sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Prefeitura suspende licitação do BRT em São José dos Campos

27/10/2016 - G1 Vale do Paraíba 

Esse é o segundo edital lançado pela administração relativo ao projeto. 

Com a suspensão, a obra sofre novo atraso; não há novo prazo.

Expectativa é que a obra do BRT comece no 2º semestre deste ano em São José (Foto: Divulgação/Pref.SJC)
BRT foi uma das principais propostas do governo para melhorar o transporte (Foto: Divulgação/Pref.SJC)

Alvo de questionamentos das empresas interessadas em assumir o projeto, a licitação do BRT (sigla em inglês para Bus Rapid Transit) - chamado pela Administração de Mobi - foi suspensa pela Prefeitura de São José dos Campos, na quinta-feira (27), por tempo indeterminado. 

Essa não é a primeira vez que o processo de contratação da empresa que fará as obras sofre atraso. O edital anterior para o BRT foi alvo de questionamentos no Tribunal de Contas, tanto por parte das empresas participantes quanto de vereadores da oposição, e acabou cancelado. 

Com isso, a previsão inicial do governo para o início das obras, que era janeiro deste ano, não se concretizou.

Projeto do Mobi em São José será assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake

São José adia licitação do BRT para agosto após questionamento ao TCE

Uma das principais vitrines da campanha do prefeito Carlinhos Almeida, o projeto do BRT prevê a implantação de um sistema alternativo para melhorar o transporte coletivo, com 51 km de corredores e investimento de R$ 846 milhões.

O edital suspenso tem por objetivo contratar a empresa que ficará responsável pelo lote 1, que contempla a construção de quatro corredores, terminais de embarque e desembarque, além de um CCO (Centro de Controle Operacional). As propostas das interessadas seriam abertas no dia 4 de novembro pela administração.

De acordo com a prefeitura, "o edital foi suspenso para que sejam respondidos novos questionamentos enviados pelas empresas concorrentes". Segundo a Secretaria de Obras, uma nova data para que as propostas sejam apresentadas pelas empresas.

O governo informou ainda que, com a suspensão, "está tomando todos os cuidados técnicos e jurídicos com relação ao projeto."

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Prefeitura de Ribeirão adia abertura de terminal esperado há 17 meses

24/10/2016 - G1

Estação de ônibus no Jardim José Sampaio precisa de ajustes, diz Executivo.
Ainda para este ano também são esperadas três plataformas na Catedral.

Do G1 Ribeirão e Franca

A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) adiou a inauguração do terminal de ônibus "Jornalista Luciano Lepera", no Jardim José Sampaio Junior. A quinta estação de bairro projetada no contrato de concessão assinado em 2012 era prevista para funcionar a partir do último sábado (22), mas ainda faltam ajustes, informou a administração municipal.

O Executivo não deu prazo para sua abertura. "Uma nova data será definida tão logo sejam concluídos esses trabalhos", comunicou.

Orçado em R$ 1,2 milhão, o terminal é esperado há 17 meses, desde seu prazo inicial de entrega, em maio de 2015.

Esta deve ser a última estação de bairro a ser entregue pela atual gestão. Há uma semana, entrou em operação a estação do bairro Ribeirão Verde.

Além dessa estrutura, a Prefeitura deve entregar até o fim do ano mais três plataformas de embarque na região da Catedral, no Centro.

Novo terminal

O terminal no Jardim José Sampaio Júnior deve beneficiar duas mil pessoas que utilizam o transporte municipal diariamente. Com 206 metros quadrados, a estrutura terá dois pontos de embarque e desembarque e vai atender sete linhas da rede municipal - seis principais e uma alimentadora.

O espaço funcionará de segunda a sexta-feira das 6h às 18h e das 6h às 14h aos sábados e conta com sanitários, fraldário, autoatendimento para recarga de cartões de transporte, painéis eletrônicos, câmeras de segurança, além de refeitório e banheiro para motoristas e fiscais, salas de fiscalização e administração.

Terminais urbanos

A estação da região do José Sampaio é a quinta a ser inaugurada nos bairros dentro da previsão do contrato de concessão com o Consórcio Pró-Urbano.

Atualmente estão em funcionamento o Terminal Nordeste José Veloni, no Ribeirão Verde, o Terminal Renê Andrade, no São José, o Mário Ricci, no distrito de Bonfim Paulista, e o Terminal Padre Zezinho, na Vila Abranches.

As plataformas da USP e da Vila Mariana, até então previstas para o próximo prefeito, foram inviabilizadas por problemas para ocupação de áreas, de acordo com o secretário.

Também entregues depois do prazo original, foram inaugurados no ano passado os terminais Dra. Evangelina de Carvalho Passig e seus dois terminais satélites na região da Avenida Jerônimo Gonçalves.

A viabilidade de outro terminal do Centro - orçado em R$ 7,1 milhões e sem concretização - deverá ser estudada pelo próximo prefeito de Ribeirão.

