quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Usuário poderá escolher 'cara' do Bilhete Único Mensal em SP

02/10/2013 - Folha de SP

O Bilhete Único Mensal, que o prefeito Fernando Haddad (PT) espera transformar em uma das vitrines de sua gestão, já tem uma cara.

Uma não, cinco. Os cartões de plástico trarão impressos cinco marcos turísticos da capital: o Theatro Municipal, o Mercadão, o vale do Anhangabaú, o Pacaembu e o auditório do parque Ibirapuera.

Fotos desses locais, com efeito de "pintura", vão substituir o padrão usado no cartões atuais. A intenção é deixar os cartões mais atraentes.

A nova modalidade vai permitir usar livremente os ônibus municipais por 30 dias, contados a partir do primeiro uso, pelo preço de R$ 140.

O cadastro dos interessados começou em abril. Até anteontem, foram feitos 93,8 mil registros no site da SPTrans (empresa que gerencia o transporte municipal).

A partir da próxima segunda, esses cadastrados e os novos adeptos poderão escolher o local que querem carregar no bolso, no mesmo site.

Fazer o cartão não implica aderir à modalidade mensal.

Além das imagens no fundo, os novos cartões terão uma foto digitalizada do usuário, seu nome e um número de documento oficial.

A identificação será um dos principais mecanismos contra fraudes no uso do cartão, que é pessoal. No verso, haverá uma frase alertando ser proibido o uso por terceiros.

Segundo a Folha apurou, a prefeitura desistiu de implantar a biometria (identificação por meio de digitais). Testes apontaram que a verificação das digitais iria aumentar muito o tempo de passagem nas catracas, o que resultaria em atrasos na operação.

O início do bilhete mensal está previsto para meados de novembro. Segundo a SPTrans, os cartões poderão ser retirados em postos da empresa uma semana antes.


Cartões terão imagens de pontos turísticos, como Theatro Municipal, o Mercadão, o vale do Anhangabaú, o Pacaembu

NÚMEROS

O Bilhete Único atual permite usar até quatro ônibus num período de três horas pagando a tarifa de R$ 3.

Quem usa ônibus para ir e voltar do trabalho em dias úteis, por exemplo, gasta hoje R$ 132 por mês. Já quem faz três deslocamentos diários paga ao menos R$ 198.

Desse modo, a modalidade mensal passa a compensar financeiramente para quem faz mais de 46 viagens por mês, situação de cerca de 10% dos usuários pagantes.

Em número absolutos, são cerca de 400 mil pessoas, o que significa que o número de adeptos ainda pode crescer.

A prefeitura estima que o número pode aumentar conforme o novo cartão se torne mais conhecido, e que pode atrair também quem hoje evita os ônibus no fim de semana por não ter dinheiro.

Pelas contas da gestão, o bilhete mensal aumentará o subsídio ao sistema de transporte em R$ 400 milhões. Neste ano devem ser gastos R$ 1,2 bilhão, valor que subirá para R$ 1,6 bi no próximo ano, segundo o Orçamento.

Para não aumentar os gastos ainda mais, as fotos escolhidas para estampar os cartões não exigem o pagamento de direitos autorais.

O governo do Estado ainda não informou se o cartão mensal poderá ser usado no metrô ou na CPTM. Diz que espera estudos para avaliar os impactos financeiros.

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