sábado, 24 de junho de 2017

Ferramenta do Google oferece horários dos ônibus municipais de Campinas em tempo real

23/06/2017 - G1 Campinas e Região

Recurso permite ao usuário checar o horário de chegada e saída dos ônibus, número de paradas no trajeto e onde está o ponto mais próximo.

Informações sobre o transporte público de Campinas passaram a ser em tempo real (Foto: Reprodução / Google Maps)
Informações sobre o transporte público de Campinas passaram a ser em tempo real (Foto: Reprodução / Google Maps)

O Google, ferramenta de busca online, lançou um serviço de atualizações em tempo real sobre o transporte público de Campinas (SP). Integrado ao Google Maps, o recurso permite ao usuário checar o horário de chegada e saída dos ônibus municipais, além de encontrar a melhor linha para o percurso. A novidade foi divulgada nesta quarta-feira (22) e a função já está disponível.

O passageiro pode fazer a checagem pelo computador ou telefone celular, conectados à internet. Ao colocar o destino e o ponto de partida no mapa, ele deve clicar na opção "Transporte público", dentro das rotas sugeridas pelo programa para fazer o percurso.

Caminho, ponto de ônibus e atrasos

Caso o passageiro não saiba onde pegar o ônibus, o aplicativo também mostrará o caminho até o ponto mais próximo. Ele ainda possui a utilidade de alterar a busca entre os horários de saída e chegada dos ônibus, em caso de uma viagem planejada.

De acordo com a assessoria de imprensa do Google, antes da atualização era possível ter uma estimativa dos horários, que agora passaram a ser informados em tempo real.

A mudança também permite saber com antecedência o número de paradas entre o ponto inicial e final do trajeto, e se o ônibus está adiantado ou atrasado.

Ferramenta indica ponto de ônibus mais próximo para o usuário chegar ao local desejado, além do trajeto completo da linha (Foto: Reprodução Google Maps) Ferramenta indica ponto de ônibus mais próximo para o usuário chegar ao local desejado, além do trajeto completo da linha (Foto: Reprodução Google Maps)

Ferramenta indica ponto de ônibus mais próximo para o usuário chegar ao local desejado, além do trajeto completo da linha (Foto: Reprodução Google Maps)
Ferramenta indica ponto de ônibus mais próximo para o usuário chegar ao local desejado, além do trajeto completo da linha (Foto: Reprodução Google Maps)


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Gestão Doria contrata Fipe por R$ 5,9 milhões para consultoria aos editais de licitação dos ônibus

12/06/2017 - Diário do Transporte

ADAMO BAZANI

Enquanto a licitação dos transportes coletivos da cidade de São Paulo não sai, com as audiências públicas regionais marcadas apenas para o final do mês, a gestão Doria contratou a Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP, por R$ 5,9 milhões para um trabalho de consultoria durante a elaboração e para validação dos editais que devem redefinir a malha de ônibus municipais da capital.

A Fipe deve auxiliar na elaboração e revisão de itens como remuneração das empresas de ônibus, TIR – Taxa Interna de Retorno dos empresários, custos gerais de sistema, valor geral do  contrato e viabilidade econômica de cada região a ser operada pelas viações, por exemplo.

O contrato é por 18 meses e o valor será pago com recursos do Orçamento da cidade, sendo que R$ 4,4 milhões deste ano e R$ 1,5 milhão do Orçamento de 2018.


A licitação dos transportes coletivos da cidade de São Paulo deveria ter sido iniciada e concluída em 2013. Desde então, as empresas de ônibus do subsistema estrutural (viações com linhas maiores) têm se valido de aditivos contratuais e, as empresas do subsistema local, que surgiram das antigas cooperativas de lotação, têm operado por contratos emergenciais.

Estes dispositivos já custaram aos cofres públicos até o primeiro semestre deste ano, R$ 2,617 bilhões em renovações dos contratos com as empresas de ônibus, segundo o TCM – Tribunal de Contas do Município de São Paulo.