Estações na Catedral

Ainda estão previstas até o fim do ano três das cinco plataformas projetadas para o entorno da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro.

Outras duas, que ficam de frente para a igreja, não foram liberadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), de acordo com informações da Secretaria de Obras.

Divergências em relação aos riscos que os ônibus causam à estrutura da igreja marcaram o projeto. A construção começou este ano após decisão do Tribunal de Justiça e assinatura de um termo de ajustamento de conduta (TAC) que garantiu a troca dos pavimentos, das redes de esgoto e de água no entorno do templo.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Linhas abandonadas do VLT serão usadas no corredor do ônibus rápido

10/10/2016 - G1 Campinas

O BRT (Bus Rapid Transit), o Rapidão, percorrerá 36 quilômetros. 
Abandono das estações tem causado problemas para a população.

A Prefeitura de Campinas (SP) decidiu utilizar o antigo trajeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) para colocar em prática a construção do BRT (Bus Rapid Transit), o Rapidão. As primeiras obras devem ter início em março de 2017 e a previsão é que o novo meio de transporte coletivo esteja em funcionamento em 2020.

O Rapidão terá 36 quilômetros de linha que irão beneficiar principalmente duas regiões, o Campo Grande e o Ouro Verde, em ligação com o centro da cidade. Para construir os corredores do BRT será preciso desapropriar as áreas da cidade que juntas somam 61 mil metros quadrados.

Pelos estudos da prefeitura, a velocidade média do Rapidão deve ser de 28 quilômetros por hora. Nos corredores já existentes, a velocidade chega a 22 quilômetros por hora e no centro não passa de 11 quilômetros por hora.

O projeto foi dividido em quatro lotes, cada um deles vai ser feito por empresas e consórcios independentes. O valor total dos investimentos para a obra é de R$ 451 milhões e, segundo o secretário de transportes, Carlos José Barreiro, parte deste dinheiro a prefeitura já conseguiu.

“Nós já tínhamos cerca de R$ 300 milhões assegurados com financiamento e o orçamento geral da União e o restante, que é cerca de R$150 milhões serão aportados dentro do orçamento público municipal”, afirma o secretário.

Depois de pronto, a prefeitura pretende reformular as áreas que hoje estão abandonadas.

Áreas abandonadas

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está desativado em Campinas há 21 anos e o abandono desse sistema tem causado problemas para a população que vive próxima às estações: sujeira, abandono e usuários de drogas que ficam nessas áreas.

Ao todo, oito pontos da cidade enfrentam problemas como mato alto, muito lixo, abandono e medo. Os moradores dessas regiões reclamam da insegurança e da falta de estrutura nesses locais próximos às estações abandonadas.

“Incomoda bastante, então o certo era a prefeitura tomar umas providências e tirar isso daí", afirma o mestre de obras e morador, Genivaldo da Silva.

Lixo acumulado, mato alto e perigo para a população, na estação abandonada do VLT, na Vila Pompéia (Foto: Reprodução/EPTV)
Lixo acumulado, mato alto e perigo para a população, na estação abandonada do VLT, na Vila Pompéia (Foto: Reprodução/EPTV)

Na Vila Pompéia, por exemplo, os moradores convivem com muito entulho e lixo acumulado próximo às passagens de carros. Além disso, há um fosso aberto no terreno que causa perigo aos moradores da região.

Na Estação do VLT, no Jardim Aurélia, a estrutura está abandonada e com muito mato alto nas proximidades. Já na Vila Industrial, o caminho por onde passava antigo transporte coletivo virou pastagem.

Na Vila Teixeira, a falta de asfalto no local prejudica a caminhada dos moradores que precisam atravessar o local a pé, como é o caso de Taís [veja o vídeo acima]. Segundo a moradora, o chão de terra prejudica, mas o principal problema na região são os assaltos e a insegurança causada principalmente pela presença de usuários de drogas.

“Tem usuários de drogas e aí dá medo de passar aqui por esse canto”, afirma a moradora.

O VLT

Conhecido popularmente como pré-metrô, o VLT começou a funcionar em 1990 e durou até 1995, em Campinas. A primeira e única estação ligava as regiões sul e central da cidade.

Antigo VLT que circulava na cidade de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)
Antigo VLT que circulava na cidade de Campinas (Foto: Reprodução/EPTV)

A construção deste transporte coletivo foi marcada por denúncias de corrupção e de superfaturamento. O projeto contemplava 11 estações, mas nem todas saíram do papel.

O VLT tinha capacidade para transportar 75 mil passageiros por dia, mas todas as linhas juntas não ultrapassavam quatro mil passageiros. Este problema ocorreu, porque as estações eram mal localizadas e não havia, de fato, integração com as redes de ônibus municipais e intermunicipais.

Por conta desses problemas, o transporte foi desativado. Hoje, 21 anos depois, o que sobrou do VLT são as antigas estações abandonadas e destruídas.