domingo, 16 de abril de 2017

Ônibus de Guarulhos contam com pagamento de tarifa por QR Code

13/04/2017 - Diário do Transporte

A cidade de Guarulhos, na grande São Paulo, testa em uma linha de ônibus, um sistema de pagamento de tarifa por QR Code, um código de barras bidimensional.

O bilhete, semelhante a um comprovante de máquinas de cartão de crédito ou passagem aérea, pode ser comprado com dinheiro ou cartão de débito na bilheteria do Terminal Urbano São João. A tecnologia é testada na linha 453.

Após a compra, basta aproximar esse bilhete com QR Code no leitor da catraca.  O local específico tem sinalização para evitar filas e facilitar a identificação. Lixeiras na região desta catraca foram instaladas especialmente para o descarte do papel após a validação da passagem.

Os demais cartões eletrônicos dos ônibus da cidade, como o Cartão Cidadão e o Estudante, continuam sendo recarregados normalmente na bilheteria.

Em nota, o diretor executivo da Guarupass (associação que reúne as empresas de ônibus), Márcio Roberto Pacheco, diz que a tecnologia pode trazer praticidade e reduzir a quantidade de dinheiro em circulação nos veículos.

“Além da praticidade, a nova ferramenta introduz uma nova forma de acesso aos ônibus do município e contribui para diminuir o uso de dinheiro no sistema, tornando-o cada vez mais seguro e rápido para os clientes usuários do transporte coletivo e também para os operadores do sistema”

A tecnologia de QR-Code também foi testada em ônibus metropolitanos da Metra, no corredor ABD, que liga o ABC Paulista à Capital e em estações da CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Os códigos impressos em papel são um passo para o aperfeiçoamento da tecnologia e disponibilização de códigos em celulares, por exemplo.

Assim, ao pagar a passagem, o usuário receberia o código no telefone e encostaria o aparelho na catraca.

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Prefeitura de São Paulo apresenta plano para 344 km de corredores de ônibus

16/02/2017  - Diário do Transporte

ADAMO BAZANI

A Prefeitura de São Paulo quer que a malha de corredores de ônibus passe dos atuais 130 km para 344 km.  Uma prévia deste plano foi apresentada na manhã desta quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017, durante encontro do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito.

Seriam privilegiados eixos de alta demanda, como na Radial Leste e extremo Sul.

Nesse número estão incluídos os projetos anteriores e as licitações de corredores em andamento.

A prefeitura pretende também construir ao longo da gestão 16 terminais de ônibus que operariam além dos 29 existentes.

Uma das propostas é relacionar estas construções à licitação de transportes que deve conceder os serviços por até 40 anos às empresas de ônibus. A iniciativa privada deve ter maior participação.

A licitação deveria ter ocorrido em 2013, mas diante das manifestações contra a tarifa, a gestão Haddad decidiu suspender o procedimento que foi retomado em 2015 após verificação das contas do sistema. Entretanto, o Tribunal de Contas do Município alegou haver diversas irregularidades no certame e só liberou o procedimento no final da gestão passada.

A administração Haddad então optou por deixar o procedimento para a outra gestão.

Não há prazos para o início do programa de corredores.

De acordo com estimativa da UITP – União Internacional de Transportes Públicos, uma cidade como São Paulo, cuja demanda é de seis milhões de passageiros de ônibus por dia, necessitaria de ao menos 400 km de corredores exclusivos para ônibus, além de faixas que são estruturas mais simples.

Parte desses corredores previstos pela administração Doria seria formada por BRTs, que são espaços que conferem maior acessibilidade para os passageiros e também separação do trânsito comum, além de oferecer o pré-embaque, que é a possibilidade de o passageiro pagar numa estação antes da chegada do coletivo.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Doria prepara testes de ônibus Rapidão, alternativa com corredores

28/01/2017  - Folha de SP

RODRIGO RUSSO

Uma das principais promessas de campanha do prefeito João Doria (PSDB) para a área de transportes públicos está prestes a começar sua fase de testes na cidade.

O Rapidão –transporte rápido de ônibus ou BRT, na sigla em inglês– deve entrar em operação de forma experimental nos próximos 90 dias. O trajeto entre os terminais Capelinha e João Dias, na zona sul, foi o escolhido para a operação piloto.

A região já dispõe de um corredor de ônibus, mas as velocidades ali estão abaixo da meta de 25 km/h que Fernando Haddad (PT) prometia entregar. Na tarde desta sexta (27), por exemplo, o trecho entre os dois terminais tinha velocidade média de 19 km/h.