Já com esta contratação da Fipe, somente em serviços de auditoria e consultoria, a licitação da cidade de São Paulo tem custado aos paulistanos R$ 10,3 milhões.

Isso porque, antes de Doria empenhar os R$ 5,9 milhões para a Fipe, o ex-prefeito Fernando Haddad em sua gestão contratou a empresa de consultoria Ernest & Young (hoje EY) para fazer uma auditoria nas contas do sistema de transportes da cidade. O trabalho que deveria ter sido realizado em quatro meses demorou seis meses e custou R$ 4,4 milhões.

A licitação só foi lançada pelo prefeito Fernando Haddad em 2015, mas o TCM entendeu que havia 62 irregularidades nos editais (49 numa primeira análise e outras 13 em outra). Os conselheiros então determinaram a realização de alterações nos documentos e a licitação só foi liberada no segundo semestre de 2016. Como já estava próximo das eleições municipais, Haddad então decidiu deixar o processo para a próxima gestão. O prefeito petista tentou se reeleger, mas não conseguiu.

João Doria foi eleito prefeito com a promessa de que a licitação seria iniciada em maio, mas somente no dia 1º de junho é que foi realizada a primeira audiência pública para apresentar as diretrizes gerais do sistema. A promessa no dia é que a minuta seria lançada até o final do mês. Entretanto, após manifestações de ONGs, que consideraram a primeira audiência pouco informativa, tumultuada por ter sido feita em local pequeno para o número de interessados que compareceram, em endereço com pouco acesso de transporte público e em horário não acessível para quem trabalha (foi numa quinta, às 8h), a prefeitura marcou audiências nas subprefeituras regionais entre os dias 26 e 28 de junho.

Na apresentação das linhas gerais, o secretário de Transportes e Mobilidade, Sérgio Avelleda, antecipou que a TIR – Taxa Interna de Retorno das empresas de ônibus, que hoje pode chegar a cerca de 18%, será menor do que a praticada pelos contratos atuais em vigor, que foram assinados em 2003, na gestão de Marta Suplicy, quando foi realizada a licitação anterior.

Avelleda também afirmou que haverá mudança na remuneração dos empresários de ônibus.

Haverá uma cesta índices para calcular o quanto os empresários de ônibus vão ganhar para operar na cidade de São Paulo.

A remuneração não será mais por passageiro transportado e sim pelos custos do sistema, como salários de motoristas e cobradores, combustível, lubrificantes, quilômetros rodados, manutenção e aquisição dos veículos, depreciação dos investimentos e lucros, administração e fiscalização.

Também pesará como ponderação desta remuneração, uma cesta de critérios de qualidade e prestação de serviços que vai levar em conta indicadores como demanda realizada, ou seja, se a pessoas estão sendo atraídas para o transporte público,  acidentes com ou sem vítimas – a empresa que tiver acidentes terá menor retorno; disponibilidade de frota – não faltar ônibus e nem ter veículos quebrados; cumprimento de viagem – não somente de partidas; e satisfação do usuário, que deve ser medida por pesquisas convencionais e até mesmo por meio de aplicativos de celulares.

Assim, propõe a administração pública, quanto maior a qualidade dos serviços, atendendo a esses indicadores, maior será o lucro do empresário de ônibus.

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes estuda passar os encargos da manutenção do viário dos corredores e da rede de trólebus para as empresas operadoras.

Os ônibus em São Paulo deverão obrigatoriamente ter carregadores USB para celulares e notebooks, ar-condicionado, câmeras de segurança e botão de pânico, de acordo com o secretário Sérgio Avelleda.

A implantação desses dispositivos também vai interferir na remuneração dos investimentos e vale para veículos de qualquer porte.

A prefeitura também disse que vai seguir orientação do TCM – Tribunal de Contas do Município sobre o CCO – Centro de Controle Operacional que vai monitorar todo sistema de ônibus da capital paulista, que hoje possui em torno de 14700 veículos e atende a 9 milhões de pessoas por dia, contando com as integrações feitas também com o Metrô e com a CPTM.

