quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Com redução de tempo de acesso aos ônibus, SPTrans estuda estender pré-embarque para mais terminais, corredores e até faixas

30/09/2015 - Blog Ponto de ônibus


ADAMO BAZANI

A SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, anunciou que a "operação pré-embarque” reduziu em média 10 minutos o tempo de acesso dos passageiros aos ônibus em terminais de grande movimento na cidade. Antes, o tempo era de até 12 minutos e agora varia entre um minuto e um minuto e dez segundos.

Diante disso, informou em nota "que estuda a instalação gradativa do sistema de Pré-embarque também em corredores e faixas exclusivas para ônibus”.

A gerenciadora, no entanto, não explicou ainda como o sistema pode ser viabilizada em faixas, cuja maior parte das paradas são comuns, sem estrutura para catracas externas.

Hoje são 51 linhas que contam com a operação, das quais, 21 desde 2013.

Em linhas gerais, o pré-embarque consiste no pagamento da tarifa fora do ônibus. Nos terminais foram instaladas catracas com validadores ainda na área de acesso, na região das plataformas. O passageiro paga e logo entra no ônibus,  o que segundo a SPTrans, contribuiu para diminuição de filas e cumprimento dos horários de partida.

Para atender quem paga com dinheiro, cobradores foram colocados fora dos ônibus pelas empresas. Eles recebem o pagamento e dão o troco ainda na fila.

Pela manhã, a operação funciona das 4h às 10h e no pico da tarde/noite, das 16h às 22h, mas nos dois períodos pode ser prolongada dependendo da demanda de passageiros. Fora destes horários, as catracas são desativadas e o pagamento se dá dentro do ônibus.

Pessoas que contam com isenção tarifária e passageiros com acesso preferencial, como gestantes, embarcam, durante a operação, pela porta da frente do ônibus, que fica posicionada fora da área delimitada de pré-embarque.

Se a cidade de São Paulo tivesse uma rede de corredores de ônibus do tipo BRT – Bus Rapid Transit, que contemplasse estações com pré-embarque ao longo dos trajetos, a eficiência no sistema seria maior ainda, reduzindo o tempo de acesso em mais linhas, muito além das 51.

Da meta de entrega de 150 quilômetros de corredores de ônibus até 2016, prometida pelo prefeito Fernando Haddad ainda em campanha eleitoral, há projetos de BRT. Mas dificilmente a meta será alcançada. Até agora, pouco mais de 40 quilômetros estão em obras.

No entanto há vários entraves como erros de projetos, suspeitas de sobrepreço apontadas pelo TCU – Tribunal de Contas da União e TCM – Tribunal de Contas do Município, indisposições políticas entre conselheiros do TCM e a gestão Haddad, e falta de verbas, que impede o início de algumas obras, interferindo no ritmo de liberação dos recursos do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal.

INÍCIO

"A operação "pré-embarque” foi implantada em caráter experimental no Terminal Varginha, na Zona Sul da cidade, para atender a linha 6913/10 – Terminal-Varginha/Terminal Bandeira (via Santo Amaro/9 de Julho), em agosto/2005. Depois de comprovada eficiência no ganho de tempo a operação foi ampliada no mesmo ano para outras linhas e terminais” – diz a SPTrans em nota.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Corredor de ônibus entre Guarulhos e SP passa a operar neste sábado

18/09/2015 - G1 SP

Após um impasse entre a Prefeitura de Guarulhos e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), o novo trecho do Corredor Metropolitano de Guarulhos finalmente passará a funcionar neste sábado (19).

O novo trecho tem 12,3 km, que liga os terminais Cecap e Vila Galvão, vai operar com 23 linhas de ônibus. A obra custou R$100 milhões.

Prevista para 2013, a obra foi inaugurada oficialmente em 31 de agosto deste ano em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB). No entanto, o corredor não passou a operar no dia seguinte conforme o prometido pela EMTU. Isso porque a Prefeitura de Guarulhos não permitiu que os ônibus usassem o local, pois afirmou que a obra não estava pronta e colocava em risco a vida de motoristas e passageiros.