No pico da manhã, o passageiro da linha que faz esse trajeto gasta mais de uma hora e dez minutos para percorrê-lo. Ao fim do dia, é preciso enfrentar mais de 40 minutos de viagem. A distância é de pouco mais de 3 km.

O BRT, com infraestrutura que permite embarque rápido, cobrança de bilhetes na plataforma do ponto de ônibus, áreas de ultrapassagem e via exclusiva, em tese permite que o sistema ganhe velocidade, reduzindo o tempo de viagem dos passageiros.

No modelo apresentado por Doria na campanha, o Rapidão teria ainda um sistema de aplicativo para celular, concedido à iniciativa privada, para informar o usuário sobre linhas e horários.

"Todos os ônibus nesses corredores vão ter GPS. Você, da tela do seu celular ou do seu computador, vai saber a que horas chega o ônibus, quais são os horários mais adequados para pegar o ônibus e qual o tempo previsto de deslocamento", disse Doria.

Editoria de Arte/Folhapress
Rapidão
Rapidão


Dessas medidas todas, o que deve entrar em funcionamento de imediato é a cobrança antecipada de bilhetes e a exclusividade da via para os coletivos. Apesar de não ter se comprometido ainda com uma velocidade média para os ônibus na cidade, Doria prometeu reduzir em até 20 minutos o tempo de deslocamento com o novo sistema.

Procurada, a SPTrans (empresa municipal de transportes) afirmou em nota que o projeto "está em fase de avaliação das melhores alternativas" e que "não há prazo para início da operação".

Para o superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Mantovani Néspoli, "quanto mais controle de ocorrências no trânsito que retiram tempo, melhor será a eficiência do sistema".

Néspoli defende que, além de vias exclusivas e pagamento antecipado, o BRT inclua formas de dar prioridade aos ônibus em cruzamentos, ou de criar maneiras de suprimi-los. "Precisamos trazer tecnologia para o sistema."

O superintendente da associação pondera ainda que seria importante requalificar as calçadas da região atendida pelo BRT. "Oferecer tratamento adequado às calçadas, iluminação e travessia segura permitem que os pontos sejam mais espaçados e o sistema se mantenha atraente."

A promessa de expandir o BRT na cidade vem desde a gestão de Celso Pitta (1997-2000), eleito sob a bandeira de construir o Fura-Fila. Sob sua sucessora Marta Suplicy, o projeto foi rebatizado de Paulistão; José Serra então renomeou-o como Expresso Tiradentes –nome sob o qual Gilberto Kassab, em 2007, entregou o projeto à população.

Ligando o Sacomã (zona sul) ao Parque Dom Pedro 2º (centro) e este à Vila Prudente (zona leste), o corredor consegue registrar velocidades bem superiores às de corredores tradicionais. No ano passado, por exemplo, atingiu uma média de 42 km/h.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Sem licitação, Doria renova contratos de ônibus por R$ 1,24 bilhão

26/01/2017 - O Estado de SP

A gestão João Doria (PSDB) publicou nesta quarta-feira, 25, extratos de 12 contratos de empresas de ônibus que fazem o chamado serviço local, entre bairros e os terminais de ônibus da capital paulista. O valor dos acordos, feitos de forma emergencial (sem licitação pública) é de R$ 1,24 bilhão — mesmo valor que os contratos tiveram no último acordo emergencial, feito em junho do ano passado.

Os contratos têm seis meses de validade. A Prefeitura promete publicar a íntegra desses contratos no site da SPTrans até o dia 14 de fevereiro. Somente com a publicação dos acordos é que será possível saber eventuais alterações nos termos das contratações com as empresas. Todas as viações que já atuam nesse serviço foram mantidas na administração.

Desde 2013, os contratos vêm sendo renovados emergencialmente, uma vez que a gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu fazer uma nova licitação para o setor. A expectativa é que a licitação preveja um custo de até R$ 7 bilhões ao ano.

Haddad chegou a lançar uma licitação, mas o prosseguimento do processo não foi permitido pelo Tribunal de Contas do Município, que fez cerca de 50 questionamentos acerca da proposta do petista. A licitação havia sido lançada quase um ano após a Prefeitura divulgar os resultados de uma auditoria externa, feita pela Ernst & Young por R$ 12 milhões. Entre as medidas, havia o compromisso das concessionárias montarem e operarem um centro de controle operacional para gerenciar a frota da cidade, que é de cerca de 14 mil veículos.