A gestão Haddad, anteriormente, incluiu o CCO geral do sistema como responsabilidade das operadoras que ganharem a licitação.

A exigência causou contestações por parte das empresas e ônibus e o Tribunal de Contas do Município recomendou a retirada deste compromisso do edital.

Agora, os investimentos para o CCO serão de responsabilidade da prefeitura, que vai operar a central.

Entretanto, cada empresa deverá ter sua central de monitoramento para acompanhar as operações e suas linhas.

A licitação vai determinar metas gradativas de redução de emissões de poluição, sem, no entanto, obrigar o empresário a escolher que tipo de ônibus não poluente terá de comprar.

A medida foi bem recebida pelos donos empresas de ônibus, mas vista com cautela por entidades de defesa do meio ambiente que ainda esperam saber quais os critérios de redução dessas emissões de materiais particulados, gás carbônico e óxidos de nitrogênio e ainda não sabem como será medida a produção destes poluentes pelos ônibus e garagens.

Segundo apresentação realizada pelo secretário municipal de Transportes e Mobilidade, Sergio Avelleda, na abertura da audiência, a proposta da prefeitura será dividir a cidade em 21 centralidades, organizadas em três grupos:

Subsistema local de distribuição – linhas dentro de cada centralidade

Subsistema local de articulação – linhas que se conectam ao sistema estrutural de ônibus ou a terminais de trens ou metrô

Subsistema estrutural – linhas que atendem a várias centralidades e servem à regiaõ central da capital

Sobre o serviço Atende, voltado a pessoas com limitação física ou intelectual severa, o secretário afirmou que ele passará a ser servido pelos operadores dos subsistemas locais, e contará com dotação orçamentária para isso.

Os ônibus que servirão ao sistema de transporte da capital terão capacidade variável, de 41 a 194 lugares, entre sentados e em pé.

BREVE CRONOLOGIA LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO:

– 1º de fevereiro de 2013: O secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, apresenta em audiência pública modelo de licitação, que ainda previa cooperativas, mas já falava em redução de linhas. Previa também 430 quilômetros de corredores. Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2013/02/01/audiencia-publica-sobre-licitacao-em-sao-paulo-preve-reducao-de-linhas-para-o-centro-da-cidade/

https://diariodotransporte.com.br/2013/02/01/licitacao-em-sao-paulo-menos-linhas-para-o-centro-e-novo-monitoramento/

https://diariodotransporte.com.br/2013/02/01/licitacao-dos-transportes-430-km-de-corredores-e-abertura-de-envelopes-em-marco/

– 09 de maio de 2013: Prefeitura publicou decreto definindo áreas operacionais de ônibus da cidade para a licitação e diz que satisfação do passageiro vai influenciar remuneração das empresas.  Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2013/05/09/prefeitura-de-sao-paulo-define-no-diario-oficial-areas-de-operacao-em-licitacao/

https://diariodotransporte.com.br/2013/05/10/satisfacao-do-passageiro-vai-determinar-remuneracao-das-empresas-de-sao-paulo/

– 15 de junho de 2013: Prefeitura publica minuta do edital de licitação e previa assinatura de contratos em julho. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2013/06/15/prefeitura-de-sao-paulo-publica-licitacao-no-diario-oficial-e-preve-assinaturas-em-julho/

– 26 de junho de 2013: Diante das manifestações contra os valores das tarifas de ônibus em todo o País e por mais qualidade nos transportes, o prefeito Fernando Haddad, pressionado politicamente, anuncia o cancelamento da licitação. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2013/06/26/haddad-cancela-licitacao-em-sao-pauloi/