Um outro trecho, entre os terminais Taboão e Cecap, foi inaugurado em julho de 2014. Quando este novo trecho for inaugurado, o corredor terá 20 km e ligará Guarulhos à capital, com acessos ao Metrô a à CPTM.

Inauguração

O segundo trecho do Corredor Metropolitano Guarulhos foi inaugurado no dia 31 de agosto. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participou da cerimônia e afirmou que a obra do corredor com mais 4,5 km de extensão - um terceiro trecho da obra - que ligará Guarulhos e São Paulo deve ser iniciada em 2016. "Nós vamos este ano terminar o projeto executivo e licenciamento ambiental. Esperamos iniciar a obra no ano que vem”, disse o governador. No entanto, há dois anos, o governo prometeu a entrega de todo corredor da EMTU até o fim deste ano. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Campinas inicia operação comercial com ônibus elétricos

17/09/2015 - O Dia

Campinas (SP) é a primeira cidade brasileira a colocar em operação ônibus 100% elétricos que só necessitam de uma recarga noturna da bateria para rodar durante o dia todo. Uma remessa de dez veículos importados da fabricante chinesa BYD já chegou ao Brasil. A compra foi feita pela viação Itajaí Transportes Coletivos para a linha Ouro Verde, uma das mais movimentadas do município.


O diretor de Relações Governamentais e Marketing da BYD, Adalberto Maluf, afirmou, há duas semanas, que cinco unidades já estavam em Campinas e que todas deveriam estar funcionando até o fim deste mês. Cada ônibus custou R$ 1,4 milhão (cerca de R$ 420 mil do veículo, pagos à vista, e R$ 1 milhão da bateria, parcelada em dez anos). O modelo foi apresentado durante a feira Transpúblico, promovida em São Paulo pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

De acordo com Adalberto, as vantagens do ônibus elétrico em relação ao convencional, a diesel, são a emissão zero de poluentes, 50% a menos de ruídos (ouve-se apenas o som do ar-condicionado), acessibilidade universal e menor custo de manutenção.

 “A operação é muito mais confortável, a aceleração é mais suave e é melhor o custo de manutenção para o operador. Em um ônibus convencional, o operador tem que trocar a pastilha de freio a cada dois mil quilômetros rodados. No elétrico, precisa trocar a cada 10 mil quilômetros, porque quem freia é o sistema de tração e não a pastilha de freio”, explica.

Os ônibus elétricos de Campinas têm capacidade para 80 passageiros (20 sentados) e autonomia para circular de 250 a 300 quilômetros por dia com apenas uma recarga noturna, na garagem, de duas horas. “Isso é o suficiente para rodar 95% das linhas de ônibus urbanas”, afirma Maluf. 

A diferença dos veículos novos de Campinas para os elétricos que circulam em São Paulo é que os da capital precisam ficar parados por cinco minutos nos pontos de ônibus, em algumas ocasiões, para recarga da bateria. “Esses saem carregados da garagem e circulam o dia inteiro”, conta o representante da BYD.

Ainda segundo Adalberto Maluf, o valor pago pela Itajaí Transportes na mensalidade da bateria será compensado pela economia de diesel. “O preço do veículo é praticamente igual a um convencional. O R$ 1 milhão da bateria é pago com juros em dez anos. Em vez de a empresa pagar R$ 7 mil de diesel, gasta R$ 1 mil de eletricidade e mais R$ 6 mil por um leasing da bateria. A maior vantagem é a preservação do meio ambiente”, ressalta Maluf.

No Rio, a Fetranspor testou na linha convencional 249 (Água Santa-Carioca) o ônibus elétrico a baterias da fabricante chinesa BYD em abril e maio de 2014. A entidade aprovou o desempenho, mas avaliou que o negócio ainda é inviável economicamente.

Informações: O Dia