A gestão Doria já informou, em ao menos duas ocasiões, que pretende tocar a licitação o quanto antes, uma vez que há expectativa de que os novos contratos possam reduzir os custos operacionais do sistema e, assim, a necessidade de subsídios aos ônibus com recursos do orçamento municipal. A SPTrans estima que, neste ano, os subsídios possam chegar a R$ 3,3 bilhão, valor quase R$ 1,5 bilhão maior do que os R$ 1,8 bilhão que a cidade tem reservado para essa atividade no orçamento aprovado para o ano de 2017.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Prefeitura de SP realiza contrato emergencial com empresas de ônibus

06/01/2017 - G1

Secretário lamenta, diz que não teve outra opção e promete lutar para não ter que recorrer a ela novamente.

Por Roney Domingos e Márcio Pinho, G1 São Paulo

Prefeitura faz contratos emergenciais com empresas de ônibus  (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Prefeitura faz contratos emergenciais com empresas de ônibus  (Foto: Reprodução/ TV Globo) 

A Prefeitura de São Paulo realiza nesta semana a contratação emergencial das empresas de ônibus que operam o transporte coletivo na cidade. Os contratos emergenciais são necessários diante da falta de licitação do sistema de transportes coletivos da cidade. A última licitação na cidade foi feita em 2002, na gestão Marta Suplicy. A gestão Haddad tentou desde o primeiro ano, mas não conseguiu concluir a licitação do sistema. 

O secretário municipal de transportes e mobilidade da gestão João Doria (PSDB), Sérgio Avelleda, lamentou ter que apelar a contratos emergenciais, mas disse que não tinha outra opção. 

"O sistema atual está mantido. Eu tenho três dias de gestão. Se eu não assino esses contratos, não tinha ônibus na cidade. Não gosto de fazer contrato emergencial. Na minha vida como administrador público nunca na minha vida assinei um contrato emergencial, mas não tinha opção ante à inexistência de licitação, mas vamos lutar para não ter mais nenhum emergencial e ter uma licitação o quanto antes", afirmou. 

Avelleda não tem expectativa de quando deverá ser lançada a nova licitação. "Vamos fazer uma revisão. Temos pressa, mas com muito cuidado. Estamos definindo o futuro da cidade e vamos fazer com muito cuidado essa revisão do edital que foi lançado."

A atual gestão ainda não sabe o que poderá aproveitar do edital lançado pela gestão Haddad. Avelleda afirma, porém, que os novos ônibus que forem entrando no sistema precisarão ter wi-fi e ar-condicionado.

A gestão Haddad estimou que o novo serviço teria 14% mais lugares do que a atual frota - um aumento de 996 mil para 1,1 milhão.

Veja outras mudanças previstas no sistema de ônibus de acordo com o edital de licitação lançado em 2015.

Wi-Fi e ar-condicionado

Todos os ônibus terão que ter Wi-Fi e ar-condicionado.

Viagens

A Prefeitura previu aumentar a oferta de viagens em 17% e o número de assentos disponíveis em 14%.

Garagens

As atuais garagens usadas pelas empresas de ônibus serão desapropriadas

Opinião do usuário

A opinião do usuário deverá ser considerada na remuneração das empresas. Ela vai ser considerada ao lado de quesitos como passageiros transportados; cumprimento regular das viagens e disponibilidade da frota. As ganhadoras da licitação serão aquelas que ofereceram valores mais atrativos pela realização do serviço.

Remuneração das empresas

A Prefeitura de São Paulo prevê gastar R$ 7 bilhões por ano com o serviço. A previsão é que a taxa interna de retorno das empresas em relação ao investimento feito seja de 9,97%, menor que os 15% do atual contrato.

Centro de controle

Tudo será controlado eletronicamente por dispositivos instalados nos ônibus e por um centro de controle (CCO) a ser construído pelas empresas.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Gianolla defende viabilidade do BRT, projeto que não saiu do papel

30/12/16 - Cruzeiro do Sul

Equipe Online - online@jcruzeiro.com.br 

Renato Gianolla esteve no comando da Urbes por 16 anos - ERICK PINHEIRO

O presidente da Urbes - Trânsito e Transportes, Renato Gianolla, que deixa o comando da empresa pública depois de 16 anos, sustenta que o futuro do transporte público em Sorocaba é priorizar o coletivo em detrimento ao transporte individual. Para ele, a modernização do atual sistema de transporte coletivo urbano, que foi implantado há mais de 20 anos, passa por uma boa oferta e qualidade de serviços, para que haja o desestímulo à utilização do transporte motorizado individual (veículo particular).