– 13 de fevereiro de 2014: Após licitação, prefeitura contrata a empresa de auditoria Ernst & Young por R$ 4 milhões para fazer uma verificação independente das contas do sistema de transportes de São Paulo.  Os trabalhos deveriam ter sido concluídos em julho, mas só foram entregues em dezembro.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2014/02/13/ernest-young-vai-fazer-auditoria-no-sistema-e-licitacao-de-corredores-deve-ser-retomada-em-marco-diz-tatto/



– 11 de dezembro de 2014: Concluída auditoria (verificação independente) da Ernst & Young sobre as contas do sistema de transportes de São Paulo. Entre os apontamentos, estavam a possibilidade de redução de lucros das empresas e o fim das cooperativas, que posteriormente se tornaram empresas. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2014/12/11/auditoria-ernest-young-reducao-do-lucro-das-empresas-fim-do-modelo-de-cooperativas-e-viacoes-estrangeiras-em-sao-paulo/

– 09 de julho de 2015: Lançado o edital de licitação com as recomendações da auditoria:

https://diariodotransporte.com.br/2015/07/09/confira-o-edital-de-licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo/

– 12 de novembro de 2015: Alegando ter encontrado 49 irregularidades nos editais, TCM – Tribunal de Contas do Município suspende licitação dos transportes em São Paulo. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2015/11/12/tcm-suspende-licitacao-dos-transportes-de-sao-paulo/

– 14 de julho de 2016: Depois de idas e vindas entre conselheiros e secretaria de transportes, TCM libera licitação dos serviços de ônibus em São Paulo, mas com 13 pontos ainda a serem revistos.  Pela proximidade com as eleições municipais, o prefeito Fernando Haddad achou melhor que o prosseguimento da licitação fosse dado pela próxima administração.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2016/07/14/confira-na-integra-todas-as-recomendacoes-do-tcm-para-a-licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo/

– 21 de fevereiro de 2017: Gestão do prefeito João Doria promete lançar editais no mês de maio. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/02/21/prefeitura-de-sao-paulo-deve-lancar-edital-de-licitacao-dos-transportes-em-maio/

– 26 de março de 2017: O secretário de Transportes e Mobilidade da gestão Doria, Sérgio Avelleda, adiantou ao Diário do Transporte que a licitação não exigiria qual tipo de ônibus menos poluentes seria exigido dos empresários, mas a prefeitura iria estipular metas de redução de emissões: Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/03/27/avelleda-diz-que-prefeitura-deve-estipular-metas-de-restricao-a-poluicao-mas-nao-definir-tipo-de-onibus-nao-poluentes/

– 01 de junho de 2017: Em audiência pública, a prefeitura de São Paulo apresenta as diretrizes gerais do novo sistema de ônibus que deve ser previsto na licitação. Houve poucas mudanças em relação aos editais propostos pela gestão Haddad, entre elas, metas de redução de emissões de poluição e o CCO – Centro de Controle Operacional não será de responsabilidade das empresas. A divisão da rede em 21 centralidades, a operação em três grupos de serviços (articulação, distribuição e estrutural) e a remuneração dos empresários por índices de qualidade foram mantidas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/06/02/assista-diretrizes-gerais-da-licitacao-dos-transportes-em-sao-paulo/

02 de junho de 2017: Doria anuncia que quer reduzir o tempo de contrato com as empresas de ônibus para 10 anos, por meio da licitação. Para isso, deveria haver uma alteração na lei municipal que determina período de 20 anos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/06/02/doria-diz-que-contratos-com-empresas-de-onibus-serao-de-10-anos/

08 de junho de 2017:  Publicadas no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, datas de audiências públicas regionalizadas para apresentar a licitação. Após manifestações de ONGs, que consideraram a primeira audiência pouco informativa, tumultuada por ter sido feita em local pequeno para o número de interessados que compareceram, em endereço com pouco acesso de transporte público e em horário não acessível para quem trabalha (foi numa quinta, às 8h), a prefeitura marcou audiências nas subprefeituras regionais entre os dias 26 e 28 de junho.

