terça-feira, 16 de setembro de 2014

Haddad terá verba federal para construção de mais dois BRTs

16/09/2014 - O Estado de SP

SÃO PAULO - Até março, São Paulo terá em execução as obras de 165 quilômetros de corredores de ônibus, segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), que na manhã desta segunda-feira, 15, assinou dez contratos com a Caixa Econômica Federal para ter R$ 2,6 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O dinheiro será usado para construir mais dois BRTs que, juntos, terão 32 quilômetros de extensão.

Do total, R$ 1,9 bilhão será destinado à construção de corredores de ônibus e obras viárias. O restante do recurso será investido em piscinões, um parque linear em Perus, na zona oeste, e obras de drenagem. É a terceira vez que Haddad recebe dinheiro do PAC para investir em mobilidade urbana e drenagem. Ao todo, a Prefeitura já recebeu mais de R$ 13 milhões do governo federal.

"Em 2015 e 2016, São Paulo vai transformar-se em um canteiro de obras. Os 165 quilômetros de corredores estarão em execução até março", disse Haddad. O governo federal liberou R$ 487 milhões para o BRT Perimetral Bandeirantes-Salim Farah Maluf (16 quilômetros) e mais R$ 529 milhões para a extensão Itaim Paulista-São Mateus, que começam a ser construídos em 2015. Segundo Haddad, a cidade tem 37,5 quilômetros de corredores em obras. Neste ano a Prefeitura começará a construir 60,8 quilômetros. Todos os 165 quilômetros têm recursos do PAC.

Entre os corredores que começarão a ser construídos ainda neste ano estão os BRTs da Radial Leste (17 quilômetros) e da Avenida Aricanduva (14 quilômetros), que devem ficar prontos em dois anos. Os BRTs têm faixas de ultrapassagem para os ônibus e pontos maiores do que os tradicionais.

Superarticulados.Esses corredores também vão servir para reorganizar a distribuição das linhas de coletivo de São Paulo, além de poder receber ônibus biarticulados e superarticulados. O evento na Caixa Econômica Federal teve a participação do superintendente regional, Paulo José Galli, do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e do ministro das Cidades, Gilberto Occhi.

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