Gianolla aponta a integração do planejamento do uso do solo e do desenvolvimento da cidade com o da mobilidade urbana, sobretudo no transporte coletivo urbano. "Quem priorizar o coletivo em detrimento ao transporte individual terá grande sucesso em sua gestão", aconselha ele, que após 28 anos de atuação na área dos transportes em Sorocaba, tendo exercido várias funções durante os mandatos dos últimos quatro prefeitos, se despede da presidência da Urbes.

Para falar sobre os principais desafios do setor para a gestão do prefeito eleito José Crespo (DEM) e as perspectivas futuras do transporte coletivo urbano, Gianola recebeu a reportagem do Cruzeiro do Sul na sede da Urbes na última terça-feira. Apesar do projeto do Bus Rapid Transit (BRT) ainda não ter saído do papel e a sua implantação ter ficado para ser decidido pelo prefeito eleito, ele defende a viabilidade do sistema para melhorar o transporte coletivo na cidade. 

Segundo ele, Sorocaba comporta o BRT e o sistema permite que os cidadãos se desloquem com mais rapidez, conforto e segurança. Gianolla defende ainda que o BRT promove o aumento da mobilidade, acessibilidade, confiabilidade e redução de tempos de viagem, além da racionalização do sistema por meio da criação de serviços tronco-alimentadores, que circulam de forma segregada ao tráfego geral e com estações fechadas com cobrança na plataforma.

"O projeto do BRT começou a ser estudado no final do governo do ex-prefeito Vitor Lippi, em 2012, e foi contemplado por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, com verba total de cerca de R$ 127 milhões, e foi considerado um dos três melhores projetos adaptados do sistema em todo o Brasil", alega. De acordo com Gianolla, José Crespo terá até maio do ano que vem para decidir se irá implantar ou não o BRT na cidade. "O projeto tem verba garantida pela Caixa Econômica Federal (CEF), via Ministério das Cidades, até esse prazo. Então caberá ao novo prefeito a decisão sobre o BRT."

Já sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma das propostas de campanha de Crespo para a área, o presidente da Urbes alega que, antes de tudo, é preciso um estudo de viabilidade para saber se há demanda. "É necessário ver se existe demanda no eixo principal. Teria de ser feito um estudo. O eixo Noroeste/Leste, onde existe a linha férrea, se ela está adaptada para isso. Atualmente ela não comporta o VLT por conta da bitola". Segundo Gianolla, também será preciso fazer um grande investimento de infraestrutura e operacional, além de um estudo de viabilidade para saber se há demanda. Ele ainda recomenda que qualquer projeto na área do transporte coletivo deve ser precedido de um estudo sobre demanda e viabilidade econômica.

Demanda do sistema tem queda de 12,78%

O presidente da Urbes, Renato Gianolla, informa que a queda na demanda do sistema de transporte coletivo público de Sorocaba, que conta com os dois terminais de ônibus (Santo Antonio e São Paulo), é de 12,78%, a pior da história e está no mesmo nível de 2001, ou seja, de 15 anos atrás. De acordo com os números apresentados por ele, em setembro de 2014 a Urbes registrou 5.411.313 milhões de passageiros por mês, contra 4.879.011 em setembro de 2015 e 4.719.792 em setembro deste ano.

Além disso, o sistema também apresentou uma redução de 9,02% no número de partidas de ônibus. Enquanto em setembro de 2015 foram 268.032 partidas, no mesmo período deste ano caíram para 243.867. Gianolla alega que a crise e a o desemprego são os principais fatores que explicam a queda na demanda. "Vale destacar que a diminuição acentuada de demanda não é exclusividade do transporte coletivo de Sorocaba e está sendo registrado em várias cidades de mesmo porte, reflexo do atual momento econômico pelo qual atravessa o País."

Segundo ele, antigamente o usuário era quem pagava toda a conta do sistema por meio da tarifa do ônibus, porém esse conceito perdeu força e foi mudado por uma lei de mobilidade urbana de 2012. "O custo do transporte coletivo não pode ser tratado como simplesmente uma questão de tarifa, mas é preciso equilibrar a conta por meio do subsídio do governo municipal", destaca Gianolla. Já para as obras viárias, como fazer viadutos, deslocar cruzamentos, entre outras, ele afirma que a saída é recorrer a financiamentos e verbas estaduais e federais, e até estrangeiras.

Apesar de algumas obras viárias previstas no Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade não terem saído do papel por falta de recursos, o presidente da Urbes disse que a empresa pública trabalhou e investiu para contribuir e avançar na mobilidade urbana em Sorocaba, por meio de projetos executados nos últimos anos, como o Integrabike (sistema de bicicletas públicas que foi ampliado em 2012, e que possui 25 estações e 200 bicicletas gratuitas disponíveis), além de mais de 126 quilômetros de ciclovias.