https://diariodotransporte.com.br/2017/06/08/prefeitura-de-sao-paulo-marca-datas-de-audiencias-publicas-regionalizadas-para-licitacao-dos-transportes-por-onibus/

09 de junho de 2017: Secretaria de Transportes e Mobilidade contrata Fipe por R$ 5,9 milhões para fazer consultoria para a elaboração e revisão do edital de licitação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

terça-feira, 6 de junho de 2017

VLT não está nos planos para São Paulo, diz Avelleda

30/05/2017 - Portal Mobilize

São Paulo vai continuar dependendo de sua frota de 15 mil ônibus, a julgar pela opinião do secretário de Mobilidade e Transportes do município. Em evento realizado hoje (25) no Instituto de Engenharia, o secretário Sérgio Avelleda considerou remota a chance de que a cidade tenha um sistema municipal de transporte sobre trilhos. 

“Considero o VLT uma boa opção para as áreas que recebam projetos de requalificação urbana, como foi o caso da região do porto, no Rio de Janeiro. Como o VLT tem a mesma capacidade de transporte de corredores de ônibus, o sistema somente deveria ser implantado em locais onde a renovação urbana justifique o investimento”, declarou o secretário ao responder a uma questão levantada por um dos participantes do debate. "E não faz sentido trocar um corredor de ônibus por um VLT, salvo pelos ganhos de qualidade urbana que o sistema proporcionaria”, completou Avelleda. 

O secretário participava da primeira parte do encontro “Mobilidade na Cidade de São Paulo”, que discutiu alternativas para a melhoria da circulação de passageiros na Região Metropolitana da capital paulista. O encontro foi coordenado pelo engenheiro e arquiteto Ivan Metran Whately, diretor do Instituto, e contou com a participação de Flamínio Fichmann, de Ailton Brasiliense (ANTP), do presidente da CET, João Octaviano Machado Neto, e dos consultores Thadeu Braz e Luiz Celio Bottura. 

Ônibus e BRTs 

Avelleda fez uma longa exposição sobre a organização do sistema de transportes de São Paulo, mas argumentou que a questão central reside na falta de planejamento urbano e na expansão descontrolada da cidade, o que coloca problemas insolúveis para o transporte. Tomando como exemplo a Linha Vermelha do metrô, a mais densamente utilizada, o secretário argumentou que de nada adiantaria construir uma outra linha metroviária paralela à atual se não forem oferecidos empregos e serviços urbanos nas áreas mais periféricas da cidade. “Ampliar essas linhas radiais será apenas uma forma de retroalimentar a expansão da área urbanizada e de perenizar os problemas de mobilidade", disse. 

São os ônibus – a frota de São Paulo chega a quase 15 mil desses veículos – explicou Avelleda, que respondem por 60% dos passageiros transportados diariamente na cidade, mas lembrou que “os ônibus perdem tempo paralisados em meio ao tráfego dos veículos particulares”. Como solução, defendeu a expansão das vias exclusivas e corredores para ônibus e a construção de BRTs (Bus Rapid Transit) na cidade. 
Plano metropolitano 

O secretário defendeu também a ideia de uma replanificação dos transportes para conectar e integrar – inclusive tarifariamente - o sistema paulistano às linhas das outras cidades que formam a Região Metropolitana. 

A proposta ganhou um comentário do presidente da ANTP, Aílton Brasiliense, que também considera a necessidade de um plano integrado, mas “desde que essa planificação seja coerente com as normas e leis que regulam a ocupação territorial”. Brasiliense expôs um pouco da evolução da história de São Paulo e do papel desempenhado pela pioneira companhia de transportes, a Light, na expansão da área urbanizada. “Nos anos 1920, a Light concebeu um planejamento de expansão das linhas de bondes sintonizado com o crescimento dos novos bairros. Em poucos anos, a cidade tinha 200 km de trilhos, que chegaram a mais de 350 km nos anos 1950”, lembrou.

