quinta-feira, 30 de setembro de 2010

14/09/2010 - 0937
Licitação de ônibus em Sorocaba atrae 52 empresas
Revista do Ônibus 

SOROCABA - Falta pouco mais de 24h para a cidade iniciar os procedimentos de escolha da empresa de ônibus que substituirá o lote 1 herdado da Transporte Coletivo de Sorocaba (TCS), responsável pelo atendimento de 47% dos usuários do município. Quarta-feira (15), às 10h, a Urbes - Trânsito e Transportes abrirá os envelopes contendo os documentos de habilitação e as propostas comerciais. Até o momento, 52 interessadas adquiriram o edital para a concessão onerosa dos serviços. 

O presidente da empresa pública - que administra o transporte coletivo -, Renato Gianolla, descartou que possa haver monopólio na concorrência. “A licitação é fundamentada nas leis federais e municipais que regem a matéria, ou seja, a Lei Municipal 6529, de 27 de fevereiro de 2002, garante que os serviços deverão ser executados, no mínimo, por duas concessionárias”, ressaltou. Com relação aos processos judiciais entre a TCS e a Prefeitura Sorocaba, conforme destacou a assessoria de imprensa da Urbes, “os mesmos encontram-se em fase de instrução”.

No caso de haver um consórcio como vencedor do certame, a presidente da Comissão Especial de Licitação, Gilvana Bianchini Cruz, esclareceu que a empresa líder será aquela responsável pela maior parcela do contrato. “Em caso de todas as empresas integrantes do consórcio tiverem igual participação, caberá aos consorciados eleger a empresa líder”. Dessa forma, de acordo com ela, a visita técnica poderá ser realizada por apenas uma das empresas integrantes no consórcio.

O número de carros que a futura contratada terá de colocar à disposição dos 47% dos usuários também aumentou. Inicialmente, a concorrência previa 176 ônibus, sendo 81 convencionais, 66 com três portas, 12 articulados (ou com 15 metros de comprimento) e 11 para reserva técnica. Agora, são 179 carros, sendo 78 convencionais, 75 com três portas, 12 articulados e 14 para reserva técnica.

Uma série de embargos e atrasos tornou a concorrência 10/09 uma novela. Em fevereiro deste ano, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) determinou a suspensão da licitação referente ao processo 185/09 do lote 1. Na ocasião, um despacho do conselheiro Cláudio Ferraz de Alvarenga obrigou a Urbes a interromper a realização do pleito. A suspensão do TCE ocorreu após representação do vereador José Antônio Caldini Crespo (DEM) e das empresas CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais Ltda., e Viação Mina do Vale Transportes e Turismo Ltda.

Todos alegaram que o documento continha exigências “aparentemente restritivas à ampla participação dos interessados” e falhas, apontadas pelas empresas, desde a falta de definição do limite máximo admissível de ruído interno nos ônibus até possíveis irregularidades no sistema imposto para a remuneração da concessionária, com base na arrecadação, o que poderia, segundo os argumentos apresentados, gerar instabilidade. O edital foi refeito em agosto.

Com informações do jornal Cruzeiro do Sul

Neste ano, subsídios a viações já somam R$ 480 milhões


29/9/2010
O Estado de S.Paulo

A gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) já extrapolou em R$ 120 milhões o total previsto em pagamentos de subsídios para as viações de ônibus em 2010. A verba suplementar foi remanejada de ações de melhorias na infraestrutura do transporte público, conforme execução orçamentária da própria Prefeitura.

Kassab afirmou em janeiro, quando a passagem saltou de R$ 2,30 para R$ 2,70, após três anos congelada, que reduziria os subsídios, cujo pico de pagamentos, em 2009, atingiu R$ 780 milhões. Para 2010, a reserva dos subsídios caiu para R$ 360 milhões, mas o montante pago até dia 27 chega a R$ 480 milhões.