Gianolla destaca ainda que o Integrabike partiu de uma média mensal de janeiro a junho de 3 mil viagens por mês para 11 mil de julho a outubro deste ano. Ele considera que a rede cicloviária precisa de melhorias e ter mais conectividade. Disse ainda que a Urbes atingiu a meta de 30% de usuários do cartão social do sistema que no mesmo dia estão usando o ônibus e o Integrabike. (Ana Cláudia Martins)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Radial Leste terá primeiro túnel exclusivo para ônibus de São Paulo

20/01/2015 - Prefeitura de São Paulo

Uma obra, de um conjunto de grandes obras de mobilidade urbana conduzidas pela São Paulo Obras, é especial.

Trata-se do corredor de ônibus Radial 1, que teve início em 2014. Além de possuir grandes dimensões, comparada com outros corredores, trata-se da implantação do primeiro túnel exclusivo para o transporte coletivo da Capital. Foi iniciado há dois meses, terá 12 quilômetros de extensão e ligará o Terminal Parque D. Pedro e a Estação Vila Matilde do Metrô, através da Av. Alcântara Machado - Radial Leste.

Projeto concebido com uso dos últimos recursos da moderna engenharia, já tem duas frentes de trabalho em plena execução, uma delas na região oeste, sob o Viaduto Nakashima, e outra na região leste do túnel, no sentido Radial Leste.

No lado oeste, muitas interferências foram encontradas ao serem iniciadas as escavações. Hoje, o trabalho nesta frente está sendo feito por concessionárias de telefonia, energia elétrica, água e gás, que estão fazendo os remanejamentos das redes e fiações subterrâneas.

Especificamente sobre as obras do corredor, os serviços agora se concentram na concretagem das paredes diafragma do túnel. A parede diafragma é um elemento de fundação, que faz no subsolo um muro vertical de concreto armado executado em lamelas, que são parte da estrutura de paredes dos túneis.

A escavação é feita utilizando máquinas denominadas Clam Shell. Na medida em que as escavações avançam, os desbarrancamentos das paredes do terreno são contidos por meio de bombeamento de polímero biodegradável, um fluído estabilizante.

“A utilização do polímero é mais uma inovação no quesito sustentabilidade utilizada pela SPObras em suas atividades. Ele substitui a lama bentonítica, que apesar de ter a mesma função, causa impactos ao meio ambiente por ser plastificante e torna o solo impermeável, alterando sua característica inicial”, explicou o engenheiro responsável pela obra Mauricio Prado, da SPObras.

Para dar ideia das dimensões, as escavações no trecho leste alcançam profundidades de 25 metros. Após a escavação são colocadas as chapas-junta nas extremidades. As chapas-junta, conhecidas como macho e fêmea, funcionam como elementos de ligação entre os trechos executados. Em seguida são colocadas as armaduras, e tem início o lançamento do concreto.

Método construtivo

O projeto prevê a construção de um túnel, com aproximadamente 700 metros de extensão, que será executado utilizando mais de um método construtivo: o método austríaco não destrutivo, NATM, será utilizado em 450 metros sob a via, seguindo até a Radial Leste.

Os duzentos metros de acesso ao túnel (para os coletivos que saem da Radial Leste e vão entrar no Terminal Pq. Dom Pedro), serão feitos com vala a céu aberto – VCA e, nas duas extremidades, serão executados 80 metros pelo método Cut and Cover, que são valas que seguirão no sentido do emboque de um túnel do Metrô, com extensão de 150m (já existente), localizado sob a Estação Pedro II daquela companhia.

Esse corredor de ônibus é importantíssimo para a cidade e para quem mora na Zonal Leste porque servirá como apoio às linhas férreas do metrô e da CPTM, hoje saturadas nos horários de pico pelo grande contingente de pessoas que usa essas linhas.

A previsão é que o corredor da Radial Leste transporte 150 mil passageiros por dia. Os ônibus que irão circular nesse corredores serão expressos, com poucas paradas, o que fará com que ganhe velocidade e eficiência.

A construção do túnel na ponta da Radial Leste com ligação ao Terminal Pq Dom Pedro terá a função de dar “vazão” aos coletivos, permitindo que passem diretamente sob a avenida, sem a necessidade de pararem nos semáforos, o que deixaria a Radial mais congestionada do que já é.
Dessa forma, esse corredor será uma linha expressa - com velocidade considerável - que levará os passageiros da Zona Leste até o centro da cidade.