Mas, advertiu o diretor da ANTP, “a cidade tinha cerca de 200 mil habitantes em 1920 e hoje tem 12 milhões, mais 10 milhões dos municípios vizinhos”. Destacou, ainda, o absurdo de que embora as pessoas circulem diariamente entre essas cidades, a região tenha 39 planos diretores diferentes.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Novo serviço de ônibus de SP terá carregador de celular, botão do pânico e remuneração por qualidade

01/06/2017 - G1 SP

Esses foram alguns dos pontos da nova licitação anunciados nesta quinta; movimentos criticaram impossibilidade de participar de audiência.

Por Márcio Pinho, G1 SP, em São Paulo

Movimentação de ônibus no Terminal Bandeira, no centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)
Movimentação de ônibus no Terminal Bandeira, no centro de São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

A Prefeitura de São Paulo vai mudar a forma de remuneração das empresas de ônibus, hoje baseada no número de passageiros transportados, e exigirá que novos veículos que passem a operar na cidade substituindo ônibus antigos tenham ar-condicionado, Wi-Fi, carregador de celular e botão do pânico. Além disso, a gestão João Doria quer criar metas de redução de poluentes.

As mudanças pretendidas fazer parte da licitação que será retomada neste mês de junho. Alguns pontos foram apresentados nesta quinta-feira (1) em audiência pública realizada no Instituto de Engenharia. Centenas de pessoas participaram do evento, e movimentos criticaram a falta de detalhamento das regras do edital que irá a consulta pública nos próximos dias.

A nova contratação vai substituir o atual contrato, firmado em 2013 e que vem sendo renovado anualmente.

Segundo o presidente da SPTrans, José Carlos Martinelli, a nova remuneração será com base nos custos do sistema, como por exemplo, o gasto das empresas com combustível. Fora isso, o lucro das empresas vai depender de fatores de qualidade. Serão considerados, por exemplo, o registro de acidentes envolvendo ônibus da empresa, o cumprimento das viagens e a satisfação do usuário - ainda não está claro como isso será medido.

A fórmula atual (por passageiro transportado) foi considerada um avanço em 2003, mas acabou onerando o sistema, segundo Martinelli. O presidente da entidade SPUrbanuss, entidade que reúne as concessionárias de ônibus, Francisco Christovam, diz que a atual fórmula gerou uma disputa por passageiros e sobreposição de linhas, especialmente na área central, onde os diferentes consórcios responsáveis por coletar os passageiros nos bairros se encontram.

Regras

O sistema será dividido em três partes: o distribuidor (dentro dos bairros), o de articulação e o estrutural (para grandes distâncias). Segundo o secretário Sérgio Avelleda, o objetivo é favorecer a capilaridade, com uma "melhor oferta de viagens e uma melhor eficiência, com diminuição de sobreposição de linhas”.

Não ficou claro se será mantido o prazo de 20 anos previsto em lei e que foi considerado também no edital feito pela gestão Fernando Haddad (PT), que acabou não avançando. Avelleda disse que há a possibilidade de negociar com a Câmara de São Paulo para a alterção desse prazo dependendo do modelo econômico a ser adotado na contratação.

Outra novidade anunciada foi a intenção de criar metas de redução de emissão de poluentes ao longo do período de concessão, incluindo dióxido de carbono e material particulado.
'Estará no edital'

Tanto a forma de remuneração como as regras ambientais foram apresentadas apenas em formas de diretrizes gerais nesta quinta. A divulgação das ideias em Power Point foi criticada por entidades e movimentos sociais que participaram do evento. Mais da metade das 77 perguntas feitas ao corpo técnico da Secretaria de Transportes tiveram como resposta a alegação de que a informação "estará no edital".

Segundo o pesquisador do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Rafael Calábria, sem um detalhamento maior das diretrizes do edital e sem as respostas às perguntas do público, a possibilidade de participação ficou limitada.