Para aumentar as transferências às empresas do transporte coletivo, Kassab remanejou R$ 70,4 milhões que haviam sido reservados, por exemplo, para a construção de novos corredores e terminais de ônibus. Outros R$ 26 milhões saíram da requalificação de terminais e corredores já existentes. A execução do orçamento mostra ainda que o prefeito empenhou apenas R$ 3,1 milhões de um total de R$ 133 milhões destinados para melhorias na rede de ônibus.

Prefeitura. A Secretaria de Transportes alega que dos R$ 480 milhões aplicados sob a rubrica compensação tarifária, R$ 210 milhões se referem à cobertura das gratuidades previstas em lei e R$ 270 milhões foram para a renovação da frota. No entanto, é difícil determinar o quanto dos recursos para as empresas são subsídios e quanto é destinado à renovação da frota. Isso porque em 2009 a Prefeitura deixou de utilizar a rubrica específica "renovação da frota" pois a uniu com a "compensação tarifária", sem especificação. A Secretaria não respondeu por que adotou esse formato.

Para cobrir a diferença entre o custo real e o preço das passagens ainda deverá haver um repasse de R$ 80 milhões até o fim do ano. Segundo a administração, a diferença entre os valores deveria ser coberto pelos R$ 200 milhões que o Município deverá receber quando for concluída a licitação para privatizar os serviços de bilhetagem da SPtrans e do Metrô. O valor se refere à indenização que a Prefeitura tem direito por ter desenvolvido o sistema do bilhete único. A licitação, no entanto, ficou parada nos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e do Município (TCM), e ainda não há data para ser encerrada.

A Prefeitura informou também que esse remanejamento orçamentário não compromete as obras de corredores e terminais, uma vez que o valor será liberado assim que as obras começarem a ser executadas. Conforme nota oficial, as obras estão em fase de projeto. "A administração trabalha com a previsão da Agenda 2012, que é de implementar 60 km de corredores de ônibus."

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Passagem de ônibus em São Paulo sobe de R$ 2,70 para R$ 2,90 em dezembro

De acordo com o prefeito Gilberto Kassab, cidade terá orçamento recorde de R$ 34,6 bi em 2011

28 de setembro de 2010 | 12h 46 - Bruno Ribeiro e Diego Zanchetta - O Estado de São Paulo

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), colocou no orçamento para 2011 a estimativa de aumento da passagem de ônibus de R$ 2,70 para R$ 2,90. Segundo Kassab revelou ao Estado na manhã desta terça-feira, 28, o reajuste deve ocorrer já em dezembro. "Pode ser um pouco mais, um pouco menos. Mas a cidade tem de ter um reajuste com base na reposição da inflação todo ano, sem deixar acumular (o preço). Isso é transparência", afirmou o prefeito.

A capital paulista terá um orçamento recorde de R$ 34,6 bilhões no ano que vem. Após registrar um crescimento na arrecadação de todos os tributos - como IPTU (12%), ICMS (30%) e ITBI (100%) -, a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) elevou em 19,3% a estimativa de gastos no próximo ano, em comparação com 2010. O caixa do governo deve fechar este ano com movimentação de R$ 29 bilhões. A nova peça orçamentária será enviada à Câmara na quinta-feira, 30.

Kassab inflou a peça orçamentária ao colocar recursos “carimbados” das quatro operações urbanas em andamento na cidade. Serão R$ 1,3 bilhão das operações de um total de R$ 5,1 bilhões reservados para investimentos e novos projetos. A proposta ainda indica que a Prefeitura vai triplicar os gastos com os efetivos da Polícia Militar que trabalham no combate ao comércio irregular e na fiscalização do trânsito.

O governo municipal também tentar fazer em 2011 uma parceria público-privada (PPP) para viabilizar a construção dos três hospitais prometidos por Kassab durante a campanha de 2008, nos distritos de Parelheiros, Brasilândia e Vila Matilde.

