outro titular na pasta, a expectativa era ter começado as intervenções em fevereiro de 2014.

Opções no Centro

Os técnicos estudam como primeira opção a construção da estação na Av. Campos Salles, no trecho entre as avenidas Senador Saraiva e Francisco Glicério. As outras duas opções são o mini terminal localizado na Av. dos Expedicionários - em frente a Estação Cultura -  e o trecho inicial da Av. Andrade Neves, logo na saída do Túnel Joá Penteado. A idéia é construir um terminal numa dessas três áreas em condições de receber os ônibus articulados e biarticulados, usados pelo sistema.

No projeto inicial, a ligação do Terminal Ouro Verde tinha como destino final o Terminal Central, no Viaduto Miguel Vicente Cury, mas o projeto teve de ser abandonado. "Nós teríamos de derrubar o Terminal e fazer um outro, adequados aos ônibus do BRT e isso elevaria o custo em mais de R$ 100 milhões", explicou Barreiro. "Por isso, partimos para novas opções", acrescentou.

Esta, na verdade,  é a única indefinição que ainda persiste no projeto, já que o corredor Campo Grande terá sua ligação com o Centro no Terminal do Mercado - em frente ao Mercado Municipal, segundo confirmou o secretário. "O terminal instalado ali, será totalmente reformulado. Na verdade, aquilo que tem hoje será derrubado e um novo terminal será construído", adiantou.

Projeto final

Segundo Barreiro, o projeto final deverá estar concluído "nas próximas semanas", quando também saberá o custo exato da obra - considerada a maior intervenção urbanística e de mobilidade dos últimos 20 anos em Campinas.  Por enquanto, o secretário diz saber apenas que vai ficar mais caro que o previsto.

Orçado inicialmente em R$ 340 milhões, o projeto final deverá trazer detalhamentos não previstos no projeto básico, o que provocará aumento no valor final. "Os custos ainda estão sendo dimensionados, mas muito provavelmente vai ficar mais caro que o previsto no projeto básico", admitiu ele.

"Nós teremos de fazer transposições, construir pontes, levantar viadutos e promover outras intervenções importantes nas vias, que não foram previstas no projeto básico", argumentou. "O projeto inicial estimou custo aproximado de R$ 10 milhões por quilômetro, mas acreditamos que esse valor será maior, justamente por conta dessas intervenções", acrescentou.

Edital ainda em julho?

A previsão é que até o final de julho, a secretaria lance num único edital, as regras da licitação para a elaboração do projeto executivo e a execução da obra. Barreiro diz que o edital vai exigir a formação de um consórcio na qual estejam presentes uma empresa especializada em projetos e outra na execução de obras. "Isso é uma ousadia, porque normalmente se faz licitações separadas", lembrou.

A expectativa dele é que em, no máximo 90 dias depois da declaração do consórcio vencedor, possa fazer a contratação da obra, que deverá começar cerca de dois meses depois."Nós estimamos que as obras comecem entre janeiro e fevereiro de 2016 e estejam concluidas 24 meses depois - entre janeiro e fevereiro de 2018", disse ele.

A maior parte dos custos do projeto virão do governo federal. Estão previstos R$ 197 milhões do PAC da Mobilidade e outros R$ 97 milhões do Orçamento Geral da União (OGU). O restante, cerca de R$ 44 milhões, serão desembolso da própria prefeitura. Barreiro disse acreditar que a crise não vai afetar o envio de recursos. Segundo ele a verba federal está garantida e a contrapartida do Município já foi reservada.

Campo Grande

Barreiro antecipou que o projeto será iniciado pelo Corredor Campo Grande. E a explicação é simples. "A Dunlop (Av. John Boyd Dunlop) tem hoje a pior situação de trânsito em Campinas", afirma.  A avenida apresenta volume médio de tráfego diário de 61.280 veículos, muito acima de corredores similares como da Ruy Rodrigues (46.220) e Amoreiras (43.860). . "Nós precisamos dar um jeito nisso", argumenta.

Em volume de tráfego, a Dunlop só perde para a Preste Maia - que registra a passagem diária de 83.100 veículos, mas neste caso há um fator importante: ela recebe o volume direto de duas rodovias – a Santos Dumont e a Anhanguera, o que não acontece com a Dunlop.

Barreiro disse ainda que as obras para construção do Corredor Ouro Verde só serão  iniciadas depois de concluída a construção do Corredor Campo Grande.  Segundo o secretário, a mesma empresa vai construir os dois corredores.

O que é o BRT

O Sistema BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit) prevê a implantação de dois grandes corredores para tráfego exclusivos de ônibus articulados e biarticulados, numa extensão de aproximadamente 30 Km. Um deles vai ligar o Centro à Região do Ouro Verde e outro à região do Campo Grande.

Além disso, haverá a construção de uma perimetral de 4 Km de extensão, que vai ligar a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), numa interligação entre os dois corredores, totalizando 34 Km. A obra é considerada essencial para a cidade já que as regiões do Campo Grande e Ouro Verde concentram 45% da população de Campinas e respondem por mais da metade dos usuários de todo o sistema.

"Essa será uma grande oportunidade para que Campinas possa adotar, definitivamente, o sistema de transporte tronco-alimentado", disse ele. Por esse sistema, os ônibus saem dos bairros e levam o passageiro até as linhas – tronco. O BRT contará com a construção de 33 estações de embarque e desembarque, cinco terminais de integração e 17 obras como pontes, viadutos e passagens de nível.

Pelo projeto apresentado ao Legislativo, os corredores deverão funcionar com quatro linhas diferentes. A primeira delas será a Linha Expressa – que vai ligar o Terminal ao Centro, sem nenhuma parada, em apenas 35 minutos. A segunda será a Semi-Expressa – que terá de quatro a cinco paradas e que levará entre 40 e 45 minutos para cobrir o trajeto do Terminal ao Centro.

Haverá ainda as chamadas Linhas Paradoras – que terão parada em todas as 19 estações previstas ao longo dos corredores e as Linhas Intersetoriais – que farão as ligações entre os corredores e outros pontos da cidade.

Só os ônibus vão trafegar pelos corredores. Não será permitido o trânsito de carros, táxis, peruas do sistema  alternativos ou moto. No corredor haverá possibilidade de ultrapassagens e, por conta disso, o risco de ocorrência de formação de comboios entre os ônibus é nula. As estações de transferência serão fechadas e o embarque e desembarque serão feitos por uma plataforma em nível.

De acordo com o projeto básico, o corredor Ouro Verde do BRT terá 14,4km de extensão com saída numa das três áreas que ainda estão sendo avaliadas pela Secretaria de Transportes. Seguiria depois pela Av. João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, Camucim, até o Terminal Vida Nova.

Já no Corredor Campo Grande serão 17,8 km, a partir do Terminal do Mercadão. Pelo projeto original, ele seguiria pelo leito do antigo VLT, Av. John Boyd Dunlop,  até a chegada ao terminal Itajaí. A estimativa é que os dois corredores transportem juntos cerca de 30 mil passageiros por hora nos períodos de pico.