Para Alexandre Moreira, do Cidade a Pé, a audiência serviu apenas para a Prefeitura "cumprir tabela", já que a realização da audiência é obrigatória por lei nessa situação. Ele afirma que principalmente quem usa ônibus e quem anda a pé não ficou sabendo como as mudanças vão afetar sua vida. "Deveriam ter sido discutidos os objetivos da mobilidade da cidade como um todo", afirma.
O secretário Sérgio Avelleda afirmou que a participação foi garantida com perguntas no local e na transmissão via internet. Disse ainda que a população poderá participar ainda na fase de consulta pública, quando o edital será detalhado.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Transunião Transportes aposta em novos modelos de ônibus

31/05/2017 - Abc do Abc

Passam a integrar a frota da empresa 20 novos ônibus, dos quais 17 são Volksbus 17.260 OD e três na versão 15.190 OD, que foram comercializados pela Apta Caminhões e Ônibus
Passam a integrar a frota da empresa 20 novos ônibus, dos quais 17 são Volksbus 17.260 OD e três na versão 15.190 OD, que foram comercializados pela Apta Caminhões e Ônibus
Crédito: divulgação

A Transunião Transportes, empresa que tem sede no Itaim Paulista, aposta em novos modelos de ônibus para atender as necessidades de transporte urbano dos passageiros da zona leste de São Paulo. Passam a integrar a frota da empresa 20 novos ônibus, dos quais 17 são Volksbus 17.260 OD e três na versão 15.190 OD, que foram comercializados pela Apta Caminhões e Ônibus, concessionária da rede MAN/Volkswagen, com unidade em São Bernardo do Campo.

A operação foi concretizada por meio do Finame, modalidade de financiamento viabilizada pelo Banco Volkswagen, com recursos do BNDES (o banco nacional do desenvolvimento).

Para a Apta, além da venda, é importante a fidelização do cliente com o pós-vendas. A concessionária dispõe de um atendimento personalizado para o cliente para que os seus veículos permaneçam rodando e não precisem parar.

Os modelos possuem encarroçamento Caio Apache VIP e são indicados para operações urbanas, com grande volume de passageiros, más condições das vias e topografia acidentada. Também são ideais para aplicações de fretamento devido ao menor investimento inicial e custos operacionais reduzidos em comparação a modelos de motor traseiro.

Os ônibus aliam praticidade na manutenção e robustez com o conforto exigido pelos passageiros nesse tipo de serviço. Outras características são o itinerário eletrônico, janelas laterais com vidros temperados e incolores e poltronas dos passageiros modelo injetada.

Transunião – A história da Transunião, como empresa de transporte urbano, começa em 2003 com a então regulamentação do sistema de transporte na Capital. À época formaram-se as cooperativas de trabalho, que deram continuidade ao serviço de transporte de passageiros em bairros com difícil acesso pelos ônibus. Com o reconhecimento da importância do transporte público, em 2014 uma nova norma permitiu que as cooperativas se tornassem empresas, medida que trouxe ainda mais qualidade para os passageiros.

Concessionária - A Apta Caminhões e Ônibus é uma das mais modernas concessionárias de caminhões e ônibus da rede MAN Latin America/ Volkswagen. Possui unidades estrategicamente bem localizadas às margens da rodovia dos Imigrantes, uma no planalto no Km 26 na junção com o Rodoanel e outra na Baixada Santista no KM 64. As concessionárias atuam com uma linha completa e sua estrutura se divide entre vendas de caminhões e ônibus, novos e usados, peças e assistência técnica. A Apta atende 39 municípios da Grande São Paulo e 11 do litoral paulista.

Transunião Transportes
Divulgação.


VW entrega novos ônibus para a Grande São Paulo

31/05/2017 - Automotive Business

Empresa vendeu 45 chassis com suspensões pneumáticas à operadora ETT

REDAÇÃO AB

A VW Caminhões e Ônibus vendeu um lote de 45 unidades encarroçadas com o chassi Volksbus 17.230 ODS, dotado de suspensões pneumáticas. Os veículos foram adquiridos pela empresa ETT para o transporte urbano na Grande São Paulo. 