Dívida. O prefeito aposta na renegociação da dívida da cidade com o governo federal, estimada atualmente em R$ 40 bilhões, para aumentar a capacidade de investimentos. Ao todo, 13% dos recursos da Prefeitura tem sido gastos com a amortização dos juros de um financiamento acordado em 2000. O prefeito tentará fazer esse percentual caia para 6%, corrigidos pelos índices de inflação. “Teríamos R$ 1,5 bilhão a mais para investir”, disse o prefeito.

“A cidade tem duas questões a serem resolvidas. A dívida e as fontes de financiamento para a saúde”, segundo Kassab. “E essa é uma questão que eu pretendo resolver, mas que só serão sentidas no próximo governo”, disse.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Nova empresa de ônibus de Mauá terá toda frota acessível a deficientes


quinta-feira, 23 de setembro de 2010 - Busologia Mundial - http://busologiamundial.blogspot.com/

O Grupo Leblon Transporte, vencedor da licitação do lote 02, que contempla 18 linhas municipais, em Mauá, vai apresentar hoje em sua sede na cidade o treinamento do seu pessoal ensinando como tratar as pessoas portadoras de deficiência. A empresa, que já está na fase final de ajustes na nova bilhetagem eletrônica, que visa facilitar o acesso do cidadão ao transporte público, traz do Paraná, onde a família controladora tem tradição no segmento de mobilidade urbana, os mais modernos métodos de capacitação de funcionários.
 
Entre eles, está o treinamento inédito no ABC e especial para o atendimento aos clientes portadores de necessidades especiais, como pessoas com limitação visual e que precisam de cadeira de rodas. Neste treinamento, os cobradores, motoristas e demais colaboradores da empresa, são colocados na mesma situação das pessoas com limitações. A empresa aluga cadeiras de rodas e faz com que os motoristas e cobradores as utilizem, tanto no deslocamento na garagem, como nos elevadores dos ônibus. Outros funcionários têm os olhos vendados e também fazem parte do treinamento para simular situações vividas por pessoas com limitação visual.
 
O conceito de treinamento é um sucesso nas operações do corredor de Curitiba, considerado o melhor sistema urbano no Brasil, e faz com que os motoristas e cobradores tenham noção real das limitações dos clientes especiais, tendo uma visão mais humana no atendimento desse público. A empresa é a única com frota 100 % acessível do ABC, com todos ônibus 0 km.

http://www.jornalabcreporter.com.br/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Passageiros podem conferir horários de ônibus em painéis eletrônicos


 












17/9/2010 - CNT

Foto:Anderson Bianchi

Os moradores da cidade de Santos (SP) passaram a contar, nesta semana, com uma importante ferramenta de comunicação. Desde quarta-feira (15), painéis eletrônicos digitais informam o tempo previsto de chegada dos ônibus municipais nos pontos de embarque.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego – Santos (CET), os equipamentos recebem informações do Sistema de Supervisão e Monitoramento de Ônibus (Sismo) da Viação Piracicabana, que faz o acompanhamento das linhas em tempo real, via satélite.

Ao todo, 50 painéis serão instalados na cidade. Eles possuem 1,83 metros de altura e são de fácil visualização. Os usuários do transporte coletivo também podem consultar os horários, em tempo real e de forma interativa, pela internet. É possível, ainda, verificar todos os pontos de parada ao longo do percurso de cada linha e o horário em que os veículos passaram no último ponto.

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), com a implementação do novo sistema, Santos passa a fazer parte de um seleto grupo de cidades brasileiras que oferece o serviço de painéis eletrônicos à população. Ele já existe em Curitiba (PR), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Uberaba (MG) e Recife (PE).

Para consultar os horários e itinerários dos ônibus em Santos, acesse: www.santosonibus.com.br e www.cetsantos.com.br.

Aerton Guimarães
Redação CNT

sábado, 18 de setembro de 2010

STJ decide: Leblon vai operar em Mauá

sex, 17/09/10 por milton.jung | categoria Ponto de ônibus, por Adamo Bazani | tags Mauá, ônibus, STJ, transporte



Decisão de Ministro do Superior Tribunal de Justiça acaba com domínio das empreas de Baltazar de SouZa e leva em conta a necessidade de mudanças no sistema de transporte.


Ônibus da Leblon, Maua

Por Adamo Bazani

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, manteve, nesta quarta-feira, a decisão do seu antecessor, ministro Celso Asfor, que permite a empresa Leblon Transporte operar 18 linhas de ônibus (o lote 2) na cidade de Mauá, região metropolitana. A decisão foi do colegiado do tribunal e ainda cabe recurso.

A empresa venceu a licitação aberta em 2008, mas as viações que perderam o certame, TransMauá e Estrela de Mauá, entraram na Justiça. Em Brasília, o mais recente instrumento jurídico usado pelas empresas de Baltazar José de Souza, que já detém o lote 1 , pela Viação Cidade de Mauá, foi um agravo de instrumento. As alegações dos advogados da TransMauá e Estrela de Mauá, de que a licitação não estaria de acordo com parâmetros legais e de concorrência, foram rejeitadas pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça. A postura de Ari Pargendler vai ao encontro do posicionamento do presidente anterior.

A reportagem teve acesso exclusivo à decisão de julho deste ano que foi mantida nesta quarta-feira. Nela, o ministro considerou que as empresas que contestam a licitação utilizaram “premissas manifestantes e falsos argumentos”. O Judiciário reconhece que a situação dos transportes coletivos é crítica e que são necessárias mudanças, conforme o texto:

…em apreço ao interesse público e com base no fato do próprio contrato de concessão com a empresa vencedora do certame ter sido assinado e publicado é indubitavelmente importante para o município de Mauá sob pena de ver os interesses de seus munícipes e o erário lesados, que o processo licitatório em análise não seja obstado, muito menos lesado”

A decisão do ministro Asfor, mantida nesta semana pelo ministro Pargendler, ainda reconhece a situação dos transportes de Mauá.

..tamanha precariedade do sistema de transporte municipal já havia sido instaurado medida pra apurar as irregularidades na prestação do serviço

A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa do Superior Tribunal de Justiça.

Procuramos o Grupo Leblon. Os responsáveis pela empresa só devem se pronunciar com a publicação no Diário Oficial, mas consideram a decisão uma vitória e reconhecimento pela qualidade de serviços apresentada na licitação.

A Empresa Viação Januária, que opera as 18 linhas da cidade, pertencente ao mesmo grupo de Baltazar José de Souza, confirmou que vai procurar as possibilidades jurídicas que ainda restam De acordo com a Januária, os ônibus da empresa operam normalmente.

A questão da bilhetagem eletrônica é o principal empecilho para os ônibus da Leblon saírem da garagem. A Leblon, no entanto, está em processo adiantado quanto a elaboração do sistema que seja compatível para toda a cidade. Nesta semana voltamos à garagem da empresa para confirmar a realização deste trabalhos.

De acordo com a Prefeitura de Mauá, a empresaa inda está no prazo legal para a intalação dos equipamentos.

Na garagem da Leblon, há cerca de 80 ônibus 0 km. No próximo mês devem chegar mais veículos novos, acessíveis, articulados de grande capacidade, modelo Volvo B 12 M, carroceria Marcopolo Viale.

Adamo Bazani, jornalista da CBN e busólogo, escreve no Blog do Mílton Jung.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Prefeitura tira R$ 60 mihões de corredor e paga empresários

Prefeitura tira R$ 60 mi de corredor e paga empresários

qui, 02/09/10 por milton.jung - Radio CBN



Medida, publicada no Diário Oficial do Município, é para cobrir gastos das empresas de ônibus. Especialistas indicam que transporte público não é prioridade

Ônibus atrasado, passageiro no ponto

Por Adamo Bazani/CBN

A Prefeitura de São Paulo anunciou nas edições do Diário Oficial da sexta-feira, dia 27 de agosto de 2010, e da terça-feira, dia 1º de setembro, que retirou R$ 60 milhões das verbas previstas para este ano em investimentos para modernizar e ampliar os corredores de ônibus de São Paulo.

O dinheiro será usado para subsidiar os empresários de ônibus, que se queixam que só com o que arrecadam nas catracas não conseguem manter o sistema. A cidade de São Paulo é uma das poucas no Brasil que ainda subsidia os donos das viações.

Com isso, várias obras previstas para aumentar e melhorar as vias que dão prioridade ao transporte coletivo de passageiros ficarão prejudicadas. A Prefeitura mantém os investimentos em aumento e alargamentos de ruas e avenidas com tráfego misto, que são ocupadas em sua maioria pelos carros de passeio.

Há três anos, em 2007, o prefeito Gilberto Kassab, DEM, anunciou a breve cosntrução de pelo menos cinco corredores:

Corifeu de Azevedo Marques/Jaguaré
Faria Lima
Berrini
Brás Leme
Sumaré.

Nenhum destes corredores de ônibus saiu papel. Nessas regiões, os ônibus que transportam em média 70 passageiros nos horários de pico, ainda precisam disputar espaço com carros, cuja grande maioria é ocupada pelo motorista mesmo.

O transporte público se torna assim cada vez mais lento na cidade de São Paulo, em alguns lugares alcançando a “impressionante” média de 8 km/h.

Para se ter ideia, a última obra que beneficiou a livre circulação dos ônibus na cidade de São Paulo foi estadual, a extensão do Corredor Metropolitano ABD, entre Diadema e Morumbi que, apesar de ter sido planejado em meados dos anos de 1980 só para receber trólebus do ABC Paulista, hoje abriga mais que uma dezena de ônibus municipais gerenciados pela SPTrans.

A Secretaria Municipal de Transportes afirmou em comunicado à imprensa que a verba transferida são se obras que não demandam recursos agora e que é necessário ainda o pagamento de subsídio aos empresários de ônibus para equilibrar financeiramente o sistema de transportes coletivos.
Quando as obras começarem, segundo a pasta, esse dinheiro será ressarcido, porém a Secretaria não explicitou de qual forma.

O órgão prometeu que até 2012 deve implantar 66 quilômetros de corredores e que investe R$ 162 milhões na modernização dos corredores existentes.

Uma das prioridades declaradas pela pasta atualmente é o monotrilho.

O sistema foi aprovado em diversas cidades do mundo pela capacidade de transportes. Mas devido aos seus custos maiores e mais intervenção nas características da região para sua instalação, como desapropriações, é alvo de diversas críticas por parte de estudiosos dos setores de transportes e trânsito.

O professor, engenheiro e especialista em trânsito, Sérgio Ejzenberg, disse ao Jornal Metro, que a prefeitura comete graves erros ao abandonar os corredores de ônibus em prol dos monotrilhos.

“São mais baratos e por poderem abrigar várias linhas transportam mais passageiros do que o monotrilho”

Para o especialista, os corredores de São Paulo precisam de melhorias, mas eles atraem pessoas para o transporte público, que deveria ser priorizado. Sérgio Ejzenberg ainda diz que os corredores são flexíveis a obras de modernização de vias e até de instalação de estações do metrô, facilitando as integrações. Obras mais complexas como monotrilho e VLT não permitem essa flexibilidade.

Os R$ 60 milhões retirados dos planos de corredores para subsidiar os empresários seriam suficientes para a conclusão da ligação Corifeu/Faria Lima, que teria 14,4 km de extensão e 40 paradas por sentido percorrido.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN e busólogo.