quarta-feira, 29 de maio de 2013

Terminal Pinheiros vai receber ônibus a partir de sábado

29/05/2013 -O Estado de SP


"Inaugurado" pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) 72 horas antes do fim de seu mandato, em dezembro, o terminal de ônibus ao lado da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô e da CPTM, na zona oeste da capital, finalmente vai abrir de verdade. A Prefeitura confirmou ontem o início da operação no próximo sábado, dia 1.º.

Batizado de Terminal Victor Civita, o complexo deve receber pelo menos 60 mil pessoas por dia quando estiver em pleno funcionamento, no fim do mês. A operação, no entanto, será dividida em três fases: a primeira, que começa no sábado, terá sete linhas de ônibus, com uma frequência de 56 coletivos circulando pelo terminal a cada hora e cerca de 15 mil usuários diários.

A nova parada prevê linhas que farão rotas para o Terminal Pedro II, no centro, o Terminal Santo Amaro, na zona sul, e o Terminal Campo Limpo, para citar alguns exemplos. No fim do mês, o terminal vai receber ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) e deverá fazer a ligação entre a zona oeste e nove cidades da Região Metropolitana de São Paulo.

O terminal deve funcionar 24 horas. A parada foi concebida para reorganizar o fluxo de ônibus na região de Pinheiros, retirando as linhas do Largo da Batata, e ser um ponto intermodal: ali há conexão entre ônibus, trens e metrô, bicicletário e um estacionamento para carros com capacidade para 430 veículos - cuja abertura ainda não tem data divulgada.

Postes. O atraso para abrir o terminal ocorreu porque a Prefeitura deixou de fazer obras necessárias à edificação após fazer a nova parada, no ano passado. Faltaram serviços como o recapeamento de ruas no entorno do terminal - com a troca do asfalto para piso de concreto, por exemplo, mais recomendado para o tráfego pesado de ônibus.

Em sua primeira entrevista após assumir o cargo, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que havia postes no caminho dos ônibus. Eles foram retirados e a fiação elétrica foi removida da rota dos coletivos.

G1 SP

Terminal Pinheiros de ônibus entra em operação a partir de sábado

Na primeira fase, sete linhas irão operar no terminal. Demanda estimada é de 16 mil passageiros por dia

A primeira fase de operação do Terminal Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, terá início a partir deste sábado (1º), de acordo com a SPTrans. O terminal de ônibus está localizado entre a Rua Gilberto Sabino e a Avenida das Nações Unidas e é integrado à Linha 4 – Amarela do Metrô e à Linha 9 – Esmeralda da CPTM.

Nesta primeira fase, sete linhas de ônibus irão operar no terminal, sendo cinco com ponto final e outros duas de passagem. A demanda esperada é de 16 mil passageiros por dia útil, atendidos por uma frota de 80 ônibus.

A segunda fase deverá começar em 15 dias e a terceira, daqui a 30 dias. Quando estiver à plena capacidade, o terminal, que funcionará 24 horas, deverá receber 60 mil passageiros por dia útil, distribuídos em 15 linhas municipais e nove intermunicipais.

Linhas da primeira fase de operação:

930P/10 Term. Pq. D. Pedro II - Terminal Pinheiros

637P/10 Terminal Santo Amaro - Terminal Pinheiros

809P/10 Terminal Campo Limpo - Terminal Pinheiros (diuturna)

809A/10 Jd. D´Abril - Terminal Pinheiros

809D/10 COHAB Educandário - Terminal Pinheiros

809J/10 Jd. Colombo - Terminal Pinheiros - Circular

809R/10 Rio Pequeno - Terminal Pinheiros - Circular

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Por que o subsídio de ônibus é tão alto na cidade?

24/05/2013 -O Estado de SP

O aumento da passagem de ônibus de R$ 3 para R$ 3,20, divulgado anteontem, ficou bem abaixo da inflação (que foi de 14,4% desde o último aumento, em 2011) porque a Prefeitura pretende gastar R$ 1,25 bilhão do Orçamento da cidade no chamado subsídio do sistema. Diante disso, o Estado levantou, com a administração e com especialistas, razões para explicar por que o subsídio é tão caro.

1.Integração. A ideia do bilhete único é cobrar a mesma tarifa tanto para quem usa um só ônibus quanto para quem usa até três. Na prática, essa conta não fecha porque passageiros que fazem percursos maiores consomem mais combustível e tempo de serviço do motorista, por exemplo. "Se não fosse assim, as pessoas que moram mais longe – e são as menos favorecidas – pagariam mais”, diz a arquiteta Klara Kaiser Mori, especialista em planejamento de transportes da FAU-USP. Com quase 3 bilhões de viagens feitas por ano, em média, o dinheiro da venda de passagens não dá para bancar a integração.O subsídio completa a diferença.

2.Benefícios. As planilhas que a Prefeitura enviou ontem à Câmara Municipal para justificar o aumento da passagem mostram que o preço exato da passagem teria de ser de R$ 4,13. Mas não são todos os passageiros que pagam a tarifa. "Na conta, cada cem estudantes (que pagam meia) geram a mesma receita de 50 passageiros de tarifa cheia”, diz o diretor de Gestão Econômico-Financeira da SPTrans, Adauto Farias. O subsídio completa a passagem de quem recebe os benefícios – cerca de um terço do total de passageiros.

3.Equilíbrio.

Outro fator é a remuneração para os empresários de ônibus. Os recursos precisam tentar equilibrar as diferenças de dentro da cidade. "A tarifa única é uma média. Se fôssemos remunerar as empresas de forma igualitária, algumas regiões iriam à falência”, explica Farias. É que cada bairro tem suas características. Uns têm mais trânsito, outros têm menos passageiros, e o subsídio é usado para equilibrar as contas.

4.Desperdício.

O trânsito, por si só, faz todo mundo perder dinheiro. Estudo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado na semana passada, mostrou que o custo é de R$ 40 bilhões por ano em São Paulo, entre combustível e tempo perdidos nas filas. Se circulassem em corredores exclusivos, sem interferências, os ônibus gastariam menos dinheiro porque o desperdício de insumos seria menor. E os custos para operar também.

5.Tempo.

Presos no trânsito, os ônibus deixam de ser atrativos. No ano passado, o sistema deixou de transportar 24 milhões de passageiros na comparação com 2011. Mas as empresas têm de manter o mesmo número de veículos circulando. Com menos bilhetes vendidos, o subsídio tem de ser maior para que as contas fechem.

COMPARAÇÃO
● Como ficaria o preço da passagem
Sem nenhum subsídio

 R$ 4,13 (1)
Com desconto de impostos prometido pelo Governo
(sem subsídio)
 R$ 3,91
Valor atual corrigido pela inflação
(com subsídio)
 R$ 3,43
Valor corrigido pela inflação e descontos de impostos
(com subsídio)
 R$ 3,25
Preço definido pela Prefeitura
(com subsídio)
 R$ 3,20 (2)
Variação (1) – (2)

-22,5%

domingo, 19 de maio de 2013

São Paulo ganha faixa exclusiva de ônibus na Casa Verde, zona norte

19/05/2013 -Folha de SP

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai implantar a partir de segunda-feira (20) uma faixa exclusiva para ônibus, por meio da operação Dá Licença para o Ônibus, nas ruas João Rudge e Zanzibar, sentido centro, entre a rua Bernardino Fanganiello e a avenida Brás Leme. As intervenções ocorrerão de segunda-feira à sexta-feira pela manhã, das 6h às 9h, em uma extensão de 200 metros.

Pelas ruas João Rudge e Zanzibar circulam nove linhas de ônibus transportando, aproximadamente, cerca de 84 mil passageiros em um dia útil, com frequência média de 68 ônibus/hora na faixa mais carregada do pico da manhã.

A faixa exclusiva de ônibus será implantada à direita das vias, mantendo-se as outras faixas destinadas ao tráfego geral de veículos. Vale lembrar que de acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), transitar na faixa exclusiva à direita de ônibus é uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ônibus da capital terão internet grátis até a Copa


16/05/2013 - O Estado de S.Paulo

Projeto-piloto vai começar neste mês; Prefeitura de SP promete instalar nos coletivos conexão 4G, a banda larga exigida pela Fifa

Caio do Vall

SÃO PAULO - Eles podem não ser os mais confortáveis, mas terão internet móvel grátis. Os ônibus de São Paulo passarão a oferecer banda larga sem fio até a Copa do Mundo de 2014, promete a Prefeitura. E a tecnologia disponível nos coletivos da capital será a mesma exigida pela Fifa para as cidades-sede do evento esportivo, ou seja, de quarta geração (4G).


JB Neto/AE
O secretário municipal dos Transportes diz que uma empresa está sendo escolhida para o serviço

O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, diz que uma empresa está sendo escolhida para testar o serviço. O projeto-piloto deve começar neste mês. "A ideia é fazer na frota inteira e pôr 4G, que veio para ficar na cidade." Hoje, a frota tem cerca de 14,9 mil coletivos que transportam 9,8 milhões de passageiros por dia.

Enquanto isso, o conforto do transporte público só tende a diminuir, já que a Prefeitura autorizou o aumento do número de passageiros por ônibus. No dia 9, foi publicado no Diário Oficial da Cidade um decreto que reorganiza a licitação do setor, com orientações técnicas para cada tipo de veículo. A lotação foi ampliada em boa parte das categorias, sem mudança nas dimensões dos coletivos.

Não é a primeira vez que a Prefeitura promete a adoção de internet wireless. Em março do ano passado, ainda na gestão Gilberto Kassab (PSD), a São Paulo Transporte (SPTrans) anunciou que instalaria Wi-Fi em oito paradas do corredor de ônibus Campo Limpo/Rebouças/Consolação, entre a zona oeste e o centro. Mais de um ano depois, nenhum deles ainda tem conexão.

A mesma coisa ocorreu com o Terminal Santo Amaro, na zona sul: em dezembro de 2011, a SPTrans começou a oferecer internet sem fio. Hoje, os 210 mil usuários do espaço já não dispõem mais do benefício. No Terminal Lapa, na zona oeste, o serviço também chegou a ser prometido, mas não saiu do papel. A Prefeitura não informou se pretende reativar a internet nesses locais.

Internet. O uso de tecnologias digitais pela SPTrans não se restringe ao oferecimento de internet sem fio. O órgão criou, no fim de 2011, uma conta no Twitter (@sptrans_), onde publica informações como mudanças no itinerário das linhas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também tem uma conta no Twitter desde aquela época: @cetsp_. 

Guarulhos faz testes com ônibus articulados e tecnologia BRT

16/05/2013 - G1-SP

Ônibus articulado com tecnologia BRT (Bus Rapid Transit) realizou o percurso da linha 713, até o centro, passando pela via Dutra. (Foto: Jair Malavazi/PMG)

A Prefeitura de Guarulhos começou a testar novos modelos de transporte público para tentar resolver gargalos de trânsito na cidade, que, atualmente, não possui nenhum corredor de ônibus exclusivo. Moradores reclamam do trânsito e da superlotação nos micro-ônibus, principal meio utilizado no município.

Segundo a prefeitura, foram testados ônibus articulados de 18 metros de comprimento, com capacidade para 132 passageiros, na linha 701 (Pimentas-Centro), e de 21 metros para pouco mais de 140 passageiros, na linha 453 (Terminal São João-Centro).

Também foram feitos testes sem passageiros com ônibus de tecnologia BRT (Bus Rapid Transit), no último dia 24 de abril, no Terminal Pimentas, fazendo o percurso da linha 713, até o Centro, passando pela via Dutra.

O veículo tem 23 metros de extensão e capacidade para 160 passageiros, mas é específico para um tipo de corredor fechado e com calçadas mais altas. O passageiro faz o pagamento em um terminal e entra no ônibus, sem cobrador.

A intenção da prefeitura é adquirir inicialmente 20 articulados para se somar à frota municipal, que conta com 922 ônibus e micro-ônibus, mas novos testes ainda poderão ser realizados. Segundo a administração, os veículos precisam vencer obstáculos como lombadas e valetas, além de curvas mais acentuadas na região central para conseguir extrair os benefícios do sistema.

A prefeitura não informou se os veículos tiveram bom desempenho nas ruas estreitas da cidade, mas admitiu que o trajeto das linhas teve de ser adaptado em razão do tamanho dos ônibus, privilegiando a via Dutra, por exemplo.

As empresas que realizaram os testes devem enviar um relatório à Secretaria de Transportes e Trânsito com uma análise sobre a viabilidade do sistema na cidade. A prefeitura deverá analisar se vale a pena investir em articulados, mas adiantou que o BRT, que exige vias mais largas e pontos preferenciais, não deverá ser a escolha no primeiro momento.

"Em relação ao viário de Guarulhos, o melhor desempenho foi apresentado pelo articulado de 18 metros, mas ainda não está definido que tipo de ônibus poderá ser adquirido para atender melhor ao município. Se for necessário, novos testes serão agendados. A definição depende também da linha”, informou a prefeitura.

Ônibus articulado com capacidade para 132 passageiros fez testes entre o Terminal Pimentas e o centro (Foto: Jair Malavazi/PMG)
Superlotação

Para os moradores que utilizam as linhas da região central, no entanto, o ideal seria aumentar a frota dos micro-ônibus. "Aqui as ruas são muito estreitas. Não tem como passar um ônibus desse”, diz Maria Ermênia de Jesus, 35, secretária. Ela pega ônibus todos os dias entre o centro e o bairro dos Pimentas. "Aqui tá muito lotado, é todo dia de pé.”

Pedro Gonçalves, 25, considera que o maior problema não é o tipo de ônibus, mas a quantidade. "O que a gente vê é que aqui todos os micros já chegam lotados. Vai todo mundo em pé. Devia ter mais ônibus e mais linhas”, diz.

A administração afirma que há uma ação contínua da Secretaria de Transportes e Trânsito que faz o levantamento de todas as linhas em dias úteis, sábados e domingos, principalmente nos horários de pico da manhã e da tarde, para definir o número de ônibus e micro-ônibus que atendem a determinada linha. "Em algumas semanas, por exemplo, mais 15 veículos deverão ser disponibilizados na região do Pimentas, e outras estão em projeto para serem aprovados e atender a população.”

PAC Mobilidade

A prefeitura afirma também que estão autorizados ao município R$ 308 milhões para obras de duplicação, alargamento de vias, viadutos, pontes e passagens subterrâneas dentro do PAC Mobilidade, do governo federal. Além disso, que corredores específicos, tanto exclusivos quanto preferenciais, estão em estudo, principalmente para a região do Pimentas. "Até meados deste ano, dois deles devem ser viabilizados”, diz a administração em nota.

"Os projetos foram elaborados, a licitação concluída e os recursos aprovados, aguardando apenas a liberação", informa. Estão previstas obras de a reformulação do Trevo Bonsucesso, duplicação do corredor Pimentas, dois novos viadutos sobre a rodovia presidente Dutra e uma alça de ligação com o corredor Papa João Paulo I, corredor Santos Dumont e Monteiro Lobato, e obras no corredor Jamil João Zarif.

"A primeira obra é a do Trevo Bonsucesso, que dá acesso à via Dutra e é um dos principais gargalos viários do município, por onde passam 130 mil veículos por dia", diz a prefeitura."Será totalmente reformulado, resolvendo os problemas do trânsito, já que estão previstos acessos independentes para cada destino. Quando iniciadas, as obras demorarão dez meses para serem finalizadas. Trata-se de um projeto planejado para dez anos, ou seja, uma década, no mínimo, sem os transtornos de um tráfego intenso e lento e, por vezes, congestionado

Empresas de ônibus podem gerir verba do bilhete único

14/05/2013 - Estadão

Decreto publicado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) na última quinta-feira, 9, permite que a gestão dos bilionários recursos da conta do bilhete único seja compartilhada justamente com empresas de ônibus da capital – que recebem esse dinheiro. O decreto regulamenta uma lei, aprovada em 2001, cujos detalhes nunca foram colocados em prática.

A São Paulo Transporte (SPTrans), empresa que atualmente faz o gerenciamento desta conta, diz que embora o decreto preveja que uma empresa de economia mista fique encarregada de fazer os pagamentos e movimentar a chamada "conta sistema", não há interesse da Prefeitura em constituir tal empresa no momento.

A conta sistema recebe todos os valores pagos pelos passageiros de ônibus da cidade quando eles recarregam o bilhete único. São valores gigantescos, na ordem de R$ 30 milhões movimentados a cada dia, e incluem as transferências que a Prefeitura faz ao Metrô e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que também adotam o bilhete único.

Não é um processo imune a fraudes. No ano passado, uma das empresas que vendem os créditos do bilhete único nas estações do Metrô ficou dias sem repassar o dinheiro dos usuários à SPTrans – e sumiu com os recursos, deixando o prejuízo para a conta sistema.

Como esses recursos já não são suficientes para manter os cerca de 15 mil ônibus da cidade, a Prefeitura injeta verbas do Orçamento no sistema para fechar as contas - é o chamado subsídio dos ônibus. No ano passado, a injeção foi de cerca de R$ 800 milhões.

O decreto publicado na última quinta-feira diz que a SPTrans, que é 100% controlada pela Prefeitura, ficará como gestora do sistema apenas enquanto a "empresa gestora" não é criada. Essa empresa terá, segundo o decreto, participação das concessionárias do serviço de ônibus. E uma autarquia que ficaria responsável por regulamentar os serviços do transporte público.

O decreto que abriu a brecha para a participação privada da conta sistema foi editado porque a Prefeitura está preparando uma nova licitação para o serviço de ônibus da cidade. Os contratos com as atuais empresas estão vencendo e a gestão Haddad prepara uma reformulação - com menos concessionárias operando na cidade e mais empresas de lotação.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo revelou na última sexta, 10, outra vantagem para as empresas de ônibus regulamentada nesse decreto foi aumentar o limite tolerável de lotação nos coletivos.

Manutenção legal

O diretor de Gestão Econômico-Financeira da SPTrans, Adauto Farias, afirma que, como o decreto altera a regulamentação da lei que organizou o sistema de ônibus da cidade, sancionada em 2001, e a lei prevê a criação dessa "empresa gestora", o novo decreto tinha de manter a possibilidade de criação da empresa. "O decreto simplesmente regulamenta a lei. Não modifica, não cria, não extingue nenhum aspecto da lei", diz.

Farias afirma que a conta sistema já é supervisionada por um conselho que conta com participação das empresas de ônibus da cidade, mas reconhece que o caráter dessa comissão é consultivo. "A política de subsídio, comercialização, alocação de verbas, cabe constitucionalmente ao prefeito, ao secretário e os órgãos ligados a eles. O que existe é uma comissão de acompanhamento", afirma.

Apesar da regulamentação, o diretor da SPTrans diz que a gestão Haddad não pretende dividir a gestão da conta sistema com as empresas de ônibus. "A empresa gestora não será criada", garante. "A titularidade da conta vai continuar da Prefeitura."

Farias reconhece, no entanto, que não há nenhum entrave legal para que a empresa prevista no decreto seja criada. "Você tem que aprovar uma lei específica na Câmara", explica.

Ônibus municipais terão internet grátis até a Copa

16/5/2013 - Via Trólebus

Renato Lobo

A SPTrans deve lançar projeto para instalar banda larga sem fio nos quase 15 mil ônibus que circulam na capital paulista. A tecnologia disponível nos veículos deve ser a mesma exigida pela Fifa para as cidades-sede da Copa do Mundo, ou seja, 4G.

Segundo o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, uma empresa está sendo licitada para testar o serviço. O projeto-piloto deve começar ainda em Maio. "A ideia é fazer na frota inteira e pôr 4G, que veio para ficar na cidade." – diz Tatto. Os 14,9 mil coletivos transportam 9,8 milhões de passageiros por dia.

Ônibus à hidrogênio criado em Caxias vai começar a circular


16/05/2013 - Jornal do Comércio - Porto Alegre


Primeiro ônibus estará pronto em setembro de 2013- Leandro Zandona/Divulgação/JC

O consórcio concebido para a construção de ônibus brasileiro à célula de hidrogênio está, finalmente, começando a concretizar o projeto. Está sendo construído, em Caxias do Sul, a primeira das três unidades de ônibus experimental.

Até setembro, segundo o engenheiro Sidney Gonçalves de Oliveira Sobrinho, serão iniciados os testes do primeiro veículo e, em novembro, será entregue a EMTU, em São Paulo. Até março, estarão prontos outros dois veículos, que permanecerão em operação supervisionada até o final de 2014, quando passarão a operar regularmente no corredor ABD em São Bernardo do Campo.

O ônibus à célula de hidrogênio é um meio de transporte público moderno e econômico, sem nenhum tipo de poluição. Integrando células de hidrogênio e motores elétricos, o sistema gera água como subproduto. Com 45 kg de hidrogênio, roda 300 km e mais 40 km só com as baterias. Tem capacidade para 40 passageiros.

"Em setembro, já poderemos embarcar num desses veículos”, disse Sidney Oliveira, explicando que já é possível fabricá-los 50% mais barato do que está custando na Europa e nos Estados Unidos, "tornando o ônibus à célula de hidrogênio economicamente competitivo para operadores privados”.

O consórcio de instituições e empresas responsável pelo projeto é constituído por Global Enviroment Facility, United Nations Development Program, Ministério de Minas e Energia, Financiadora de Estudos e Projetos, Empresa Metropolitana de Transporte Urbano, Eletric Power Research Institut, Hidrogenics, AES Eletropaulo, Petrobras, Marcopolo, Tuttotransporti, Ballard Power Systems e NuCelsSys. Duas empresas são canadenses e uma terceira é alemã.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

SP vai pagar empresa de ônibus pela satisfação do passageiro


09/05/2013 -Folha de SP

Leia: Haddad amplia limite permitido para lotação de ônibus

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), publicou nesta quinta-feira decreto que reorganiza o transporte coletivo municipal.

A medida era aguardada há dois meses, pois abre caminho para a publicação do edital da nova licitação dos ônibus e peruas da cidade. Os contratos das concessionárias de ônibus, por exemplo, foram assinados há dez anos e vencem em julho. A previsão inicial da Secretaria dos Transportes era ter publicado o edital no fim de fevereiro.

Entre as mudanças, o decreto estabelece novas formas de remuneração das empresas de ônibus.

Atualmente, elas recebem pelo número de passageiros transportados, mas agora vai entrar no cálculo também:

1) A qualidade dos serviços ofertados, "medida por meio de indicadores de desempenho operacional e pesquisas de satisfação dos usuários"

2) Investimentos realizados na frota e os de atualização tecnológica

Na prática, a empresa que não garantir qualidade será punida no bolso. O decreto diz que os critérios para o cálculo da remuneração final serão estabelecidos "no edital e nos contratos de concessão e permissão".

Outra mudança é que o decreto abre possibilidade para outros tipos de pagamento. O texto diz que o edital a ser publicado "poderá estabelecer que a remuneração da operação em corredores será por valores fixos mensais, observada a efetiva prestação dos serviços programados".

Com isso, a intenção da prefeitura é aumentar o número de veículos nos corredores de ônibus para diminuir a espera dos passageiros. A medida se articula com os projetos de eliminar o excesso de linhas nos corredores, criar linhas expressas e aumentar a velocidade do transporte público.

O decreto também diz que "o edital poderá prever valores diferenciados de remuneração para os serviços prestados em horário de baixa demanda". Se implantada, por exemplo, a medida poderá estimular o aumento da frota que circula de madrugada e nos finais de semana.

ÁREAS

O prazo dos contratos do serviço de concessão, chamado de estrutural e formado pelos ônibus maiores, que circulam pelas principais vias, passou de 10 para 15 anos. A concessão é operada por empresas ou consórcios.

Já a permissão, chamado de local e formado pelas peruas e ônibus menores, que circulam nos bairros, teve prazo de validade mantido em sete anos, prorrogáveis por três. A permissão é operada por cooperativas.

Outra mudança é a redistribuição das áreas de atuação das empresas e cooperativas. Elas passarão de oito para três: Noroeste (formada pelas atuais áreas 1, 2 e 8), Leste (3, 4 e 5) e Sul (6 e 7).

A mudança vai obrigar consórcios e cooperativas a se reorganizarem para poder concorrer na licitação.

A área do centro expandido --perímetro formado pelas marginais Tietê, Pinheiros e avenidas Salim Farah Maluf, Bandeirantes e do Estado-- não entra divisão, pois todas as empresas podem operar dentro dele.

A prefeitura afirma que a redistribuição "permitirá melhor controle pelo poder público e facilitará o equilíbrio financeiro entre os lotes

terça-feira, 7 de maio de 2013

Prefeitura de São Paulo confirma mais R$ 2,2 bilhões para corredores de ônibus

03/05/2013 - Folha de SP

A Prefeitura de São Paulo homologou nesta terça-feira (30) o resultado de mais cinco licitações do Programa de Mobilidade Urbana, que prevê a construção de terminais e corredores de ônibus na cidade.

A homologação é a confirmação de que a proposta vencedora da licitação cumpriu todas as exigências. O próximo passo será a assinatura dos contratos e, depois, a autorização para o início das obras.

As licitações homologadas hoje foram feitas ainda na gestão Gilberto Kassab (PSD). No sábado (27), outros seis certames foram homologados.

O plano de Kassab prevê a construção de mais de 60 km de corredores de ônibus em avenidas como Luís Carlos Berrini, M'Boi Mirim (zona sul), Radial Leste (zona leste) e Inajar de Souza (zona norte).

Também estão previstos terminais em bairros como Itaquera (zona leste) e Jardim Ângela (zona sul).

O plano inicial de Kassab era construir mais duas rodoviárias em Itaquera e na Vila Sônia, mas a nova gestão decidiu não levar o plano adiante e construir apenas terminais urbanos ou metropolitanos.

A licitação do terminal Itaquera até já teve o nome modificado. No dia 26 de março, a mudança de "Terminal Rodoviário e Urbano - Itaquera" para "Terminal Viário Urbano, Terminal Intermunicipal e/ou Rodoviário - Itaquera" foi publicada no "Diário Oficial".

No total, os 11 lotes já homologadas pela prefeitura custarão R$ 2,2 bilhões. O prazo para a conclusão das maiores obras é de três anos.

Também hoje, foram retomadas as licitações dos lotes restantes, que tratam de um corredor de ônibus na av. Aricanduva (zona leste) e terminais em Perus (zona norte) e Parelheiros (zona sul).

O plano apresentado no início do mês pela gestão Fernando Haddad (PT) é construir 147 km de corredores e 12 terminais por R$ 6,1 bilhões, até o primeiro semestre de 2016.

Informações: Folha de SP

Lote
Empreendimento
Consórcio vencedor
Valor
Prazo
1
Corredor Leste - Radial 1
OAS/EIT
R$ 439.751.838,21
36 meses
2
Corredor Leste - Radial 2
CR Almeida/Consbem
R$ 148.757.190,16
30 meses
4
Corredor Leste - Itaquera
Carioca/Heleno & Fonseca
R$ 150.782.571,58
36 meses
5
Corredor Capão Redondo/Campo Limpo/Vila Sônia
Paulista/Construbase
R$ 213.598.686,17
36 meses
6
Corredor M'Boi Mirim
Arvek/Simioni Viesti
R$ 98.494.741,69
18 meses
7
Binário Santo Amaro
Enpavi/Cetenco
R$ 39.998.460,66
18 meses
8
Corredor Berrini
Camargo Campos/JZ
R$ 45.288.227,09
18 meses
9
Corredor Inajar de Souza
Serveng/Galvão
R$ 169.751.131,88
24 meses
10
Terminal Itaquera
Camargo Corrêa/Constran
R$ 417.908.715,39
36 meses
13
Terminal Jardim Ângela
Andrade Gutierrez/Engeform
R$ 307.663.532,71
36 meses
14
Complexo viário - Terminal Jardim Ângela
Gomes Lourenço/Santa Bárbara
R$ 154.752.339,97
36 meses
TOTAL
R$ 2.186.747.435,51

Infográfico

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Trânsito: São Paulo ganha mais duas faixas de ônibus nas zonas sul e leste


26/04/2013 - UOL

Por meio da operação "Dá licença para o ônibus", os moradores da cidade de São Paulo vão ganhar mais duas faixas exclusivas para ônibus, uma na zona sul e outra na zona leste, a partir da próxima segunda-feira (29),
Na zona sul, a faixa exclusiva --que é sempre instalada à direita--, será implantada no corredor Domingos de Morais/Jabaquara, em ambos os sentidos. Na rua Domingos de Morais, a faixa será entre as ruas Sena Madureira e Luís Góis. Já na avenida Jabaquara, o trecho exclusivo continua, indo da rua Luís Góis até a rua Irerê.
A extensão é de 7,2 km. A medida valerá de segunda-feira a sexta-feira, nos horários de pico da manhã, das 6h às 9h, em direção ao centro e à tarde, das 17h às 20h, no sentido ao bairro.
No sentido bairro circulam 23 linhas de ônibus da avenida Domingos de Morais, com uma frequência de 97 ônibus por hora transportando cerca de 272 mil passageiros em dia útil. No sentido centro, são 15 linhas, com frequência de 91 ônibus por hora e que transportam, em média, 168 mil pessoas.
Já na avenida Jabaquara, são 30 linhas no sentido bairro, com frequência de 148 ônibus, que transportam em torno de 288 mil usuários. No sentido centro, são 30 linhas, com frequência de 143 ônibus por hora, transportando 311 mil pessoas.
Na zona leste, a faixa será implantada nas estradas do Imperador e Mogi das Cruzes e na rua Embira, em ambos os sentidos, entre as avenidas Pires do Rio e São Miguel. A intervenção valerá de segunda a sexta-feira, em uma extensão de 13 km. Pela da manhã, vai funcionar das 6h às 9h, no sentido centro e, à tarde, das 17h às 20h, no sentido barro.
Pelo corredor das estradas do Imperador e Mogi das Cruzes e rua Embira, circulam 41 linhas de ônibus transportando, aproximadamente, 226 mil passageiros em um dia útil, com frequência média de 324 ônibus por hora pela manhã e a tarde a frequência média é de 279 ônibus.
Com o objetivo de melhorar as condições de segurança e acessibilidade das vias, será implantado um novo semáforo veicular e de pedestre, no cruzamento das ruas Embira com Santa Maria de Itabira.
De acordo com o CTB (Código de Trânsito Brasileiro), transitar na faixa exclusiva à direita de ônibus é uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20