Os Volksbus representam cerca de 50% dos veículos da empresa. O chassi 17.230 ODS se adapta a carrocerias até 13,2 metros. Seu motor é o MAN D08, de quatro cilindros, que dispensa o uso de Arla 32 por adotar o sistema EGR de recirculação dos gases de escape. 

O novo lote recebeu carrocerias Caio com 39 assentos. “Os ônibus Volkswagen têm atendido às necessidades da ETT tanto no desempenho quanto na manutenção; suas peças são fáceis de encontrar e com custo adequado”, afirma o monitor de operação da empresa, Eduardo Alexander Silva. Ele também ressalta que as suspensões pneumáticas e a posição de dirigir agradam aos motoristas.

SPTrans entrega novos ônibus ao sistema municipal de transporte

31/05/2017 - Prefeitura de São Paulo

Veículos possuem os mais modernos itens de tecnologia e segurança

De Secretaria Especial de Comunicação

A SPTrans apresentou nesta quarta-feira (31) novos ônibus zero quilômetro que reforçam a frota na cidade de São Paulo. O evento simbólico, realizado na Prefeitura de São Paulo, apresentou três novos veículos - um midiônibus com capacidade para 54 passageiros, um básico para 73 pessoas e um padron com capacidade de 89 passageiros. 

“Os ônibus novos têm bancos anatômicos, com grau de conforto no seu sistema hidráulico e última tecnologia disponível no mercado brasileiro. Essa entrega representa nosso compromisso de oferecer veículos novos à cidade de São Paulo”, disse o prefeito João Doria.   

A entrega faz parte do calendário da Campanha Maio Amarelo, mês de conscientização sobre a valorização da vida e da segurança no trânsito. Essa entrega simbólica representa os mais de 400 ônibus novos entregues nesta gestão e que já estão em circulação por toda a cidade.

Os novos veículos trazem conforto, tecnologia e segurança. Todos saem de fábrica com as especificações técnicas exigidas pela SPTrans, com acessibilidade, espaço para cadeiras de rodas e equipados com ar-condicionado, tomadas USB, Wi-Fi, entre outros itens.

“Além dessas especificações, esses novos carros são equipados como motores Euro V e substituem na frota os veículos como motores Euro III. Dessa maneira eles também contribuem para melhoria da qualidade do ar da cidade. Com isso, São Paulo obtém mais qualidade e eficiência energética e mais atributos para convidar os usuários a trocar o transporte individual pelo transporte coletivo”, disse o secretário de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda.

A modernização e renovação da frota de ônibus têm sido possíveis antes mesmo da licitação para a concessão do serviço público de transporte coletivo de passageiros, que vai melhorar o sistema com novas diretrizes de segurança e conforto.

Licitação

A gestão atual está empenhada em melhorar o serviço oferecido aos usuários. Nesta  quinta-feira (1º de junho), a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT) realizará uma audiência pública para um debate do poder público e sociedade civil sobre propostas do novo edital, que está em sua fase final. A audiência será realizada no Instituto de Engenharia de São Paulo, às 8h.

“Em maio assumimos o compromisso de retomar a licitação para a possibilidade de a cidade ter novos contratos, já que desde 2003 não há licitação em São Paulo. Com essa licitação queremos oferecer transporte de muito mais qualidade aos usuários“, disse Avelleda. 

A atual administração preza pelo diálogo com a população e, por meio desse mecanismo, está aberta a sugestões de toda a sociedade civil para definir a nova configuração do transporte municipal. Após a audiência, o edital será concluído e publicado para a fase de consulta pública.

A publicação do edital do sistema de ônibus é uma importante meta e uma das principais prioridades da administração da SMT, desde que a assumiu em janeiro deste ano.  

Imagens para download em: